sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Há Tanto Tempo Que Te Amo

título original: Il y a longtemps que je t'aime
gênero: Drama
duração: 01h 57 min
ano de lançamento: 2008
estúdio: UGC YM
direção: Philippe Claudel
roteiro: Philippe Claudel
fotografia: 
Jérôme Alméras
direção de arte: Samuel Deshors

Após 15 anos presa, Juliette retoma sua vida junto à sociedade. Apesar da rejeição que sofreu pela  família ela vai viver com sua irmã e o marido e filhas desta. Tendo de saber lidar com a ausência e a retomada da vida, aos poucos sua história é revelada.
Um filme um pouco arrastado, mas nada que prejudique a trama. Inclusive acredito que seja necessário para a construção do suspense sobre as origens de Juliette e os acontecimentos em sua vida.
A fotografia é simplesmente linda. A forma como as sombras são trabalhadas valorizam a história que é contada.
Kristin Scott Thomas faz uma ótima atuação mesclando traços de uma pessoa contida, traumatizada e possivelmente com os nervos a flor da pele, mas ainda assim com uma necessidade de mudança.
Não é um filme com muita trilha sonora muito menos com cenas mais agitadas, isso pode acabar te deixando um pouco sonolento, ainda assim vale assistir.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb


quinta-feira, 29 de setembro de 2016

O Retrato de Dorian Gray

título original: Dorian Gray
gênero: Suspense, Fantasia
duração: 01h 52 min
ano de lançamento: 2009
estúdio: Ealing Studios
direção:  Oliver Parker
roteiro:  Toby Finlay, Oscar Wilde
fotografia: 
Roger Pratt
direção de arte: John Beard

Dorian é um jovem muito elogiado por sua beleza. Após ser presenteado com uma pintura de si ele deseja se manter da forma como foi retratado e que a pintura envelheça em seu lugar. Influenciado por Lord Henry ele passa a experimentar todos os prazeres da vida, sua corrupção pode não aparecer a olhos nus, mas sua podridão está retratada.
Faz muito tempo que li o livro de Oscar Wilde no qual o filme se baseia, pelo que andei lendo algumas partes foram modificadas, mas não consigo distinguir quais. Mesmo assim lembro de ter achado a leitura interessante e a história um suspense de primeira.Tudo que esse filme não é.
A fotografia não é lá dessa coisas, parece produção para a TV cheia de computação gráfica. A direção também é muito fraca, alguns momentos parece que foram puladas partes da história de repente; além disso há cortes muito bruscos em algumas cenas mudando a continuidade desta sem justificativa alguma, deixando a impressão que havia uma outra cena ali no meio que resolveram tirar.
Por fim, Ben Barnes é sofrível. Parece manter a mesma cara de boneco de cera durante todo o filme, tudo bem que ele se mantêm igual durante todo o filme, mas isso não significa não expressar emoções. Não sei o que Colin Firth está fazendo nesse filme, é o único ponto que salva.

CLASSIFICAÇÃO: RUIM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Meu Amigo, O Dragão

título original: Pete's Dragon
gênero: Drama, Aventura, Fantasia
duração: 01h 43 min
ano de lançamento: 2016
estúdio: Walt Disney Productions
direção:  David Lowery
roteiro:  David Lowery, Toby Halbrooks, Malcolm Marmorstein, Seton I. Miller, S.S. Field
fotografia: 
Bojan Bazelli
direção de arte: Jade Healy

TEXTO PRODUZIDO PARA CENTRAL42

Refilmagem da obra da Disney de 1977, o filme conta a história de Pete que, após sofrer um acidente de carro com os pais, passa a viver em uma floresta ao lado de seu novo amigo Elliot, um dragão que vive na mata.
O original de 1977 se trata de um musical, o garoto foge de pais adotivos abusivos e a história se passa em uma vila de pescadores. Já essa versão de 2016 é uma live-action, é retratada em uma vila de madeireiros e os pais do garoto tem um final mais trágico.
Mesmo para quem cresceu, assim como eu, acostumado a ver os personagens da Disney já começarem o filme sem um dos pais (ou os dois) ou perdê-los ao longo da história a sequência inicial não é fácil de digerir. Agora imagine como será para a criançada de hoje em dia acostumada com as comédias da Pixar. Estamos falando não apenas da morte dos pais, mas de uma cena impactante em vários sentidos, que prefiro não detalhar para não dar spoiler.
Inclusive o filme traz sensações ambíguas, claramente é um filme infantil, mas eu não deixaria como classificação livre. Como já citei a cena do acidente é muito forte e a sequência em que o dragão é descoberto também não é fácil. Durante alguns momentos da exibição, majoritariamente composta por adultos, ouvi respirações chorosas.
Ao final da cabine conversei com uma das poucas crianças presentes – que vi chorando durante boa parte do filme – ao perguntar se havia gostado ela acenou com a cabeça que sim e a mãe complementou afirmando que ela tinha adorado e chorado metade do filme, mas que achava que deveria ser classificado para acima de 14 anos. Não acho que tanto, mas daria uma classificação de 10 anos.
Explicação: a história é arrastada e não anda muito até quase metade do filme, depois ganha dinamismo, mas aí já se perdeu a possibilidade de prender a atenção dos pequenos. Além disso a paleta de cores do filme é muito sóbria e escura, o que acredito que não vá agradar a eles também. Junte esses fatores a uma aventura que pesa a mão no drama e talvez tenhamos muitos pais comprando sorvete na saída para seus filhos para tentar compensar.
Inclusive, essas cores escuras não funcionam nada bem na versão 3D. Também há algumas cenas de ação – como o dragão girando no ar e a câmera acompanhando – que pode não agradar ao estômago de alguns telespectadores.
Veja bem, o filme não é ruim. Oakes Fegley está ótimo como um garoto que se desabituou a morar em sociedade, Bryce Dallas Howard foi a escolha perfeita para uma guarda florestal cheia de ideais, Karl Urban faz um semi-vilão na medida certa e Robert Redford dá o toque clássico necessário.
Essas atuações são valorizadas por uma fotografia e direção de arte muito bem elaboradas, mas talvez mais artísticas do que um público infantil exige. Por outro lado, o roteiro traz uma mensagem quase subliminar de cuidado com a fauna e a flora muito bacana.
Pelo que percebi da garotinha que citei: é um filme para crianças, mas não é fácil, talvez será pesado para algumas delas, porém não por isso deixarão de gostar. Está mais para um drama infantil do que uma aventura infantil. Vale o risco, mesmo que a primeira metade seja entediante e a outra metade faça desidratar de tanto chorar.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Meu Rei

título original: Mon Roi
gênero: Drama, Romance
duração: 02h 04min
ano de lançamento: 2015
estúdio: Les Productions du Trésor
direção: Maïwenn
roteiro: Etienne Comar, Maïwenn
fotografia: 
Claire Mathon
direção de arte: Dan Weil

TEXTO PRODUZIDO PARA CENTRAL42



Após machucar gravemente o joelho esquiando, Tony se muda para uma clínica para fazer um longo tratamento. Durante esse período o que mais dói não é o ferimento, mas sim as lembranças de seu relacionamento conturbado com Georgio.
Praticamente implorei por essa cabine porque fiquei muito curiosa nas duas vezes em que vi o trailer, onde há vários flashs da vida de um casal, apenas uma única fala e uma música de arrepiar. Sim, não dava para ter uma ideia concreta do que se tratava a história, mas a música “Easy” do músico Son Lux me instigou, e muito.
Confesso que fui assistir com um pé atrás, muito medo de ter feito uma má escolha apenas pelas reações sensoriais que tive com o trailer. Que bom que o filme foi tão empolgante quanto.
Não é um filme fácil. Vejo uma tendência no cinema francês - de modo geral - de se utilizar de diálogos pesados e bastante sexo, essa produção não foge disso, mas não se trata de um ponto negativo.
O roteiro trabalha em cima de um relacionamento abusivo, a faz um paralelo incrível com o ferimento no joelho da personagem principal: a recuperação, as recaídas, a dor, as recompensas e a superação.
Além disso acompanhamos essa relação do ponto de vista das emoções de Tony, a forma como se apaixonou e se deixou iludir, como acredita nele e depois se decepciona, como passa a ser vista como a louca da história; passamos a criar um afeto por Georgio mesmo já conhecendo seu caráter, torcendo para que ele mude mesmo, lá no fundo, sabendo que é impossível.
Ainda em Tony, temos uma personagem que te faz sentir raiva dela por sua cegueira amorosa, querer chacoalhá-la para ver se volta para a realidade e ao mesmo tempo desejar protegê-la de tudo.
Acredito que conseguiram construir da forma mais real e crua possível um relacionamento abusivo e como ele é um círculo vicioso perigosíssimo.
Esse casal de peso é interpretado por Emmanuelle Bercot e Vincent Cassel. A atriz eu ainda não conhecia, mas achei o trabalho que fez bem consistente e convincente, ela tem um quê de Cate Blanchett. Quanto ao ator, acredito ser uma de suas melhores atuações, e olha que o cara é bom; apaixonante, dissimulado e canalha no ponto certo.
A fotografia traz uma suavidade romântica e triste ao mesmo tempo, o que condiz muito com o tema. Quanto a trilha acho que não preciso me repetir, é fantástica.
Talvez passe em poucos cinemas no país, vale sair à caça para assistir.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Cegonhas - A História Que Não Te Contaram

título original: Storks
gênero: Animação, Comédia
duração: 01h 29 min
ano de lançamento: 2016
estúdio: Warner Animation Group
direção: Nicholas Stoller, Doug Sweetland
roteiro: Nicholas Stoller
fotografia: 
Simon Dunsdon
direção de arte: Paul Lasaine

TEXTO PRODUZIDO PARA CENTRAL42

Todos sabemos que a maior função das cegonhas é entregar os bebês, mas por ser um trabalho muito insalubre elas resolveram mudar de ramo e agora fazem entregas comuns. Junior, o funcionário mais empenhado do setor, recebe a possibilidade de virar chefe, mas para isso terá que tirar de seu caminho a órfã Tulipa.
Nos primeiros vinte minutos de filme não estava sentindo que ia pegar, fiquei com a sensação que estavam tentando encaixar muitas piadas seguidas e daquelas que não funcionam muito bem. Depois ele começa a ter um ritmo melhor e a se preocupar mais em contar a história incluindo piadas, e não o contrário.
O estilo do desenho é bem colorido e fofo, com certeza mirando no público mais mirim entre as crianças. É bem difícil não conseguir simpatizar com os personagens assim, principalmente os bebês. Pena que alguns que poderiam ter sido o alívio cômico da trama – os amigos de Tulipa: a galinha, a ema e a codorna - sumiram tão rapidamente, enquanto um pombo bem esquisito e sem graça ganhou mais destaque do que merecia. Por outro lado temos a alcateia cheia de lobos com personalidades variadas e talentos impressionantes também.
Não estamos falando de Pixar ou Disney, portanto não espere lição de moral ou alguma cena que te emocione profundamente, porém serve ao que vem: entreter, dar umas boas risadas e ser um momento leve no seu dia.

E talvez seja uma boa opção para os pais que ainda querem dar uma enrolada nos filhos antes de contar a verdade sobre a origem dos bebês.
Quer saber mais como é o filme e como foi a cabine de imprensa? Assista ao vídeo no Direto da Cozinha.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

15 Minutos

título original: Gothika
gênero: Ação, Policial
duração: 2h
ano de lançamento: 2001
estúdio: New Line Cinema
direção: John Herzfeld
roteiro: John Herzfeld
fotografia: Jean-Yves Escoffier
direção de arte: Mayne Berke

Emil e Oleg chegam aos EUA vindos do Leste Europeu para buscar um dinheiro com um amigo. Logo que desembarcam Oleg rouba uma câmera e passa a filmar tudo que fazem. Ao encontrarem o amigo descobrem que ele gastou o dinheiro e acabam o matando. Os dois passam a fazer um filme sanguinário juntos enquanto Eddie Fleming, um delegado midiático, investiga o caso.
Robert De Niro nunca decepciona, o cara sabe como fazer. O problema é seu colega de cena, Edward Burns, que não convence muito nem mesmo quando faz um papel que combina com sua cara de bobo. Mas quem rouba a cena mesmo é Karel Rodes, completamente conturbado e vivendo num mundo paralelo.
O roteiro é bom, em alguns momentos parece que vai ser mais um filme de ação bem previsível - não que não seja no todo - mas tem umas boas reviravoltas inesperadas em alguns momentos.
Ainda que também pareça mais uma daquelas obras onde o vilão (russo) é derrotado pelo mocinho (americano), acredito que a o verdadeiro vilão da história é a mídia, instigando pessoas a quererem ter seus 15 minutos de fama a qualquer custo, mesmo que seja a vida de alguém.
Com certeza é um filme que prende a atenção.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Na Companhia Do Medo

título original: Gothika
gênero: Terror, Suspense
duração: 1h 38 min
ano de lançamento: 2003
estúdio: Columbia Pictures Corporation
direção: Mathieu Kassovitz
roteiro:  Sebastian Gutierrez
fotografia: Matthew Libatique
direção de arte: Graham 'Grace' Walker

Miranda é uma psiquiatra criminal casada com o diretor da prisão psiquiátrica. Certo dia acorda internada no local com a justificativa de que teria matado o próprio marido. Sendo uma pessoa muito racional ela tanta recuperar sua memória e descobrir a verdade, mas começa a suspeitar que forças sobrenaturais estão agindo sobre ela.
O roteiro mescla bem um trhiller psicológico com um suspense sobrenatural, você passa todo o filme em dúvida sobre o que é real e o que não é. O problema aqui é o desenvolvimento, muitas pontas ficam desamarradas e mal explicadas.
Talvez , para gostar muito do filme seja importante levar a sério uma frase dita por Miranda: "A lógica é superestimada".
As atuações são medianas, Halle Berry e Robert Downey Jr. não decepcionam mas também não impressionam.

A fotografia é legal, cheia de tons azuis e luzes irregulares, ajuda a valorizar o clima de terror. Mas ao mesmo tempo essas luzes são bem questionáveis, por mais que se estivesse tendo picos de luz não existe gerador em um hospital prisional? Como um local que lida com pessoas mentalmente perturbadas as deixa em quartos onde a luz pisca constantemente?
A mistura do real e sobrenatural era algo que podia ter feito o filme ser bem interessante, o que em alguns pontos até o é, mas perde a mão e deixa de aproveitar uma boa história por pontos que são mal desenvolvidos e ficam mal explicados.

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDb

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

O Silêncio do Céu

título original: Era El Cielo
gênero: Drama, Suspense
duração: 1h 42 min
ano de lançamento: 2016
estúdio:  Oriental Films
direção: Marco Dutra
roteiro:  Sergio Bizzio, Caetano Gotardo, Lucía Puenzo
fotografia: Pedro Luque
direção de arte: Mariana Urriza

TEXTO PRODUZIDO PARA CENTRAL42


Essa coprodução entre Brasil e Uruguai, baseada no livro Era El Cielo de Sergio Bizzio, conta a história do casal Diana e Mario. Após um tempo separados ele volta para casa e na primeira semana testemunha sua mulher sendo estuprada. Humilhado, Mario não toma nenhuma atitude. Sem saber que o marido viu, Diana guarda o acontecimento em segredo.
Fui para a cabine sabendo apenas a sinopse, e bem por cima. Me espantei quando os diálogos começaram em espanhol e vi que a história se passava em Montevidéu. Segundo o produtor Rodrigo Teixeira a princípio a história se passaria no Brasil e Mario seria o cônjuge estrangeiro, porém por questões de produção tiveram de inverter a trama.
Nada que prejudique o filme, inclusive é interessante poder ver Carolina Dieckmann trabalhando em outra língua. Durante coletiva ela falou sobre esse desafio: “sou uma atriz muito natural e você ficar natural numa língua que não conhece me exigiu um trabalho de mesa muito duro, eu tive que dissecar o texto e encontrar uma margem que me fizesse chegar lá, não ficar perdida, não me sentir amedrontada. Uma outra coisa também, quando você fala em uma outra língua, principalmente espanhol que é muito cantado, você usa uma afetação para ter mais segurança no que está fazendo, e a Diana não me permitia fazer isso. É uma personagem totalmente introspectiva, então não me permitia ter esse acento e foi um trabalho muito minucioso para que eu não ficasse na mão disso na hora de filmar.”
Ela e Leonardo Sbaraglia vivenciaram juntos um grande desafio, pois tiveram que construir um casal em crise não com base em diálogos fortes, mas exatamente no contrário, no silêncio. O ator ainda disse que atuar como Mario, que muda muito de personalidade durante o desenvolvimento do filme, exigiu que se justificasse momento a momento suas atitudes; por se tratar de um homem cheio de fobias houve a necessidade de que Mario criasse uma ficção para aceitar a verdade e conseguir agir. Segundo Leonardo, o personagem realmente acredita que seu processo é um tipo de tratamento.
Ainda sobre o silêncio, que considero o personagem principal do filme, podemos ver durante todo o desenvolvimento do filme ele sendo construído através da quase ausência de trilha sonora e de um trabalho incrível de produção de som.  A história é conduzida pelos sons dos ambientes, da casa e principalmente dos carros, como o diretor Marco Dutra disse: “o carro de cada personagem tinha que ter a sua personalidade, a equipe de som gravou cada um.” Ainda contou como adora participar da mixagem de som e escolher de onde o espectador vai ouvir o barulho vindo, e como isso é importante para a condução da história.
Durante coletiva o diretor também comentou sobre os signos existentes no filme; a simbologia é algo muito importante para Marco Dutra e ele tem consciência que nem sempre isso vem para a primeira camada da audiência. Porém, acredito que aqui temos um trabalho não tanto subentendido, como os cactos, fazendo analogia a um símbolo fálico cheio de espinhos, ou a pedra esquecida na mesa da sala, simbolizando a falta de diálogo entre o casal, o silêncio que incomoda e se mostra presente.
A fotografia e a paleta de cores trazem o pouco que faltava para que esse fosse um suspense completo. O que, a princípio, pode parecer um drama intelectualizado aos poucos vai se revelando um thriller angustiante e muito capaz de prender a atenção do espectador durante toda a duração. Recomendo muito que seja assistido no cinema, como já dito o trabalho de som é incrível e faz toda  a diferença ouvi-lo distribuído pela sala, mas para quem perder a oportunidade não se preocupe, segundo o produtor Rodrigo Teixeira o filme foi vendido para a Netflix e no futuro estará por lá. Mais um filme para a lista de orgulhinhos da nova leva do cinema nacional.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb