segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Donnie Brasco

título original: Donnie Brasco
gênero: Policial, DRama
duração: 127 min 
ano de lançamento: 1997
estúdio:  Mandalay Entertainment
direção: Mike Newell
roteiro:  Joseph D. PistoneRichard Woodley, Paul Attanasio
fotografia: Peter Sova
direção de arte: Donald Graham Burt

Anos 70, um policial se infiltra na máfia usando o codinome Donnie Brasco sendo tutelado por um criminoso mais velho que vai lhe ensinando os macetes. Porém, ele entra tanto no personagem que começa a colocar sua missão em cheque e sua família em risco.
Um filme sobre a máfia, mas não padrão. O roteiro não só conta uma história de mafiosos, mas os analisa e lê como as coisas funcionavam internamente. Tudo explicado formidavelmente pelo personagem de Al Pacino.
Inclusive, que esse nasceu para fazer esse estilo de filme já sabemos, mas foi muito bom ver Johnny Depp em um personagem mais "normal" ou "sério". Fazendo uma pessoa comum, voltei a ter mais apreço pelo ator - que vinha se desgastando na minha percepção por fazer só personagens excêntricos.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Garota, Interrompida

título original: Girl, Interrupted
gênero: Drama
duração: 127 min 
ano de lançamento: 1999
estúdio:  3 Arts Entertainment
direção:  James Mangold
roteiro: Susanna Kaysen , James Mangold, Lisa Loomer, Anna Hamilton Phelan
fotografia: Jack N. Green
direção de arte: Richard Hoover

Após tentar se matar, Suzanna é internada em um hospital psiquiátrico pelos pais. Lá passa a conviver com o mais variado tipo de pessoas, entre elas Lisa, uma sociopata que planeja fugir e retomar sua vida.
O que falar desse filme que demorei tanto e já considero pacas?
Primeiro, se encaixa no Teste de Bechdel. Já merece pontinhos por isso.

Quanto ao roteiro, não só trabalha questões psicológicas, como ainda casa o tema com o período histórico dos anos 60 e mais como esse área da saúde era tratada de maneira negligente.
As atuações de Winona Ryder e Angelina Jolie são de primeira linha, mas o resto do elenco também mantém uma sintonia ótima.
A fotografia casa perfeitamente com o tema, dando um tom triste no ponto certo.

Só não classifiquei como ótimo porque em alguns momentos o filme não prendeu minha atenção, me levando a desconcentrar, o que pra mim é um ponto muito importante.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Armageddon

título original: Armageddon
gênero: Ficção Científica, Ação
duração: 151 min 
ano de lançamento: 1998
estúdio:  Touchstone Pictures
direção:  Michael Bay
roteiro: Jonathan HensleighJ.J. Abrams, Tony Gilroy, Shane Salerno, Robert Roy Pool
fotografia: John Schwartzman
direção de arte: Michael White

Um asteróide atingirá a Terra em 18 dias dizimando a humanidade. Para evitar que isso aconteça a NASA e o mais alto escalão do governo americano se reúnem e chegam a conclusão que a única solução é colocar uma bomba nuclear em seu interior.
Eu sei que a liberdade criativa muitas vezes usada e há certos fatos inverossímeis que passamos batido para o bem maior da história (como os erros científicos de "Gravidade"). Mas é simplesmente inaceitável acreditar que era mais fácil treinar perfuradores de petróleo para serem astronautas do que o inverso. Não dá. Eu já estava achando o começo meio fora da realidade, em alguns pontos que comentarei com spoilers no final, mas quando chegou a esse ponto específico não consegui mais levar a sério.
Outro ponto, como um filme que veio ano 5 anos depois de "Jurassic Park" e apenas um só antes de "Matrix" tem efeitos especiais tão medianos? Quando as cidades estão sendo atingidas dá pra ver que a fumaça não é real.
Os pontos que deveriam ser alívios cômicos acabam ultrapassam o limite e soam forçados ou em hora errada.
Enfim, aconselho usarem usar o tempo pra algo melhor.

[SPOILERS]
1- Como um cara sai atirando em uma plataforma de petróleo? E como uma pessoa com uma atitude dessa é considerada a melhor opção pra salvara  terra?
2- Um cara se ofereceu pra ficar e ativar a bomba, por que raios não deixaram ele ir em vez do Bruce Willis?

CLASSIFICAÇÃO: RUIM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

O Beijo da Mulher Aranha

título original: Kiss of the Spider Woman
gênero: Drama
duração: 120 min 
ano de lançamento: 1985
estúdio:  HB Filmes
direção: Hector Babenco
roteiro:   Manuel PuigLeonard Schrader
fotografia: Rodolfo Sánchez
direção de arte: Clovis Bueno

Em algum país da América do Sul dois prisioneiros dividem uma cela: um homossexual e um preso político. O primeiro, para fugir da realidade, vive contando histórias cheias de romance e mistério, enquanto o outro tenta se manter politizado e ligado à realidade. Porém a convivência fará que se compreendam e se respeitem.

Eu tenho um pouco de medo de assistir filmes tidos como cults. Esse era um deles. Tive uma ótima surpresa.
Sem dar nomes a países, a ditadura brasileira (e também as outras vividas na América do Sul) é retratada de forma sutil, mas com uma carga emocional muito forte.

É curioso ver atores como Raul Julia e William Hurt em um mesmo filme que Milton Gonçalves e Herson Capri, parece que misturou o Tela Quente com a novela - só que com um roteiro de primeira.

O relacionamento dos personagens principais da o tom da história, mas as histórias que Molina conta complementam de maneira subjetiva o enredo. Inclusive vale ressaltar que foi um dos primeiros filmes a trabalhar a homossexualidade de forma tão aberta.
Uma obra que trabalha muito bem a veia artística e histórica, com certeza atemporal e merecedora de todas as indicações e prêmios recebidos.



CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO



Poster e Ficha Técnica: IMDb 


quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Duro de Matar

título original: Die Hard
gênero: Ação, Suspense
duração: 131 min 
ano de lançamento: 1988
estúdio: Twentieth Century Fox Film Corporation
direção: John McTiernan
roteiro:  Roderick ThorpJeb Stuart, Steven E. de Souza
fotografia: Jan de Bont
direção de arte: Jackson De Govia

John McClane é um policial de NY que aproveita o período de Natal para ir visitar sua esposa em Los Angeles. Porém, ao chegar no prédio em que ela trabalha, percebe que eles está sendo ocupado por um grupo de terroristas e decide atrapalhar os planos destes.
Tinha um certo preconceito com esse filme, mas resolvi dar uma chance. Me arrependi de não ter visto antes.

Ação, adrenalina, entretenimento e diversão do começo ao fim.
Como bom filme de ação que é tem as situações improváveis e piadas ditas nos momentos mais impossíveis, mas é isso que dá à trama um alívio cômico.
Bruce Willis faz o papel de um cara que está no lugar errado na hora errada, mas é a pessoa certa. Sua postura desde o começo é visivelmente de "eu sou foda e vou resolver isso aqui sozinho".
Palmas para o diálogo entre Alan Rickman e Willis onde discutem suas referências cinematográficas e a possível vontade de ser um herói de faroeste.


CLASSIFICAÇÃO: BOM


Poster e Ficha Técnica: IMDb


terça-feira, 18 de agosto de 2015

Doador de Memórias

título original: The Giver
gênero: Drama, Ficção-Científica
duração: 97 min 
ano de lançamento: 2014
estúdio:  Asis Productions
direção: Phillip Noyce
roteiro:  Michael Mitnick, Robert B. Weide, Lois Lowry
fotografia: Ross Emery
direção de arte: Ed Verreaux

Em uma sociedade do futuro, seus cidadãos tiveram suas memórias e sentimentos apagados com intuito de manter a paz e igualdade. Quando saem da adolescência são treinados para as funções que lhe são designadas. Jonas foi escolhido para ser o Receptor, única pessoa que recebe as memórias de toda a humanidade, mas acaba se deparando com um treinamento que o fará questionar muitas coisas.
Quando esse filme foi lançado achei que era mais um daqueles feitos para adolescentes. Não me animei de assistir. Um tempo depois descobri um gênero de filme, gnóstico, e que nele estão quase todos os filmes que gosto. E nessa lista estava esse filme, resolvi dar uma chance, que bom que fiz isso.
O filme trabalha com  um sistema totalitário e ao mesmo tempo que mostra uma outra dimensão de existência a une com fatos do nosso dia a dia e do passado. Parece irrealista e ao mesmo tempo um retrato da realidade, da bolha em que muitos já vivem.
Gostei muito da fotografia, a integração de imagens externas deixou tudo mais bonito - inclusive quando chegavam nessas partes tinha arrepios.

Eu não sei dizer exatamente no que mas me lembrou um pouco "A Viagem", "Sr. Ninguém" e o livro 1984.
Pode ser um tema já muito abordado, vi muitas pessoas até criticando, mas para mim foi uma agradável surpresa.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Cássia Eller

gênero: Documentário
duração: 113 min 
ano de lançamento: 2015
estúdio:  Migdal Filmes
direção: Paulo Henrique Fontenelle
roteiro:   Paulo Henrique Fontenelle
fotografia: Vinicius Brum

Documentário que acompanha a trajetória artística e pessoal de um dos maiores ícones da música brasileira nos anos 90: Cássia Eller.

Para um documentário é até bastante longo, mas não dá pra perceber o tempo passar. A maneira como é intercalada a vida pessoal com a profissional dá um dinamismo muito grande ao filme.
Os arquivos que vão sendo mostrados destacam bastante um lado pouco conhecido de Cássia: uma pessoa introspectiva, tímida e carinhosa.
Acho que não tem como falar dessa artista sem misturar sentimentos pessoais. Quando ela morreu eu tinha 13 anos, estava começando a deixar de ouvir boybands e conhecendo outros gêneros. Me incomodava um pouco que todos que estava começando a conhecer já não estavam mais entre nós: Janes Joplin, Renato Russo, Raul Seixas, etc. Ela era uma das poucas que eu tinha a oportunidade de um dia poder ver ao vivo. E aí as coisas aconteceram como foram.
Ela quebrou muitas barreiras, numa época em que não se viam tantas "sapatões" na mídia, ela não tinha vergonha de ser quem era e agir da maneira como lhe convinha.
Enfim, se continuar vou contar tudo. Vale cada segundo para entender, ou conhecer, essa figura que foi tão importante pra música nacional. 


CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Ficha Técnica: IMDb

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

O Passado

título original: Le passé
gênero: Drama, Suspense
duração: 130min 
ano de lançamento: 2013
estúdio:  Memento Films Production
direção: Asghar Farhadi
roteiro:  Asghar Farhadi
fotografia: Mahmoud Kalari
direção de arte: Claude Lenoir

Após quatro anos de separação, Marie pede que Ahmad volte do Teerã à Paris para que assinem o divórcio. Ela o instala em sua casa, onde ele acaba sendo testemunha de seu novo relacionamento e dos conflitos entre sua ex-companheira e sua filha.
O que acontece nesse filme não é uma sucessão de atos, mas sim de emoções. Os conflitos atuais se entrelaçando com problemas do passado, como um pode ter sido consequência do outro.
Com uma fotografia melancólica e boas atuações (inclusive das crianças) a história, mesmo longa, prende a atenção.
Acho incrível como Asghar Farhadi consegue trabalhar temas dramáticos de maneira realista e triste mas sem despencar para o melodrama ou trágico. Melhor ainda como trabalha o silêncio em seus filmes sem que este fique monótono, sabendo trabalhar a falta de som a favor da trama.  

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Jogos Trapaças e Dois Canos Fumegantes

título original: Lock, Stock and Two Smoking Barrels
gênero: Ação, Comédia
duração: 107 min 
ano de lançamento: 1998
estúdio: Summit Entertainment
direção: Guy Ritchie
roteiro:  Guy Ritchie
fotografia: Tim Maurice-Jones
direção de arte: Iain Andrews, Eve Mavrakis

Quatro amigos juntam dinheiro para participar de uma sessão secreta de jogos de cartas comandada por um homem perigoso, Henry Machadinha. Após saírem devendo eles tem que conseguir 500 mil libras em uma semana. Ao escutarem seus vizinhos planejando um grande assalto, resolvem roubar os assaltantes.
Ah aquele estilo anos 90, clipe da MTV. Luz estourada, cenas ligeiras, closes bem fechados, distorções. Não sei vocês, mas eu adoro. Me lembrou o estilo de "Corra, Lola, Corra".
Para quem viu "Snatch, porcos e diamantes" (do mesmo diretor) o estilo de roteiro não vai ser muita surpresa, a história é uma sequência ações consequentes da ação anterior; o que acaba causando um efeito dominó muito divertido.
Com humor negro e muito sangue, é uma ótima opção de entretenimento.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

A Festa da Menina Morta

gênero: Drama
duração: 115 min 
ano de lançamento: 2009
estúdio:  Bananeira Filmes
direção: Matheus Nachtergaele
roteiro:   Hilton LacerdaMatheus Nachtergaele
fotografia: Lula Carvalho

Uma comunidade rbeirinha do Amazonas comemora há 20 anos a Festa da menina morta, depois que Santinho recebeu nas mãos os trapos do vestido de uma menina desaparecida. A festa a cada ano cresceu mais, tendo o pano ensanguentado como algo sagrado e adorado e levando pessoas ao local para rezar, se benzer e ouvir a menina se expressar através de Santinho.
A fotografia e direção do filme dão à trama um elemento artístico muito forte. Os atores estão completamente entregues a seus personagens e constroem performances de primeira linha. A temática do filme trabalha muito a crendice brasileira, como o brasileiro cria suas devoções e o quanto elas são necessárias para sua existência, principalmente em comunidades à margem da sociedade.

Porém, mesmo com todos esses pontos positivos a trama se arrasta de maneira exaustiva e parece ter sido feita apenas para "apreciar a arte" não leva e nenhuma conclusão nem deixa algo pairando na idéia.
No final das contas foi bonito, mas cansativo.

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Ficha Técnica: IMDb

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Budapeste

gênero: Drama, Romance
duração: 113 min 
ano de lançamento: 2009
estúdio:   Nexus Cinema e Vídeo
direção: Walter Carvalho
roteiro:  Rita BuzzarChico Buarque de Hollanda
fotografia: Lula Carvalho
direção de arte: Marcos Flaksman

José Costa é ghost-writer que se vê obrigado a fazer escala em Budapeste na volta de um Congresso. Ele acaba conhecendo Kriska que o ensina húngaro e se divide entre esse novo amor e sua vida no Rio de Janeiro com sua esposa.
Quero deixar bem claro antes de falar coisa sobre o filme que o livro no qual ele é baseado é um dos meus favoritos e já estou cansada de saber que eles nunca ficam à altura da obra original.
O filme, assim como no livro, não tem uma linha contínua de raciocínio; mas enquanto no segundo não atrapalha o entendimento, no primeiro não foi utilizado de uma maneira boa. Para ficar mais claro, para mim - que li o livro - não foi fácil de entender a ordem das coisas.
Outro ponto é que em alguns momentos há cortes secos que passam a sensação de que foram inseridas na hora errada.
Por fim, o livro é bastante sensual, mas o filme pecou no uso de nudez. Assim como a grande maioria das produções nacionais abusa da sexualização e exibição de corpos nus, em alguns momentos desnecessários.
Os pontos fortes ficariam para a fotografia, que é linda, tendo como pano de fundo lugares incríveis de Budapeste; e a aparição surpresa de Chico Buarque.


CLASSIFICAÇÃO: RUIM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Festim Diabólico

título original: Rope
gênero: Suspense
duração: 80 min 
ano de lançamento: 1948
estúdio:   Warner Bros.
direção: Alfred Hitchcock
roteiro:  Hume Cronyn , Patrick Hamilton, Arthur Laurents, Ben Hecht
fotografia: William V. Skall, Joseph A. Valentine

Dois amigos, Brandon e Phillip, que se consideram intelectuais acima da média, assassinam David, um amigo que consideram inferior. Precisando retirar o corpo da casa só após uma festa que darão, escondem o corpo em um grande baú que servirá de mesa para o jantar.
Arrisco dizer que é um dos melhores filme que já vi de Hitchcock. Ao contrário do raciocínio lógico de filmes de suspense, você já começa sabendo o que aconteceu e quem são os culpados.
No resto da trama você ficará ansioso e tenso a cada possível momento de descoberta.
O roteiro pode parecer absurdo em alguns momentos, mas isso só ajuda a dar um tempero a mais ao todo.

Os diálogos são um espetáculo a parte e a forma como foi dirigido, dando a impressão de não haver cortes, para a época foi uma revolução.
A história se passa o tempo todo em um único ambiente, o que não prejudica em nada a fluidez.

Detalhe a parte para o par de assassinos, que não fica explícito, mas são um casal (o que se percebe na sutileza da maneira com que se olham e tratam).
Suspense dos melhores do começo ao fim.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Bonnie & Clyde - Uma rajada de balas

título original: Bonnie & Clyde
gênero: Drama, Policial
duração: 111 min 
ano de lançamento: 1967
estúdio:  Warner Brothers/Seven Arts
direção: Arthur Penn
roteiro:  David NewmanRobert Benton, Robert Towne
fotografia: Burnett Guffey

Bonnie e Clyde se conhecem de forma inusitada, se apaixonam e acabam se tornando o casal de assaltantes mais famoso da história americana.
Pura diversão, a trama vai sendo construída em volta deles e mostrando como os boatos construíram sua fama.
Warren Beatty e Faye Dunaway estão ótimos e têm uma química ótima, o que só colabora mais ainda a simpatizar por esse casal tão carismático.
Foi um dos primeiros filmes a usar uma técnica nova para representar tiros, portanto prepare-se para muitos destaques a feridas e buracos de balas.
Impossível não torcer para que tudo termine bem.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Operação França

título original: The French Connection
gênero: Ação, Policial
duração: 104 min 
ano de lançamento: 1971
estúdio:   D'Antoni Productions
direção:  William Friedkin
roteiro:  Ernest Tidyman, Robin Moore, Howard Hawks
fotografia: Owen Roizman

Nova York, um detetive policial e seu parceiro costumam investigar casos pequenos mas buscam a oportunidade de encontrar algo grande. Eles passam a acompanhar um pequeno comerciante que está tendo um padrão de vida muito acima do que lhe seria possível. O que eles não imaginam é que por trás dele está um grande e perigoso traficante francês.
Esse pode ser considerado um dos precursores dos filmes atuais de ação. Dinâmico e com conduções de câmera diferenciadas. A sequência do bandido dentro do trem e o detetive o seguindo de carro é incrível, mantendo um fluxo contínuo de uma cena pra outra.

A trama prende a atenção e mostra bem a decadência do sistema policial e a ascensão dos bandidos.
Atuações só deixam tudo melhor ainda de se assistir.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Quando os Jovens de tornam Adultos

título original: Diner
gênero: Comédia, Drama
duração: 110 min 
ano de lançamento: 1982
estúdio:   Metro-Goldwyn-Mayer (MGM)
direção:  Barry Levinson 
roteiro: Barry Levinson
fotografia: Peter Sova

Grupo de amigos inseparáveis começa a entender que estão entrando na vida adulta. Enquanto um está planejando se casar, outro está em crise com sua esposa. Um pensando na pós graduação e em um filho vindo fora de hora e outro as voltas com uma dívida de aposta. Enquanto enfrentam suas novas responsabilidades ainda arranjam tempo para se divertirem em uma lanchonete.
A idéia de trabalhar a vida de jovens fora dos principais centros dos EUA é interessante para mostrar outros estilos de vida. Melhor ainda poder trabalhar com atores que, na época, eram praticamente desconhecidos e conseguiram construir uma relação convincente de amizade nas telas.
A única parte difícil é que a trama não segue um roteiro de começo meio e fim. Não há algo a ser resolvido que cria um clímax e chegar numa conclusão. Parece que entramos nas vidas dessas pessoas no meio do caminho, os conhecemos e partimos antes de criar um laço com eles. Me senti meio como a esposa de Shrevie que por mais que os conheça não se sente parte daquilo.
Entendi perfeitamente a crise pela qual eles passam, mas senti que era pra ser algo importante e no final foi só: aceite.
Um filme não tão longo mas que custou passar.

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDb

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Gandhi

título original: Gandhi
gênero: Drama
duração: 191 min 
ano de lançamento: 1982
estúdio:   International Film Investors
direção:  Richard Attenborough
roteiro: John Briley
fotografia: Ronnie Taylor, Billy Williams
direção de arte: Stuart Craig

Após ser expulso da primeira classe de um trem na África do Sul um jovem advogado, Gandhi, promove uma revolução na conduta com os países colônia da Inglaterra. Ao voltar para Índia passa a promover manifestações não-violentas e se torna o líder espiritual de hindus e muçulmanos.
Esse filme, na época, foi considerado um elefante branco, demorou muito para ser produzido e gastou muito dinheiro, mas conseguiu no final contar e reproduzir com maestria a vida de uma das figuras mais importantes que já existiu.
A fotografia é linda, a atuação de Ben Kingsley é quase uma incorporação do próprio Gandhi (custei reconhecer o ator) e a mensagem não só não é tão poderosa quanto a original.

O único problema que vejo aqui é a duração, quando vi que se tratava de um filme de mais de 3 horas achei que contaria a vida de Gandhi desde a infância, e na verdade começa com ele já na fase adulta, então acredito que poderia ter fácil uma hora a menos. O filme acaba se tornando um pouco cansativo e arrastado.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb