terça-feira, 31 de maio de 2016

Traffic: Ninguém Sai Limpo

título original: Traffic
gênero: Policial, Drama
duração: 2h 27 min
ano de lançamento: 2000
estúdio: The Bedford Falls Company
direção: Steven Soderbergh
roteiro:  Simon Moore, Stephen Gaghan
fotografia: Steven Soderbergh
direção de arte: Philip Messina

Através de vários núcleos, o filme faz um panorama sobre a estrutura do tráfico de drogas, seus usuários e seus combatentes.
O filme segue uma linha crua, tanto na direção quanto na fotografia, puxando mais para o estilo documental (muita câmera na mão). O que acredito ser coerente com o tema.
A forma como a "cadeia alimentar" do tráfico é retratada através de várias histórias, e como isso vai construindo uma ambiguidade muito forte também é algo que vale se destacar.
As cenas monocromáticas e com muito contraste me incomodaram um pouco, mas achei - de qualquer forma - um recurso arriscado e interessante.
Das atuações, nada me chamou muito a atenção, mas também não tenho do que reclamar.
Não é um filme fácil, a quase total ausência de trilha o deixa ainda mais denso, mas acredito que foi feito nos melhores moldes para tratar de um tema complexo e intrincado em nossa realidade.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

segunda-feira, 30 de maio de 2016

À Prova de Morte

título original: Death Proof
gênero: Suspense
duração: 1h 53 min
ano de lançamento: 2007
estúdio: Dimension Films
direção: Quentin Tarantino
roteiro: Quentin Tarantino
fotografia: Quentin Tarantino
direção de arte: Steve Joyner

Julia selvagem e suas amigas saem para a noitada, o que elas não percebem é que algo as espreita: Dublê Mike, um homem temperamental que se esconde atrás do volante de um carro à prova de morte.
Logo no começo senti esse filme um pouco fora dos padrões do diretor Tarantino, uma filmagem diferente (meio envelhecida), um desenvolvimento meio arrastado. Mas ai comecei a perceber do que se tratava: esse filme é uma grande homenagem aos filmes de terror dos anos 80, onde você fica o tempo inteiro em suspense sem saber de onde vem o perigo e as personagens adolescentes - e quase todas as falas - são hipersexualizadas.
As atuações são um pouco caricatas, mas tudo bem , porque é o que o filme demanda.
Mesmo assim, tudo parece passar de maneira lenta até os últimos vinte minutos de filme. Assumo que até aqui estava achando tudo meio médio, mas aí veio a melhor cena de batalha entre carros em alta velocidade que vi nos últimos tempos.
Para melhorar a última cena é extremamente empoderadora.
Não é atoa que esse cara é um dos melhores diretores da atualidade.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

domingo, 29 de maio de 2016

De Caso Com o Acaso

título original: Sliding Doors
gênero: Drama, Fantasia
duração: 1h 39 min
ano de lançamento: 1998
estúdio: Intermedia Films
direção: Peter Howitt
roteiro: Peter Howitt
fotografia: Remi Adefarasin
direção de arte: Maria Djurkovic

Em uma certa manhã Helen é despedida, a partir daí a história passa a ser dividida do momento em que ela pega o metrô para casa e quando ela o perde.
Mais um daqueles filmes que mostram realidades alternativas dependendo das escolhas que a personagem principal fez, é um tema que gosto mas acho que está começando a ficar saturado, e não acho que combine muito com comédias românticas.
A partir de um dado momento o filme começa a ficar arrastado e, o que era pra ser intrigante começa a se tornar meio depressivo.
No final das contas nada foge das expectativas, serve para passar o tempo mas não é um filme que mereça muito destaque.

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDB

sábado, 28 de maio de 2016

Horton e o Mundos dos Quem

título original: Horton Hears a WHo!
gênero: Comédia, Animação, Aventura
duração: 1h 26 min
ano de lançamento: 2008
estúdio:  Blue Sky Studios
direção: Jimmy Hayward, Steve Martino
roteiro: Ken Daurio, Cinco Paul, Dr. Seuss, Jeff Siergey

Horton é um elefante muito querido na selva, principalmente pelas crianças. Certo dia ele encontra uma flor com um grão, de onde ele escuta vozes vindo. Essas vozes vem de Quemlândia, uma cidade dentro do grão, e mesmo todos achando que ele está ficando louco, resolve ajudar os Quem.
Não sei se estava com expectativas altas ou se acordei muito cética hoje, mas achei esse filme bem aquém do que esperava.
Com muitos exageros e usando de bordões, rimas, e e alívios cômicos demais, o filme acaba perdendo a mão.
Não sabia que a história era de Dr. Seuss, então de cara já estranhei estarem usando os mesmos traços de "O Grinch" e "O Lorax - Em busca da trúfula perdida". Depois que descobri isso fiquei um pouquinho mais decepcionada pois suas histórias costumam ser boas.
Além disso parece querer passar uma mensagem, mas parece ter tantas cisas subliminares (salvar o planeta, respeitar a todos, acreditar em Deus), que achei que isso também acabou se perdendo.
Talvez funcione com o público bem infantil e eu era somente o público errado, afinal tem cores muito bonitas, piadas fáceis e bichinhos bem fofos.

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDb

sexta-feira, 27 de maio de 2016

A Vida Dos Outros

título original: Das Leben der Anderen
gênero: Drama, Suspense
duração: 2h 17 min
ano de lançamento: 2006
estúdio:  Wiedemann & Berg Filmproduktion
direção:  Florian Henckel von Donnersmarck
roteiro:  Florian Henckel von Donnersmarck
fotografia: Hagen Bogdanski
direção de arte: Silke Buhr

Berlim oriental, 1984. Georg Dreyman é um dramaturgo aceito pelo sistema que namora uma das atrizes de sua equipe. Interessado na moça, o ministro manda que ele seja monitorado. O investigador Gerd Wierler passa a acompanhar escutas colocadas na cada de Greg, mas conforme vai se envolvendo com a vida do outro começa a repensar suas posições.
Pode ser considerado uma narrativa sobre um período histórico, mas acredito que acima disso está o enredo psicológico dos personagens. Diria que é um filme sobre transformação, empatia pelo próximo acima de ideologias. Bem atual.
Se formos destrinchar o perfil de cada personagem provavelmente Gerd, pré-período em que o filme passa, foi uma pessoa bem má. Mas a atuação de Ulrich Mühe é tão incrível que não tem como não simpatizar com a figura e não desejar que tudo acabe bem para ele.

A cena final é o último detalhe a ser destacado. Para quem, como eu, conseguiu segurar a emoção até ali, é nessa hora que o cisco vai cair no olho.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Os 39 Degraus

título original: The 39 Steps
gênero: Suspense, Policial
duração: 1h 26 min
ano de lançamento: 1935
estúdio:  Gaumont British Picture Corporation
direção: Alfred Hitchcock
roteiro:   John Buchan,Charles Bennett, Ian Hay
fotografia: Bernard Knowles

Após ter uma mulher, que sabia demais, morta em seu apartamento, Richard Hannay passa a ser perseguido. Além de tentar provar sua inocência ele ainda tentará descobrir mais coisas sobre o mistério que envolve a mulher assassinada.
Suspense dos bons! Você passa a trama toda sem saber o que está por vir, em que pode confiar. Para melhorar, ainda temos um ou outro alívio cômico muito bem construído.
Lógico, como se trata de um filme da década de 30, as atuações são um pouco caricatas. Tem quem goste e quem não, eu acho interessante dependendo do filme.
Destaque para o final, com uma reviravolta surpreendente.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quarta-feira, 25 de maio de 2016

O Coração Corajoso de Irena Sendler

título original: The Courageous Heart of Irena Sendler
gênero: Drama, Guerra
duração: 1h 35 min
ano de lançamento: 2009
estúdio: Baltmedia
direção: John Kent Harrison
roteiro: John Kent Harrison, Larry Spagnola, Anna Mieszkowska
fotografia: Jerzy Zielinski
direção de arte: Waldemar Kalinowski

Gueto de Varsóvia, Irena Sandler trabalha como assistente social ajudando no que é possível. Mas ela sente que não está fazendo o suficiente e descobre um jeito de começar a retirar, as escondidas, as crianças judias de lá.
 A história de vida dessa mulher é incrível. Mas tanto que ela concorreu ao Nobel da Paz, infelizmente perdeu para Al Gore. =/
Com certeza era uma vida que precisava ganhar um filme, mas não esse. Ele merece o preconceito que se existe com filmes produzidos para TV.
Apesar da trama ser arrastada, ao mesmo tempo, parece que eles pulam pedaços e espaços temporais que seriam importantes para a trama. Algumas situações surgem meio que do nada, não dando tanta veracidade a um filme baseado em fatos reais.
Para piorar as atuações são dignas de novela mexicana.
Vale porque Irena Sendler foi uma pessoa incrível, mas podiam fazer um remake mais decente.


CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e FIcha Técnica: IMDb

terça-feira, 24 de maio de 2016

Ele Está de Volta

título original: Er ist wieder da
gênero: Comédia 
duração: 1h 56 min
ano de lançamento: 2015
estúdio:  Mythos Film
direção: David Wnendt
roteiro: David Wnendt, Mizzi Meyer, Timur Vermes, Marco Kreuzpaintner, Johannes Boss, Collin McMahon
fotografia: Hanno Lentz
direção de arte: Jenny Rösler

Hitler ressurge no mesmo local onde ficava seu bunker, ainda aprendendo a lidar com o mundo moderno, é confundido com um comediante e se torna fenômeno nas mídias.
Confesso que passei boa parte do filme com uma sensação estranha, achando errado rir ou achar o personagem principal carismático. Mas é aí que mora a questão do filme.
Todo o roteiro foi criado para: 1) expor a mídia que trabalha qualquer coisa que dê audiência, deixando de lado moral e ética, 2) mostrar como ideologias e figuras xenófobas podem ser sedutoras sem que percebamos.

Esse último ponto, inclusive achei bem interessante. Afinal, estamos acostumados a ver os nazistas sendo retratados em filmes e documentários como monstros, e não como pessoas que estavam ali, vivendo em sociedade como todos os outros. O ideal nazista fica bem claro nas entrevistas feitas na rua durante o filme (que me pareceram  la "Borat", sem que a pessoa percebesse que se tratava de ficção) onde cidadãos diziam sua opinião sobre certos assuntos,  concordando com a postura do falso Hitler.
Não é um filme para gargalhar, alguns momentos podem gerar certas risadinhas, mas bem na verdade é uma risada de desespero ao ver claramente sendo retratada a onda conservadora que vem se espalhando pelo mundo, inclusive aqui no Brasil, como ela vem sorrateira mas é muito perigosa.
Uma verdade inconveniente e necessária.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Nove Rainhas

título original: Nueve reinas
gênero: Policial, Suspense
duração: 1h 54 min
ano de lançamento: 2000
estúdio:   FX Sound, Industrias Audiovisuales Argentinas S.A
direção:  Fabián Bielinsky
roteiro:  Fabián Bielinsky
fotografia: Marcelo Camorino
direção de arte: Daniela Passalaqua

Marcos e Juan, dois picaretas, se conhecem enquanto o último tenta dar um golpe em uma loja de conveniência. Marcos então o convence a participar de uma ação milionária envolvendo selos raríssimos, que será o golpe de suas vidas. 
Com um ritmo rápido, a história se desenvolve de forma que requer total atenção; afinal, podem surgir truques e manobras de todos os lados. Essa é a razão do filme ser tão interessante e bem construído, você pode até supor qual será o final, mas não dá para garantir nada.
A qualidade da filmagem não é das melhores, parece um pouco filme produzido para a TV, mas independente disso a boa trama e as atuações de primeira garantem um ótimo entretenimento.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

sábado, 21 de maio de 2016

Órfãs da Tempestade

título original: Orphans of the storm
gênero: Drama, Romance
duração: 2h 30 min
ano de lançamento: 1921
estúdio:  D.W. Griffith Productions
direção: D.W. Griffith
roteiro:  Adolphe d'Ennery, Eugène Cormon, D.W. Griffith
fotografia: Paul H. Allen, G.W. Bitzer, Hendrik Sartov

Após quase abandonar a filha em frente a uma igreja, homem encontra outra bebê e volta com as duas para casa. As duas, Louise e Henriette, crescem juntas e criam um grande laço fraternal. Após a morte dos pais pela peste e uma doença que deixa uma Louise cega, ambas seguem para Paris em busca de um tratamento. Chegando lá Henriette é sequestrada por um aristocrata enquanto uma família de malandros usa Louise como ferramenta para ganhar dinheiro. Tudo isso acontece diante da eminente Revolução Francesa.
Mais uma grande produção melodramática de D. W. Griffith, a forma como vai sendo conduzida a história das irmãs, juntas e paralelamente, cria um drama e um suspense que prende o telespectador à história.
É um pouco difícil, mas necessário, deixar de lado o viés ideológico do diretor para aproveitar bem o filme e não ficar analisando a forma como ele conduz (de maneira distorcida) a Revolução Francesa, colocando aqueles que derrubaram a aristocracia como monstros e somente isso.
Mesmo adorando filmes mudos acho que deviam ter no máximo 1h30min, não é fácil ver um filme assim com 2h30min.

Ainda vale assistir por se tratar de um clássico.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Não Estou Lá

título original: I'm not there
gênero: Drama
duração: 2h 15 min
ano de lançamento: 2007
estúdio:  Killer Films
direção: Todd Haynes
roteiro:  Todd Haynes, Oren Moverman
fotografia: Edward Lachman
direção de arte: Judy Becker

Biografia do artista Bob Dylan que relata todas suas fases e mutações durante a vida.
Lembro que "assisti" esse filme muito tempo atrás. Dormi em vários pedaços e o pouco que vi o fiz morrendo de sono. Achei que por isso não tinha entendido nada. Não, acabei de vê-lo novamente, completamente acordada e atenta e continuei praticamente no mesmo lugar.
Cada fase da vida de Dylan é retratado por um ator, com nomes distintos. Ponto que achei bem interessante, principalmente pela boa atuação de Heath Ledger e pelo ponto alto do filme: a atuação de Cate Blanchett. Se fosse pro filme ser feito de outro jeito sem sombra de dúvida escolheria ela para fazê-lo durante todo o filme; você simplesmente esquece que quem está ali é aquela diva linda.
A fotografia é bem ousada, o que também dá pontos ao filme, e a trilha sonora - bem, essa não tem nem o que dizer, afinal, é Dylan do começo ao fim.
O que acho que atrapalha pra acompanhar a trama é não conhecer a fundo a vida de Dylan. Há muitas referências que acredito só serem sacadas por quem é fanático pelo cara. E acho isso um ponto bem negativo, afinal, não seria legal que pessoas que o admiram, mas não conhecem bem sua história, pudessem se aprofundar mais através desse filme?
Outro ponto que, para mim, foi um tiro que saiu pela culatra foi a forma que demonstraram a personalidade poética e intelectual dele. Quiseram valorizar tanto, deixando os diálogos tão filosóficos, que alguns trechos são incompreensíveis e Dylan ainda soa como um cara arrogante e chato.
Talvez valha a experiência, mas faça por sua conta e risco.

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Frankenstein

título original: Frankenstein
gênero: Terror
duração: 1h 10 min
ano de lançamento: 1931
estúdio:  Universal Pictures
direção: James Whale
roteiro: John L. Balderston, Mary Shelley, Peggy Webling, Garrett Fort, Francis Edward Faragoh, Richard Schayer, Robert Florey, John Russell
fotografia: Arthur Edeson, Paul Ivano

Henry Frankenstein é um cientista que tem um projeto ambicioso: gerar vida de forma incomum. Para dar andamento em sua experiência ele vagueia por cemitérios, coletando partes de cadáveres para montar um ser único. Seu assistente, Fritz, invade a faculdade de medicina para pegar um cérebro, mas acaba levando um anormal. Sem saber disso, Frankenstein dá continuidade à sua experiência, que acaba bem sucedida, até o ser criado sair de seu controle.
Esse é o pai dos filmes de terror provavelmente. A história já deve ser conhecida de todos, mesmo assim é de arrepiar ver a cena em que o monstro vive. O trabalho de maquiagem feito em Boris Karloff e sua atuação são a cereja do bolo.
Mais legal ainda vou encontrar o performático Dwight Frye novamente em um papel que rouba a cena. 
O único ponto que me incomodou foi que, em alguns trechos, parece faltar continuidade ou pular longos períodos sem muita explicação.
Independente disso, é um clássico, obrigatório de ser visto.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

terça-feira, 17 de maio de 2016

Na Natureza Selvagem

título original: Into the Wild
gênero: Drama, Aventura
duração: 2h 28 min
ano de lançamento: 2007
estúdio:  Paramount Vantage
direção: Sean Penn
roteiro:  Sean Penn, Jon Krakauer
fotografia: Eric Gautier
direção de arte: Derek R. Hill

Década de 90, Christopher é filho de uma família de classe média alta que não concorda muito com as estruturas da sociedade. Após se formar resolve,então, largar tudo para trás e viver sem bens materiais, na natureza. Durante sua jornada ele conhece pessoas que farão a diferença em sua vida e ele nas delas.
Já fazia tempo que ouvia falar desse filme, mas tinha um pouco de medo dele ser "intelectual" demais para minha cabeça. Estou me amaldiçoando nesse momento por ter demorado tanto.
Esse não é apenas um filme. É uma poesia. É um dissertação filosófica. É arte visual e musical.
Eu fiquei bem abalada emocionalmente ontem quando o filme acabou e ainda estou me sentindo um pouco assim agora enquanto escrevo. Não cheguei a chorar, mas fiquei com um buraco no peito, que sinto que só será preenchido quando processar completamente cada questionamento e mensagem do filme.
Qual a relação hoje em dia do homem com a natureza? E do homem com a sociedade? E da sociedade com o dinheiro/consumismo/materialismo?
O elenco tem uma interação muito boa, Emile Hirsch está muito bem e destacaria sua interação com Hal Holbrook, um dos momentos mais emotivos do filme.
E pra valorizar mais ainda roteiro e enredo de primeira, temos uma direção de arte e fotografia que valoriza cada minuto do filme.
A cereja do bolo fica por conta da trilha sonora composta por Eddie Vedder que fecha o pacote, casando tudo direitinho.
Por ser um filme emocionamente pesado talvez pareça um pouco arrastado para alguns, mesmo assim vale cada segundo e eu já estou considerando reassistir.

CLASSIFICAÇÃO: MARAVILHOSO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Entre Segredos e Mentiras

título original: All Good Things
gênero: Drama, Suspense
duração: 1h 41 min
ano de lançamento: 2010
estúdio:  Groundswell Productions
direção: Andrew Jarecki
roteiro:  Marcus Hinchey, Marc Smerling
fotografia: Michael Seresin
direção de arte: Wynn Thomas

David, vindo de uma família importante do setor imobiliário de Nova York, conhece Katie, eles acabam se casando e mudando para o interior em busca de uma vida mais tranquila. Porém, o pai não concorda com as escolhas do filho e o acaba obrigando a voltar e cuidar dos negócios da família. David começa a ter oscilações de humor e Katie acaba descobrindo que não conhece bem o homem com quem casou.
O roteiro é bom e interessante, mas podia ter sido melhor executado. Parece que as coisas acontecem de forma atropelada e vê passaram-se 10 anos, mas isso não fica claro em nenhum momento anterior.Por conta disso alguns pontos parecem ficar com buracos também.
Dava para ter aprofundado mais nos problemas psicológicos de David e na transformação emocional de Katie. Mesmo assim, nesse ponto, tudo fica bem esclarecido.
As atuações são ok, assim como fotografia e trilha.
O que deixa o filme mais interessante é o fato de ser baseado em fatos reais, inclusive  descobri que existe uma série/documentário sobre o assunto (The Jinx) que parece ser bem interessante.
No todo acaba sendo uma versão moderna daqueles filme que passavam bastante no SuperCine.


CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Jesus Cristo SuperStar

título original: Jesus Christ Superstar
gênero: Musical
duração: 1h 48 min
ano de lançamento: 1973
estúdio: Universal Pictures
direção: Norman Jewison
roteiro:  Melvyn Bragg, Norman Jewison, Tim Rice
fotografia: Douglas Slocombe
direção de arte: Richard Macdonald

Os últimos sete dias de vida de Jesus Cristo contatos através de um musical que intercala o ponto de vista do próprio com o de Judas.
Confesso que achei a narrativa bem cansativa e as músicas (tirando a principal) não me pegaram muito. Mesmo para mim, louca dos musicais, o fato de não ter um único diálogo acabou deixando o filme arrastado.
Mesmo assim ainda vale a pena ver. Os figurinos misturando elementos dos anos 70 com acessórios da época, a direção e a fotografia são bem interessantes.
As coreografias, então, são um ponto a parte. Aqui se vê latente o "Flower Power" e a Era de Aquário. Destaque para a cena de Simão, coreografia mais bonita na minha opinião, a cena de Herodes (seria uma homenagem ou sátira aos musicais tradicionais?) e a última cena com Judas, onde a música tema surge com toda a força em uma produção e dança a altura.

O que acho mais coerente dessa união dos anos 70 com a história de Cristo é que, ele realmente foi um bicho grilo. E ao mesmo tempo que cabe na história é engraçado ver os apóstolos transformados em hippies e a Santa Ceia virando um piquenique.
Com certeza um clássico, talvez esperasse um pouco mais, mas valeu a pena assistir.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb