quinta-feira, 30 de junho de 2016

Videodrome - A Síndrome do Vídeo

título original: Videodrome
gênero: Ficção Científica, Terror
duração: 1h 27 min
ano de lançamento: 1983
estúdio: Filmplan International
direção: David Cronenberg
roteiro:  David Cronenberg
fotografia: Mark Irwin

Max é dono de uma pequena emissora de TV, em certo momento ele capta cenas de um canal pirata em que pessoas reais são torturadas e mortas. Ele passa a investigar sobre o assunto até descobrir que se trata de um tal Videodrome que começa a fazer com que tenha efeitos bizarros e alucinações.
Com certeza um dos filmes mais malucos que já assisti. Quanto ao desenrolar da história não posso afirmar se entendi, muitos momentos fiquei em dúvida se era realidade ou alucinação; mas a mensagem final foi captada e acredito que isso é o que mais importa nesse produção.
A produção critica com veemência a exposição a violência e pornografia exaustivamente televisionadas.
Claro que como bom "trash anos 80" - e se aproveitando do roteiro que dá brecha a isso - o filme todo é hiper sexualizado. Vide a gigante vagina que surge na barriga do personagem principal e engole tudo que vê pela frente.
Não é um filme fácil, mas é um "clássico cult" curto, então fica fácil de aguentar até o final. Se achar ruim, pelo menos que as risadas estarão garantidas com os efeitos visuais clássicos dos anos 80.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Feitiço do Tempo

título original: Groundhog Day
gênero: Comédia, Fantasia
duração: 1h 41 min
ano de lançamento: 1993
estúdio: Columbia Pictures Corporation
direção: Harold Ramis
roteiro:  Danny Rubin , Harold Ramis
fotografia: John Bailey
direção de arte: David Nichols

Phil é um egocêntrico repórter do tempo. Todo ano ele é enviado a uma pequena cidade do interior para registrar o Dia da Marmota. Não aguentando mais fazer a matérias todo ano, ele está louco para ir embora, mas -inexplicavelmente - ele fica preso no tempo.
Já tiveram muitos filmes que bateram nesse tipo de tema: pessoas que ficam presas em um dia específico. Mas acredito que esse deve ter sido um dos primeiros, se não o original, mas com certeza um dos melhores.
Tem momentos que tudo parece tão sem noção que chega a ser surreal, em outros você ri muito, mas por incrível que pareça ele ainda atinge o nível de te fazer chorar em um dado momento.
Poderia ser extremamente clichê, mas ele não chega nem perto disso.
A repetição de situações poderia cansar, mas na verdade você espera que elas voltem a acontecer para ver como Phil irá lidar com aquilo - principalmente a sequência com Ned, o corretor de seguros, que é genial.
Bill Murray deixa essa comédia maluca leve e natural.
Com certeza uma boa opção de diversão.


CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

terça-feira, 28 de junho de 2016

Não Por Acaso

gênero: Drama
duração: 1h 30 min
ano de lançamento: 2007
estúdio:  Buena Onda, Fox Filmes do Brasil
direção: Philippe Barcinski
roteiro: Philippe Barcinski, Fabiana Werneck Barcinski, Eugenio Puppo
fotografia: Pedro Farkas

Ênio é um engenheiro de trânsito em São Paulo super sistemático. Quando sua ex-mulher aparece dizendo que sua filha o quer conhecer, ele fica desorientado. Ao mesmo tempo é retratado o relacionamento entre Teresa e Pedro, um marceneiro que produz mesas de sinuca. Porém, um acidente mudará o rumo da vida de ambos.
Gosto muito dessa forma de contar histórias: mais de uma narrativa segue em paralelo até que em algum momento elas se encontram.
A fotografia retrata perfeitamente toda beleza, frieza e delicadeza de São Paulo. E esse bom trabalho ainda é endossado com uma trilha sonora escolhida a dedo.
As atuações não me surpreenderam, mas também não estão ruins.
Pode parecer apenas um pouco arrastado para algumas pessoas pelo grande uso de silêncio em algumas cenas.
A única coisa que me incomodou é um ponto que costuma acontecer muito nas novelas da Globo: a falta de noção ao distribuir a história pela cidade. Explico: em um dado momento Ênio leva a filha a livraria da mãe, ele então desce a rua Teodoro Sampaio (zona Oeste); em outra cena ele está no topo do Banespa (centro) e a menina fala - "ali é a livraria?" - mostrando um lugar bem próximo ao prédio; mas nem se ela tivesse um binóculo ela conseguiria essa proeza.
Tirando esse ponto que só quem conhece bem SP nota, é um filme bem poético e bonito.


CLASSIFICAÇÃO: BOM


Poster e Ficha Técnica: IMDb

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Veronika Decide Morrer

título original: Veronika Decides to Die
gênero: Drama
duração: 1h 43 min
ano de lançamento: 2009
estúdio: Das Films
direção: Emily Young
roteiro: Paulo Coelho, Larry Gross, Roberta Hanley
fotografia: Seamus Tierney
direção de arte: John Nyomarkay

Veronika, apesar de linda e bem sucedida, não está satisfeita com sua vida e com o mundo. Decide então morrer, tomando uma overdose de remédios. Porém seus planos não saem como planejados e ela acorda em uma clínica psiquiátrica com a notícia que têm poucas semanas de vida.
Lembro que peguei esse livro na biblioteca da escola quando estava no colegial, isso faz mais de 10 anos. Portanto, não tenho condições de fazer um paralelo fiel entre a obra original e a adaptação. O que me sei é que fiquei com a mesma sensação ao ler esse e "O Alquimista": Paulo Coelho escreve auto-ajuda ficcional.
Quer dizer, o roteiro - já clichê - é mal trabalhado na produção. Poderiam fazê-lo de uma forma que se tornasse mais profundo, preferiram deixar mais piegas.
Boa parte das cenas parece ter sido feito com a câmera na mão, que balança bastante em algumas situações e me incomodou muito.
Já o elenco se chega numa atuação mediana é muito.
Acho que podem pular esse.

CLASSIFICAÇÃO: RUIM


Poster e Ficha Técnica: IMDb

quarta-feira, 22 de junho de 2016

A Grande Ilusão

título original: All the King's Men
gênero: Drama, Suspense
duração: 2h 08 min
ano de lançamento: 2006
estúdio:  Columbia Pictures Corporation
direção: Steven Zaillian
roteiro:  Steven Zaillian, Robert Penn Warren
fotografia: Pawel Edelman
direção de arte: Patrizia von Brandenstein

Willie Stark é um caipira que fica conhecido ao denunciar os problemas na construção de uma escola. Com isso ganha a atenção de certos políticos que resolvem lança-lo como candidato a governador do estado de Louisiana. Ele tem uma ótima retórica e faz promessas populistas, o que garante a ele a vitória. Mas seu idealismo acaba se transformando em atitudes questionáveis e corruptas.
A trama é boa, mas muito mal trabalhada. As informações parecem não ser passadas na totalidade, a condução da história é um pouco confusa e cansativa. Foi difícil me manter acordada, parecia que não terminava nunca. Além disso, o que parecia ter como foco a política passa - de uma hora para outra - a trabalhar mais questões pessoais de um personagem que nem parecia ser o principal no início.
O que faz valer o filme é a fotografia muito bonita e o elenco de primeira que consegue fazer um bom trabalho mesmo em um roteiro ruim.

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDb

terça-feira, 21 de junho de 2016

A Loja Mágica de Brinquedos

título original: Mr. Magorium's Wonder Emporium
gênero: Comédia, Fantasia
duração: 1h 33 min
ano de lançamento: 2007
estúdio:  Mandate Pictures
direção: Zach Helm
roteiro:  Zach Helm
fotografia: Roman Osin
direção de arte: Thérèse DePrez

A loja de brinquedos do Sr. Magorium é um local mágico. Quando ele chega aos 243 anos resolve passar o estabelecimento para sua gerente, Molly Mahoney, uma jovem um pouco insegura. Para deixar tudo certo contrata o contador Henry, um homem cético e que não enxerga a magia do lugar. Por todos esses acontecimentos a loja começa a perder seu brilho, Molly e Henry - com a ajuda de um menininho de 9 anos - terão que encontrar a mágica dentro de si mesmos para que a loja volte a viver.
Eu não estava com muita fé nesse filme quando decidi assistir, achava que seria muito infantil e bobinho. Realmente é infantil, mas era fé que faltava em mim. Na verdade é fé que falta nos adultos em geral, que vão perdendo seu brilho e imaginação conforme vão crescendo.
O filme é lúdico, criativo, diverte e enche os olhos das crianças enquanto traz mensagens fortes para os adultos. Dá para se alegrar, rir e também chorar.
De Natalie Portman e Dustin Hoffman não se espera menos do que se tem: ótimas atuações. Mas quem me surpreendeu foi Jason Bateman, pela primeira vez em uma atuação que me agradou.

Papais e mamães que me lêem, por favor, ponham esse filme para seus filhos assistir e, se possível, assistam juntos.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Direito de Amar

título original: A Single Man
gênero: Drama
duração: 1h 39 min
ano de lançamento: 2009
estúdio:  Fade to Black Productions
direção: Tom Ford
roteiro:  Christopher Isherwood, Tom Ford, David Scearce
fotografia: Eduard Grau
direção de arte: Dan Bishop

Década de 60, Los Angeles. George, um professor de inglês, perde seu companheiro em um acidente de carro. O tempo passa, mas a dor não diminui, e ele decide se matar. George, então, começa a colocar tudo em ordem para resolver a situação.
Que filme triste. Não assista se não souber lidar com a mini depressão que virá ao final.
A trama trata da dificuldade de ser homossexual há 50 anos atrás, das limitações legais e em relação as famílias mesmo.
Mas principalmente consegue passar de forma quase palpável o luto. Aquele desejo de voltar no tempo, de viver no passado.
Colin Firth e Julianne Moore estão incríveis, suas emoções estão vivas a olhos nus.
Fotografia e direção de arte são outro ponto alto. Seus olhos, que provavelmente já estarão marejados pela história, ficarão encharcados com as belas imagens.
Conseguiram colocar em imagens emoções bem difíceis de descrever.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO


Poster e Ficha Técnica: IMDb

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Náufrago

título original: Cast Away
gênero: Aventura, Drama
duração: 2h 23 min
ano de lançamento: 2000
estúdio:  Twentieth Century Fox Film Corporation
direção: Robert Zemeckis
roteiro:  William Broyles Jr.
fotografia: Don Burgess
direção de arte: Rick Carter

Chuck trabalha na FedEx e é obcecado por pontualidade. Em uma de suas viagens a trabalho sofre um acidente de avião e acaba em uma ilha remota e isolada. Sem muitas perspectivas, ele começa a lutar por sua sobrevivência.
Apesar de ser praticamente um monólogo de mais de duas horas, o filme tem uma boa fluidez. 
Ele sabe misturar no ponto agonia, desespero, ótimos diálogos (entre o ator e a bola) e uma fotografia muito bonita.
Se você ainda tem alguma dúvida sobre a competência de Tom Hanks assista esse filme para confirmar a excelência de seu trabalho. A maneira como conduz seus diálogos com Wilson é tão convincente que você chega a ouvir as falas da bola.
A única curiosidade que tenho era pra saber quanto FedEx e Wilson pagaram por esse filme. Por que vamos combinar que é a melhor, e mais longa, propaganda que poderiam ter feito de seus serviços e produtos.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Garota Exemplar

título original: Gone Girl
gênero: Policial, Suspense, Drama
duração: 2h 29 min
ano de lançamento: 2014
estúdio:  Twentieth Century Fox Film Corporation
direção: David Fincher
roteiro: Gillian Flynn
fotografia: Jeff Cronenweth
direção de arte: Donald Graham Burt

No dia do 5º aniversário de casamento de Amy e Nick, ele chega em casa e encontra a casa revirada e sua esposa desaparecida. Durante as investigações ele passa a agir de forma estranha, atraindo a atenção e se tornando o principal suspeito para a polícia.
Quando o livro virou bestseller achei que era no estilo "50 tons de cinza" e não me interessei. Quando saiu o trailer, vi que não era nada do que pensava e ai a curiosidade veio. Foi um dos livros que li mais rápido na minha vida, não conseguia parar, cada capítulo atiçava ainda mais a imaginação. Com certeza um dos livros que mais gostei de ler.
Ai fui ver o filme.
É uma boa adaptação; dentro de suas 2 horas e meia David Fincher soube como levar esse suspense para as telonas. Infelizmente, conhecendo já os rumos da história, não sei como quem não leu o livro vai recebendo as informações, se ficam confusas, se se surpreendem com alguns fatos como foi comigo durante a leitura.
Mesmo assim, ficam faltando algumas informações e alguns dados são alterados ou tirado de ordem, o que me incomodou um pouco.
Mas a construção dos personagens foi exatamente da forma como vi na obra original. Ben Affleck está muito bem como um homem galanteador mas ao mesmo tempo mascarado, Rosamund Pike passa a delicadeza de sua personagem de forma convincente e convence mais ainda quando a história vai se aprofundando. 
Acredito que valha assistir, espero - principalmente - a opinião daqueles que viram mas não leram o livro.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quarta-feira, 15 de junho de 2016

A Conquista da Honra

título original: Flags of our Fathers
gênero: Guerra, Drama
duração: 2h 15 min
ano de lançamento: 2006
estúdio:  DreamWorks SKG, Warner Bros.
direção: Clint Eastwood
roteiro: William Broyles Jr., Paul Haggis, James Bradley, Ron Powers
fotografia: Tom Stern
direção de arte: Henry Bumstead

1945, mesmo com a vitória dos aliados da Europa anunciada, a guerra prossegue. Em uma das mais sangrentas batalhas, a tomada da ilha de Iwo Jima, 6 soldados erguem uma bandeira dos EUA, o que se torna um grande símbolo. Alguns deles morreram logo após esse momento, sendo esquecidos, os outros se tornam heróis. 
Não sou muito fã de filmes de guerra. Normalmente são sangrentos de um jeito que não me agrada (não a la Tarantino) e sempre fico na dúvida quem está do lado de quem. Mas esse aqui está de parabéns.
Apesar das cenas muito fortes, de violência e corpos dilacerados, o enfoque do filme está mais no emocional dos soldados. E o conflito entre estar vivo - e ser um herói - e ver ser amigos morrerem é muito bem construído.
Outro ponto que merece ser valorizado é a fotografia, cada cena é de encher os olhos. As cenas panorâmicas sobre os navios e as que os aviões mergulham sobre nuvens de fumaça em encontro a montanha, são de deixar qualquer um de queixo caído.
Clint Eastwood está de parabéns pelo trabalho que fez com esse roteiro.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

terça-feira, 14 de junho de 2016

Era Uma Vez No México

título original: Once Upon a Time in Mexico
gênero: Ação, Policial
duração: 1h 42 min
ano de lançamento: 2003
estúdio:  Columbia Pictures Corporation
direção: Robert Rodriguez
roteiro: Robert Rodriguez
fotografia: Robert Rodriguez
direção de arte: Robert Rodriguez

Sands, um agente corrupto da CIa, contrata El Mariachi para ir em busca de um líder de cartel que pretende derrubar o governo do México, tendo a ajuda do sargento que matou a família do justiceiro.
Fazendo algumas pesquisas aqui para escrever sobre o filme descobri que esse é o terceiro de uma trilogia ("O Mariachi" e "Balada do Pistoleiro"), mas confesso que não me fez falta alguma para entender a trama da história.
Não consegui achar em nenhum lugar, mas tenho CERTEZA que tem o dedinho do Tarantino em algum canto desse filme. O sangue, tiros e explosões em excesso; a maneira como o roteiro é conduzido e o estilo dos personagens, me lembram muito o estilo do diretor.
A forma de retratar o México talvez tenha ficado um pouco caricata, mas acredito que essa seja a intenção. Uma forma de brincadeira e ao mesmo tempo de homenagem.
O que mais me chamou a atenção aqui foi o elenco. Além de ser de peso, todos estão na sua melhor forma atendendo perfeitamente ao que o filme pede. Johnny Depp (suas cenas finais são incríveis), Antonio Banderas (apesar do cabelo seboso), Willem Dafoe, até mesmo Enrique Iglesias está muito bem.
Vale a diversão com certeza, e fiquei curiosa para ver os dois primeiros.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Um Verão Para Toda Vida

título original: December Boys
gênero: Drama
duração: 1h 45 min
ano de lançamento: 2007
estúdio:  Australian Film Finance Corporation (AFFC)
direção: Rod Hardy
roteiro:  Ronald Kinnoch, Michael Noonan , Marc Rosenberg
fotografia: David Connell
direção de arte: Leslie Binns

Quatro órfãos, nascidos em dezembro, recebem de presente de aniversário uma viagem - primeiro verão que passam fora do orfanato. Chegando a praia eles conhecem um casal que não podem ter filhos e vêem ai uma oportunidade de algum dele ser adotado. Enquanto isso o mais velho deles, Maps, conhece uma bela moça do vilarejo.
Confesso que esse filme estava na minha lista só para ver Daniel Radcliffe fora de Harry Potter, não fazia nem idéia do que o filme tratava.
A história é fofa e traz um tema delicado, de jovens que já estão "passando da idade" de serem adotados.
O elenco mirim manda muito bem e a fotografia é simplesmente estonteante.

Mas ao final, parece que a linha de raciocínio se perde um pouco e tudo que vinha sendo construído durante o filme muda de rumo de repente. É até bacana ver um final que não segue o clichê, mas acho que poderia ter sido melhor preparado. O filme tem um desenvolvimento meio lento e a conclusão acontece de forma muito rápida.

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDb

domingo, 12 de junho de 2016

Escrito Nas Estrelas

título original: Serendipity
gênero: Comédia Romântica
duração: 1h 30 min
ano de lançamento: 2001
estúdio:  Miramax
direção: Peter Chelsom
roteiro:  Marc Klein
fotografia: John de Borman
direção de arte: Caroline Hanania

Natal, começo dos anos 90, Jonathan e Sara se encontrar por acaso em uma loja ao tentarem comprar uma mesma luva. Apesar de ambos terem relacionamentos, eles sentem uma atração forte e passam a noite passeando juntos. Sara acredita no destino e usa de truques para se reencontrarem crendo que, se for para ficarem juntos, os caminhos deles voltarão a se cruzarem.
Acho que tem todos os clichês de comédia romântica nesse filme: encontros ao acaso, viagens inesperadas, saídas de vôos repentinas, etc. Acho que meu coraçãozinho peludo é muito gelado pra esse tipo de coisas, ou a minha fase desse tipo de filme já passou. Apesar que acho que tem como fazer uma comédia boa, vide "P.s. Eu te amo".
Mas voltando a esse filme, tirando que o roteiro é bem médio e que desde o começo está na cara como vai acabar, tem certas coisas que acho bem escrotas nesse tipo de filme. Claro que, se um dos personagens principais tive rum relacionamento, o par será a pessoa mais insuportável do mundo para que a audiência fique a favor dele largar/trair. Nesse caso o par de Sara realmente não lhe dá a devida atenção, agora o par de Jonathan não tem nada de errado (chega a dar dó da moça).
Outro ponto, por mais que eles tenham se interessado um pelo outro, quem - tendo um relacionamento fechado e sendo fiel - sai para passar o dia passeando com um pleno desconhecido se não tem intenção de dar um par de chifres ao cônjuge?
Não prende, não diverte e não cria empatia.

CLASSIFICAÇÃO: RUIM

Poster e Ficha Técnica: IMDb