quinta-feira, 20 de abril de 2017

O Experimento de Aprisionamento de Stanford

título original: The Stanford Prision Experiment
gênero: Drama
duração: 02h 02 min
ano de lançamento: 2005
estúdio:  Coup d'Etat Films
direção:  Kyle Patrick Alvarez
roteiro:  Tim Talbott, Philip Zimbardo
fotografia: Jas Shelton
direção de arte: Gary Barbosa

O professor de psicologia Philip Zimbardo decide aproveitar as férias de Stanford para conduzir um experimento onde deseja comprovar que os traços de personalidade de prisioneiros e policiais definem suas relações. Ao selecionar 24 alunos para passar 2 semanas em uma simulação de cadeia ele os divide aleatoriamente nos grupos. Mas, em pouco tempo, verá que a influência do ambiente e do poder é muito maior do que o imaginado.
Em 2001 esses caso real já havia sido transformado em filme na Alemanha, chama "A Experiência" e é um dos melhores filmes que já vi na história, portanto recomenda que assista ele antes de assistir a esse filme. 
A questão é que o filme alemão leva mais para um lado ficcional, não vinculando tanto ao caso real, apenas ao cerne da questão. Vemos naquela obra um maior desenvolvimento das questões dos participantes.
O interessante nessa produção é que eles abordam bastante também o envolvimento dos pesquisadores com o objeto de pesquisa e como este afetou também quem não estava dentro do experimento.

Peço que deem bastante atenção as interpretações de Ezra Miller, que por que permaneça pouco na trama leva tudo ao extremo, e Michael Angarano que realmente veste a camisa do personagem, e do personagem do personagem.
Minha maior crítica a esse filme é a maquiagem. Como se passa nos anos 70 fizeram com que o elenco ostentasse cabelos e bigodes clássicos da época, o problema é que está extremamente visível que são falsos.
Ainda assim o filme cumpre a função de passar a tensão do experimento e o suspense que o envolve de como aquilo terminará.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb


quarta-feira, 19 de abril de 2017

Os 33

título original: The 33
gênero:  Drama
duração: 2h 07 min 
ano de lançamento: 2015
estúdio: Alcon Entertainment
direção: Patricia Riggen
roteiro: Mikko Alanne, Craig Borten,Michael Thomas, Jose Rivera, Hector Tobar
fotografia: Checco Varese
direção de arte: Marco Niro

Uma mina desmorona em Capiapó, Chile, deixando 33 mineiros presos a 700 metros de profundidade. Enfrentando grandes dificuldades técnicas, o Ministro de Energia faz o possível para localizá-los e resgatá-los com vida, enquanto lida com familiares angustiados.
O roteiro conta um caso real ocorrido em 2010, para quem acompanhou as notícias na época já sabe o final do filme, o que ajuda a aliviar um pouco a carga de tensão. Temos aqui uma daquelas histórias que se contássemos a alguém que não soubesse do caso real provavelmente acharia piegas e forçada. Mas é verdadeira e com certeza irá emocionar e muito.
Ainda assim tem alguns pequenos detalhes que me incomodaram bastante. 
Não sei se o filme foi produzido direto para TV, mas a fotografia passa essa impressão. O estilo de filmagem, a iluminação parecem muito de produções para TV. Quando parece que o filme vai ganhar um toque mais artístico (logo que os mineiros são soterrados e só se iluminam com as luzes dos capacetes) eles dão um jeito de colocar uma luz mais homogênea que mata a beleza da cena.
Outro ponto é o elenco. Por se tratar de uma produção com parceria entre Chile e EUA com certeza tentaram selecionar atores internacionais de vários países para chamar a atenção em seus locais de origem. Mas isso trouxe uma questão ao filme que me deixou bem incomodada: os sotaques. Ao escolherem fazer o filme em inglês (o que é outro erro pois deveria ter sido feito em espanhol) temos uma batalha de formas de pronunciar o inglês terrível. O elenco conta com atores: americanos, brasileiros, espanhóis, cubanos, mexicanos, colombianos, irlandeses e até filipinos. Virou uma torre de Babel que acaba desconcentrando o telespectador.
Sim, a história foi contada com a emoção necessária, mas os detalhes errados roubam a cena.


CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb


terça-feira, 18 de abril de 2017

Logan

título original: Logan
gênero: Ação, Drama
duração: 2h 21 min
ano de lançamento: 2017
estúdio: Marvel Entertainment
direção: James Mangold
roteiro: James Mangold, Scott Frank, Michael Green
fotografia: John Mathieson
direção de arte: François Audouy

Um cansado Logan e um doente Professor Xavier se escondem na fronteira do México em um futuro não muito distante. Mas seu esconderijo é descoberto e sua paz vai embora quando ele é procurado por uma jovem mutante em apuros.
Fui ao cinema esperando mais um daqueles filmes do X-Men, que vamos combinar que já deu há uns 3 filmes atrás. e me surpreendi.
Com certeza grande parte das pessoas que foram assistir esperavam por um filme de super-herói. Não que não seja, mas é muito mais um filme de personagem em toda sua profundidade.

Esquece super-herói ou qualquer coisa do tipo para ver esse filme, por favor. Vá com a cabeça de um drama, de um filme que questiona nossa existência e o que importa realmente em nossas vidas. Vá com a cabeça preparada para ver um homem indestrutível em seu interior, com suas emoções expostas.
Vá também preparado para ver Wolverine, finalmente, em todo seu potencial. O filme faz valer sua classificação 16 anos e espirra sangue de todas as maneiras possíveis.
Temos Patrick Stewart e Hugh Jackman se entregando de tal forma ao personagem que será impossível ver seus personagens com outros atores no futuro e achar ok.
A fotografia e direção trazem um ambiente mais soturno e sério, características que o roteiro exige. A trilha sonora é uma das melhores que já vi em um filme do gênero.
Único ponto que faltou para mim foi uma carga emocional em dois pontos do filme feitos para levar o telespectador as lágrimas, o que não aconteceu comigo.
Talvez esse filme tenha aberto as portas para uma nova roupagem para o gênero super-herói, o que vem se fazendo necessário.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Fica Técnica: IMDb


segunda-feira, 17 de abril de 2017

Fragmentado

título original: Split
gênero: Suspense, Terror
duração: 1h 57 min
ano de lançamento: 2016
estúdio: Blinding Edge Pictures
direção: M. Night Shyamalan
roteiro: M. Night Shyamalan
fotografia: Mike Gioulakis
direção de arte: Mara LePere-Schloop

Kevin convive com 23 personalidades em seu corpo. Com a ajuda da Dra. Karen ele consegue mantê-las sob controle. Porém, certo dia, ele sequestra três adolescentes que, enquanto aprisionadas, passam a conhecer várias dessas personalidades.
Eu sempre espero muito do diretor M. Night Shyamalan e até o momento ele não me decepcionou. Porém, ouvi falar tanto desse filme e, conhecendo o trabalho do diretor, esperava que houvesse um plot twist absurdo - o que me levou a passar a sessão toda caçando sinais da possível revelação. Aqui fica o primeiro conselho: não faça isso, deixe essa possibilidade de lado. Eu saí do filme com várias teorias incríveis que não significaram nada.
O roteiro, ao final, pode parecer óbvio,  mas talvez seja exatamente por isso que surpreende. Bem construído ele apresenta um suspense de deixar qualquer um tenso do começo ao fim.
James McAvoy está em sua melhor forma, se ele não estiver indicado a melhor ator ano que vem no Oscar ficarei MUITO indignada. Inclusive a direção e a fotografia ajudam a enaltecer o grande trabalho que ele faz nesse filme.
Dizem que esse filme é a continuação de "Corpo Fechado". Será? Assistam e me digam.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

POster e Ficha Técnica: IMDb