sexta-feira, 11 de março de 2016

Contos Iranianos

título original: Ghesse-ha
gênero: Drama
duração: 1h 28 min
ano de lançamento: 2014
direção:  Rakhshan Bani-Etemad
roteiro: Rakhshan Bani-Etemad, Farid Mostafavi
fotografia: Koohyar Kalari
direção de arte: Amir Esbati


A história de vários cidadãos se cruzam, contando seus dramas individuais e coletivos e a luta que cada um passa para continuar mantendo sua vida.
De um tempo pra cá, sempre que tenho oportunidade, tento assistir filmes de origem árabe. O primeiro que vi foi "A Separação" e foi uma experiência incrível, tempos depois vi  "À Procura de Elly", outro que me impressionou.
Mas, por quê? Acredito que por ser uma cultura tão distante e diferente da nossa acaba sendo uma experiência fora do comum.
Pode parecer ridículo o que vou falar, mas é uma descoberta os ver retratando problemas com prostituição, drogas e serviço público, por exemplo. Coisas recorrentes no nosso dia a dia, mas que - por ignorância - não consigo imaginar na rotina deles. A sensação que dá é que vivem apenas sobre repressão e guerra, nada mais acontece.

Mais bonito ainda é ver a figura da mulher, mesmo em uma cultura onde ela é submissa, sendo retratada como uma figura forte e decisiva.
As histórias são retratadas em um estilo mais parecido com documentário, o que traz mais realidade para as histórias.
Por fim, não sei se é coincidência ou não, mas começo a acreditar que Peyman Moaadi está para o cinema iraniano assim como Ricardo Darín está para o cinema argentino.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Ficha Técnica : IMDb

3 comentários:

  1. O cinema Iraniano é um dos melhores e mais completos que existem. Só algumas consideraçoes para você aprofundar e entender o cinema do oriente médio: o Irã não é "mundo árabe", na verdade os árabes são outra etnia, os Iranianos são os persas. É comum que por terem a mesma religião, coloquem todos no mesmo balaio. São costumes e tradições diferentes entre si, e são vários povos de ligação islâmica, mas etnia diferente: bérberes, subsaarianos, turcos, persas, arabes, paquistaneses, curdos e alguns outros da Índia. É bom saber separar as coisas, pois colocar como todos iguais é racismo, mesmo não intencional. Procure saber sobre o Irã, e que embora viva em uma teocracia, é um país extremamente moderno: economicamente, artisticamente e tentando entrar em equilíbrio social. Não entra em uma guerra desde a revolução, na década de 70.

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  2. Muito,muito obrigada por seu comentário! Infelizmente quando não temos contato com alguma cultura criamos vários pré-conceitos e não vemos como isso pode ser ofensivo. Assim como nós brasileiros não gostamos quando consideram que sul-americano é tudo igual.
    Depois que comecei a ter mais contato com filmes iranianos ouvi alguns podcasts históricos explicando melhor a cultura e a trilha dos povos, conflitos etc, coisas que não temos contato na escola, onde praticamente so estudamos europa e eua.
    De novo muito obrigada, não costumo corrigir textos antigos e o que escreveu corrigiu e complementou o que precisava :)

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    1. Eu entendo perfeitamente, eu também tenho que me policiar, porque caímos nessas coisas. Sou muito fã do cinema oriental, e quando você estuda a cultura, até mesmo pelos filmes, voce percebe as diferenças entre os povos. Não são todos "japas" por exemplo haha. Mas vale muito a pena entrar no cinema da Ásia, é sensacional.

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