sábado, 30 de julho de 2016

Um Amor à Altura

título original: Un homme à la hauteur
gênero: Comédia Romântica
duração: 01h 38 min 
ano de lançamento: 2016
estúdio:  VVZ Productions
direção: Laurent Tirard
roteiro:  Marcos Carnevale, Laurent Tirard, Grégoire Vigneron
fotografia: Jérôme Alméras
direção de arte: Françoise Dupertuis

TEXTO PRODUZIDO PARA CENTRAL42

Diane, uma recém-separada advogada, esquece seu celular em um restaurante. Alexandre, um arquiteto o encontra e eles marcam de se encontrar para devolvê-lo, mas o encontro toma rumos inesperados.
Esse filme foi destaque no Festival Varilux de Cinema Francês 2016. Mas se engana quem - assim como eu - achou que se tratava de uma obra original. Na verdade esse filme é uma refilmagem do argentino "Coração de leão - O Amor não tem tamanho" de Marcos Carnevale. Não tendo como fazer comparações falarei somente do que vi.
Como se trata de uma comédia romântica já é de se esperar que os caminhos que a história toma sejam um pouco clichês e, realmente, não foge muito disso. Já nas primeiras cenas podemos imaginar como irá acabar.
Ao mesmo tempo o roteiro consegue trabalhar de forma leve temas como preconceito e padrões estabelecidos como certos pela sociedade. O que é valorizado pelo estilo francês de fazer comédia: nos fazem rir e nos sentir mal por ter rido daquilo ao mesmo tempo.
A trilha sonora é incrível, ajuda mais ainda a criar laços com o filme, inclusive a primeira música a tocar, quase na abertura do filme, já me fez jogar as expectativas lá em cima. (Se não me engano: Break You as I Go - Emilie Gassin)
A química entre Jean Dujardin e Virginie Efira é bem boa, mas acredito que ela sozinha podia ter ido um pouco melhor, em alguns momento sem pareceu um pouco engessada. Stéphanie Papanian está ótima como a secretaria fofoqueira.
Mas voltando ao casal principal, o que mais chama a atenção é como fizeram a diferença de altura, afinal ela tem 1,75m e ele 1,82m. Além de usarem efeitos especiais, também tiveram truques como plataformas, ficar de joelhos e afins.
E é aí que entra o ponto que mais me incomodou no filme, pois a proporção não foi mantida durante o filme. Em algumas cenas Alexandre bate nos ombros de Diane, em outras no peito e em algumas outras ainda, quase na cintura. Em cenas que Alexandre é visto de corpo inteiro parece apenas um homem pequeno, miúdo, mas proporcional. Em outras, como quando ele está sentado, a cabeça e braços estão no tamanho real do ator e aí - se for imaginá-lo pequenino com aquele tamanho de braços e cabeça - fica estranho. Pode ser apenas perfeccionismo da minha parte, mas me ajudou a perder um pouco do foco na história.
Ainda assim é um ótimo entretenimento, que diverte e mesmo assim faz questionar algumas posturas nossas.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

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