sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Truman

título original: Truman
gênero: Comédia, Drama
duração: 1h 48 min
ano de lançamento: 1985
estúdio: Audiovisual Aval SGR
direção: Cesc Gay
roteiro: Tomàs Aragay, Cesc Gay
fotografia: Andreu Rebés
direção de arte: Irene Montcada

Tomás mora no Canadá há muitos anos, mas volta a Madrid para visitar seu amigo de infância Júlian que está doente. Ao perceber que a situação dele é pior que o imaginado ambos começam a trabalhar juntos para que tudo fique em ordem nesse momento.
Temos aqui dois grandes nomes do cinema latino: Ricardo Darín e Javier Cámara, a interação entre os atores é fluida, dando a sensação de que são realmente amigos de longa data.
A fotografia e trilha sonora são leves, e conseguem trazer um equilíbrio ao tema pesado.
A direção conduz a história de forma a fazer o telespectador concordar com o personagem principal e aprovar a conclusão da trama.
Um bom drama para ocupar o dia.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Depois de Horas

título original: After Hours
gênero: Comédia, Policial
duração: 1h 37 min
ano de lançamento: 1985
estúdio: Geffen Company, The
direção: Martin Scorsese
roteiro: Joseph Minion
fotografia: Michael Ballhaus
direção de arte: Jeffrey Townsend

Paul é um diagramador que, após o expediente, vai a um café e conhece uma garota por quem se interessa. Ele acaba marcando um encontro com ela e, ao ir buscá-la onde mora, no Soho, uma sucessão de acontecimentos transformam sua noite em uma confusão.
Talvez não seja um dos filmes mais famosos de Scorsese, eu pelo menos não lembro de ter ouvido falar sobre até assistir, mas com certeza é um dos mais diferentes.
Se você é uma pessoa ansiosa ou nervosa talvez esse filme amplie essas sensações. Tudo acontece em apenas uma noite, e a impressão é que não acabará nunca. A agonia do personagem se transforma na agonia do telespectador e, ao mesmo tempo, que há a torcida para que ele se livre dos problemas, há a vontade de que mais coisas aconteçam.
O estilo de filmagem tem aquele estilo clássico anos 80, o que acredito que valoriza a temática do filme.
Quanto ao elenco não conheço muito o trabalho dos principais atores, ainda assim não tenho do que reclamar, todos os envolvidos no trabalho dão o máximo de si, mesclando bem a realidade e a loucura.
Os momentos finais do filme são o ápice da maluquice, e com certeza o final parecerá sem pé nem cabeça, ainda assim vale a experiência.
Ah! E fique atento ao show punk, talvez você ache um diretor por ali. ;)

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb


sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Espelho, Espelho Meu

título original: Mirror Mirror
gênero: Fantasia, Comédia
duração: 1h 46 min
ano de lançamento: 2012
estúdio: Relativity Media
direção: Tarsem Singh
roteiro: Marc Klein, Jason Keller, Melisa Wallack
fotografia: Brendan Galvin
direção de arte: Tom Foden

Nessa releitura da história de Branca de Neve a madrasta matou o rei e a protagonista se unirá a sete anões prontos pra briga para recuperar seu reino.
O roteiro, renovando vários pontos desse clássico, não chega a impressionar mas agrada em vários pontos: o príncipe meio bobalhão e os anões como ladrões da floresta foram os pontos principais pra mim.
A direção e fotografia me remeteram um pouco a um estilo que vem sendo muito usado nessas novas roupagens de contos de fada, como o usado em "A Garota da Capa Vermelha".
Julia Roberts e Armie Hammer seguram as pontas no quesito atuação, entretém, divertem, fazem o necessário. Lily Collins coube bem ao papel de princesa, mas pesa um pouco a mão no ar de boazinha/sonsa e acaba parecendo um pouco inexpressiva.
Não é um filme para se programar para assistir, mas se pegar passando na TV (como foi meu caso) pode ser um bom passatempo.
Ah! E ainda tem cena estilo Bollywood no final.

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Boi Neon

gênero: Drama
duração: 1h 41 min
ano de lançamento: 2015
estúdio: Desvia Filmes
direção: Gabriel Mascaro
roteiro: Gabriel Mascaro
fotografia: Diego García

Iremar é um vaqueiro, dono de curral, que viaja o Nordeste brasileiro trabalhando em vaquejadas enquanto sonha em se tornar estilista.
Muito ouvi falar desse filme, principalmente na coletiva de imprensa de "Aquarius" onde o filme foi muito elogiado por Kleber Mendonça Filho. Assim, minha expectativa só foi crescendo.
Antes de começar a minha análise gostaria de deixar claro que os pontos que levantarei são suposições minhas que valorizam o filme, por não saber se era essa a intenção do diretor minha classificação final ficará abaixo do que o texto dará a entender.
Tive a oportunidade ontem de assistir quando peguei passando por acaso no CanalBrasil. Já sabendo de antemão que a produção era lenta e um tanto silenciosa, consegui me adaptar bem ao ritmo, mas acredito que para muitos essas características se tornarão pontos negativos, porém considero esses aspectos importantes para a condução da trama. 
A trama não tem exatamente começo-meio-fim, parece mais que começamos e paramos de acompanhar a rotina dessas pessoas em momentos aleatórios. Temos aqui pontos interessantes de se observar: a vida dentro de uma rotina constante e imutável como grande parte da vida comum da população, sem reviravoltas ou superações grandiosas; o sonho do personagem principal em se tornar algo extremamente fora de sua rotina e a crítica que isso traz à meritocracia; também pode-se trazer a questão da vaquejada que ficou muito em pauta no último ano.
A fotografia é serena ao mesmo tempo que um pouco deprimente, mais um reforço a linha de existência dos personagens.
O elenco trabalha de forma coerente, reforçando o vazio existencial de seus personagens. Minha única crítica seria mais sobre a dicção da atriz mirim que interpreta Cacá, não consegui entender uma única palavra do que a menina disse durante todo o filme.
Se toda a minha interpretação estiver correta, por mais que arrastado, o filme faz uma boa interpretação de uma parcela da sociedade que não tem espaço de representação nem de fala na mídia.
O meu maior problema com o filme foram as cenas de sexo. Sem puritanismo, acredito que ainda que explícitas, se bem colocadas na trama, essas cenas são coerentes (vide algumas cenas chocantes em "Aquarius" que estão em total consonância com a história). Porém o que temos aqui são cenas aleatórias, jogadas no meio do enredo e que tomam um bom espaço em certas sequências. Ok, sexo é algo rotineiro e assim podem ser vistas essas cenas? Sim. Ainda assim acho questionável pela questão de ser um filme para exportação e o Brasil já é visto de forma muito sexualizada no exterior, entendo então que cenas desse tipo só ajudam a reforçar certos preconceitos.
Ainda assim, creio que a última cena de sexo [/SPOILER]  onde Iremar transa com a grávida na fábrica têxtil pode ser vista como uma metáfora para o desejo do personagem principal em se inserir nesse mercado e que aquele seria seu único e maior contato - seu êxtase - com a área. [\SPOILER]

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Rogue One: Uma História Star Wars

título original: Rogue One: A Star Wars Story
gênero: Ficção Científica, Aventura, Ação
duração: 2h 13 min
ano de lançamento: 2016
estúdio: Lucasfilm
direção: Gareth Edwards
roteiro: Chris Weitz, Tony Gilroy , John Knoll, Gary Whitta, George Lucas
fotografia: Greig Fraser
direção de arte: Doug Chiang, Neil Lamont

Na infância Jyn tem que se afastar dois pais para sobreviver quando seu pai, Galen, é capturado pelo Império para construir uma super arma. Anos depois, após ter que se virar sozinha por muito tempo, Jyn é resgatada pela Aliança Rebelde que deseja que ela recupere uma mensagem enviada para o rebelde que a criou, Saw Gerrera, com a promessa de ser libertada ao final da missão.
O que temos aqui é um filme derivado de Star Wars que não faz parte da história principal, mas que preenche a lacuna existente entre "Star Wars III: A vingança dos Sith" e "Star Wars IV: Uma Nova Esperança". E o faz da maneira certa. Sim, a Disney quer lucrar horrores com Star Wars e vai lançar um filme por ano, também já declarou que pode não levar a sério os cânones da série. Ainda assim isso não atrapalhou com que esse spin-off tivesse sucesso em sua execução. 
Não é um roteiro produzido para que haja um Rogue One 2 - e nem havia como dada a história já existente, mas partindo de um estúdio de finais felizes é surpreendente (de uma forma boa) o final que temos aqui.
Ainda sobre o roteiro, após um "Star Wars VII: O Despertar da Força" que é bom mas com mais saudosismo para fãs do que preso as origens, é agradável ver um roteiro que foca mais na veia política da série. 
O elenco é diversificado e acredito ser esse o grande trunfo do filme, o núcleo principal da história conta com negro, mexicano, japonês, mulher, deficiente visual, enfim. É uma mistura tão natural e que se encaixa tão bem na trama que soa até absurdo a necessidade de reinvindicacão para que haja maior diversificação nos filmes.
A produção é lotada de easter eggs dos outros filmes, acaba se tornando uma caça ao tesouro para achar detalhes de vestimentas, naves, robôs, e.t.s dos outros filmes. A direção de arte e os efeitos especiais são muito bem executados mas trazem o estilo dos primeiros filmes de volta.
Peço atenção, por fim, a sequência final do filme que é de arrepiar, principalmente se você assistir logo em seguida o início do IV. Ainda mais a maquiagem digital usada que poderá fazer brotar algumas lágrimas.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb