segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Spotlight - Segredos Revelados

título original: Spotlight
gênero: Drama, Policial
duração: 2h8min 
ano de lançamento: 2015
estúdio: Anonymous Content
direção: Tom McCarthy
roteiro: Josh SingerTom McCarthy
fotografia: Masanobu Takayanagi
direção de arte: Stephen H. Carter

Baseado em fatos verídicos o filme conta a investigação desenvolvida pelo Boston Globe, que os deu o Prêmio Pulitzer, sobre crianças que foram abusadas por padres. Começando por um caso, eles acabam descobrindo vários outros desvendando décadas de encobrimento por parte da instituição, envolvendo também manobras legais.
Talvez a maneira como a direção é conduzida pode parecer um pouco simplista e o roteiro, muito dinâmico, faça com que se perca um pouco com o nome dos personagens (como aconteceu comigo). Mas o tema é tão denso, e infelizmente tão real, que não tem como piscar do começo ao fim.
Não há um endeusamento da profissão do jornalista e também não há tentativa de lição de moral ou final feliz, o que torna a trama mais crua - e assim deveria ser.

Foi muito corajoso o jornal ter força para enfrentar uma instituição tão poderosa, incrível também terem coragem de jogarem mais ainda no ventilador com um filme.
A única coisa que não entendi muito foi a incorporação de Mark Ruffalo, uma postura meio torta, mãos no bolso tempo todo. Li que há alguns anos ele teve problemas de saúde, mas já se recuperou então acredito que essa não seria a razão.
Diria que o filme é constante não há clímax, o filme todo o é.
Por fim, preciso compartilhar um ponto pessoal que talvez tenha sido a razão de eu passar o filme todo com olhos arregalados e o coração acelerado. No final aparecem casos noticiados no mundo todo, quatro deles no Brasil. Um deles foi em Franca, interior de São Paulo, cidade onde cresci. Como a maioria da população brasileira fui criada em família católica praticante, com o tempo me afastei por não concordar com várias coisas, mas havia um padre que tinha uma postura de ajudar a comunidade carente, fazia missas com sermões mais "modernos" e divertidos. Esse era o Padre Dé, caso de Franca que foi listado no filme. Então foi uma grande decepção e acredito que isso define bem o que é explicado e mostrado no filme.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Inocente Pecadora

título original: Way Down East
gênero: Drama, Romance
duração: 145 min
ano de lançamento: 1935
estúdio: New Line Cinema
direção: D. W. Griffith
roteiro: D. W. Griffith, Joseph R. Grismer, Anthony Paul Kelly
fotografia: David Phillips
direção de arte: Christopher Nowak

Anna, uma inocente garota do interior parte à cidade para pedir ajuda financeira à tia. Lá conhece um homem sedutor que a engana com falso casamento e a abandona grávida. Tendo que sobreviver vai trabalhar na casa de uma família, mas escondendo seu grande segredo.
O roteiro segue um tema recorrente nos filmes de D. W. Griffith: a moça intocada e os perigos que a rondam. Tema que ele trabalha muito bem, mas esse parece ter um sensibilidade a mais.
As atuações intercalam de maneira fluida os momentos extremamente dramáticos com cenas de comédia quase pastelão.
Mas o que mais me chamou a atenção foi a sequência quase final [SPOILER/] no momento em que Anna fica presa no bloco de gelo sendo levado pelo rio e David vai salvá-la[\SPOILER]; é quase impossível de acreditar que - no começo do século passado - essa cena foi feita em um rio de verdade, hoje em dia provavelmente seria feita por computação gráfica para garantir a segurança dos atores.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Ficha Técnica: IMDb

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Diário de Um Adolescente

título original: The Basketball Diaries
gênero: Drama, Policial
duração: 102 min
ano de lançamento: 1995
estúdio: New Line Cinema
direção: Scott Kalvert
roteiro: Jim CarrollBryan Goluboff
fotografia: David Phillips
direção de arte: Christopher Nowak

Jim deseja ser um astro no basquete, mas os altos e baixos da adolescência acabam o levando para as drogas. Ele é expulso do colégio, de casa e descobre o submundo.
O mundo das drogas foi tema recorrente da década de 90, mas o que vemos aqui é uma mistura entre esse tema e a abordagem sobre a adolescência. Jovens sem muita perspectiva encontra uma válvula de escape nas drogas.
Esse filme me fez pensar muito sobre a carreira de Leonardo DiCaprio e sua corrida incessante pela estatueta do careca dourado. Lógico que sem "Titanic" provavelmente ele não teria alcançado uma carreira meteórica, mas será que sem ele e as seguintes obras água com açúcar ele não teria sido melhor valorizado? Vendo obras como essa e "Gilbert Grape -  Aprendiz de Sonhador", anteriores à super produção, mostram todo o potencial que o ator tinha e acabou sendo sub utilizado em favor dos papéis de galã. O obrigando a, depois, ter que se esforçar mais ainda para provar quão grande ator é.
A fotografia e trilha sonora se casam perfeitamente. As músicas são escolhidas a dedo para valorizar cada minuto de distorções de câmera durante os delírios das drogas. (Bem naquele estilo ans 90, MTV, "Trainspotting")
Apesar de ser uma trama pesada, você imerge completamente e quando vê o filme passou em um segundo.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Nanook, o Esquimó

título original: Nanook of the North
gênero: Documentário
duração: 79 min
ano de lançamento: 1922
estúdio: Les Frères Revillon
direção: Robert J. Flaherty
roteiro: Robert J. Flaherty, Frances H. Flaherty
fotografia: Robert J. Flaherty

O filme acompanha a rotina de Nanook e sua família, a relações entre eles e acompanha suas caças, pesca e imigrações.
Nunca tinha visto um documentário tão antigo e confesso que ele sendo mudo deixou a experiência arrastada.
Mesmo assim, foi muito válido aprender sobre um estilo de vida tão diferente e afastado do meu.
Ainda que em preto e branco, não foi fácil assistir às cenas de caça e alimentação.

Depois de visto fui ler sua resenha no "1001 filmes para ver antes de morrer" e aí veio a surpresa, apesar de ser considerado o pai dos documentários, há uma extensa discussão sobre até que ponto se trata de uma obra não ficcional e quando vira ficção.
Nanook e sua família foram dirigidos em algumas cenas; a rotina mostrada não necessariamente é constituída de ações costumeiras dos esquimós; o iglu mostrado não comportava família mais equipe, daí foi feito um maior e sem teto para simularem as cenas deles levantando e indo dormir; por fim o pior de todos: há suspeita que aqueles esquimós nem eram realmente da mesma família.
Claro que nada disso tira o mérito da produção que foi pioneira de um jeito ou outro, mas a discussão já dura quase um século e ainda se manterá por muito tempo.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Star Wars: O Despertar da Força

título original: Star Wars: The Force Awakens
gênero: Ação, Aventura, Ficção Científica
duração: 135 min
ano de lançamento: 2015
estúdio: Lucasfilm
direção: J.J. Abrams
roteiro: Lawrence Kasdan, J.J. Abrams, Michael Arndt, George Lucas
fotografia: Daniel Mindel
direção de arte: Rick Carter, Darren Gilford

Após a queda de Darth Vader surge uma nova ameaça, a Primeira Ordem, que busca acabar com a República. Um dos principais pilotos - Poe - é capturado, mas antes consegue enviar, dentro do robô BB-8, as informações de onde estria Luke Skywalker. BB-8 encontra Rey, uma jovem que vive catando destroços, e Poe recebe a ajuda de Finn, um stormtrooper que resolve fugir da Primeira Ordem.
Fiquei quase um ano esperando o lançamento desse filme, mas só consegui assisti-lo um mês depois do lançamento, com isso acabei tomando alguns spoilers importantes (vamos combinar que é coisa de gente amargurada?). Mesmo assim foi uma experiência incrível. E prometo que não contarei nada crucial para a história.
George Lucas parece que andou criticando que o filme é meio retrô, mas o que mais gostei foi isso. Ele segue bem a linha dos primeiros filmes (episódios IV, V e VI) que são os melhores da saga. Não que os episódios I, II e III sejam ruins, são bem bons, mas perdem um pouco da essência da saga.
É acalentador rever Princesa Leia, Hans Solo, Luke Skywalker,Chewbacca, C-3PO e R2-D2, mas os novos personagens não ficam atrás. Perfeitamente casados com a trama eles são fortes, cheios de personalidade, engraçados quando cabe e dramáticos. A escolha de Daisy Ridley, John Boyega e Adam Driver foi perfeita.
Quanto ao roteiro, consegue provocar todas as emoções possíveis, enquanto eu assistia fiquei com raiva, feliz, ansiosa, nervosa, ri e chorei.
Os efeitos especiais são muito bem construídos, as cenas de ação bem colocadas e - para quem assistir em 3D - o artifício é muito bem usado.

Não falo por toda a categoria de fãs, mas arrisco dizer que cumpriu totalmente sua função e atingiu as expectativas, até um pouco além. É no mesmo nível dos primeiros filmes lançados.
Espero ansiosamente pelos próximos.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Estamira

gênero: Documentário
duração: 121 min
ano de lançamento: 2004
estúdio:  Europa Filmes
direção: Marcos Prado
roteiro: Marcos Prado
fotografia: Marcos Prado

Documentário sobre a vida de Estamira, uma mulher de 63 anos com distúrbios mentais que trabalha no lixão de Jardim Gamacho.
Não há narrador, há própria Estamira e em alguns momentos seus filhos vão construindo sua história. Com uma história digna de ficção fica claro que a "louca" da história talvez não seja ela, mas o mundo cruel e malvado que a transformou em quem é.

Apesar de ter 2 horas e dar a sensação de ser arrastado no começo, logo percebe-se que não tem nada de cansativo, muito pelo contrário, as divagações de Estamira fazem o filme passar muito rápido.
A direção intercala imagens de cor com preto e branco; Estamira, sua casa e o lixão. Tudo se complementa com fluidez, passando em alguns momentos sensação etérea e real ao mesmo tempo.
Intercalando momentos de raiva e de monólogos divagantes, de cara nada parece fazer sentido, mas aos poucos você vai encontrando uma sanidade dura por trás das frases insanas e "sem pé nem cabeça".
Talvez Estamira enxergue mais a realidade do que nós e por isso ela perdeu a lucidez.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Rei Arthur

título original: King Arthur
gênero: Ação, Épico, Aventura
duração: 126 min
ano de lançamento: 2004
estúdio: Touchstone Pictures
direção: Antoine Fuqua
roteiro: David Franzoni
fotografia: Slawomir Idziak
direção de arte: Dan Weil, Paul Cross

Arthur é um líder que só deseja conseguir libertar seus companheiros de batalha e partir da Bretanha de volta a Roma. Porém recebe uma última missão onde percebe que, num futuro próximo a Bretanha precisará de alguém para liderá-la. Ele decide então ficar para defender a terra e recebe apoio de Merlin e Guinevere.
Para começar não sei onde se basearam para escrever esse roteiro, pelo menos eu não conheço essa versão e a cada novo personagem apresentado eu via uma incoerência absurda. [SPOILER/] Lancelot conhece Arthur antes dele se tornar rei e, pior, morre antes disso também?[\SPOILER]

Além disso, parece que o filme fica num anticlímax o tempo todo. Quando começa a batalha sobre o gelo pensei "agora o negócio melhora", e tinha tudo para ser uma cena inesquecível. Mas conforme a luta foi indo, o ânimo foi baixando até chegar ao ponto que a cena tem um corte seco para a cena deles chegando a muralha. DO NADA. E não somente nessa cena mas em outras também, fica essa sensação de que cortaram uma parte do filme, ficou faltando alguma informação ali no meio.
Por fim, outro ponto que me incomodou foi a tribo do Merlin, pré "Avatar" parecendo mais uma tribo latino-americana/africana, mas pesquisei e descobri que existiu uma tribo chamada pictos que costumavam realmente se pintar. Mesmo assim continuei incomodada com um filme que passa na Bretanha, em um período com neve, ter uma tribo andando quase pelada enquanto os saxões estava com peles e couro da cabeça aos pés.
O elenco atende ao que é pedido, Clive Owen está na média assim como Ioan Gruffudd, Keira Knightley é a única que se destaca bem fazendo uma Guinevere quase amazona.

Talvez sirva como um passatempo, mas a partir do momento que comecei a ver detalhes que roubavam minha atenção de modo ruim não consegui mais me divertir.

CLASSIFICAÇÃO: RUIM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Sufragistas

título original: Suffragette
gênero: Drama
duração: 106 min
ano de lançamento: 2015
estúdio: Ruby Films
direção: Sarah Gavron
roteiro: Abi Morgan
fotografia: Eduard Grau
direção de arte: Alice Normington

Baseado em fatos reais, o filme mostra a luta de mulheres inglesas, no começo do século XX, pelo direito ao voto. Tendo como ponto central Maud Watts, uma esposa e mãe comum que acaba se envolvendo aos poucos com o movimento sufragista, chegando ao ponto de ter que fazer escolhas difíceis.
Primeiro, completamente dentro do Teste de Bechdel.
Segundo, está aí pra lembrar a todas nós dessas mulheres que colocaram muito de suas vidas a perder ou em risco para que hoje nós tivéssemos direitos políticos.
Me faltam palavras para expressar o quanto me emocionei e senti uma compaixão absurda por essas figuras que poderiam ter vido minha bisavó.
No final há uma lista de quando os países foram liberando esses direitos: Brasil 1932, Suíça 1971, Arábia Saudita 2015. Não se trata de um filme antigo, "mimimi", é atual, relevante e muito importante.

É bacana ver como conseguiram casar um tema profundo, com as vidas pessoais das personagens e um dinamismo necessário as cenas de militância, não deixando nada superficial.
As atuações também são completas. Carey Mulligan vai aos poucos se transformando conforme se envolve com o movimento; pela primeira vez vejo Helena Bonham Carter em um papel um pouco mais sóbrio e contido, mas mesmo assim forte e decidido; Meryl Streep que eu achava que teria uma participação mais atuante e foi breve sua passagem, mas manteve sua figura altiva e de liderança.
Só sinto por tão poucos cinemas estarem passando, mesmo a sala de cinema estando lotada acho que mais pessoas deveriam ter acesso.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Reds

título original: Reds
gênero: Guerra, Drama
duração: 195 min
ano de lançamento: 1981
estúdio:  Barclays Mercantile Industrial Finance
direção: Warren Beatty
roteiro: Warren BeattyTrevor Griffiths
fotografia: Vittorio Storaro
direção de arte: Richard Sylbert

Pré Primeira Guerra Mundial, o jornalista John Reed conhece Louise Bryant. Ambos são a favor do amor livre e ela larga seu marido para ficar com ele. Eles se envolvem com movimentos políticos e trabalhistas e partem para a Rússia a tempo de participar da revolução comunista. Ao voltarem para os EUA passam a liderar um movimento similar no país.
Um filme longo. Não foi uma boa idéia começar a assisti-lo depois das 22h, lá pela 1h da manhã já estava percebendo que não estava mais aproveitando tudo que poderia.
Mesmo assim, é um épico. Principalmente por se tratar de um marco em Hollywood como "o fim do medo de trabalhar temas de esquerda". É uma visão neutra sobre o tema, mostrando posições de americanos que não era conhecidos do grande público.
A história é dividida em dois atos: o primeiro desenvolve a relação entre o casal principal, a forma como queriam viver o amor livre mas ao mesmo tempo não sabiam lidar muito bem com isso; o segundo totalmente voltado para a luta política. E acredito que é aqui que a trama ganha mais força.
Mostra-se bem o idealismo e como era o plano de implementação dos ideais e como ele realmente acontecia. 

A construção das cenas na Rússia são as mais bonitas e que mais chamam a atenção. Ao mesmo tempo que belas, não deixam a realidade de lado.
O único ponto contra para mim foi a duração muito longa que não batia com o dinamismo da trama, dando uma sensação que assisti muito mais do que realmente vi.
Mas foi mais uma boa surpresa que "1001 Filme para ver antes de morrer" me trouxe.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Espanglês

título original: Spanglish
gênero: Comédia Romântica
duração: 2h 11 min
ano de lançamento: 2004
estúdio:  Columbia Pictures Corporation
direção: James L. Brooks
roteiro: James L. Brooks
fotografia: John Seale
direção de arte: Ida Random

Flor é uma mexicana que, após ser abandonada pelo marido, migra para os EUA com sua filha. Durante muito tempo se mantém apenas dentro da comunidade mexicana, mas acaba tendo que trabalhar na casa de uma família americana sem saber falar nada em inglês. 
Vamos deixar claro que só assisti a esse filme porque uma amiga o comparou com "Que Horas Ela Volta". E para esclarecer isso: só vi semelhanças na estrutura (família rica se relacionando com a empregada), o enredo é diferente. Espanglês tenta ser sério, tenta ser comedia, mas não toma uma posição e acaba ficando indefinido e trata de dramas familiares( cada família tendo a sua). "Que Horas Ela Volta" é um drama com alguns alívios cômicos que mostra o choque de classes, contesta o comportamento casa grande/senzala que ainda existe em nossa sociedade.
Agora falando desse filme somente: nunca o assistiria por vontade próprias, mas acabou sendo uma surpresa. Não que tenha adorado, mas é um filme agradável para se passar o tempo.
É interessante ver as dinâmicas diferentes entre família rica/pobre americana/mexicana e como isso causa um certo estranhamento entre elas. Mas acho que poderiam ter aprofundado mais o conflito que havia entre mãe e filha americanas e como isso podia ser reflexo do conflito mãe e avó.
Dá pra problematizar o tema, as diferenças culturais, as máscaras que a sociedade média nos impõe; mas à maneira que o filme vai migrando para um possível romamce entre patrão e empregada perde-se essa possibilidade.
Por fim, como sempre, Adam Sandler é um problema. Ele pode fazer um cara rico, pobre, inteligente ou rico mas sempre está com essa cara de bobo, que todo mundo faz de trouxa. Talvez ele interprete sempre a si mesmo.

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

O Jovem Frankenstein

título original: Young Frankenstein
gênero: Comédia
duração: 1h 46 min
ano de lançamento: 1974
estúdio: Gruskoff/Venture Films
direção: Mel Brooks
roteiro: Mel Brooks, Gene Wilder, Mary Shelley
fotografia: Gerald Hirschfeld
direção de arte: Dale Hennesy

Apesar de renegar seu passado, o Dr. Frankenstein se vê obrigado a voltar ao castelo de seu avô na Transilvânia por causa do testamento. Lá encontra um manual onde o finado explicava passo a passo como trazer um cadáver de volta à vida; resolve então tentar novamente o experimento.
Não conhecia o filme, vi por causa do "1001 Filmes para ver antes de morrer" e comecei achando que se tratava de um filme de terror, talvez uma continuação ou remake do original. Mas logo nas primeiras cenas já percebe-se que se trata de uma comédia, e das boas.
Pra começar fez-se questão de reproduzir o estilo de filmagem e atuação dos anos 30 mas com aquela pitada de humor, gazendo graça de maneira sutil com a atuação teatral e exagerada.
Apesar do roteiro seguir praticamente a história original a fio, é nos pequenos detalhes das sequências em que se instalam as piadas.
Gene Wilder parece ter nascido para o papel de médico louco. Marty Feldman, com seus olhos arregalados, é responsável pelas cenas mais nonsenses que funcionam muito bem. Peter Boyle soube como construir um monstro assustador, atrapalhado e carismático.
Não é um filme para dar gargalhadas o tempo todo talvez, mas garanto que ficará com um sorrisinho no canto da boca do começo ao fim pelo menos.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Grandes Olhos

título original: Big Eyes
gênero: Drama
duração: 1h 46 min
ano de lançamento: 2014
estúdio: Weinstein Company, The
direção: Tim Burton
roteiro: Scott Alexander, Larry Karaszewski
fotografia: Bruno Delbonnel
direção de arte: Rick Heinrichs

Década de 50, Margareth abandona o marido e passa a tentar se sustentar com suas pinturas. Assim, conhece Walter Keane, se envolve com ele que acaba sendo responsável pelo grande sucesso de seus quadros, com um único porém: ele toma o crédito dos trabalhos dela pra ele.
Durante um período da minha vida Tim Burton foi meu diretor favorito, com o tempo o estilo sombrio e soturno repetido a exaustão começou a me cansar e fui parando de acompanhar seus trabalhos. Vi o trailer desse filme, me interessei pela trama e nem suspeitei que era um trabalho seu.
Muito colorido e claro, o estilo me remeteu mais a Wes Anderson e Amélie Poulain do que ao próprio diretor, mas gostei muito de o ver trabalhando de uma forma diferente do que o de costume. Mesmo assim aquele toque bizarro, clássico dele, permanece.
Amy Adams e Christoph Waltz trabalham muito bem justos e o último, pra variar, está perfeitamente odioso. 
A história é tão exagerada em alguns pontos que até fica difícil acreditar que se baseia em fatos reais, mas de uma maneira boa, é bom ver um tema biográfico sendo tratado de forma mais livre.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb