quinta-feira, 9 de julho de 2015

A Espuma dos Dias

título original: L'écume des jours
gênero: Drama, Fantasia
duração: 94 min 
ano de lançamento: 2013 
estúdio: Brio Films
direção: Michel Gondry
roteiro: Michel GondryLuc Bossi, Boris Vian
fotografia: Christophe Beaucarne
direção de arte: Stéphane Rosenbaum

Colin é um homem muito rico e sem jeito com as mulheres. Em uma festa é apresentado a Chloe, apesar do primeiro encontro desastroso, eles se apaixonam e se casam. Tudo vai bem até a descoberta que ela tem uma doença rara.
O roteiro, em si, é simples. Uma história dramática de amor. Mas esse não é o foco desse filme.
O principal é a maneira como um tema - de certa forma batido - é reinventado e retratado de forma inovadora.
Michel Gondry, já muito conhecido pelo trabalho incrível que fez em "Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças", consegue trabalhar de forma mais profunda ainda sua veia surrealista nesse trabalho.
Vi uma certa referência a Luis Buñuel, mas é difícil não enxergá-lo em produções assim, mesmo não tendo a intenção.

No começo pode ser um pouco difícil se encaixar no que está acontecendo, aceitar os absurdos, mas assim que entra no ritmo vira uma experiência fora do comum.
E o casamento da fotografia com o desenvolvimento da história dá um toque de charme a mais. Conforme a alegria dos personagens vai se transformando em tristeza o filme vai gradativamente passando de cores saturadas, para tons pastéis, até chegar no preto e branco. Isso tudo é tão sutil que você só se dá conta ao final.

Jean Paul-Sartre transformado em Jean Saul-Partre - capaz de ter seu material usado como alucinógeno extremamente vicioso, as pernas dos personagens ao dançarem, o corpo de Chloe por dentro; cada mínimo detalhe da produção é muito precioso.
Não é um filme de entretenimento, mas sim uma obra de arte deliciosa de ser observada.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

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