sábado, 30 de abril de 2016

O Balconista

título original: Clerks
gênero: Comédia
duração: 1h 25 min
ano de lançamento: 1994
estúdio:  View Askew Productions
direção: Kevin Smith
roteiro:  Kevin Smith
fotografia: David Klein

Dante trabalha em uma loja de conveniência e seu amigo Rendall trabalha na locadora de vídeos ao lado. Tendo de ir trabalhar no seu dia de folga ele se vê em crise com sua namorada enquanto sua ex ressurge, tudo isso enquanto tem que lidar com clientes estranhos e mal-educados.
Eu não sei o que vocês entendem por comédia, mas eu entendo como algo que me faça rir - mesmo que só mentalmente. Esse não foi o caso.
A direção e o roteiro são MUITO anos 90, naquele estilo MTV de retratar a "Vida Real".
Sim, o tom irônico com que se trata a juventude da época, acomodada e "looser", é interessante.
Há alguns diálogos interessantes também, mas para por aí.
O filme é arrastado e terem escolhido fazê-lo em preto e branco só deixa mais difícil de assistir.

Um motivo para ver? Foi onde Jay e Silent Bob surgiram.

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDb

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Meu Passado Me Condena 2

gênero: Comédia
duração: 1h 48 min
ano de lançamento: 2015
estúdio:  Globo Filmes
direção:  Julia Rezende
roteiro:  Tati Bernardi, Leandro Muniz, Patricia Corso
fotografia: Dante Belluti

Fábio e Miá estão passando por uma crise conjugal. Quando estão para se separar, a avó de Fábio falece e eles viajam juntos para Portugal. Tentando esconder que estão se separando, as coisas se complicam mais ainda quando Fábio reencontra uma namorada de infância.
Eu tenho um pé atrás com continuações, sempre acho que vai desandar, mas essa me surpreendeu: conseguiu manter o mesmo nível do primeiro.
Talvez com mais DRs do que o necessário - o que quebra um pouco o clima de comédia, mas mesmo assim os momentos cômicos ainda salvam o filme.
Quanto ao elenco, novamente a personagem de Miá Mello é um ponto que poderia ser trabalhado de outra forma (parece mais que a atriz está de saco cheio de estar ali do que a personagem que é chata) e Fábio Porchat carrega o filme nas costas.
Dá para passar o tempo.


CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Meu Passado Me Condena

gênero: Comédia
duração: 1h 42 min
ano de lançamento: 2013
estúdio: Atitude Produções
direção:  Julia Rezende
roteiro:  Tati Bernardi, Julia Rezende, Mariza Leão, Leandro Muniz, Patricia Corso, Fábio Porchat
fotografia: Dante Belluti

Fábio e Miá se conhecem e , apenas um mês depois, se casam. Eles partem, em lua-de-mel, em um cruzeiro para a Europa, mas viagem encontrarão dois antigos amores.

Esqueça a parte romântica. Afinal, pela chatice da Mia e a escrotice do Fábio com a esposa, é difícil torcer para que tudo dê certo entre eles.
Foca na comédia. Não é um filme em que você vai ficar rindo o tempo todo, mas nos momentos em que rir vai valer a pena. Em sua maioria acredito que por responsabilidade de Fábio Porchat que, com seu jeito exagerado, segura as pontas. A Miá Mello me pareceu muito focada em realmente parecer uma figura séria, e acabou perdendo a chance de fazer uma "chata caricata" - o que casaria mais com a outra ponta do casal.
De resto, nada que merece muito destaque. Mas com certeza é um bom entretenimento para ver quando estiver a toa.

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Apenas Uma Vez

título original: Once
gênero: Drama
duração: 1h 25 min
ano de lançamento: 2007
estúdio: Bórd Scannán na hÉireann
direção: John Carney
roteiro:  John Carney
fotografia: Tim Fleming
direção de arte: Tamara Conboy

Um músico de rua conhece uma garota vendedora de flores, ambos estão tentando se encontrar e com problemas em suas vidas românticas. A paixão pela música os ajudará.
Não é atoa que o filme foi tão destacado e premiado pela trilha sonora, é o que amarra tudo. Na verdade, a sensação que fiquei é que essa foi a primeira parte a ser criada e depois pensaram "Vamos fazer um filme com isso, como pode ser a história?"
Os personagens passam a sensação de uma profundidade emocional a ser trabalhada, mas que ao mesmo tempo é deixada um pouco de lado.
O estilo cinema alternativo, com uma câmera cambaleante em mãos, me incomodou um pouco, mas ajudou no clima intimista do filme.
Mesmo com um final fora das expectativas, que me agradou muito, a trama não me prendeu. Mas a trilha sonora faz valer a pena.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb


terça-feira, 26 de abril de 2016

Winchester '73

título original: Winchester '73
gênero: Faroeste
duração: 1h 32 min
ano de lançamento: 1950
estúdio:  Universal International Pictures
direção: Anthony Mann
roteiro:  Robert L. Richards, Borden Chase, Stuart N. Lake
fotografia: William H. Daniels

Lin e seu melhor amigo chagam a cidade de Dodge City para um campeonato de tiros onde o prêmio será uma Winchester tida como a mais perfeita de todas. Lá ele se depara com um antigo desafeto: Dutch Henry Brown. Os dois ficam como finalistas do campeonato, mas Lin acaba vencendo. Entretanto, Dutch rouba a arma e foge, levando Lin e seu amigo a perseguirem-no deserto a dentro.
Com um roteiro acima da média dentro do gênero faroeste, Anthony Mann consegue desenvolvê-lo de forma amarga e dinâmica. Conforme a Winchester vai mudando de mãos, a trama vai se desenvolvendo e novas figuras - importantes para a trama - vão surgindo.
O mistério principal ( O que aconteceu entre Lin e Dutch no passado? ) vai crescendo até culminar na batalha final, com balas ricocheteando no desfiladeiro.
O elenco vai bem, James Stewart é o herói mas mantém aquela sombra de incerteza, mas o destaque acaba ficando para a surpresa de ver Tony Curtis e Rock Hudson no início de carreira, o último fazendo o papel de um jovem líder indígena.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

sábado, 23 de abril de 2016

Rio, Eu Te Amo

título original: Rio, I Love You
gênero: Comédia, Drama, Fantasia
duração: 1h 50 min
ano de lançamento: 2014
estúdio: Conspiração Filmes
direção: Vicente Amorim, Guillermo Arriaga, Stephan Elliott, Sang-soo Im, Nadine Labaki, Fernando Meirelles, José Padilha, Carlos Saldanha, Paolo Sorrentino, John Turturro, Andrucha Waddington, César Charlone
roteiro: Andrucha Waddington, Mauricio Zacharias, Paolo Sorrentino, Antonio Prata, Chico Mattoso, Stephan Elliott, John Turturro, Guillermo Arriaga, Sang-soo Im, Elena Soarez, Otavio Leonidio, Nadine Labaki, Rodney El Haddad, Khaled Mouzannar, Fellipe Barbosa
fotografia: Daria D'Antonio, Ricardo Della Rosa, Yves Sehnaoui, Adrian Teijido
direção de arte: Daniel Flaksman

Da série "Paris, te amo" e "Nova York, Eu Te Amo", chega a vez da versão tupiniquim. Vários diretores e roteiristas criam mini histórias contando casos de todos os tipos. Histórias tristes, engraçadas, com moral da história, ou pura poesia.
Achei o ritmo um pouco mais arrastado e não prende tanta a atenção quanto os outros dois filmes.
Gostaria de destacar algumas histórias que me agradaram mais:
1- Fernanda Montenegro e Eduardo Sterblitch em uma história em que o neto reencontra a avô que decidiu morar na rua, com muitos questionamentos sobre como vivemos a história ensina bastante.

2- Wagner Moura de asa-delta discutindo com Cristo Redentor, curto, porém um alívio cômico bem elaborado.
3- Vincent Cassel, um escultor de areia, observando as pessoas e encontrando sua amada pelos pés - a falta de falas e a caracterização da personalidade de cada um que passa apenas por pés e sons é incrível.
4- Harvey Keitel e Nadine Labaki encontrando um menino de rua que não deixa ninguém usar um telefone público porque está esperando uma ligação de Jesus.
Por outro lado, tiveram duas histórias que não me agradaram nem um pouco:
- Tonico Pereira e Roberta Rodrigues em uma história que mistura vampiros, escola de samba e favela.

- John Turturro e Vanessa Paradis em uma DR, apesar de uma fotografia linda o curta foi cansativo.
Ainda assim vale para passar o tempo de forma divertida e leve.

(não consegui marcar todo o elenco nas tags pois o Blogger limita =/ )



CLASSIFICAÇÃO: REGULAR


Poster e Ficha Técnica: IMDb


sexta-feira, 22 de abril de 2016

As Confissões de Schmidt

título original: About Schmidt
gênero: Comédia, Drama
duração: 2h 05 min
ano de lançamento: 2002
estúdio: New Line Cinema
direção: Alexander Payne
roteiro:   Louis Begley, Alexander Payne, Jim Taylor
fotografia: James Glennon
direção de arte: Jane Ann Stewart

Warren acaba de se aposentar e está incerto sobre seu futuro. Para piorar a situação sua esposa morre e sua filha está para casar com um homem que ele não simpatiza. Ele passa a patrocinar um jovem na Tanzânia para quem começa a enviar cartas que o ajudaram a seguir com a vida.
É diferente ver Jack Nicholson em um papel "comum". Sim, o cara é um pouco ranzinza e nervoso, mas isso é bem tranquilo perto dos papéis que estamos acostumados a vê-lo.
O roteiro segue de maneira melancólica mas ao mesmo tempo engraçado, naquele tom "as ironias da vida". Trata de maneira leve de assuntos um pouco incômodos como velhice e morte.
A história flui bem, a impressão é que estamos ali, vivendo as situações junto de Warren.
Faz pensar um pouco e faz rir, vale as horas gastas.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quinta-feira, 21 de abril de 2016

O Equilibrista

título original: Man on Wire
gênero: Documentário, Policial
duração: 1h 34 min
ano de lançamento: 2008
estúdio: Discovery Films
direção: James Marsh
roteiro:  Philippe Petit
fotografia: Igor Martinovic
direção de arte: Sharon Lomofsky

Philippe Petit, conhecido equilibrista em Paris, já havia performado sua arte - ilegalmente - na catedral de Notre Dame e em uma ponte em Sidney. Quando fica sabendo da construção das Torres Gêmeas decide que esse será seu próximo desafio. Um dos maiores "crimes artísticos" da história.
A maneira como a história vai sendo contata, intercalando relatos e simulações, te faz embarcar completamente na trama. A cada novo passo contado mais você sente o desejo de ter sido parte.
A empolgação de Philippe Petit com o plano e sua realização é tão latente que dá até vontade de ter esse desapego com a vida como ele tem (mas é só esperar um pouquinho que passa).
Mas com a chegada do clímax chega também um vazio. Parece que tudo se desmancha ali: o sonho, os vínculos e as amizades.
Um filme intenso e artístico no que lhe cabe.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Kate & Leopold

título original: Kate & Leopold
gênero: Comédia Romântica, Fantasia
duração: 1h 58 min
ano de lançamento: 2012
estúdio:  Konrad Pictures
direção: James Mangold
roteiro: Steven Rogers, James Mangold
fotografia: Stuart Dryburgh
direção de arte: Mark Friedberg

Kate é uma bem-sucedida executiva que vive no apartamento debaixo de seu ex-namorado, Stuart, um cientista que descobre um portal capaz de levá-lo ao passado. Acidentalmente ele transporta para os dias atuais o nobre, do século XVIII, Leopold, inventor do elevador. O que causa um erro no espaço-tempo. Ao mesmo tempo em que Stuart se vira para levá-lo de volta, Leopold terá que aprender a lidar com as mudanças radicais no mundo moderno.
História bem previsível, mas não por isso menos agradável. É aquele tipo de filme feito para passar o tempo, se divertir de forma leve e ainda suspirar. Por, possivelmente, se encaixar na categoria de conto de fadas, os absurdos são facilmente aceitos.
Hugh Jackman está perfeito no papel, caricato, de um nobre cavalheiro de  alguns séculos atrás. Meg Ryan, parece sempre fazer o mesmo papel, o que cabe bem a ela mesmo com a quantidade de botox. Liev Schreiber, Natasha Lyonne e Breckin Meyer criam as tiradas cômicas no ponto certo.
A única coisa que me incomodou um pouquinho, porque eu gosto de problematizar as coisas, foi ver uma mulher com uma carreira consolidada, workaholic, largar tudo por causa de um homem e para viver numa época muito mais conservadora. Mas deixamos isso de lado, afinal é pura fantasia.
Ótima pedida para quem quer aliviar a cabeça.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

terça-feira, 19 de abril de 2016

9 - A Salvação

título original: 9
gênero: Animação, Aventura
duração: 1h 19 min
ano de lançamento: 2009
estúdio:  Focus Features
direção:  Shane Acker
roteiro:  Pamela Pettler, Shane Acker
fotografia: Kevin R. Adams
direção de arte: Robert St. Pierre, Fred Warter

Um cientista criou uma máquina que acabou se rebelando e destruindo a humanidade. Antes de morrer, o cientista cria bonecos de pano sapientes com a intenção que eles controlem as máquinas.
Uma coisa precisa ficar clara desde o começo: não é uma animação infantil e não recomendo que crianças assistam. [SPOILER/] há cenas com corpos apodrecendo. [\SPOILER]
Tendo Tim Burton entre os produtores não podia faltar o estilo sombrio e estranho, o que cabe muito bem a temática pós-apocalíptica do filme.
A trilha sonora é linda, a cena da vitrola, então, é puro deleite.
O que complica acredito que seja a trama, apesar de trabalhar  a importância do homem cuidar melhor do mundo e se dedicar mais a ele do que a um mundo tecnológico e virtual, alguns pontos ficam confusos. Para elaborar melhor o que quero dizer vou ter que dar mais um spoiler: [SPOILER/] O personagem principal, 9, é tido como "o salvador", mas se não fosse ele reativar a máquina destruidora o caos não voltaria a prevalecer e metade dos seus companheiros não teria morrido.[\SPOILER]
Apesar disso, é um filme curto, bonito e um bom passatempo.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Pôster e Ficha Técnica: IMDb

terça-feira, 12 de abril de 2016

Outubro

título original: Oktyabr
gênero: Drama, Guerra
duração: 1h 35 min
ano de lançamento: 1928
estúdio:  Sovkino
direção:  Grigori Aleksandrov, Sergei M. Eisenstein
roteiro:  Grigori Aleksandrov, Sergei M. Eisenstein, Boris Agapow, John Reed
fotografia: Eduard Tisse

A trama conta um período importante da história da Rússia, e do mundo: o fim da monarquia, a entrada do governo provisório e a queda desse.
Com um tom muito próximo ao de um documentário, Sergei M. Eisenstein conseguiu reconstruir as cenas de batalhas nos locais exatos em que aconteceram sem usar de registros documentais da época, apenas com grandes produções lotadas de figurantes.
O convite lhe foi feito após o sucesso de "O Encouraçado Potemkin" com o chegar do 10º aniversário da vitória bolchevique. Porém, o pessoal da época não se entusiasmou muito com a produção artística e um pouco confusa.
Realmente, se você cair de para-quedas nesse filme ficará um pouco difícil de acompanhar a trama histórica com profundidade. Mesmo assim, as construções das cenas, cheias de iconoclastias e simbolismos, são de encher os olhos. Atenção principalmente para a cena da ponte se elevando, com pessoas e animais mortos sobre ela, é poderosa e mexe profundamente com as emoções. (diria que tão impactante quanto a da escadaria em "O Encouraçado Potemkin")
Para muitos pode soar apenas como uma propaganda comunista, não que não seja, mas tentando ver com os olhos do diretor à época, pode-se enxergar a produção de alguém que acreditava que um novo mundo estava surgindo.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Drácula de Bram Stoker

título original: Dracula
gênero: Terror, Romance
duração: 2h 08 min
ano de lançamento: 1992
estúdio:  Columbia Pictures Corporation
direção:  Francis Ford Coppola
roteiro:  Bram Stoker, James V. Hart
fotografia: Michael Ballhaus
direção de arte: Thomas E. Sanders

Século XV, o guerreiro Drácula renega aIgreja quando essa se nega a enterrar sua noiva, que se matou por acreditar que ele estava morto. Ele passa a perambular pelos séculos como um morto-vivo, ao contratar um advogado para fazer os trâmites de uma casa em Londres, descobre que esse está envolvido com a reencarnação de sua noiva e parte, então, em busca dela.
Para quem já assistiu algum filme sobre Drácula a história já é conhecida, o que facilita bastante, pois esse filme teve um pouco de dificuldades nessa parte. Não que falte pedaços ou algo do tipo, mas me pareceu que quiseram abraçar mais do que conseguiam então as partes tiveram que ser agilizadas e acabaram ficando superficiais. Por exemplo, Van Helsing foi mal introduzido, para quem não conhece nada da história, não dá pra saber que ele é estudioso do obscurantismo.
 Tirando isso, a direção e fotografia são incríveis, trazendo exatamente a sensação e os sentimentos que um filme de vampiros deveria trazer. Inclusive, as cenas feitas da visão do Drácula me remeteram ao "Dracula" de 1931.
Inclusive isso me remete a outro ponto, o personagem que enlouqueceu e come insetos foi muito mal aproveitado nessa versão, no mais antigo ele tem muito mais espaço e é um personagem merecedor disso.

O elenco é outro ponto alto, todos estão completamente entregues à trama. Keanu Reeves, Anthony Hopkins e Winona Ryder estão muito bem, mas Gary Oldman faz cair o queixo, mesmo que normalmente quando falamos em Dracula pensamos mais facilmente no de Bela Lugosi, ele conseguiu construir o personagem de forma única.
Se o roteiro tivesse sido melhor desenvolvido, com certeza eu teria me apaixonado por esse filme.

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDb

domingo, 10 de abril de 2016

Um Bom Ano

título original: A Good Year
gênero: Drama, Romance, Comédia
duração: 1h 57 min
ano de lançamento: 2006
estúdio:  Fox 2000 Pictures
direção:  Ridley Scott
roteiro:  Marc Klein, Peter Mayle
fotografia: Philippe Le Sourd
direção de arte: Sonja Klaus

Max passou boa parte de sua infância na vinícola do tio na França. Adulto, ele se tornou um bem-sucedido homem de negócios sem tempo para distrações. Certo dia ele recebe a notícia da morte de seu tio, sendo ele o único herdeiro. Ele tem, então, que dar um tempo no trabalho, para resolver a situação.
Roteiro super batido do homem viciado em trabalho que, por força do destino, tem que ir para algum lugar ermo, acaba conhecendo uma bela mulher e descobrindo uma outra forma de vida.
Apesar de já ter funcionado, acho que já utilizaram demais esse formato, tornando cansativo o tema. 
As atuações são um pouco caricatas, forçando o perfil do homem de negócios, do francês, da mulher forte mas que já sofreu muito no amor.
O que vale mesmo aqui é a fotografia. Não tem como não querer estar nesse lugar, é uma paisagem mais bonita do que a outra.
No todo, serve para passar o tempo.

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Adam

título original: Adam
gênero: Drama, Romance
duração: 1h 39 min
ano de lançamento: 2009
estúdio:  Olympus Pictures
direção:  Max Mayer
roteiro:  Max Mayer
fotografia: Seamus Tierney
direção de arte: Tamar Gadish

Adam é um jovem que tem a Síndrome de Asperger que vive sozinho após perder seu pai. Quando ele conhece sua nova vizinha, Beth, ele passa a ter contato com outros aspectos da vida.
Eu achava que seria um filme muito mais focado demonstrar a síndrome dentro do enredo do que envolvê-la em uma história.
Sim, alguns aspectos são mostrados, como: a falta de habilidade para se relacionar com pessoas e o interesse obsessivo por certos assuntos. Inclusive, Hugh Dancy está de parabéns pelo trabalho que fez nesse filme.
Mas fiquei com a sensação que o foco principal era o romance entre pessoas opostas, e isso soou um pouco forçado para mim. Além do que, o drama do pai da moça ficou superficial, parecendo estar ali só para encher linguiça.

Inclusive, a atuação de Rose Byrne não me convenceu.
Mas independente desses aspectos, que deram uma caidinha no meio do filme, o final veio com tudo e retomou o tema principal, sem criar lições de moral ou final "felizes para sempre", mas tendo um final sincero e bonito.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Nocaute

título original: Southpaw
gênero: Drama, Ação
duração: 2h 04 min
ano de lançamento: 2015
estúdio: Escape Artists
direção: Antoine Fuqua
roteiro: Kurt Sutter
fotografia: Mauro Fiore
direção de arte: Derek R. Hill

Billy, um bem sucedido lutador de boxe, no auge de sua vida pessoal e profissional, passa por um golpe do destino onde sua esposa morre e isso acarreta uma avalanche de problemas.
Um filme com Jake Gyllenhaal, Rachel McAdams e Forest Whitaker só dá pra esperar algo no mínimo bom né? Doce ilusão.
O roteiro extrapola o clichê  das histórias de superação, levando um personagem que está no auge ao fundo do poço para erguê-lo novamente. Tudo é tão óbvio que nada prende de verdade o interesse.
Para piorar os personagens são rasos como uma poça. O casal principal se conheceu em um orfanato, eu só consigo pensar o quanto isso podia ter sido explorado trazendo mais empatia a eles, mas preferiram não.
Aceitem meu conselho, dá prazer coisa muito melhor com as duas horas que gastariam vendo esse filme.

CLASSIFICAÇÃO: RUIM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

domingo, 3 de abril de 2016

Dr. Mabuse

título original: Dr. Mabuse, der Spieler
gênero: Policial, Suspense
duração: 4h 02 min
ano de lançamento: 1922
estúdio:  Uco-Film GmbH
direção: Fritz Lang
roteiro: Norbert Jacques , Fritz Lang, Thea von Harbou
fotografia: Carl Hoffmann

Líder de uma quadrilha, Dr. Mabuse vive de dar golpes em jogos de cartas e de produzir dinheiro falso.  Ao começar a ser investigado pelo Comissário van Wenk, ele começa  ver seus planos saírem dos trilhos.
Lendo sobre a importância do filme descobri que ele foi um sucesso comercial, provavelmente pelo personagem principal, Dr. Mabuse, representar tudo que havia de errado na sociedade da época. Essa análise é muito interessante, principalmente por ver a trajetória do personagem na história sendo derrubada.
Agora, vamos combinar que é bem complicado esperar quase 2 horas para ter certeza que aquele personagem é o que nomeia o filme. E depois disso ainda lidar com mais outras 2 horas de filme.
O ponto alto diria que é a derrocada do Dr. Mabuse na fábrica de dinheiros e as máquinas criando vida. Cena surpreendente.
A trama é interessante e muito à frente de sua época, mas podia ser bem mais curta. Não é fácil lidar com um filme mudo de 4 horas.

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDb