segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Todos Dizem Eu Te Amo

título original: Everyone Says I Love You
gênero: Comédia Romântica, Musical
duração: 1h 41 min
ano de lançamento: 1996
estúdio: Miramax
direção: Woody Allen
roteiro: Woody Allen
fotografia: Carlo Di Palma
direção de arte: Santo Loquasto

Bob e Steffi tem uma grande família, e moram todos juntos em Nova York. Enquanto uma das filhas está prestes a casar, o ex-marido de Steffi acaba de se separar novamente. Em Veneza ele conhece uma nova mulher que sonha em encontrar o homem perfeito e fará de tudo para se encaixar no cargo.
Acredito que o filme foi uma sátira aos musicais e comédias românticas. Se não, foi um desastre.
Mesmo se tratando de uma sátira em muitos momentos se torna cansativo e arrastado. As cenas de música beiram a vergonha alheia.

Talvez essa fosse a intenção, criticar quem gosta de musicais? Não sei. Entendi a sensação dada às cenas, mas em musicais de verdade elas são construídas de uma forma que não causa estranhamento alguém sair cantando e dançando do nada.
O desenvolver das vidas amorosas dos personagens não prendem a atenção e não criam um interesse.
O ponto alto para mim foi ver Natasha Lyonne (a Nicky de Orange Is The New Black) novinha e Julia Roberts casada com Robert Knepper (T-Bag de Prision Break)

De resto tem seus pontos engraçadinhos aqui e ali, mas no todo é um filme cansativo.

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDb

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

A Garota Dinamarquesa

título original: The Danish Girl
gênero: Drama, Romance
duração: 1h 59 min
ano de lançamento: 2015
estúdio: Working Title Films
direção: Tom Hooper
roteiro: David Ebershoff , Lucinda Coxon
fotografia: Danny Cohen
direção de arte: Eve Stewart

Einar e Gerda são um casal de pintores. Após uma brincadeira entre o casal, Einar começa a se ver diferente, como quem realmente é: Lili. Passa-se então a ter o processo da sua própria aceitação, de sua esposa, e da transformação.
Baseado em fatos reais, o roteiro aborda de maneira delicada e ao mesmo tempo muito profunda os sentimentos de ambos os lados envolvidos nesse drama. O conflito que a personagem principal vive é doloroso e construído de forma tão real que eu sentia quase que na pele.
Fotografia e trilha são singelas, sutis e perfeitas para a trama densa que carregam.
Por fim: Eddie Redmayne. O que ele fez nesse filme?! Eu estou tendo arrepios enquanto tento encontrar as palavras certas para descrever sua atuação. Fiquei impressionada com sua atuação em "A Teoria de Tudo", achei justíssimo as premiações que ganhou; mas tinha medo dele se tornar um ator de um personagem só, dele ter gastado todas suas fichas em um único papel. Fico feliz em ver que estava enganada, o rapaz é uma folha em branco.
O que ele fez no papel de Einar/Lili é indescritível. Ele não está afeminado, muito menos caricato, ele se transformou em uma mulher. E isso não se vê apenas pela caracterização, mas no seu modo de sentar, mexer as mãos e os olhos. Eu queria ter 1/3 da feminilidade que ele passou. Perfeito. Arrisco dizer que é um dos melhores atores da nova geração.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Trumbo: Lista Negra

título original: Trumbo
gênero: Drama
duração: 2h 04 min
ano de lançamento: 2015
estúdio:  Groundswell Productions
direção: Jay Roach
roteiro: John McNamara, Bruce Cook
fotografia: Jim Denault
direção de arte: Mark Ricker

Dalton Trumbo foi um dos grandes nomes de Hollywood que foi convocado pelo governo dos EUA a responder perguntas de uma comissão que investigava possíveis comunistas infiltrados no país. Por se recusarem os "Hollywood Ten", como ficaram conhecidos, foram presos e entraram para a Lista Negra dos estúdios.
É bem interessante ver um filme americano, criticando atitudes do governo e das grandes produtoras. Porém, acredito que tudo passou muito rápido, achava que as suspeitas sobre os roteiristas e as comissões ocupariam mais tempo da história do que a volta deles.
Adoro o Bryan Cranston e acredito que não há dúvidas sobre sue talento, mas não acho que essa atuação merecia ter sido indicada ao Oscar.
David James Elliott não foi uma boa escolha para interpretar John Wayne, inclusive, quanto mais descubro como ele era na vida pessoal me sinto mal de gostar tanto de seus filmes.
Queria muito saber de onde tiraram Dean O'Gorman, o rapaz é A CARA do Kirk Douglas novo. De cara até pensei se não era computação ou algo do tipo.
Fiquei impressionada foi com a quantidade de filmes de Trumbo que assisti e nem sabia que eram dele. Uma boa maneira de conhecer um pedaço da história recente, mas não é marcante.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Drácula

título original: Dracula
gênero: Terror
duração: 1h 25 min
ano de lançamento: 1931
estúdio:  Universal Pictures
direção: Tod Browning
roteiro:  Bram Stoker, Hamilton Deane, John L. Balderston, Garrett Fort, Louis Bromfield, Tod Browning, Max Cohen, Dudley Murphy, Louis Stevens
fotografia: Karl Freund
direção de arte: John Hoffman, Herman Rosse

Um agente imobiliário viaja até a Transilvânia para atender a um cliente, Conde Drácula, que deseja adquirir um imóvel na Inglaterra. Ele acaba se tornando vampiro e escravo de Drácula, que passa a provocar o terror na região de sua nova propriedade. Somente o doutor Van Helsing poderá desvendar o mistério.
Um clássico do terror que lançou Bela Lugosi para o mundo, o que foi bom e ruim ao mesmo tempo, pois o ator ficou marcado como sendo "ator de um personagem só". Independente disso, não acredito que a fama seja à toa, seu Drácula com certeza serviu de referência para muitos outros "monstros" que vieram no futuro.
O filme não tem trilha sonora, algo que não existia na época, mesmo assim diria que o silêncio ajuda a construir as cenas de suspense.
A fotografia é o ponto alto pra mim, por ter muita influência do expressionismo alemão.
As interpretações são completamente teatrais, o que acredito já ser esperado em um filme da década de 30. E , por mais que Lugosi seja o nome mais relacionado a esse filme, para mim quem rouba mesmo a cena Dwight Frye, fazendo um vampiro louco comedor de moscas.
Lógico que para quem, assim como eu, cresceu vendo filmes como "Pânico", "Eu Sei o que vocês fizeram no verão passado", Drácula não assustará muito. Mas a maior experiência é tentar se colocar na pele de alguém da época e entender as origens do gênero.
Alguns fatos interessantes à parte: Bela Lugosi foi enterrado com o traje de Drácula; e a locação do filme era dívida com outra produção - mexicana - do mesmo roteiro, uns filmavam de dia, outros de noite.


CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb


terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Presságios de Um Crime

título original: Solace
gênero: Policial, Drama, Suspense
duração: 1h 41 min
ano de lançamento: 2015
estúdio:  Eden Rock Media
direção: Afonso Poyart
roteiro: Sean Bailey, Ted Griffin 
fotografia: Brendan Galvin
direção de arte: Brad Ricker

Uma dupla de detetives está na caça a um serial killer e para pegá-lo contam com a ajuda de um médico aposentado. O detetive Joe confia na sensitividade dele para ajudar a solucionar o caso, mas sua parceira Katherine, cética, não acredita que ele poderá ajudá-los.
Fui na pré-estréia ontem, e foi muito legal poder ouvir o próprio Afonso Poyart falar como foi a experiência de entrar em Hollywood e trabalhar com grandes nomes como Anthony Hopkins e Colin Farrell, inclusive como não é fácil.
Pelo trailer e pelo comecinho do filme achei que a história seria um pouco clichê. Logo de primeira parece que a coisa não vai fluir muito bem, mas conforme o filme vai pegando ritmo, vai te envolvendo de uma forma que, quando você vê, praticamente está grudado na cadeira e não piscando mais.
E acredito que isso foi possível pela forma como Afonso Poyart conduz a trama, quebrando as cenas com imagens complementares à história, voltando ou adiantando no tempo; porque a trama em si é um pouco previsível, o que, se fosse levada de outra forma, poderia desandar.

Como já esperado, Anthony Hopkins está ótimo. Colin Farrell - de quem não sou muito fã - me surpreendeu e Jeffrey Dean Morgan atende as expectativas. A única pessoa que me incomodou um pouco foi Abbie Cornish, que no começo está muito caricata, mas com o andar da história entra melhor na trama também.
A trilha sonora ajuda mais ainda a levar a trama e a fotografia mistura vários estilos, o que torna o filme mais dinâmico.
Para quem gosta de um bom suspense, esse é o indicado.  

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

O Regresso

título original: The Renevant
gênero: Drama, Aventura, Suspense
duração: 2h 36 min
ano de lançamento: 2015
estúdio:  Anonymous Content
direção: Alejandro González Iñárritu
roteiro: Mark L. Smith, Alejandro González Iñárritu, Michael Punke
fotografia: Emmanuel Lubezki
direção de arte: Jack Fisk

Em uma expedição o guia e explorador, Hugh Glass, é atacado por um urso. Muito debilitado, ele fica para trás com alguns membros da equipe, mas acaba abandonado por esses, que matam seu filho. Motivado pela vingança, ele aos poucos vai se recuperando e parte em busca daqueles que o traíram.
Confesso que fui assistir com a expectativa muito alta e esperava mais do que vi, mesmo assim é um filme impressionante.
A fotografia e direção de arte são incríveis, na verdade toda a produção, todos os detalhes são deixar qualquer um de queixo caído. Ainda mais depois que você fica sabendo de certos detalhes, exigências e esforços de elenco.

O filme é tudo menos leve, você ficará tenso, nervoso, chocado e provavelmente com um pouco de ânsia em algumas cenas de violência que são bem fortes.
Talvez ele possa parecer um pouco longo demais, mas ao parar para pensar em cada parte vejo que nada poderia ser tirado sem afetar a história como um todo.
Acredito que com esse filme Leonardo DiCaprio levará finalmente seu Oscar, mas não sei se é sua performance que mais gosto, vale mais pelo conjunto da carreira e pelos esforços não visíveis que ele fez pelo filme. Já Tom Hardy me surpreendeu, acredito que foi uma das melhores atuações dele que já vi.

Só peço uma coisa: assistam no cinema. É um filme que precisa dessa experiência.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

sábado, 20 de fevereiro de 2016

El Dorado

título original: El Dorado
gênero: Faroeste
duração: 2h 06 min
ano de lançamento: 1966
estúdio: Paramount Pictures
direção: Howard Hawks
roteiro:   Leigh Brackett, Harry Brown
fotografia: Harold Rosson

Um xerife bêbado recebe a ajuda de seu amigo pistoleiro, um rapaz bom no manejo de facas e um veterano  da guerra contra os índios para proteger uma família que vem sendo ameaçada por um fazendeiro que deseja parte de suas terras.
Todos os elementos de um bom faroeste: o coronel malvado, tiros, cavalos e John Wayne. O que o difere acho que é o estilo mais despojado, parece que o filme não se leva tão a sério e permite mais uso do humor do que normalmente é usado.
John Wayne como sempre durão, mas dessa vez me pareceu mais acessível e simpático; Robert Mitchum está impagável, suas cenas de bêbado são hilárias; e James Caan, novinho em início de carreira, provavelmente carrega as melhores falas do filme.
Com menos tiroteio e mais frases de efeito esse western é uma ótima diversão.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

A Grande Aposta

título original: The Big Short
gênero: Drama
duração: 2h 10 min
ano de lançamento: 2015
estúdio:  Plan B Entertainment
direção: Adam McKay
roteiro:  Charles Randolph, Adam McKay, Michael Lewis
fotografia: Barry Ackroyd
direção de arte: Clayton Hartley

Quatro gestores de fundos viram, antes do governo e dos bancos, o que estava por vir: o colapso da economia mundial. Resolveram então apostar contra o mundo.

Estava receosa de ver esse filme porque já tinha lido em alguns lugares que usava muito "economiquês". Mas o bacana é que eles colocam pessoas comuns, como Selena Gomez, um chef e uma loiraça em uma banheira (Margot Robbie), para nos explicar de forma mais descomplicada.
Não posso afirmar que sou expert no assunto, na verdade acho que se me pedirem pra explicar com minhas palavras não saberei, mas deu pra entender o que aconteceu.

E acho que esse é o propósito do filme, explicar o que ficou muito no mundo "dos especialistas" e o povo - principal prejudicado - continuou sem entender.
O elenco é estrelar: Brad Pitt, Steve Carell, Ryan Gosling, Christian Bale. Personagens caricatos, talvez até exagerados para alguns, mas com certeza muito reais.
Com uma dinâmica rápida e diálogos densos, o filme te carrega junto a ele e te devolve no final se sentindo melhor informado.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

O Quarto de Jack

título original: Room
gênero: Drama
duração: 1h 58 min
ano de lançamento: 2015
estúdio: A24
direção: Lenny Abrahamson
roteiro:   Emma Donoghue
fotografia: Danny Cohen
direção de arte: Ethan Tobman

Jack, um garoto de 5 anos, vive em um quarto com sua mãe. Quando ele completa 5 anos, sua mãe resolve contar a ele a verdade: que eles estão presos naquele lugar. A partir daí ela passa a traçar planos para tentar uma fuga.
Quando comecei a assistir achei que seria um filme monótono e claustrofóbico, mas me surpreendi. A trama é de uma delicadeza, sensibilidade e beleza difíceis de descrever.
A forma como trabalham a questão do trauma, da depressão e da descoberta do mundo por Jack não é apenas para deixar o telespectador triste, mas serve para nos sentirmos na pele dos personagens, criarmos empatia por eles.
Para completar a fotografia é linda, com um quê de onírico. E as atuações de Brie Larson e Kacob Tremblay são incríveis, pena que ele não foi indicado como Melhor Ator coadjuvante, mas tenho certeza que ela honrará a obra e levará o de Melhor Atriz.
Engraçado que no começo achava que Jack era uma menina e a mãe dizia ao Nick que era um menino para ele não abusar da criança. No final das contas eu estava errada, mas sendo isso uma intenção do filme ou não me ajudou mais ainda a entrar no clima do filme.
Ainda não tinha encontrado, entre os indicados a Melhor Filme, um que despertasse minha torcida como "Spotlight", agora tenho dois favoritos.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Ponte dos Espiões

título original: Bridge os Spies
gênero: Drama, Suspense
duração: 2h 22 min
ano de lançamento: 2015
estúdio: Amblin Entertainment
direção: Steven Spielberg
roteiro:  Matt Charman, Ethan Coen, Joel Coen
fotografia: Janusz Kaminski
direção de arte: Adam Stockhausen

Guerra Fria. James Donovan, um advogado especializado em seguros, é recrutado para fazer a defesa de um espião russo pego pelo governo americano. Mesmo não estando na sua área, ele se torna uma peça chave nas negociações entre EUA e URSS.
O filme é bem construído; com começo, meio, fim e clímax.
A fotografia é bem construída, se encaixando bem na frieza da relação entre os países.

Nunca vi Tom Hanks errar na escolha de um papel, e aqui não foi diferente. Mas quem me chamou mesmo a atenção foi Mark Rylance; mesmo aparecendo pouco ele se dedica por completo ao personagem.
A única crítica que posso fazer é parcialidade de sempre, mostrando os EUA tratando bem seus presos políticos enquanto a URSS torturava. Ninguém era mocinho na história e isso me incomoda um pouco.
De resto é um bom filme, passa bem o tempo, mas não surpreende. Não acho que vai marcar época.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Whiplash - Em Busca da Perfeição

título original: Whiplash
gênero: Drama
duração: 1h 47 min
ano de lançamento: 2014
estúdio: Bold Films
direção: Damien Chazelle
roteiro:  Damien Chazelle
fotografia: Sharone Meir
direção de arte: Melanie Jones

Andrew é um jovem baterista que sonha em ser o melhor de sua geração. Quando chama a atenção do grande mestre do jazz, Terence Fletcher, ele vê sua grande oportunidade chegar. Mas o mestre é impiedoso e não mede limites para fazer com que seus músicos dêem o melhor de si. Esse relacionamento abusivo fará com que seu sonho acabe virando uma obsessão.
Poderia dizer que o roteiro trata muito sobre esforço, dedicação. Mas, mais do que isso, a trama desenvolve muito profundamente a relação entre professor e aluno; e a maneira polêmica que ele usa para motivá-los.
Os closes dos instrumentos, dos machucados nas mãos, das caras de sofrimento de Andrew. Tudo isso casado com ambientes fechados, claustrofóbicos, e uma trilha sonora de primeira.
J.K. Simmons faz aquele personagem que a gente adora odiar. Queremos que ele se dê um pouco mal, mas não que ele suma. Mais do que merecido o Oscar por essa atuação.
O filme te prende, do começo ao fim. E quando chega no fim, toda aquela ansiedade, frustração e raiva que você vai construindo junto ao personagem principal é descontada de forma magistral. Que cena final senhoras e senhores, quase épica. Um deleite para os ouvidos, olhos e alma.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Carol

título original: Carol
gênero: Drama, Romance
duração: 1h 58 min
ano de lançamento: 2015
estúdio:   Number 9 Films
direção: Todd Haynes
roteiro: Phyllis Nagy , Patricia Highsmith
fotografia: Edward Lachman
direção de arte: Judy Becker

Década de 50, Carol é uma mulher que está em vias de se divorciar do marido e briga com ele na justiça pela guarda da filha. Ela começa a se envolver com uma vendedora, Therese, e ambas se refugiam na estrada para que seu relacionamento não seja usado de arma no processo de guarda. 
Que maneira doce, delicada e suave de mostrar o relacionamento de duas mulheres em uma época muito mais preconceituosa do que os dias atuais. Ainda mais, desenvolver as consequências que isso poderia ter na vida de uma pessoa  que vivesse como lhe convinha sem fazer questão de esconder da sociedade.
Fotografia, direção de arte, trilha sonora (e seus silêncios muito bem construídos) trabalham em uníssono com a delicadeza do roteiro.
Cate Blanchett e Rooney Mara estão incríveis, é visível o carinho entre as personagens, difícil ficar sem torcer por sua felicidade.

Por elas, é merecido as categorias indicadas no Oscar, é um filme muito agradável mas - para mim - está no mesmo nível de Brooklyn, não sei até que ponto merecia estar na premiação. Esse ano está cheio de filmes bonitos mas mornos.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

Mad Max: Estrada da Fúria

título original: Mad Max: Fury Road
gênero: Ação
duração: 2h
ano de lançamento: 2015
estúdio: Kennedy Miller Productions
direção: George Miller
roteiro: George Miller, Brendan McCarthy, Nick Lathouris
fotografia: John Seale
direção de arte: Colin Gibson

Mad Max vaga sozinho, tentando sobreviver aos fantasmas de seu passado. Ele acaba capturado por Immortal Joe, mas acaba sendo levado por um grupo em fuga, liderado pela Imperatriz Furiosa. Immortal Joe então convoca toda sua gangue para recuperar suas parideiras levadas por Furiosa.
Esse filme causou muito furor. Por um lado por conte um certo empoderamento feminino, coisa rara de se ver em filme de ação. Por outro passou a  ser considerado um dos melhores filmes de ação de todos os tempos.
Confesso que o que me atraiu mais foi o primeiro ponto, mas o que vemos é uma Charlize Theron guerreira e super empoderada; eu esperava que todas as fugitivas fossem, esperava uma revolta das amazonas, mas isso ficou mais no singular.
Quanto a ação, realmente, são cenas espetaculares. A equipe de direção,direção de arte, efeitos especiais e trilha sonora estão de parabéns, construíram algo pilhante do começo ao fim e visualmente muito bonito e bem trabalhado.
Agora, convenhamos que não há roteiro. É uma cena de perseguição do começo ao fim. Eles vão até o fim do mundo e depois voltam. Os pouquíssimos diálogos que existem em toda a trama poderiam muito bem ser retirados que não fazem diferença nenhuma.
Estética 10, conteúdo 2.
Ah, e o que é aquele carro feito de alto-falantes, tambores e um guitarrista pendura? Achei uma sacada legal, a trilha literalmente acompanha o  filme, mas levaram o "carro de mano" a outro nível (rs) espero não ver esse tipo de carro na minha rua.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb