quarta-feira, 29 de abril de 2015

Instinto

título original: Instinct
gênero: Suspense, Drama
duração: 126 min 
ano de lançamento: 1999
estúdio:  Touchstone Pictures
direção: Jon Turteltaub
roteiro:  Gerald Di PegoDaniel Quinn
fotografia: Philippe Rousselot
direção de arte: Garreth Stover


Após ficar dois anos desaparecido, um famoso antropologista é encontrado em Ruanda vivendo junto a gorilas, ao tentarem resgatá-lo ele mata três guardas. O governo americano consegue trazê-lo de volta e um jovem psicólogo, com sua carreira em ascensão, vê no caso uma grande oportunidade. Porém o homem deixou de falar e muitas barreiras terão de ser quebradas.
O roteiro é curioso, trabalha um pouco com o por quê do homem ter deixado de viver conforme a natureza e ter criado a civilização. O que é ou não melhor para nossa psique.
Há vários clichês nessa obra, mas eles são trabalhados de uma maneira tão coerente com a história que se tornam necessários para o desenvolvimento da trama.

Quanto a dupla principal não há nem o que discutir, levam o filme nas costas e dão a ele mais valor ainda. Não há como não se apaixonar pela empolgação e interesse de Cuba Gooding Jr. E Anthony Hopkins, assim como Jack Nicholson, nasceu para esse tipo de papel, parece que os "malucos" vestem neles como uma luva.
Preferia um final diferente, mais realista, mas nada que tenha estragado o todo.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

terça-feira, 28 de abril de 2015

88 Minutos

título original: 88 Minutes
gênero: Suspense, Policial
duração: 108 min 
ano de lançamento: 2007
estúdio:   Millennium Films
direção: Jon Avnet
roteiro:  Gary Scott Thompson 
fotografia: Denis Lenoir
direção de arte: Tracey Gallacher

Jack é psicanalista do FBI e professor em uma universidade, após seu depoimento levar um assassino para o corredor da morte ele passa a receber ameaças de que só tem 88 minutos de vida.
Quis assistir por ter Al Pacino no roteiro, tive uma decepção.
Apesar do roteiro te deixar no suspense até o final, tudo parece meio confuso e construído de uma maneira bagunçada. O que era para ser uma trama que desse dicas de quem poderia ser a pessoa que o estava ameaçando, tudo é revelado de maneira injustificada no final.

Todo o elenco é mediano e inexpressivo e isso parece afetar até na interpretação de Al Pacino, que por mais que eu admire o achei abaixo de sua capacidade nessa trama.
Não que seja um filme ruim, mas podia ser bem melhor.

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Nascido Para Matar

título original: Full Metal Jacket
gênero: Guerra, Drama
duração: 116 min 
ano de lançamento: 1987
estúdio:  Warner Bros.
direção: Stanley Kubrick
roteiro:  Gustav HasfordStanley Kubrick, Michael Herr, 
fotografia: Douglas Milsome
direção de arte: Anton Furst


Um sargento treina um grupo de futuros fuzileiros navais de maneira sádica, os preparando para ser máquinas de guerra. Após formados eles vão para o Vietnã e lá conhecerão um verdadeiro horror.
Quem costuma acompanhar aqui o blog sabe que tenho um pé atrás com o Kubrick porque nossa relação não é muito boa: ou adoro ou acho uma chatisse.

Para minha alegria esse filme caiu no primeiro grupo. Para minha alegria maior ainda, em uma semana em que só peguei filme de guerra do "1001 filmes para ver antes  de morrer" na TV e já estava meio de saco cheio da mesmice.
Já tinha visto algumas cenas desse filme por aí, afinal ele é muito famoso, mas achava que era somente sobre o treinamento dos recrutas. Quando houve o clímax ainda no meio do filme e depois eles foram para a guerra eu fiquei surpreendida, como seria possível ainda ter mais?! E teve.
Já vi muitos filmes sobre guerra e alguns sobre a do Vietnã, como "Apocalypse Now". E não tem como, chega um ponto que você começa a achar tudo muito parecido; esse filme conseguiu me surpreender.
A impressão que tive ao final é que atores, produção e direção, todos, foram de verdade pra guerra, entraram na loucura e se renderam à ela de corpo e alma. Você sente na pele o que tanto se fala que os soldados passaram lá, o que se representa tanto sobre os veteranos, a maneira como ficaram desestabilizados.

Por fim, Vincent D'Onofrio e R. Lee Ermey roubam completamente a cena.
Vale cada minuto.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

sábado, 18 de abril de 2015

Tempo de Glória

título original: Glory
gênero: Guerra, Drama
duração: 122 min 
ano de lançamento: 1989
estúdio:  TriStar Pictures
direção: Edward Zwick
roteiro:  Kevin JarreLincoln Kirstein, Peter Burchard, Robert Gould Shaw
fotografia: Freddie Francis
direção de arte: Norman Garwood

Guerra Civil Americana, um jovem não muito experiente é promovido a Coronel e fica responsável pelo primeiro batalhão composto somente por negros.
Tem aquele patriotismo exacerbado que costuma-se ter em filmes de guerra americanos, mas entendo que o que mais valorizou esse tema foi extrapolar as razões da guerra, o lado histórico sempre contado, e ter mostrado mais o lado humano, principalmente dos negros.
A trilha sonora casa perfeitamente com o tema e a fotografia também é muito bem trabalhada.
Vi cenas de guerra/ação que não esperava para um filme com mais de 25 anos; bem explícitas e sangrentas.
Matthew Broderick, para mim, deixou um pouco a desejar, seu personagem me soou meio inexpressivo. Já o núcleo principal de personagens negros seguram todas as pontas do filme, principalmente Morgan Freeman e Denzel Washington, sendo que esse último era ainda um iniciante e garantiu - muito merecidamente - um Oscar pela atuação nesse filme.

Só um comentário a parte que talvez seja uma das razões que me afasta um pouco dos filmes de guerra: não consigo entender esse orgulho em defender seu país, lutar e dar a vida por ele. Talvez por isso sempre acho filmes que exploram essa veia um pouco piegas.
CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Ladrão de Casaca

título original: To Catch a Thief
gênero: Suspense, Romance
duração: 106 min 
ano de lançamento: 1955
estúdio: Paramount Pictures
direção: Alfred Hitchcock
roteiro:  John Michael HayesDavid Dodge, Alec Coppel
fotografia: Robert Burks

John Robie é um famoso ex-ladrão de jóias, que vive sua aposentadoria na Riviera Francesa. Outro bandido passa a usar exatamente de suas antigas técnicas para roubar jóias e os policiais vêm atrás dele acreditando que voltou à ativa. Ele consegue escapar deles mas precisa encontrar o verdadeiro ladrão para evitar sua volta à cadeia.
Suspense muito bem trabalhado, como convém ao estilo do diretor. Há cenas que realmente geram muita tensão e até poucos minutos antes do final a dúvida ainda paira: será outro ladrão mesmo ou ele está enganando a todos?
Cary Grant e Grace Kelly formam um casal lindo e representam cenas bem picantes para a época, como o momento em que lhe beija as mãos.
Cenografia linda! Escolheram uma locação pela qual não há como não se encantar.

Hitchcock, dessa vez, não fez uma participação tão escondida. Normalmente em seus filmes ficamos caçando em que cantinho irá aparecer, mas nesse não tem como passar despercebido.
Não entrou para os meus favoritos do diretor, mas com certeza vale cada minuto de entretenimento.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb


terça-feira, 14 de abril de 2015

Cassino

título original: Casino
gênero: Policial, Drama
duração: 178 min 
ano de lançamento: 1995
estúdio: Universal Pictures
direção: Martin Scorsese
roteiro:  Nicholas Pileggi, Martin Scorsese
fotografia: Robert Richardson
direção de arte: Dante Ferretti


Las Vegas, década de 70, os cassinos eram controlados pela máfia. Ace é o responsável por garantir a integridade do cassino custe o que custar e conta com a ajuda do seu amigo Nicky para que isso seja cumprido. 
O que eu vou falar é uma blasfêmia, mas eu estou começando a enjoar de ver filmes do Scorsese com o De Niro sobre máfia.
Não há o que discutir, esse filme é impecável. Fotografia, trilha e atuações constroem o ambiente perfeito para que o roteiro se desenvolva da melhor forma possível.
Li em algum lugar que muitos consideram esse uma continuação de "Os Bons Companheiros", talvez seja isso que tenha me dado a sensação de estar vendo mais do mesmo. O filme inteiro me soou como uma mesma fórmula, que funciona sem dúvida, mas que já não me prende mais tanto quanto prendia. Acho que vi filmes do Scorsese demais.
Sharon Stone mereceu sua indicação por esse papel, suas cenas bêbada são tão reais que se me dissessem que ela estava alcoolizada na filmagem eu acreditaria.
A forma como o roteiro desconstrói a estrutura dos cassinos, mostra seu interior podre com um verniz por fora, e ao final faz um paralelo entre como era e como é hoje é muito interessante.

Para quem ainda não conhece muito o trabalho do diretor acredito que esse tenha que ser um dos primeiros filmes a ser assistido.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

segunda-feira, 13 de abril de 2015

O Crítico

título original: El Critico
gênero: Comédia, Romance
duração: 98 min 
ano de lançamento: 2013
estúdio: Haciendo Cine
direção: Hernán Guerschuny
roteiro:  Hernán Guerschuny
fotografia: Marcelo Lavintman

Tellez é um crítico de cinema que odeia comédias românticas hollywoodianas. Um dia conhece Sofia, uma jovem que não tem nada em comum com ele, e quando percebe está vivendo o gênero que mais odeia.
Aquele tipo de filme que você vê a sinopse na TV, resolve assistir sem expectativa nenhuma e tem uma boa surpresa.
Se tem uma coisa que eu admiro os argentinos é por suas produções cinematográficas, visualmente podem até não ser tão diferentes de nós, mas sinto que em matéria de roteiro estão anos luz na nossa frente.
Esse roteiro trabalha uma metalinguagem muito interessante, pois critica um estilo de filme usando as mesmas técnicas nessa produção. [SPOILER/] Tem uma cena em que Tellez se pergunta por quê está vendo Sofia em câmera lenta que é genial. [\SPOILER]
É bom lembrar que os argentinos tem uma visão bem diferente da gente de "humor". Eu levei alguns filmes para entender isso e apreciar a maneira como eles o fazem.
Uma comédia romântica peculiar, divertida e que consegue trabalhar o gênero de maneira inteligente.

CLASSIFICAÇÃO: BOM 

domingo, 12 de abril de 2015

12 Homens e Uma Sentença

título original: 12 Angry Men
gênero: Drama 
duração: 96 min 
ano de lançamento: 1957
estúdio: Orion-Nova Productions 
direção: Sidney Lumet
roteiro:  Reginald Rose
fotografia: Boris Kaufman 

O filme gira em torno do julgamento de um menino que matou o pai. O juri, composto por 12 homens, deve decidir se o rapaz é culpado ou não. De princípio parece que a decisão será fácil, 11 deles o consideram culpado, menos um, que tenta mostrar aos outros suas razões por considerá-lo inocente.
Vai ser difícil falar desse filme. Difícil porque não tem como comentar a perfeição. haha
Estamos falando de um filme que já tem quase 60 anos, preto e branco e que se passa em um único ambiente durante todo o filme. Elementos que para muitos podem soar como um empecilho para se dispor a assistir, e é aqui que vem o pulo do gato.
Apesar da idade, seu tema é extremamente atual e, infelizmente, acho que nunca deixará de ser. Preconceito racial e sobre classe social, suposições pessoais; o roteiro trabalha de maneira impecável todas as vertentes que podem influenciar a opinião de uma pessoa.
O preto e branco e a única locação trazem a tensão que a história pede e , apesar disso, o filme tem um desenvolvimento nada cansativo.
O elenco parece que foi escolhido a dedo. Todos os atores estão na sua melhor forma e entregues por completo. Cada uma das atuações adiciona mais ainda ao roteiro bem elaborado.
Não tenho mais palavras para expressar o quanto esse filme é incrível, só assistindo para saber.
Sabe como sei que um filme realmente me marcou? Chegou ao final tendo arrepios pelo corpo, como se tivesse passado por uma experiência paranormal (louca né? haua) e foi assim com esse.
Quando começaram a subir os créditos eu estava assim:


CLASSIFICAÇÃO: MARAVILHOSO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

sábado, 11 de abril de 2015

Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)

título original: Birdman or (The Unexpected Virtue of Ignorance)
gênero: Comédia, Drama
duração: 119 min
ano de lançamento: 2014
estúdio: New Regency Pictures
direção: Alejandro González Iñárritu
roteiro: Alejandro González Iñárritu, Nicolás Giacobone, Alexander Dinelaris, Armando Bo, Raymond Carver
fotografia: Emmanuel Lubezki
direção de arte: Kevin Thompson

Um ator está fazendo de tudo para montar uma peça na Broadway, o problema é que todos não conseguem desvinculá-lo de seu personagem mais famoso: um super-herói dos cinemas. As vésperas da estréias tudo parece estar desmoronando.
Parece que tenho uma luta interna com esse filme assim como o ator tem com seu alter-ego Birdman.
Pela primeira vez na vida gostei de uma atuação do Michael Keaton e consegui desvincular sua figura daquele péssimo "Batman" (vejo aqui uma ligação muito forte com a própria trama do filme. Não tenho nada além de elogios a dizer sobre o resto do elenco, todo mundo me pareceu estar completamente entregue a seus personagens. Edward Norton rouba completamente a cena.
O roteiro trabalha de uma maneira muito interessante a crítica a vida em redes sociais, como essas criam celebridades instantâneas e essa briga atual entre elas e os artistas. Quem merece realmente reconhecimento? Quem faz "arte" de verdade?
Sou fã do diretor, acredito que  Alejandro González Iñárritu é uma das grandes revelações de nossa época, ele consegue inovar de uma maneira que muitos poucos conseguem.

O "plano sequência" de 2 horas que ele fez com esse filme é de dar nó na cabeça, ainda estou me perguntando como ele fez isso, foi arriscado e incrível.
PORÉM, e me sinto mal de colocar um porém nesse filme, eu não consegui me prender. O incrível plano sequência, depois de 30 minutos, estava me deixando louca. Comecei a sentir uma angústia beirando uma crise de ansiedade que foi difícil lidar. Durante todo o filme eu só conseguia pensar "Meu Deus do céu esse plano sequência não acaba nunca??!" e era completamente involuntário.
Talvez tenha sido a intenção do filme deixar essa sensação de ansiedade e vazio - reflexo que as redes sociais também deixam hoje em dia - mas isso acabou me deixando com uma sensação ruim em relação ao filme no final.


CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Feitiço da Lua

título original: Moonstruck
gênero: Drama, Romance
duração: 102 min
ano de lançamento: 1987
estúdio: MGM
direção:  Norman Jewison
roteiro: John Patrick Shanley
fotografia: David Watkin
direção de arte: Philip Rosenberg

Uma jovem viúva é pedida em casamento, só que dessa vez ela quer que tudo seja feito dentro das tradições, pois a primeira vez não aconteceu assim e deu azar. Para isso, ela deve convencer o irmão do noivo - com que ele não fala há anos - a participar da cerimônia. Porém, eles acabam se apaixonando.
Para quem gosta dos atores principais e se interessa pelo estilo "amor a primeira vista" pode ser uma boa pedida.
Eu ainda não consegui me conformar que esse filme está entre os "1001 para ver antes de morrer" e que Cher ganhou um Oscar por ele. Ela estava concorrendo com Meryl Streep, ok não vi o filme pelo qual ela foi indicada mas estamos falando de alguém difícil de bater, e Glenn Close em "Atração Fatal"! Close está de tirar o fôlego e foi derrubada pela Cher em um papel clichê?
O roteiro trabalha, mais uma vez em cima do estereótipo da família italiana, exagerada e apaixonada, das tradições familiares e daquele amor utópico. Muito batido.

Cher se encaixa bem no papel, não deixa seu lado performático tomar conta, mas daí dar um Oscar por isso... Nicolas Cage está exagerado demais. 
As cenas que talvez fossem para arrancar suspiros me faziam dar risadas de vergonha alheia.
Talvez em um dia mais romântico sirva para passar o tempo, de resto não achei nada demais.

CLASSIFIÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDb