segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Um dia de fúria

  • título original:Falling Down
  • gênero:Suspense
  • duração:01 hs 53 min
  • ano de lançamento:1993
  • estúdio:Warner Bros. / Regency Enterprises / Alcor Films / Le Studio Canal+
  • distribuidora:Warner Bros.
  • direção: Joel Schumacher
  • roteiro:Ebbe Roe Smith
  • produção:Timothy Harris, Arnold Kopelson e Herschel Weingrod
  • música:James Newton Howard
  • fotografia:Andrzej Bartkowiak
  • direção de arte:Larry Fulton
  • figurino:Marlene Stewart
  • edição:Paul Hirsch
Em um dos dias mais quentes do ano um homem , que de uma hora para outra se viu sem sua família e sem emprego, larga seu carro no meio de um congestionamento e resolve "voltar" para casa. Porém seu descontrole emocional faz com que sobre para todos que atravessam seu caminho. A única chance de controle é um policial que está no último dia de trabalho antes de sua aposentadoria.
Esse filme extrapola a violência gratuita, ele faz uma crítica a essa perseguição pelo "sonho americano" que não aceita perdedores. Uma das melhores cenas, para mim, é durante o espancamento de um coreano em que Michael Douglas - realmente parecendo enlouquecido - diz para o rapaz "Você vem para o meu país, pega o meu dinheiro e nem para aprender a minha língua!"; é aí que mostra-se bem a falsa boa convivência dos grupos étnicos dentro de uma população muito defensora de suas raízes.
Pode parecer meio insano da minha pate, mas  esse filme pode tirar boas risadas do espectador também; se a pessoa tiver um humor um tanto quanto ácido como o meu.

Classificação: ÓTIMO

Pôster e ficha técnica: IMDb

3 comentários:

  1. Análise do filme Um Dia de Fúria

    1- William ferra não só as pessoas que cruzam seu caminho, mas também as que não cruzam, como no campo de golfe.
    2- No final William se ferra, mas será que ele realmente era o vilão. Será que não era a sociedade. Será que tudo voltou ao normal mesmo.
    3- No final, a partir da primeira vez que William fala com sua esposa, o filme muda de tom. Passa de filme de ação para filme de drama. Interessante.
    4- O gerente da lanchonete tem um dente faltando, só para dar um aspecto de mediocridade.
    5- Uma criança de 12 anos ensinando um adulto de 30 a atirar. Isso é irônico. Provavelmente aprendeu assistindo filmes violentos, e esses mesmos filmes o farão ser um adulto paranóico quando crescer.
    6- Há um close dos óculos quebrados.

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  2. gostei dos adendos! é bom ver os filmes em outras perspectivas .. já pensou em também fazer um blog de cinema? Eu leria fácil =D

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  3. Como vai Natália Ranhel?


    Procurando no Google um blog que criticasse o filme,deparei-me com o teu. =)


    Não me lembro duma penúltima vez que tenha assistido "Um Dia De Fúria" e dessa forma o vi ontem.Peguei-me pensando se havia uma "cena desperdiçada" no meio de tantas que não são?Por exemplo.**Spoiler* Acho que gostaria de saber para onde ele foi ia durante todo o mês corrente em que tinha sido demitido?Interessaria-me por essa cena extra(rs),cuja não sei se foi explanada.*Fim de Spoiler**

    Curiosamente a cultura do sonho americano não aceita os losers,mas os conforta com filmes de sucesso.Assemelha-se a fazer a pessoas correrem atrás de coisas que não podem ter(e nem podem precisar mesmo ter) e dar uma tapinha cinematográfico nas costas.

    Numa das muitas perspectivas a cada piada ácida,acho que é a de que os problemas sempre te puxam a todo instante: o policial se aposentando ou o cidadão furioso em um mau dia ainda que se esforce tanto para ter apenas um bom momento."Como a sociedade ainda está de pé?"Pensador francês afirmaria que são as leis,porém o filme pontua que não é tanto assim.

    O limite indefinido entre certo ou errado,como na cena do mercadinho,é deverás instigante o antiheroísmo que também é "o não estar mais alienado".E sobre o dente do gerente faltando,eu vi lá por volta dos 42 minutos e para mim é uma caso de dentes centrais separados,mas(?) boas observações do Anônimo;também as vi.

    E não é insano ou estranho da sua parte,pois o filme é engraçado... ao menos até a gente perceber que aquela piada bem que poderia não existir.E caramba,tens muitas críticas!Espero que não perco o entusiasmo ou o senso para criticar.


    Tchau.

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