sábado, 30 de julho de 2016

Um Amor à Altura

título original: Un homme à la hauteur
gênero: Comédia Romântica
duração: 01h 38 min 
ano de lançamento: 2016
estúdio:  VVZ Productions
direção: Laurent Tirard
roteiro:  Marcos Carnevale, Laurent Tirard, Grégoire Vigneron
fotografia: Jérôme Alméras
direção de arte: Françoise Dupertuis

TEXTO PRODUZIDO PARA CENTRAL42

Diane, uma recém-separada advogada, esquece seu celular em um restaurante. Alexandre, um arquiteto o encontra e eles marcam de se encontrar para devolvê-lo, mas o encontro toma rumos inesperados.
Esse filme foi destaque no Festival Varilux de Cinema Francês 2016. Mas se engana quem - assim como eu - achou que se tratava de uma obra original. Na verdade esse filme é uma refilmagem do argentino "Coração de leão - O Amor não tem tamanho" de Marcos Carnevale. Não tendo como fazer comparações falarei somente do que vi.
Como se trata de uma comédia romântica já é de se esperar que os caminhos que a história toma sejam um pouco clichês e, realmente, não foge muito disso. Já nas primeiras cenas podemos imaginar como irá acabar.
Ao mesmo tempo o roteiro consegue trabalhar de forma leve temas como preconceito e padrões estabelecidos como certos pela sociedade. O que é valorizado pelo estilo francês de fazer comédia: nos fazem rir e nos sentir mal por ter rido daquilo ao mesmo tempo.
A trilha sonora é incrível, ajuda mais ainda a criar laços com o filme, inclusive a primeira música a tocar, quase na abertura do filme, já me fez jogar as expectativas lá em cima. (Se não me engano: Break You as I Go - Emilie Gassin)
A química entre Jean Dujardin e Virginie Efira é bem boa, mas acredito que ela sozinha podia ter ido um pouco melhor, em alguns momento sem pareceu um pouco engessada. Stéphanie Papanian está ótima como a secretaria fofoqueira.
Mas voltando ao casal principal, o que mais chama a atenção é como fizeram a diferença de altura, afinal ela tem 1,75m e ele 1,82m. Além de usarem efeitos especiais, também tiveram truques como plataformas, ficar de joelhos e afins.
E é aí que entra o ponto que mais me incomodou no filme, pois a proporção não foi mantida durante o filme. Em algumas cenas Alexandre bate nos ombros de Diane, em outras no peito e em algumas outras ainda, quase na cintura. Em cenas que Alexandre é visto de corpo inteiro parece apenas um homem pequeno, miúdo, mas proporcional. Em outras, como quando ele está sentado, a cabeça e braços estão no tamanho real do ator e aí - se for imaginá-lo pequenino com aquele tamanho de braços e cabeça - fica estranho. Pode ser apenas perfeccionismo da minha parte, mas me ajudou a perder um pouco do foco na história.
Ainda assim é um ótimo entretenimento, que diverte e mesmo assim faz questionar algumas posturas nossas.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Repulsa ao Sexo

título original: Repulsion
gênero: Terror, Drama
duração: 01h 45 min
ano de lançamento: 1965
estúdio: Compton Films
direção: Roman Polanski
roteiro:  Roman Polanski, Gérard Brach, David Stone
fotografia: Gilbert Taylor

Carol é uma moça muito bonita que sempre atrai os olhares masculinos, ao mesmo tempo muito reprimida sexualmente. Ela mora com a irmã e não aceita as visitas do namorado dessa. Quando sua irmã viaja e a deixa sozinha ela passa a ter alucinações.
Depois de "A Faca na Água" fiquei com um pé atrás ao começar a assistir esse filme. Que já fique claro que é menos arrastado, mas não tão menos cansativo.
Talvez esse filme seja um prato cheio para psicólogos que podem tirar várias conclusões e análises das alucinações da personagem principal.
Inclusive é um ponto alto na construção do suspense do filme, não da para saber ao certo o que ali é real ou não até a cena final do filme.
Catherine Deneuve está de parabéns pela construção que fez da personagem; com poucas falas ela conseguiu passar a personalidade e possíveis repressões somente pela expressão física.

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Antes da Revolução

título original: Prima della rivoluzione
gênero: Romance, Drama
duração: 01h 45 min
ano de lançamento: 1964
estúdio: Cineriz
direção: Bernardo Bertolucci
roteiro: Bernardo Bertolucci, Gianni Amico
fotografia: Aldo Scavarda
direção de arte: Vittorio Cafiero, Angelo Canevari

Fabrizio é um jovem cheio de dúvidas sobre política e amor. Não se sente como parte da burguesia mas também não se encontra no movimento revolucionário, ao mesmo tempo que mantém um relacionamento conturbado com sua tia.
Esse é um dos primeiros filmes da carreira de Bernardo Bertolucci. Acredito que isso justificaria o estilo que arrisco chamar de experimental e ideológico.
Não é um filme fácil de assistir. O desenvolvimento do roteiro é confuso, as sequências são cortadas abruptamente e alguns diálogos parecem não ter sentido. O grande uso de closes deixa o filme um pouco claustrofóbico e não consegui ver se isso era intencional.
Demora a ficar claro que o casal principal se trata de tia e sobrinho.
Mas nem tudo são espinhos.
A fotografia é genial, o diretor trabalha com ângulos incríveis, poderia até chamar de poéticos. A trilha sonora também é muito boa.
Volto a repetir, não é um filme fácil de assistir.

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDb

terça-feira, 26 de julho de 2016

Onde Começa o Inferno

título original: Rio Bravo
gênero: Faroeste
duração: 02h 21 min
ano de lançamento: 1959
estúdio:  Warner Bros.
direção: Howard Hawks
roteiro: Jules Furthman, Leigh Brackett, B.H. McCampbell
fotografia: 
Russell Harlan


Após matar um homem, o irmão de um poderoso latifundiário é preso pelo xerife John T. Chance. A família contrata pistoleiros para tirá-lo da cadeia e o xerife contará com a ajuda de um bêbado, um velho aleijado e um jovem para tentar impedir.
Não sei se já assisti faroestes demais, mas tudo começa a parecer muito repetitivo.
A ação mocinho-bandido segue os padrões esperados, cria um suspense e se resolve dentro dos padrões: com muitos tiros e quem interessa ficando bem.

Mas acho que o que mais interessa nessa trama são outras coisas, como Dean Martin roubando a cena como um bêbado; ao mesmo tempo que alguns de seus momentos são engraçados ele ainda consegue trazer o drama de um viciado em fase de recuperação.Outro ponto é Walter Brennan garantindo os alívios cômicos.
Ainda vale ressaltar a interação entre John Wayne e Angie Dickinson que é muito convincente, trazendo a tensão e a paixão em medidas certas.
Para fechar com chave de ouro há um pequeno número musical muito agradável.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Elizabeth - A Era de Ouro

título original: Elizabeth : The Golden Age
gênero: Épico, Drama
duração: 01h 54 min
ano de lançamento: 2007
estúdio:  Universal Pictures
direção: Shekhar Kapur
roteiro: William Nicholson, Michael Hirst
fotografia: 
Remi Adefarasin
direção de arte: Guy Hendrix Dyas

Após quase três décadas de reinado, Elizabeth ainda tem que lidar com a pressão para que se case e com possíveis traições dentro de sua própria família. Junto a isso ela ainda tem que enfrentar a onda conversadora do catolicismo que varre a Europa, com Filipe II - rei da Espanha - estando à frente do projeto de derrubá-la do trono e transformar a Inglaterra em um país católico.

O filme mantém o mesmo nível de qualidade de "Elizabeth"; ótimas atuações, fotografia e direção de arte de primeira, cenografia e figurino de cair o queixo.
Sempre defendo o uso de filmes para aprender um pouco sobre história, por mais que esses muitas vezes modifiquem alguns trechos ou até mesmo acrescentem coisas que não aconteceram; mesmo assim acredito que pode ajudar o adolescente a ter mais noção do que aconteceu do que lendo um livro teórico.
Mesmo assim, acho que esse focou muito no romance criado para dar liga à história do que a parte real, e assim o conflito entre Inglaterra e Espanha - ou entre Elizabeth e Mary Stuart -  ficou um pouco confuso.
Ainda assim é um filme muito bem executado e vale a pena.


CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

domingo, 24 de julho de 2016

Batman : A Piada Mortal

título original: Batman: The Killing Jokegênero: Animação
duração: 01h 16 min
ano de lançamento: 2016
estúdio: Warner Bros.
direção: Sam Liu
roteiro: Bob Kane, Bill Finger, Alan Moore, Brian Bolland, Jerry Robinson, Brian Azzarello


TEXTO PRODUZIDO PARA O CENTRAL42


No último dia 20 fui cobrir a cabine de imprensa de Batman: A Piada Mortal. O filme será lançado direto em DVD, Blu-Ray e formato digital dia 2 de agosto; mas antes disso será exibido na Comic Con San Diego e em várias salas do mundo todo - por apenas uma noite - no dia 25 de julho. Portanto, se quiser assistir, corra para garantir o seu ingresso (no Brasil somente na rede Cinemark).
Nos EUA o filme recebeu classificação Rated e por aqui de 14 anos. Mas quem já está familiarizado com a HQ não é surpresa que a história passa longe de ser para crianças.
Piada Mortal foi lançada em 1988 como uma história “elseworlds”, mesmo assim acabou se tornando uma das tramas mais famosas do homem morcego, influenciando, no seu universo principal, o destino trágico que se acomete à Bárbara Gordon (que não direi aqui, pois muitos podem não ter conhecimento).
O roteiro superficialmente parece mostrar um Coringa querendo afetar o psicológico do Comissário Gordon, porém lendo nas entrelinhas vê-se que seu alvo, na verdade, é o Batman. Usando do argumento que o que separa um homem são de um louco é apenas "um dia ruim", o vilão comete atrocidades.
O mais interessante dessa obra é o paralelo que é criado entre a história dos dois personagens, como um foi levado pela loucura enquanto outro a superou, ou apenas não tomou consciência dela. E isso fica ainda mais claro na sequência final.

Depois de feita essa "pequena introdução" vamos ao filme.

Ele não trabalha apenas a história da HQ, mas dá uma introdução da relação do Batman com a Batgirl para que alguns fatos da história original fiquem melhor explicados. Tirando isso e algumas cenas de ação, introduzidas para dar mais dinamismo à história, o quadrinho é seguido a risca. E não só nas falas, mas nas cenas colocadas no exato mesmo ângulo do papel.
Para quem não acompanha quadrinhos talvez o desenho em 2D incomode e até pareça um pouco "mal feito". Confesso que os personagens em 2D e os fundos em 3D causaram um pouco de incômodo em mim, tirando isso, a produção foi muito fiel a obra original.
Independente do dito acima, a edição é fluida e a intercalação das histórias que são contadas em paralelo é feita de forma agradável, inclusive mudando um pouco a tonalidade da cena para ficar bem claro que se trata de outro período.
As dublagens são dentro do esperado, com qualidade e com vozes que condizem com os personagens sem chamar muito a atenção; mas a cereja do bolo fica com a dublagem do Coringa que é feita por Mark Hamill, o cara não se contenta em ser "apenas" Luke Skywalker, não é mesmo? Tem que prestar bem a atenção para perceber que se trata dele e ainda por cima consegue passar toda a insanidade do personagem pela voz.


CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Banzé no Oeste

título original: Blazing Saddles
gênero: Comédia, Faroeste
duração: 01h 33min
ano de lançamento: 1974
estúdio:  Warner Bros.
direção: Mel Brooks
roteiro: Mel Brooks, Norman Steinberg, Andrew Bergman, Richard Pryor, Alan Uger
fotografia: 
Joseph F. Biroc
direção de arte: Peter Wooley

Rock Ridge é uma pequena cidade que logo terá uma linha de trem passando próxima a ela. Sabendo de como isso valorizará a região, Hedley Lamar resolve expulsar todos os moradores da cidade para poder tomar para si as terras. Para isso manda um bando aterrorizá-los e ,a pós a morte do xerife, coloca em seu lugar um negro que terá problemas para ganhara  confiança da população.
Eu adoro faroeste, mas essa paródia é melhor ainda. Não apenas tira sarro das situações clássicas como: um xerife ameaçado de morte, um imbatível pistoleiro; mas até das trilhas sonoras que narram parte da história.

O filme vai do pastelão até talvez o nascimento do besteirol (naquela época a vulgaridade ainda era usada como arma para chocar o público), mas principalmente namora com o nonsense e ainda mantém uma crítica social.
A forma como o roteiro ridiculariza o racismo dos brancos é tão bem construída que a única conclusão é de que não faz sentido alguém ser preconceituoso (o que deveria ser o senso comum e ainda é um tema muito atual).
Cleavon Little rouba tanto a cena que até consegue deixar Gene Wilder um pouco apagadinho.

Pra fechar com chave de ouro a sequência final é extremamente surreal e ainda mais divertida.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Anticristo

título original: Antichrist
gênero: Terror, Drama
duração: 01h 48 min
ano de lançamento: 2009
estúdio: Zentropa Entertainments
direção: Lars von Trier
roteiro:  Lars von Trier
fotografia: Anthony Dod Mantle
direção de arte: Karl Júlíusson

Após a morte traumática do filho, casal se isola em uma cabana no meio da floresta Éden para tentar lidar com os sentimentos de luto e culpa.

Quem acompanha aqui o blog sabe que não tenho uma relação muito boa com o diretor Lars Von Trier.
Ainda assim sou teimosa e, mesmo sabendo que era um filme muito pesado, resolvi assistir.
Realmente tem cenas bem tensas, mas para quem assistiu "Ninfomaníaca I e II" acredito que não tenha tanto choque; as cenas que me impressionaram mais foram algumas envolvendo animais.

Mas num todo achei interessante a grande "terapia" que foi esse filme. Em relação a luto, culpa, relação entre casal, relação da mulher com sua natureza, etc. Além de trabalhar de certa forma também o feminicídio.
A fotografia e a direção de arte são simplesmente fantásticas. Se não estiver gostando da história, esqueça dela e preste apenas atenção nesse ponto do filme que fará bom proveito.
Ainda que eu não tenha achado tão pesado quanto imaginava, não recomendo que se veja com pais por perto. No meu caso foi muito divertido ver minha mãe xingando as cenas pesadas, mas para alguns pode ser constrangedor.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Atividade Paranormal

título original: Paranormal Activity
gênero: Terror
duração: 01h 26 min
ano de lançamento: 2007
estúdio:  Solana Film
direção: Oren Peli
roteiro:  Oren Peli
fotografia: Oren Peli

Katie e Micah vão morar juntos em uma nova casa. Lá começam a acontecer coisas estranhas e eles resolvem deixar uma câmera filmando no horário mais corriqueiro: enquanto dormem.

Esse filme já tem tantas sequências e faz tanto tempo que Terror já não faz muito meu estilo, que nunca dei muita moral. Como está no "1001 Filmes para ver antes de morrer" fui assistir.
Com certeza um dos melhores filmes do gênero que já vi, passei quase ele todo tendo calafrios de medo.

E é incrível como ele consegue isso afinal, levando em conta que é um filme curto, acredito que as coisas só passam a acontecer de verdade lá pelos últimos quinze minutos. Não é um terror sanguinário muito menos de sustos, é terror psicológico injetado na veia, ou melhor, você passa todo o tempo com um soro de terror no braço.
O mais incrível ainda é que a produção é quase amadora, tendo custado baixíssimo (US$15 mil) e alcançado lucros altos - sendo uma das produções do gênero mais lucrativa de todos os tempos.
Fazia tempo que não assistia algo que me deixava receosa de não conseguir dormir. Vale cada segundo.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

segunda-feira, 18 de julho de 2016

A Faca Na Água

título original: Nóz w wodzie
gênero: Drama, Suspense
duração: 01h 34 min 
ano de lançamento: 1962
estúdio:  Zespol Filmowy "Kamera"
direção: Roman Polanski
roteiro:  Jakub Goldberg, Roman Polanski, Jerzy Skolimowski
fotografia: Jerzy Lipman
direção de arte: Boleslaw Kamykowski

Um casal quase atropela um jovem mochileiro. Eles acabam oferecendo uma carona ao rapaz e, em seguida, o convidam para velejar junto com eles. A partir daí começa uma disputa de egos entre os homens.
Uma obra cheia de enquadramentos bem interessantes, com uma trilha sonora encaixada só nos momentos exatos.
Mas com um desenrolar da trama lento e cansativo.

Mesmo assim, uma coisa é certa: a tensão entre os dois homens é tão densa que quase dá para cortar com uma faca.
Criei uma teoria que me ajudou a levar de maneira mais fácil o filme (não sei se ela é coerente ou não), fica aqui para análise de vocês: o rapaz na verdade é um reflexo da juventude do homem mais velho, de sonhos e estilos de vida que ele acabou deixando pelo caminho; ele não aceita o confronto das mudanças e desistências com a realidade que se criou.

Não foi um filme fácil de assistir, para mim, mas acho que vale arriscar.

CLASSIFICAÇO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Um Novato na Máfia

título original: Freshman
gênero: Comédia
duração: 01h 42 min 
ano de lançamento: 1990
estúdio: TriStar Pictures
direção: Andrew Bergman
roteiro:  Andrew Bergman
fotografia: William A. Fraker
direção de arte: Ken Adam

Clark é um rapaz de uma cidade pequena nos EUA que vai morar em NY para fazer faculdade. Mal chegando a cidade ele é roubado e, ao tentar recuperar suas coisas, acaba envolvido com a máfia.
Bem Sessão da Tarde. Diverte, é engraçado, mas tem seus furos e o roteiro não é dos melhores, deixando alguns pontos da história um pouco confusos.

O que faz realmente valer a pena é ver Marlon Brando em um papel que é uma sátira de um dos seus maiores personagens: Vito Corleone. E ele faz isso com o pé nas costas.
Além disso, todo o filme tem referências e piadas relacionadas ao "Poderoso Chefão".



CLASSIFICAÇÃO: REGULAR



Poster e Ficha Técnica: IMDb


terça-feira, 12 de julho de 2016

O Jardim Dos Finzi-Contini

título original: Il Giardino dei Finzi Contini
gênero: Drama, Guerra
duração: 01h 34 min 
ano de lançamento: 1970
estúdio:  Documento Film
direção: Vittorio De Sica
roteiro: Giorgio Bassani, Vittorio Bonicelli , Ugo Pirro, Vittorio De Sica, Franco Brusati, Alain Katz, Tullio Pinelli, Cesare Zavattini, Valerio Zurlini
fotografia: Ennio Guarnieri
direção de arte: Giancarlo Bartolini Salimbeni

Filme retrata a adaptação, aos poucos, da colônia judia italiana as repressões do fascismo, focando em um grupo de jovens da burguesia.
Depois de assistir "Umberto D", fiquei bem animada em ver outro filme de Vittorio de Sica. Principalmente porque depois desse filme ele ficou parado até fazer o que vou comentar agora.
Outro ponto a favor: um filme sobre guerra, do ponto de vista dos judeus. Tema que me agrada muito.
A questão é, parece que na Itália o anti-semitismo começou de forma mais branda, então não houve uma ruptura descarada. Por isso o filme acaba retratando uma vida comum, e até um pouco enfadonha, de um grupo muito rico e bem relacionado de judeus.
Mais de 2/3 do filme gira entorno do romance de Micol e Giorgio, e a indecisão dela. Para piorar o ator que faz Giorgio (Lino Capolicchio) e o que faz o irmão de Micol, Alberto (Helmut Berger) são muito parecidos, o que deixa a história um pouco confusa.
Lá pelos últimos 20 minutos a história fica verdadeiramente interessante quando as consequências da guerra passam a surgir pra valer.


CLASSIFICAÇÃO: REGULAR



Poster e Ficha Técnica: IMDb 


segunda-feira, 11 de julho de 2016

Sinédoque, Nova York

título original: Synecdoche, New York
gênero: Drama
duração: 02h 04 min 
ano de lançamento: 2008
estúdio: Sidney Kimmel Entertainment
direção: Charlie Kaufman
roteiro:  Charlie Kaufman
fotografia: Frederick Elmes
direção de arte: Mark Friedberg

Caden é um diretor de teatro frustrado e hipocondríaco. Quando ele recebe o primeiro prêmio de sua carreira resolve escrever uma peça a partir de sua própria vida, para isso arruma um galpão e começa a reconstruir tudo nos mínimos detalhes.
Provavelmente esse filme estava na minha lista do Netflix por ter Philip Seymour Hoffman. Ai se arrependimento matasse.

Supostamente o filme trata sobre a vida e a morte, a importância que damos as coisas, situações e até a nós mesmos, mas no fundo tudo e todos somos iguais. Não há o que entender da vida. 
Isso ficou bem claro no roteiro, porquê não há o que entender nesse filme.
Tudo é muito confuso, em alguns momentos a vida do personagem passa em segundos, em outros demora para passar. Ele fica doente, depois não se fala mais nisso; ele tem outro filho, esse some da trama; casa, separa, casa, separa.

Sem contar que não decidiram no final das contas se o filme seria surrealista ou não. A história segue normal até situações bizarras, como uma mulher morando dentro de uma casa que vive em chamas.
Lógico que existem filmes que nos fazem ficar tristes, pensativos, mas há a consciência e a necessidade disso. Esse apenas me pareceu carregado, arrastado e sem propósito.


CLASSIFICAÇÃO: RUIM



Poster e Ficha Técnica: IMDb


domingo, 10 de julho de 2016

Pi

título original: Pi
gênero: Drama, Suspense
duração: 01h 24 min 
ano de lançamento: 1998
estúdio: Harvest Filmworks
direção: Darren Aronofsky
roteiro:  Darren Aronofsky, Sean Gullette, Eric Watson
fotografia: Matthew Libatique
direção de arte: Matthew Maraffi

Max é um gênio da matemática que sofre com dores de cabeça terríveis. Ele construiu um supercomputador com o propósito de desvendar o π; com isso ele acaba desvendando toda a existência da Terra, o que atrai a atenção dos investidores de Wall Street tanto quanto de fanáticos religiosos.
Essa foi a estréia do diretor Darren Aronofsky, responsável depois por obras que gosto muito como "Réquiem para um sonho" e "Cisne Negro".
A abordagem psicológica, cheia de alucinações e distúrbios já se encontrava entre seus temas favoritos a serem abordados, mas nesse filme temos um estilo muito mais experimental e arriscado.
A fotografia em preto e branco com altos contrastes e a condução da câmera foram técnicas bem inovadoras na época.
Mesmo sabendo apreciar os pontos positivos do filme, não é fácil acompanhar. Tudo é muito confuso, o desenrolar é um pouco maçante e algumas cenas podem até te deixar um pouco enjoado.
Vale a experiência, mas não é um filme para se ver a qualquer momento.


CLASSIFICAÇÃO: REGULAR



Poster e Ficha Técnica: IMDb 


sábado, 9 de julho de 2016

Capitão Bill Jr.

título original: Steamboat Bill, Jr.
gênero: Comédia
duração: 01h 10 min 
ano de lançamento: 1928
estúdio: Buster Keaton Productions
direção: Charles Reisner, Buster Keaton
roteiro:  Carl Harbaugh
fotografia: Bert Haines, Devereaux Jennings

Também conhecido como "Marinheiro de Encomenda" ou "Marinheiro de Água Doce".
O capitão William sempre transportou passageiros pelo rio, mas John aparece com um barco novo e chique pretendendo roubar sua clientela. A disputa entre eles se agrava quando o filho de William e a filha de John chegam à cidade e se apaixonam.
Buster Keaton é gênio. E a cada filme que assisto tenho mais certeza disso. Usando de um humor leve e simples é quase impossível passar o filme todo sem dar pelo menos uma risada (eu passo mal de rir o filme todo), principalmente se você se identifica com seus personagens, normalmente muito atrapalhados e desastrados - tipo eu.
Para melhorar o lugar comum, nesse filme Keaton conseguiu introduzir efeitos especiais inesperados como carros e árvores sendo arrastados e casas caindo ou voando.
Ainda por cima o ator/diretor ainda questiona a postura de um pai machão com um filho com posturas "duvidosas".
Uma obra curta feita para divertir, sem dúvidas.


CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO



Poster e Ficha Técnica: IMDb


Filme completo:

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Uma Verdade Inconveniente

título original: An Inconvenient Truth
gênero: Documentário
duração: 01h 36 min 
ano de lançamento: 2006
estúdio: Lawrence Bender Productions
direção: Davis Guggenheim
fotografia: Davis Guggenheim, Robert Richman

O ex-candidato a presidente dos EUA, Al Gore, apresenta verdades, mitos e soluções para o aquecimento global.
Esse é um tema que sempre me interessou, inclusive minha iniciação científica teve um pouco haver com isso. Tento ao máximo viver de forma coletiva e prego isso. Reciclar, usar menos carro e mais transporte coletivo, economizar água e luz, enfim. Mas o nosso trabalho, como cidadãos, é um grãozinho de areia perto do que os governantes e empresas deveriam fazer para realmente mudar o quadro climático do mundo.
E é isso que é enfatizado por Al Gore, não sei até que ponto como uma crítica a seus adversários políticos ou realmente por um interesse global.
Já vi em alguns lugares argumentações de que ele só pegou os casos extremos e que isso torna a pesquisa questionável. Sim, são casos extremos, mas acredito que isso não invalide o todo.
Quanto ao estilo do documentário, o achei um pouco cansativo. Praticamente é uma palestra do TED intercalada com algumas imagens das catástrofes ou da vida pessoal de Al Gore.

Assumo que esperava mais, que fosse mais impactante. De qualquer forma é muito válido alguém com a visibilidade de Al Gore falar sobre um tema tão importante. Agora, ele ter ganhado o Nobel da Paz por esse projeto no lugar de Irena Sandler é de doer o coração.


CLASSIFICAÇÃO: BOM



Poster e Ficha Técnica: IMDb 


quinta-feira, 7 de julho de 2016

Umberto D

título original: Umberto D
gênero: Drama
duração: 01h 29 min 
ano de lançamento: 1952
estúdio: Rizzoli Film
direção: Vittorio De Sica
roteiro:  Cesare Zavattini
fotografia: G.R. Aldo
direção de arte: Virgilio Marchi

Roma, 1950. Apesar da economia estar voltando a prosperar, idosos sofrem com a pequena pensão de aposentadoria que recebem do governo. Um deles é Umberto D, que mal consegue pagar o aluguel de um quarto e vive sendo ameaçado de despejo pela senhoria. Junto a seu amigo inseparável, o cãozinho Flike, ele tenta viver com dignidade.
Assim como em "Ladrões de Bicicletas", Vittorio de Sica trabalha de forma exemplar as questões socio-econômicas italianas da época nesse filme; mas sem transformar em algo quase documental ou cansativo. Ele consegue passar essas informações por meio de uma ficção paralela, no caso a vida de Umberto D segue de primeiro plano para ter de pano de fundo as injustiças sociais. 
Um ponto curioso é que ninguém do elenco era ator profissional, e isso foi uma escolha pensada do diretor para passar mais realidade na vivência dos personagens.
A relação e companheirismo de Umberto e Flike é tão real que fica difícil não se emocionar com as cenas dos dois.
Tocante e pesado na medida.



CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO




Poster e Ficha Técnica: IMDb