quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Pequeno Dicionário Amoroso

gênero: Drama, Romance
duração: 91 min 
ano de lançamento: 1997
estúdio:  Cineluz
direção: Sandra Werneck
roteiro:  Paulo HalmJosé Roberto Torero
fotografia: Walter Carvalho
direção de arte: Claudio Amaral Peixoto

Luiza e Gabriel se conhecem por acaso, e conforme vão se envolvendo e criando laços vamos acompanhando o crescimento dessa relação.
Um filme leve, com uma direção bem divertida dividindo a história em capítulos e depoimentos dos personagens.
O que mais me agradou na trama foi o final que fugiu do lugar comum.
Porém o tema e a maneira como foi conduzido me pareceram muito datados. Acredito que esse filme deva ter sido um sucesso na época em que foi lançado, para mim que o assisti quase 20 anos depois pareceu um pouco clichê e batido.
No todo, é um entretenimento leve, um bom passatempo.

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Ficha Técnica: IMDb

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Os Desafinados

gênero: Drama
duração: 139 min 
ano de lançamento: 2008
estúdio:   Globo Filmes
direção: Walter Lima Jr.
roteiro:  Walter Lima Jr., Suzana Macedo, Elena Soarez
fotografia: Pedro Farkas

Anos 60, quatro jovens amigos e músicos, partem para Nova York em busca do sucesso. Seu grupo, os Desafinados, faz parte do movimento inicial da bossa nova, lá eles conhecem Glória que trará um toque a mais à banda.
Um filme sobre bossa nova, romance e ditadura militar. Três elementos que tinham tudo para construir um ótimo filme.
Porém a sensação que deixa é que quis trabalhar muitas coisas ao mesmo tempo e acabou não se aprofundando em nada.
Começa com a bossa nova, o que poderia ser uma aula sobre a história da música brasileira, acaba morrendo na praia quando o romance entre Joaquim e Glória começa a nascer. Esse romance também é meio sem sal e não traz nada a mais ao enredo. Nisso já se passaram quase duas horas de filme bem arrastados.
De repente se entra no tema ditadura, e quando parece que a trama vai tomar um rumo mais interessante e aprofundado ... volta-se a trabalhar a banda e tudo aquilo fica esquecido.
O elenco também me pareceu não ter muita liga, o casal principal não tem química.
Fotografia e cenografia mais me pareciam ter sido copiadas de um set de Friends.
Vale pela trilha sonora e as belas tomadas do Rio de Janeiro.

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDb

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Que Horas Ela Volta?

gênero: Drama 
duração: 112 min 
ano de lançamento: 2015
estúdio: Gullane Filmes
direção: Anna Muylaert
roteiro:  Anna Muylaert
fotografia: Barbara Alvarez

Val é uma pernambucana que veio para São Paulo ganhar a vida deixando sua filha, Jéssica, lá. Ela passa a morar na casa dos patrões, onde é doméstica e babá do filho do casal, Fabinho. Anos depois sua filha lhe procura para ir a São Paulo prestar vestibular; os patrões de Val a aceitam em casa de braços abertos, até a menina começar a quebrar os protocolos.
São poucos os filmes que me fazem ir mais de uma vez ao cinema, esse foi um deles. E caso mais alguém me chamasse acho que iria de novo.
Para alguns talvez qualidade de fotografia ou de som não sejam os melhores como na maioria dos filmes nacionais; para mim, nesse casso, é construído de maneira sutil o suficiente para acompanhar uma trama supostamente simples mas muito densa.
O filme todo é muito sutil, para aqueles que talvez não entendam (ou não queiram entender) pode até parecer uma comédia, mas com certeza não é. Sim, existem cenas de alívio cômica, mas a tendência é a cada momento a trama ir levando o espectador para situações de incômodo e algumas vezes a vestir a carapuça.
O roteiro questiona posições de classes e como está muitas vezes implícito que alguém deve agir de uma maneira ou de outra, tão implícito que o filme muitas vezes nos dá tapas na cara em situações que nunca havíamos percebido o quanto são absurdas. Claro que para muitos, assim como eu, a família representada é um pouco caricata, por não pertencermos a mesma classe que eles, mas existem pessoas assim que não se levantam nem para pegar um copo d'água.
Jéssica, interpretada de maneira incrível por Camila Márdila, veio pra quebrar paradigmas, questionar e nos mostrar o que não queremos enxergar: o Brasil ainda vive em um Apartheid. E ela traz à tona o preconceito enrustido em muitos, assim como aconteceu com Dona Bárbara, vi pessoas no cinema a chamando de "cabeça dura","teimosa" e afins.
Por fim, Regina Casé está estupenda e extremamente realista como Val, tão acostumada a "se por em seu lugar" que não enxerga o quanto isso é errado.
Chorei, senti raiva e me emocionei em tantas partes do filme que não consigo destacar apenas uma cena, mas todo o filme é uma obra prima.

CLASSIFICAÇÃO: MARAVILHOSO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Um Novo Despertar

título original: The Beaver
gênero: Drama
duração: 91 min 
ano de lançamento: 2011
estúdio:  Summit Entertainment
direção: Jodie Foster
roteiro:  Kyle Killen
fotografia: Hagen Bogdanski
direção de arte: Mark Friedberg

Walter Black se encontra em profunda depressão: só dorme, as coisas não vão bem no trabalho e sua esposa acaba de se separar dele. Um dia, enquanto pensa em cometer suicídio, conhece O Castor - um fantoche de pelúcia - que lhe dará outra visão da vida e uma oportunidade de recomeçá-la de outra maneira.
Só insisti em ver esse filme pois vi o trailer, fiquei muito curiosa mas não entendi o porquê da baixa bilheteria. Esses dias que vim a descobrir que ele foi lançado praticamente na mesma época em que Mel Gibson tinha espancado sua namorada.
Entendo e apoio o boicote, mas minha intenção é só falar do filme.
Nunca vi uma trama que trabalhasse com tanta honestidade a depressão. Não é um filme com moral da história, com soluções fáceis e muito menos com final feliz. É o mais próximo que acredito que a ficção pode chegar da realidade, a partir daí se torna documentário.
E o melhor é que faz tudo isso por meio de um elemento surreal, um boneco com personalidade.
Mel Gibson está esplendido. Acredito ser uma de suas melhores atuações que já vi, o resto do elenco acaba sendo só apoio.


CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO



Poster e Ficha Técnica: IMDb


terça-feira, 22 de setembro de 2015

Embriagado de Amor

título original: Punch-Drunk Love
gênero: Drama, Romance
duração: 95 min 
ano de lançamento: 2002
estúdio:  New Line Cinema
direção: Paul Thomas Anderson
roteiro:  Paul Thomas Anderson
fotografia: Robert Elswit
direção de arte: William Arnold

Barry é um pequeno empresário, que tem sete irmãos que vivem pegando no seu pé e certos problemas para criar relacionamentos. Quando ele conhece uma misteriosa mulher todos os seus sentimentos vem à tona.
O estilo de filmagem, meio estilo cinema independente, traz um ar bem diferente ao filme, construindo tomadas e luzes bonitas, agradáveis e fora do comum ao mesmo tempo.
Com personagens bizarros que poderiam criar um enredo bem interessante, fiquei um pouco intrigada como acabaram com um roteiro enfadonho e arrastado.
O destaque maior acredito que acabe ficando com Adam Sandler fazendo um papel fora dos seus costumeiros besteiróis ou comédias mais ou menos. Apesar que seu personagem tem aquele perfil meio bobão de sempre.

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDb

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

1984

título original: Nineteen Eighty-Four
gênero: Drama, Ficção Científica
duração: 113 min 
ano de lançamento: 1984
estúdio:  Umbrella-Rosenblum Films Production
direção: Michael Radford
roteiro:  Michael Radford, George Orwell
fotografia: Roger Deakins
direção de arte: Allan Cameron

Em uma sociedade totalitária, controlada pelo Grande Irmão, Winston segue completamente as regras até se apaixonar, descumprir regras e acabar mudando tragicamente o rumo de sua vida.
A história é baseada no libro homônimo de George Orwell, inclusive um dos meus livros favoritos.
Achei a releitura incrível, o visual sombrio e decadente é exatamente o que eu imaginava quando li.
O elenco está muito bem comprometido com seus papéis, passando aquela sensação de torpor e passividade.
O que me incomodou um pouco foi que a trama foi conduzida de maneira arrastada o que acaba deixando o filme um pouco cansativo.
Eu entendi a história perfeitamente, mas senti que o roteiro foi construído para aqueles que, assim como eu, conheciam a obra original; para os que não tiveram esse contato acredito que fica mais difícil entender do que se trata e como tudo vai se desenvolvendo.
No todo, é uma adaptação bem fiel.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Quatro Casamentos e um Funeral

título original: Four Weddings and a Funeral
gênero: Comédia, Drama, Romance
duração: 117 min 
ano de lançamento: 1994
estúdio: PolyGram Filmed Entertainment
direção: Mike Newell
roteiro:  Richard Curtis
fotografia: Michael Coulter
direção de arte: Maggie Gray

Charles faz parte de um círculo de amigos adeptos da solteirice. Ele não consegue levar nenhum relacionamento até conhecer uma mulher especial. Seu relacionamento com ela vai se desenvolvendo de maneira complicado a cada casamento que se encontram.
Eu achava que seria apenas mais uma comédia romântica, mas é bem mais profundo que isso.
O humor inglês dá uma pitada diferente à trama. Pra quem está acostumado, ou até gosta como eu, é algo mais no estilo irônico e sutil.
Mas o filme ganha mesmo o respeito do público ao chegar ao funeral, parte mais emotiva e profunda da história, onde todo aquele debate sobre relacionamentos ganha outra proporção.
Destaque para Rowan Atkinson, o eterno Mr. Bean, que arranca gargalhadas com seu padre atrapalhado.
O ponto baixo deixaria com Andie MacDowell que é muito inexpressiva e sem carisma.
Mas na média temos uma comédia de qualidade.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Durval Discos

gênero: Comédia, Drama
duração: 96 min 
ano de lançamento: 2002
estúdio:  Africa Filmes
direção: Anna Muylaert
roteiro: Anna Muylaert
fotografia: Jacob Solitrenick

Durval é dono de uma loja de discos e vive na sobreloja com sua mãe. Ele decide contratar uma faxineira para ajudá-la, mas a moça acaba trazendo grandes surpresas para a casa.

O filme se passa em 1995, ano em que a indústria fonográfica brasileira parou de produzir vinis.
Quando resolvi assistir achei que me depararia com uma comédia nacional bobinha, o que encontrei foi algo bem diferente.
A trama me pareceu tratar da obsolescência, não só dos meios musicais, mas da vida em si. A maneira como a mãe reage com a chegada da faxineira e depois com a menina me deixou essa sensação.
No começo me pareceu uma comédia com toques de drama, mas conforme foi passando surgiu o lado mais comédia de erros até chegar no suspense bizarro.
Como não é uma mega produção, imagem e som fazem mais o estilo produção alternativa, o que pra alguns pode incomodar um pouco. Tive problemas em entender as falas em alguns momentos, mas a trilha sonora de alta qualidade compensa.
[SPOILER/] A cena da defunta no quarto, com o cavalo e a menina de princesa pintando a parede de sangue é a cereja do bolo, dando o toque surrealista que faltava à trama. [\SPOILER]

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Estranha Obsessão

título original: The Fan
gênero: Ação, Drama
duração: 116 min 
ano de lançamento: 1996
estúdio:  TriStar Pictures
direção: Tony Scott
roteiro:  Peter AbrahamsPhoef Sutton
fotografia: Dariusz Wolski
direção de arte: Ida Random

Gil é um torcedor de baseball fanático que entra em crise quando sua ex-mulher o obriga a ficar longe de seu filho e ele perde o emprego. Para piorar as coisas, Bobby, o jogador mais caro do time pro qual torce, entra numa má fase, e ele acredita ser o único que pode ajudar seu time.
A história em si é um pouco batida e previsível, mesmo assim a trama de suspense consegue te deixar atento durante todo o filme.
Destaque mesmo acaba ficando para Robert de Niro que, mais uma vez, está ótimo no papel de um homem um tanto quanto desequilibrado.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Duas Vidas

título original: The Kid
gênero: Comédia, Fantasia
duração: 104 min 
ano de lançamento: 2000
estúdio:  Walt Disney Pictures
direção: Jon Turteltaub
roteiro:  Audrey Wells
fotografia: Peter Menzies Jr.
direção de arte: Garreth Stover

Russ é um homem muito atarefado e que só se importa com sua vida profissional. Certo dia ele dá de cara com seu eu de 8 anos em sua casa, esse convívio o fará repensar suas decisões e como ele pode se ajudar, no presente e no passado.

Filme Sessão da Tarde. Simples, fofo e previsível.
Mesmo assim, tem uma mensagem bacana, é dinâmico e os atores estão envolvidos com seus personagens.
Vale muito para quem quer assistir algo só por diversão.



CLASSIFICAÇÃO: BOM



Poster  Ficha Técnica: IMDb 


segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Mad Max 2: A Caçada Continua

título original: Mad Max 2: The Road Warrior
gênero: Ação, Ficção Científica
duração: 94 min 
ano de lançamento: 1981
estúdio:  Kennedy Miller Entertainment
direção: George Miller
roteiro:  Terry HayesGeorge Miller, Brian Hannant
fotografia: Dean Semler

Max continua sua saga em busca de gasolina pelas estradas do deserto australiano. Ao encontrar um grande ponto de coleta acaba se unindo aos seus defensores contra um grupo violento de guerreiros.
O primeiro filme ainda teve um quê de revolucionário. Foi um dos primeiro filmes com o estilo de ação pós apocalíptico que vemos ainda hoje. O envolvimento da família, trazendo uma questão mais emocional, ajuda a incrementar a trama.
Mas essa continuação só traz a ação, sem nada que acrescente algo de novo ao tema.
Sim, muitas explosões, sangue e personagens bizarros.
Mesmo assim são 94 minutos de enrolação.


CLASSIFICAÇÃO: REGULAR



Poster e Ficha Técnica: IMDb


sábado, 12 de setembro de 2015

Mary Poppins

título original: Mary Poppins
gênero: Comédia, Fantasia
duração: 139 min 
ano de lançamento: 1964
estúdio:  Walt Disney Productions
direção: Robert Stevenson
roteiro:  Bill WalshDon DaGradi, P.L. Travers
fotografia: Edward Colman

Um casal está tendo problemas para manter uma babá que cuide de seus dois pestinhas. Surge para a entrevista Mary Poppins, uma mulher misteriosa que atende todos os requisitos que as crianças queriam.
Não me lembro se vi quando criança, mas assisti-lo recentemente foi uma boa surpresa. As músicas são tão famosas que já as conhecia.
Leve, alegre, divertido, mágico e bonito de ver. Todos os requisitos para a Disney e para agradar uma criança (ou uma criança crescida como eu).
Os efeitos especiais são muito bem construídos para a época, mesclando cm perfeição o filme e as animações.
O elenco está completamente comprometido com seus respectivos papéis, parecendo ser tudo uma grande brincadeira.
As músicas grudam na cabeça, então prepare-se pra ficar cantarolando "a spoonful of sugar" por alguns dias.
A ingenuidade e imaginação infantil materializada em um filme.  


CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO



Poster e Ficha Técnica: IMDb 


sexta-feira, 11 de setembro de 2015

O Amor nos Tempos do Cólera

título original: Love in the Time of Cholera
gênero: Romance, Drama
duração: 139 min 
ano de lançamento: 2007
estúdio:  New Line Cinema
direção:  Mike Newell
roteiro:  Ronald HarwoodGabriel García Márquez 
fotografia: Affonso Beato
direção de arte: Wolf Kroeger

O jovem Florentino se apaixona perdidamente por Firmina, mas como seu pai não aceita que ela se relacione com ele a envia para longe. Florentino fica a sua espera, mas quando Firmina retorna não mais demonstra interesse por ele e se casa com um médico que combate a cólera. A partir daí Florentino fica a espera de sua morte para finalmente poder se unir à sua amada.
Não li essa obra de Gabriel Garcia Márquez, mas li outras e admiro muito o estilo de escrita do autor. Ele tem como padrão criar personagens muito profundos emocionalmente, suas tramas são intensas, e isso é tudo que não vemos nesse filme. O que vi aqui foi uma novela mexicana americanizada. 
O elenco é fraco, as atuações em alguns pontos chegam a ser sofríveis. Só se salvam Fernanda Montenegro e Javier Bardem; mesmo assim esse último, no papel de um rapaz tímido,  em alguns momentos parece mais alguém com limitações mentais.
Achei coerente a escolha de Fernanda para mãe de Javier, já que ele também escreve cartas para analfabetos na feira (tum dum pss).
Piadas à parte, pela primeira vez na vida quase larguei um filme no meio, mas quis insistir pelo autor considerando reverter os problemas até o final, não aconteceu.
Mas nada supera a maquiagem. Giovanna Mezzogiorno tem menos marcas no rosto quando idosa do que quando nova. Acredito ser uma das piores maquiagens que já vi no cinema.

CLASSIFICAÇÃO: RUIM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Rio Vermelho

título original: Red River
gênero: Faroeste
duração: 133 min 
ano de lançamento: 1948
estúdio:  Charles K. Feldman Group
direção: Howard HawksArthur Rosson
roteiro: Borden ChaseCharles Schnee
fotografia: Russell Harlan

Ao ir em busca de novas oportunidades, Tom Dunson acaba parando no Texas e, ao apropriar-se de um pedaço de terra, se torna um dos maiores produtores de gado. Quando o preço despenca, ele resolve levar toda sua criação ao Missouri para vender, arriscando tudo, inclusive sua sanidade.
É interessante ver como a tensão dos sets entre John Wayne e Montgomery Clift foi muito bem incorporada ao relacionamento conturbado de seus personagens. (Wayne não aceitava a sexualidade de Clift)
A fotografia é incrível. Queria muito entender como fizeram as tomadas externas do gado, principalmente e sequência do estouro da boiada.

Porém, o roteiro não me conquistou completamente. Chegou um ponto em que fui perdendo o interesse, a possibilidade de tragédia entre os dois personagens principais não me convencia e o papel de Wayne - pela primeira vez, mesmo sempre fazendo machões - não conquistou minha simpatia.
Vale ver por se rum clássico, mas não virou um dos meus faroestes favoritos.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Colegas

gênero: Aventura, Comédia
duração: 100 min 
ano de lançamento: 2012
estúdio:  Gatacine
direção: Marcelo Galvão
roteiro:  Marcelo Galvão
fotografia: Rodrigo Tavares

Stalone, Aninha e Márcio são três jovens com Síndrome de Down que vivem em um instituto. Eles se comunicam basicamente por frases de filmes e um dia, inspirados por Thelma & Louise, fogem com o carro do jardineiro em busca de seus sonhos. Enquanto experimentam a liberdade, se envolvem em várias confusões.
Que fique bem claro desde o começo, o estilo de filmagem não é artístico e não se destaca muito, mas isso pouco importa.
O roteiro é tão incrível que o resto não importa.
Primeiro por tratar de maneira tão delicada e ao mesmo tempo natural um assunto pouco trabalhado como a Síndrome de Down. As piadas feitas tocam no preconceito que temos e nem percebemos e de modo que nos fazem pensar e rir de nós mesmos simultaneamente.

Assumo que foi muito novo para mim ver um casal com Down tendo relações sexuais, é algo que nem passa por nossa cabeça.
Por fim, para qualquer apaixonado por cinema o filme acaba se tornando uma caça ao tesouro, a cada cena busca-se qual será a próxima referência cinematográfica.
Divertido, inteligente e informativo.


CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO



Poster e Ficha Técnica: IMDb


terça-feira, 8 de setembro de 2015

Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal

título original: Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull
gênero: Aventura, Ação
duração: 122 min 
ano de lançamento: 2008
estúdio:  Paramount Pictures
direção: Steven Spielberg
roteiro:  George Lucas, Philip Kaufman, David Koepp, Jeff Nathanson
fotografia: Janusz Kaminski
direção de arte: Guy Hendrix Dyas

Os russos estão tentando descobrir onde fica Eldorado, para isso têm em sua equipe uma bela e mística agente. Indiana Jones tenta impedi-los, para isso contará com sua velha amiga Marion e o filho dela, um rebelde motociclista.
A essência dos filmes anteriores continua aqui, lógico que não é mais a mesma coisa. O tempo passou, o estilo talvez tenha se tornado um pouco batido ou não agrade tanto o público como agradou nos anos 80.
Para mim a qualidade é a mesma, lógico que ver os mesmos macetes de novo se torna um pouco repetitivo, mas nada que estrague a diversão e o fluxo da história.
O ponto alto para mim nesse filme é que ele serve de certa forma de homenagem a série, principalmente por resgatar a personagem Marion do "Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida" e dar uma nova importância a sua presença na história.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Indiana Jones e a Última Cruzada

título original: Indiana Jones and the Last Crusade
gênero: Aventura, Ação
duração: 127 min 
ano de lançamento: 1989
estúdio:  Paramount Pictures
direção: Steven Spielberg
roteiro:  Jeffrey BoamGeorge Lucas, Menno Meyjes, Philip Kaufman
fotografia: Douglas Slocombe
direção de arte: Elliot Scott

Mais uma vez Indiana Jones precisa enfrentar os nazistas, dessa vez para salvar seu pai que foi sequestrado para ajudá-los a encontrar o Santo Graal, e impedir que eles peguem esse item tão valioso.
Segue a mesma fórmula dos anteriores e continuam funcionando muito bem: aventura, humor, suspense e um super herói inigualável.
Para melhorar ainda temos Indiana Jones/ Hans Solo contracenando com o primeiro 007. A química entre Harrison Ford e Sean Connery é incrível, chega a parecer que estão brincando e não trabalhando de tão fácil que é a interação entre eles.
Aquele entretenimento bom, com uma trilha sonora marcante, atores incríveis, que faz a hora passar e você nem ver.


CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO



Poster e Ficha Técnica: IMDb 


domingo, 6 de setembro de 2015

Cabo do Medo

título original: Cape Fear
gênero: Policial, Suspense
duração: 128 min 
ano de lançamento: 1991
estúdio: Amblin Entertainment
direção: Martin Scorsese
roteiro: John D. MacDonaldJames R. Webb, Wesley Strick
fotografia: Freddie Francis
direção de arte: Henry Bumstead

Max ficou 14 anos preso acusado de estupro. Ao sair da cadeia vai atrás daquele que foi seu advogado, Sam, para se vingar por ele ter omitido informações. Sam então passa a viver em constante apreensão, pois ele ameaça também sua esposa e filha.
Se for observar bem o roteiro parece aquele estilo batido de Intercine/Corujão. Mas graças a direção e ao elenco a trama se transforma em algo muito mais interessante e trabalhada.
Robert de Niro está incrível, ao mesmo tempo que visivelmente transtornado e psicopata, consegue criar uma figura sedutora.
Juliette Lewis encarna a lolita e dá um show no papel.
Daqueles filmes para ficar com olhos arregalados do começo ao fim.



CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO




Poster e Ficha Técnica: IMDb


sábado, 5 de setembro de 2015

Identidade

título original: Identity
gênero: Suspense
duração: 90 min 
ano de lançamento: 2003
estúdio:  Columbia Pictures Corporation
direção:  James Mangold
roteiro: Michael Cooney
fotografia: Phedon Papamichael
direção de arte: Mark Friedberg

Durante uma forte tempestade, várias pessoas buscam abrigo em um mesmo local: um motel de beira de estrada. O alívio de estarem em segurança logo passa, quando, um por um vão sendo assassinados. 
Logo que comecei a assistir achei que seria um daqueles filmes de terror B, conforme a história foi passando e chegou ao clímax dei mais valor. Se trata mais de um suspense psicológico do que de um terror banal. Só que se você entrou no clima desse último pode acabar sendo meio desmotivador.
O estilo de filmagem e direção me pareceu não muito preocupado com a qualidade, produzido para TV.
O elenco também parece não estar dando o melhor de si.
Mesmo assim, atende muito bem ao entretenimento.

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDb

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Encontrando Forrester

título original: Finding Forrester
gênero: Drama
duração: 136 min 
ano de lançamento: 2000
estúdio:  Columbia Pictures Corporation
direção:  Gus Van Sant
roteiro: Mike Rich
fotografia: Harris Savides
direção de arte: Jane Musky

Jamal é um jovem negro que mora no Bronx. Após fazer uma aposta com os amigos acaba conhecendo Forrester, um escritor recluso que o ajudará a enfrentar as dificuldades e preconceito que encontrará na escola de elite em que ganhou bolsa.
Pode parecer uma história batida, mas sempre há algo de bom que se pode tirar de filmes desse tipo, que passam uma lição de vida.
F. Murray Abraham mais uma vez trabalha muito bem o papel de uma pessoa arrogante amarga.
O que dá mais força a trama é o incrível Sean Connery que vive seu personagem de forma impecável e que, junto a Rob Brown, cria um relacionamento bonito, gostoso de vivenciar e crível.
As referências literárias são mais um ponto a favor do roteiro.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb