segunda-feira, 31 de outubro de 2016

O Massacre da Serra Elétrica

título original: The Texas Chain Saw Massacre
gênero: Terror, Suspense
duração: 01h 23 min
ano de lançamento: 1974
estúdio: Vortex
direção:  Tobe Hooper
roteiro: Kim Henkel, Tobe Hooper
fotografia: 
Daniel Pearl


Durante uma viagem de carro, um grupo de jovens dão carona para um rapaz muito estranho. Depois de o expulsarem do carro vão à antiga casa da avó de um deles. Enquanto passeiam pela propriedade, aos poucos, um a um começa a sumir.
Seria esse o pai dos filmes de terror com serial-killers? Não posso garantir, mas com certeza foi um dos filmes de terror independente mais rentável da história: o orçamento foi próximo a $ 300 mil e arrecadaram mais de $ 30 milhões com bilheteria.
Se for parar pra analisar friamente o filme deveria chamar algo mais para "O Massacre dos adolescentes idiotas", porque esse pessoal desse filme consegue superar as atitudes idiotas de todos os filmes do gênero junto.
As cenas em que o Leatherface manda ver na serra elétrica também são um pouco mal feitas, o ângulo em que se filma deixa claro que ele está simulando o corte e não dando a idéia de realmente estar cortando alguém.
Inclusive acho que faltou sangue espirrando levando em conta a arma usada, mas por ser um filme de baixo orçamento acho que vale relevar.

A maquiagem do avô também é bem questionável, não dá para saber direito se está vivo ou morto - mas isso acaba sendo divertido.
Marilyn Burns foi a única no elenco que me impressionou, mas de uma forma negativa: como alguém consegue gritar tanto durante tanto tempo?
Ainda assim o roteiro consegue uma reviravolta boa e surpreende no final, deixando tudo bem angustiante.
Sim, é um filme MUITO tosco e eu praticamente não me assustei em nenhum momento, mas é uma boa diversão e exatamente pelos "erros" que citei acima que se tornou um clássico e abriu caminho para vários outros que viriam depois.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

domingo, 30 de outubro de 2016

Uma Lição de Amor

título original: I am Sam
gênero: Drama
duração: 02h 12 min
ano de lançamento: 2001
estúdio: New Line Cinema
direção:  Jessie Nelson
roteiro: Kristine Johnson, Jessie Nelson
fotografia:
Elliot Davis
direção de arte: Aaron Osborne

Sam é um homem com deficiência mental que cuida, com a ajuda de amigos e de uma vizinha, de sua filha Lucy. Quando ela chega aos 7 anos começa a superá-lo intelectualmente e a situação chama a atenção de uma assistente social que a tira do pai na intenção de levá-la para um lar adotivo. Sam, então, busca a ajuda de uma renomada advogada para reconquistar a guarda da filha.
Sim, pode até ser aquele tipo de roteiro que se vê bastante na Sessão da Tarde, clichê dramalhão pra te levar as lágrimas.
Mas não é por isso que você vá chorar e sim pelas atuações magníficas de Sean Penn, se fosse um desconhecido diria que realmente tinha alguma deficiência mental, e Dakota Fanning, pequenina mas super madura e responsável por seu pai.
Michelle Pfeiffer que decepciona um pouco, sua personagem egocêntrica e workaholic passa um pouco do ponto e beira o caricato.
Outro ponto alto é a trilha sonora composta pela discografia dos Beatles - que também tem parte de suas letras usadas para construir diálogos bem escolhidos.
Talvez daqui um tempo não me lembre que assisti a esse filme, mas com certeza no dia de hoje me marcou.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

sábado, 29 de outubro de 2016

O Clã

título original: El Clan
gênero: Suspense, Policial
duração: 01h 48 min
ano de lançamento: 2015
estúdio:  El Deseo
direção: Pablo Trapero
roteiro:  Julian Loyola, Esteban Student, Pablo Trapero
fotografia: Julián Apezteguia
direção de arte: 
Sebastián Orgambide


Ditadura militar na Argentina, uma família de classe média - os Puccio - sequestra pessoas para pedir resgate. As operações são comandadas pelo patriarca da família, executadas pelos filhos homens, enquanto esposa e filhas fingem desconhecer o que acontece na casa.
Baseado em fatos reais, essa história chocou a Argentina na época e pelo jeito ainda continua causando muita comoção no país, já que essa produção desbancou "O Segredo dos seus olhos" e só ficou atrás de "Relatos Selvagens".
Quando assisti ao trailer fiquei muito curiosa, parecia uma história intrigante, uma trama que seria aprofundada conforme o filme fosse se desenrolando. Mas no final o filme não mostra muito mais que o trailer, fica em um looping eterno de sequestros, pedidos de recompensa e mortes até chegar ao final.
O elenco também não foi nada acima da média pra me chamar a atenção. 
Para uma história tão curiosa me pareceu faltar colocar esse elemento na trama. Talvez seja uma história muito local, então não faça muito sentido para não-argentinos, assim como o filme "Gonzaga- de pai para filho" não deve ter muito apelo por lá.

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDb

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Trolls

título original: Trolls
gênero: Animação, Aventura
duração: 01h 32 min
ano de lançamento: 2016
estúdio:  DreamWorks Animation
direção:  Mike Mitchell, Walt Dohrn
roteiro: Jonathan Aibel , Glenn Berger
fotografia: 
Yong Duk Jhun
direção de arte: Kendal Cronkhite

TEXTO PRODUZIDO PARA CENTRAL42

Os pequenos Trolls foram obrigados a fugir da árvore onde viviam por serem constantemente atacados por Berguens. Muitos anos depois, acreditando estarem a salvo, a ameaça volta a assombrá-los e alguns membros da comunidade são raptados. Poppy, princesa dos trolls, e Tronco, um troll desacreditado, partem em uma aventura para salvar seus amigos.
Essa animação foi criada com base nos bonecos troll, conhecidos aqui no Brasil como Duendes Mágicos ou Duendes da Sorte e que fizeram muito sucesso na década de 1980 e 1990. Inclusive logo no começo do filme podemos ver uma rápida homenagem ao formato mais conhecido do boneco em uma "trollagem" que os trolls fazem com os berguens.
Os personagens são extremamente bonitinhos e fofos, o que é ainda mais reforçado pela animação fazer com que eles - e o ambiente - pareçam feitos de feltro. Se aliarmos a isso a quantidade de cores e glitter que preenchem a tela durante todo o filme, as crianças com certeza já terão sido ganhas pelo filme.
Já os adultos, se ainda não se renderam pelos pontos ditos acima (afinal, quem resiste a um desenho bonitinho e bem feito?) com certeza se renderão com a trilha. Justin Timberlake, como produtor executivo musical, fez um ótimo trabalho misturando músicas dançantes atuais com algumas da era disco e outros clássicos dos anos 1970 e 1980. Temos "Hello", "The Sound of Silence" (inclusive a cena em que toca essa música é uma das sequências mais engraçadas do filme), "Move your Feet", "September" ou até mesmo uma versão criada pelo cantor que tem "In the Hall of the Mountain King", de Edvard Griev, de fundo; sendo que essa última música ficou incrível como tema dos berguens. Ao final do filme é difícil não se pegar, pelo menos, balançando o pé.
Quanto a trama não temos nada de muito surpreendente, uma Jornada do Herói resumida. Por mais que seja clichê, é reconfortante ver uma moral da história sobre nos mantermos alegres e positivos mesmo com as adversidades, desenhos infantis necessitam disso para passar algo a mais às crianças além de apenas diversão.
Ainda que eu ache que não há filme que trabalhe melhor as questões sobre sentimentos, e como é normal se sentir triste ou bravo de vez em quando, como "Divertida mente", quero acreditar que mesmo a pessoa mais ranzinza não conseguirá resistir a alegria dos trolls.


CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb


quinta-feira, 27 de outubro de 2016

A Garota no Trem

título original: The Girl on the train
gênero: Suspense, Policial
duração: 01h 52 min
ano de lançamento: 2016
estúdio: Amblin Entertainment
direção: Tate Taylor
roteiro:  Erin Cressida Wilson , Paula Hawkins
fotografia: Charlotte Bruus Christensen

direção de arte: Kevin Thompson

TEXTO PRODUZIDO PARA CENTRAL42


Baseado no livro homônimo de Paula Hawkins, esse filme conta a história Rachel Watson. Após se separar de Tom ela passa diariamente de trem na frente de sua antiga casa, onde agora seu ex-marido vive com a nova esposa e sua filha. Ao começar a acompanhar a vida do jovem casal que mora ao lado ela passa a fantasiar histórias, até que um dia vê além do que devia e acaba se envolvendo em um grande mistério.

Gostaria de deixar claro desde já que não li o livro, inclusive, fui para a sessão completamente as cegas, sem fazer ideia do que se tratava o filme. E acredito que tenha sido uma ótima escolha para que aproveitasse melhor essa produção.
O roteiro trata de um suspense envolvendo a história de três mulheres (Rachel, Anna e Megan) e a forma como a vida das três se intercala. Aquele tipo de história que trabalha em cima do mistério de quem é o assassino, e isso funciona muito bem, até os instantes finais há dúvidas quanto a personalidade cada personagem, quem está falando a verdade e quem está mentindo. Além de todas as incertezas, a trama ainda trabalha de forma bem interessante a questão de relacionamentos abusivos e como isso afeta a forma como a vítima disso vê a si e ao outro. Por conta disso muitos podem ver esse filme como feito para o público feminino, acredito que pelo contrário isso não deveria ser um limitador mas exatamente um motivo para que todos - principalmente homens - assistissem e repensassem seus relacionamentos.
Voltando aos pontos do filme, a direção e a fotografia ajudam a enfatizar ainda mais a aura de mistério. Com grande parte do filme fechado em closes, com tons em sua maioria acinzentados e desfocados, a dúvida do que realmente está acontecendo é permanente. Esses detalhes também valorizam o olhar bêbado de Rachel, parece que vemos boa parte da história de seus olhos e isso põe em dúvida a credulidade de muito do que é mostrado.
Inclusive, Emily Blunt deve ter passado toda a produção a base de álcool, pois sua atuação de alcoólatra é extremamente convincente, seus "olhos de ressaca" são reais. Haley Bennett e Rebecca Ferguson são muito parecidas, isso deixa a história um pouco confusa logo de começo, principalmente nos flashbacks, mas logo se acostuma a ver quem é quem - mesmo assim a atuação de ambas é mediana, atende ao necessário mas não impressiona. Justin Theroux, no papel de um homem sóbrio e contido, faz um bom trabalho a princípio e cresce conforme a trama vai andando.
Gostaria de saber a opinião de quem leu o livro, provavelmente sentirá falta de alguns detalhes como sempre, mas para quem não leu é um bom filme de suspense que constrói uma ótima linha cronológica e que cria reviravoltas na trama que surpreendem.


CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

O Rei Da Comédia

título original: The King of Comedy
gênero: Comédia, Policial
duração: 01h 49 min
ano de lançamento: 1982
estúdio: Twentieth Century Fox Film Corporation
direção:  Martin Scorsese
roteiro: Paul D. Zimmerman
fotografia: 
Fred Schuler
direção de arte: Boris Leven

Rupert Pupkin é um aspirante a comediante que tenta de todas as formas mostrar seu trabalho para Jerry Langford, o apresentador de um talk-show e maior nome da comédia. Mesmo com todos os obstáculos ele não desiste e começa a mostrar o lado obscuro de sua obsessão.
Que forma incrível de construir um roteiro sobre fanatismo por celebridades e também sobre a conquista dos 15 minutos de fama a qualquer custo. Não me aprofundarei mais sobre isso se não contarei fatos importantes sobre o filme.
O que posso mais dizer é que Robert De Niro trabalha muito bem as nuances engraçadas de seu personagem, intercaladas com características psicóticas, que ele sempre mostrou fazer muito bem, aquele tipo de maluco controlado mas que pode enlouquecer a qualquer segundo.
Agora o destaque mesmo é Jerry Lewis. Pela primeira vez o vejo em um papel que não seja de um panaca, muito pelo contrário. É um homem que, apesar de comediante, é extremamente sério, arrogante e cansado do assédio dos fãs e da vida de celebridade. E, se havia alguma dúvida de sua capacidade como ator, fica aqui provado seu talento completo.
Talvez o filme pareça um pouco arrastado para alguns, mas é característica importante para que a trama passe a tensão de uma possível desgraça.
Como disse o próprio Pupkin: "É melhor ser rei por uma noite do que um idiota a vida inteira".

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Zootopia - Essa Cidade é o Bicho

título original: Zootopia
gênero: Animação, Aventura, Comédia
duração: 01h 48 min
ano de lançamento: 2016
estúdio:  Walt Disney Animation Studios
direção: Byron Howard, Rich Moore, Jared Bush
roteiro: Byron Howard, Rich Moore, Jared Bush, Jim Reardon, Josie Trinidad, Phil Johnston, Jennifer Lee
direção de arte: 
Dan Cooper, David Goetz


Zootopia é uma metrópole que reúne em seus bairros-habitat todos os tipos de animais. Judy é uma coelhinha que sai da fazenda onde mora rumo à Zootopia em busca de seu sonho: se tornar policial. Desacreditada pelos colegas de trabalho ela resolve provar seu valor e conta com a ajuda do malandro raposo Nick.
Ao começar o filme achei que seria apenas a história de uma "caipira" que vai pra cidade grande sonhando alto e acaba sendo passada pra trás pelos moradores do local e vê seus sonhos desmoronando; mas a história é muito mais que isso.
Durante todo o filme vemos ali o conflito do instinto animal sendo barrado para que a harmonia da coletividade seja mantida. 
Além disso há críticas fortes a racismo, misoginia, preconceitos variados, abuso de poder, corrupção, e posso ficar aqui listando pra sempre.
Ainda no roteiro, não se trata apenas de um desenho com mensagens de "respeitar o coleguinha", a linha investigativa construída é muito bem feita, só quase na hora da revelação que começa-se a suspeitar de quem possa ser o responsável por tudo.
Existem dois pontos do filme que precisam ser destacados:
- A cena com o mafioso Big não só faz algumas referências a "O Poderoso Chefão" como chega a usar as mesmas falas (e eu me contorci de tanta rir no sofá nesse momento)
- As preguiças trabalhando em áreas burocráticas. É tão simples e tão genial ao mesmo tempo que eu quase não conseguia respirar de tanto rir.
Cada pequeno personagem poderia ganhar uma análise social bem aprofundada, não há personagens rasos nesse filme. (Mas não vou fazer isso, prometo)
Com certeza é uma história bem construída que agradará tanto crianças quanto adultos, talvez até mais aos últimos.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

O Escaravelho do Diabo

gênero: Suspense, Aventura
duração: 01h 30 min
ano de lançamento: 2016
estúdio:  Dezenove Som e Imagens Produções
direção:  Carlo Milani
roteiro:   Melanie Dimantas, Ronaldo Santos, Lúcia Machado de Almeida
fotografia: Pedro Farkas

Na pacata cidade de Vila das Flores coisas estranhas começam a acontecer: ruivos passam a receber escaravelhos e logo depois morrem. O garoto Alberto resolve investigar o caso depois que seu irmão se torna uma das vítimas.
Meu livro favorito da pré-adolescência, arrisco dizer que foi o primeiro suspense que li. Portanto, tenho uma memória afetiva muito forte dele, mas não lembro mais exatamente os detalhes do filme.
Quando saiu no cinema, pelo que vi do trailer, achei a produção meio capenga e resolvi esperar passar na TV. Eis que o dia chegou.
Realmente a produção não é das melhores, parece mais algo produzido para TV, um "Mundo da Lua" atualizado. 
As atuações também não são de chamar a atenção, mas tudo bem pois a maioria do elenco principal é infantil e acredito que não dá para exigir feitos de adultos deles. Ainda assim, mesmo Marcos Caruso me pareceu um pouco perdido aqui.
Independente desses pontos ainda temos o roteiro, que é muito bom. Até o final é impossível descobrir quem é o assassino antecipadamente. Você nunca sabe como será planejada a próxima morte e a ligação dessas com o tipo do escaravelho é incrível.
Sim, tinham algumas coisas que davam para melhorar e talvez desse pra aprofundar um pouco mais o roteiro, a partir de um certo ponto parece que as coisas acontecem meio corridas.
Si que se tivesse ido ver no cinema talvez ficaria frustrada, mas para um filme visto na TV foi um ótimo entretenimento.

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDb

domingo, 23 de outubro de 2016

Stigmata

título original: Stigmata
gênero: Terror
duração: 01h 43 min
ano de lançamento: 1999
estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM)
direção: Rupert Wainwright
roteiro:  Tom Lazarus, Rick Ramage
fotografia: 
Jeffrey L. Kimball
direção de arte: 
Waldemar Kalinowski


Padre Andrew vai a cidade de Belo Quinto, no Brasil, para investigar o caso de uma estátua de uma santa que está chorando sangue desde que o padre responsável pela igreja morreu. Durante o velório um garoto rouba o terço do falecido padre e o vende para uma turista. Essa o envia para a filha em Nova York, Frankie. Em pouco tempo a moça passar por coisas estranhas e cria estigmas iguais a de Cristo. O padre Andrew é então designado para acompanhar seu caso.
Houve uma época na história do cinema que era moda fazer terror envolvendo questões religiosas. E isso funciona muito bem, afinal quem acredita fica realmente aterrorizado ao ver o filme. O problema é que, para quem não acredita dependendo de como o filme é conduzido pode se perder o interesse.
E esse é o caso aqui. Parece que eles não souberam escolher entre fazer um terror religioso ou um suspense investigativo, com isso nem um ponto nem outro foi bem desenvolvido.
Há uma crítica forte as instituições religiosas, que poderia ter sido melhor desenvolvida e mais aprofundada.
Efeitos especiais e cenas de tensão não entregam o que poderia e deixam a desejar. Tudo fica parecendo mais um clipe de banda de rock dos anos 90.
No final das contas quem assiste perde o interesse lá pelo meio e fica difícil manter a atenção até o final. Talvez tenha funcionado lá na década de 90, hoje acho que não convence mais.
Ah! E para piorar ainda é um daqueles filmes em que brasileiro, peruano, boliviano, mexicano, é tudo a mesma coisa na visão do cinema americano.

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDb

sábado, 22 de outubro de 2016

Menina Má.Com

título original: Hard Candy
gênero: Drama, Suspense
duração: 1h 44 min
ano de lançamento: 2005
estúdio:  Vulcan Productions
direção: David Slade
roteiro:  Brian Nelson
fotografia: Jo Willems
direção de arte: Jeremy Reed

Hayley troca mensagens com Jeff pela internet. Eles resolvem se encontrar. Ela é uma garota de 14 anos, ele um fotógrafo de 30. As coisas saem do controle quando ele resolve levar a garota para sua casa.
Até certo ponto é um filme extremamente real. Quantas vezes já não vimos casos de meninas desaparecidas, que conversavam com estranhos pela internet? Quantos casos de pedófilos já não foram descobertos?
A questão aqui é que, em certo momento, a história toma um rumo contrário do que se esperava. A menina toma as rédeas. Talvez seja uma "história vingança" por todas as meninas que tiveram suas vidas destruídas por abusadores.
Como mulher, é difícil não se identificar com a indignação e revolta de Hayley. Mas os extremos a que ela leva as coisas também deixa claro como a justiça com as próprias mãos não é uma boa escolha.
Ellen Page, na época com 18 anos, interpretou perfeitamente uma garota de 14. Com seu rosto angelical, mas com muita atitude ela conseguiu dar ao papel tudo que era necessário.
Patrick Wilson, como de costume, está com aquela cara congelada se sempre. O que de certa forma ajudou, afinal a falta de expressões fez com que, durante todo o filme, fosse posto em dúvida sua culpa ou sua inocência.
Com certeza um filme angustiante e de certa forma questionador. Classificação etária de 16 anos muito bem colocada.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Relatos Selvagens

título original: Relatos Selvajes
gênero: Drama, Comédia
duração: 02h 02 min
ano de lançamento: 2014
estúdio: Corner Producciones
direção:  Damián Szifrón
roteiro: Damián Szifrón
fotografia: 
Javier Julia
direção de arte: María Clara Notari

Esse filme tem seis capítulos, cada um contando a história de algum personagem que vive no limite do descontrole e que reagem de forma violenta a algum acontecimento.
Não vou entrar em detalhes de cada história pois posso acabar tirando a graça de cada uma. O que posso dizer é que talvez possamos considerar essa uma versão latina de "Um Dia de Fúria", com histórias mais interessantes e em um estilo menos comercial.
O filme já começa com uma história sendo contada antes mesmo do título surgir e arrisco dizer que é uma das melhores do filme, não há como não acabar rindo, mas de nervoso.
Claro que temos Ricardo Darín também nessa produção, inclusive a história dele é de arrepiar  - parece estar o tempo todo com uma bomba-relógio ligada a minutos de explodir. 
Destaco também o conto com Leonardo Sbaraglia; começa simples, mas aos poucos vai ganhando complexidade e chega a tamanha animosidade que só há um final possível. (Inclusive tem uma cena nessa história que me embrulhou o estômago, fiquem atentos).
Se não corresse o risco de estragar o filme para quem ainda não viu discutiria minuciosamente todos os contos e todas as críticas que ele faz: ao poder, as lutas entre classes, a corrupção, a vida mecanizada e que nos conduz a um colapso.
O filme é sobre isso pessoas que ultrapassaram a beira do colapso.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

A Família Bélier

título original: La Famille Bélier
gênero: Comédia, Musical
duração: 01h 46 min
ano de lançamento: 2014
estúdio: Jerico
direção: Eric Lartigau
roteiro: Victoria Bedos, Stanislas Carré de Malberg, Eric Lartigau, Thomas Bidegain
fotografia: 
Romain Winding
direção de arte: 
Olivier Radot


Paula é uma adolescente que, além de lidar com os problemas dessa fase da vida, cuida de muitas responsabilidades da sua casa pois todos de sua família são surdos. Quando descobre ser muito boa cantora e ter uma chance de ir estudar em Paris, não sabe o que fazer com sua família.
Vi na programação da TV, achei a sinopse curiosa, resolvi assistir e me surpreendi. Se essa mesma história fosse contada por um estúdio americano provavelmente ficaria algo muito clichê com alguma atriz vinda do canal Disney no papel principal. Mas não, temos uma comédia musical francesa que sabe o que faz.
Em questões de produção não se destaca, é bem feito, mas em um estilo mais comercial, limpo. A trilha é boa e traz o clima teenager necessário em alguns pontos.
Agora o roteiro é curioso, se for perceber a linha da história é um pouco óbvia, logo fica claro o final. Mas acredito que o mais interessante aqui não é a história no todo, mas sim as relações dos personagens; a forma como Paula vive uma vida comum e ao mesmo tempo completamente fora dos padrões. 
Por fim há duas apresentações musicais, uma que podemos assistir pelo ponto de vista dos pais, que é tocante de uma forma triste; outra que assistimos do ponto de vista da Paula, essa digna de ciscos nos olhos.
É por isso que venho gostando tanto de comédias francesas, elas no todo te fazem rir, mas te emocionam profundamente em algum momento.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

O Homem das Multidões

gênero: Drama
duração: 01h 35 min
ano de lançamento: 2013
estúdio:   Cinco Em Ponto
direção:  Marcelo Gomes, Cao Guimarães
roteiro: Edgar Allan Poe, Marcelo Gomes, Cao Guimarães
fotografia: Ivo Lopes Araújo

Juvenal trabalha como maquinista no metrô de Belo Horizonte. Ele gosta de ficar em meio a multidão. Sua colega de trabalho, Margô, vive conectada ao mundo virtual. Ambos vivem em um estado profundo de solidão.

A premissa do filme é boa, solidão é um tema que acho difícil se esgotar. 
A forma como é filmado também é bem interessante, além da fotografia muito bonita, serena e angustiante ao mesmo tempo, o formato é quadrado o que é bem diferente do que estamos acostumados a ver. Talvez uma relação com as redes sociais, principalmente Instagram, onde as postagens são em sua maioria quadradas e por onde nós espiamos a vida dos outros.

O que me incomodou, e muito, foi o ritmo do filme e a construção dos personagens. A trama é muito lenta, o filme que tem pouco mais de 90 minutos parece levar dias para acabar. Sei que provavelmente é intencional para passar o sentimento de se sentir sozinho, mas acredito que seja necessário manter um limite para que não perca o interesse do telespectador.
Quanto aos personagens, me pareceram exagerados. Há pessoas que realmente são sozinhas como eles, mas Juvenal e Margô me passaram a sensação de ser mais que isso, de serem pessoas com problemas de socialização, coisa séria que necessita de tratamento. Os "diálogos" que eles desenvolvem são esquisitos. mais próximos a quem tem alguma limitação do que de alguém que somente não tem amigos/família.
A idéia é boa, tem pontos muito bem desenvolvidos e outros que atrapalham o todo.

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDb

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Truque De Mestre

título original: Now You See Me
gênero: Suspense, Policial
duração: 01h 55 min
ano de lançamento: 2013
estúdio:  Summit Entertainment
direção:  Louis Leterrier
roteiro:  Ed Solomon, Boaz Yakin, Edward Ricourt
fotografia: Mitchell Amundsen, Larry Fong
direção de arte: Peter Wenham


Um grupo de quatro mágicos é reunido por alguém misterioso para fazerem apresentações ilusionistas que encantem o público enquanto roubam bancos. Um agente do FBI, Dylan Hobbs, resolve que os prenderá de qualquer forma. Mesmo contanto com a ajuda de uma agente da Interpol e de um veterano da mágica parece que ele sempre está um passo atrás.
Esse filme tem um ritmo alucinado e isso é bom e ruim. 
Ruim porque fica difícil acompanhar o que está acontecendo em alguns momentos e, para quem gosta de tentar adivinhar o que está por vir como eu, fica um pouco difícil de perceber detalhes e dicas.
Bom pois fica claro que o diretor tentou fazer do filme uma grande mágica. Ele te distrai para um lado enquanto as coisas estão acontecendo para outro. O ritmo da trama é a ajudante de mágico que te tira o foco para que haja surpresa ao final.
O elenco estrelado com certeza trouxe público mas não impressiona. Efeitos, fotografia, trilha não decepcionam mas também não se destacam.
Como dito no início do filme "Quanto mais de perto você olha, menos você enxerga", e é exatamente isso que acontece no final das contas. Um bom entretenimento.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb