quinta-feira, 3 de março de 2011

O Discurso do Rei

título original:The King's Speech
gênero:Drama
duração:1 hr 58 min
ano de lançamento: 2010
estúdio: See Saw Films / FilmNation Entertainment / The Weinstein Company / UK Film Council / Momentum Pictures
distribuidora: Paris Filmes
direção: Tom Hooper
roteiro: David Seidler
produção: Iain Canning, Emile Sherman, Gareth Unwin, Simon Egan e Peter Heslop
música: Alexandre Desplat
fotografia: Danny Cohen
direção de arte: Netty Chapman
figurino: Jenny Beavan
edição: Tariq Anwar

História do Rei George VI no período em que seu pai morre e ele tem de enfrentar o problema de sua gagueira para fazer discursos à população. Para ajudar sua mulher encontra um terapeuta da fala que usa métodos nada convencionais para curar o rei. Os dois se tornam mais do que médico e paciente, construindo ali uma amizade que ajudará muito o rei a se livrar de seus traumas. Principalmente quando ele tem de enfrentar algo que temia: tomar posse do trono quando seu irmão abdica o reinado.
O roteiro é simples e elaborado ao mesmo tempo. Não mantém reviravoltas ou surpresas que tiram seu espectador do lugar comum, mas prende e impressiona. Contando a história de como um homem tímido tem de lidar com as pressões de uma família formada por figuras públicas e líderes natos, como aquilo foi-lhe imposto e forçado mesmo ele não acreditando ter perfil para o cargo. Como já disse o roteiro é muito mais simples do que outros que concorreram com ele em Roteiro Original, como "A Origem", mas numa categoria cheio de roteiros polêmicos e fora do comum, quem se destaca realmente é o que se diferencia.
Melhor Direção também foi muito justo. Os enquadramentos e sequências são muito agradáveis e conduzem bem a história.
Quanto a melhor ator: lembram que eu tinha dito que achava difícil alguém conseguir superar Javier Bardem em "Biutiful"? Queimei minha língua. Na verdade, acho que Colin Firth é quem mais segura esse filme. Ele está incrível na figura de um líder inseguro, além de sua gagueira ser tão perfeita que dá vontade de dar uns tapas nas costas pra ver se desempaca.
Cheguei a conclusão também que preciso ver "O vencedor" para tirar a prova de Melhor Ator Coadjuvante, posso queimar minha língua de novo, mas achei muito merecedor do Oscar a interpretação que Geoffrey Rush dá ao terapeuta, agora é esperar pra ver se pode ser superada por Christian Bale.
Por fim Melhor Filme, muito merecido! Como já disse, não é um filme que mexe com você de sair do cinema chocado, assustado, nervoso ou em êxtase, como em "Cisne Negro" e "A Origem", mas ele mostra um lado sentimental de um líder que dificilmente podemos imaginar, e com vários toque de humor com ironias muito bem colocadas. É uma história mais calma, mas não menos importante. Não acho que entre esse e meus favoritos algum era superior ao outro, mas estão todos em um mesmo patamar de valor e importância, cada um a sua maneira.

CLASSIFICAÇÃO: MARAVILHOSO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

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