sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

O Indomado

título original: Hud!
gênero: Drama, Faroeste
duração: 112 min 
ano de lançamento: 1963
estúdio: Paramount Pictures 
direção: Martin Ritt
roteiro: Irving Ravetch, Harriet Frank Jr., Larry McMurtry
fotografia: James Wong Howe

Hud é um homem que vive envolvido com jogos, bebidas, brigas e mulheres. Ele gostaria de usar a fazenda do pai para extrair petróleo, mas o pai prefere manter a criação de gado, isso faz com que eles entrem em conflito com frequência. Porém, o surto  de uma doença poderá mudar seus destinos.
Tinha esse filme na minha lista por conta do livro "1001 filmes para ver antes de morrer" e quase perdi a chance de assistir na TV porque o Telecine Cult o estava divulgando como "O Indomável".
O IMDb não o considera um faroeste, mas eu inclui essa classificação por um fator: enxergo esse filme como uma leitura das mudanças de tempo que chegaram nos ranchos do Velho Oeste e como as pessoas lidaram com a modernidade. Seria então um western "atual".
O roteiro te prende, o conflito entre familiares e suas razões criam um certo suspense que causa interesse.
Patricia Neal está encantadora no papel de uma mulher sofrida mas ao mesmo tempo forte, decidida e de opinião.
Agora, Paul Newman rouba a cena. Seu personagem é tão prepotente, arrogante e cheio de outros defeitos que consegue até causar simpatia de uma maneira meio reversa.
E fica de conclusão uma frase do filme que para mim cabe em muitos sentidos da vida: "Matar é rápido, criar é que demora." 


CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Livre

título original: Wild
gênero: Drama
duração: 115 min
ano de lançamento: 2014
estúdio: Fox Searchlight Pictures
direção: Jean-Marc Vallée
roteiro: Nick Hornby, Cheryl Strayed
fotografia: Yves Bélanger
direção de arte: John Paino

Após a morte de sua mãe, Strayed se afunda na heroína e leva seu casamento para o buraco. Na intenção de mudar o rumo de sua vida, ela decide trilhar sozinha o Pacific Crest Trail.
Não consigo olhar para Reese Witherspoon e não lembrar de "Legalmente Loira", mas aqui ela se transformou completamente. Passa um sofrimento emocional, uma maturidade, que nunca havia visto antes.
O roteiro me lembrou, na essência, "Comer, rezar e Amar" - a busca de alguém por superar problemas de sua vida através de mudanças radicais, mas com muito mais drama e muito menos açucarado. Também me lembrou "127 horas" (inclusive na fotografia) mas com muito menos sangue.
Não sei se a atuação principal é digna de um Oscar, mas definitivamente é muito boa. Achei o enredo interessante e com uma capacidade imensa de fisgar quem está assistindo.
A parte ruim é que fiquei morrendo de vontade de fazer essa trilha.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb


quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

O Som ao Redor

gênero: Drama
duração: 131 min
ano de lançamento: 2012
estúdio: Hubert Bals Fund
direção: Kleber Mendonça Filho
roteiro: Kleber Mendonça Filho 
fotografia: Pedro Sotero, Fabricio Tadeu
direção de arte: Juliano Dornelles

O filme se passava em uma rua de classe-média em Recife. Uma milícia chega ao local oferecendo segurança particular. Para alguns isso traz tranquilidade, para outros tensão. Enquanto isso, uma dona de casa tenta lidar com os latidos do cão do vizinho.
Quem escolheu o filme disse ter ouvido falar bem, criei uma expectativa e me decepcionei.
O roteiro trás a ideia de uma parcela da população que vive amedrontada e ao mesmo tempo entediada, presa dentro de suas próprias casas. Qualquer som ao redor parece ser sinal de perigo. O que acabou me frustrando foi que, em vários momentos, cria-se um pré clímax mas esse acaba não acontecendo. Talvez a intenção fosse exatamente passar essa ansiedade nervosa de uma população arredia, mas acaba frustrando o telespectador. O bom é que ao final, quando você não espera mais nada acontecem coisas inesperadas.

Mas o que me incomodou mesmo foi o casal principal, a atuação deles me deixou nervosa. Parecia que os atores não tinham química nenhuma e estavam deixando isso passar para os personagens - que também era apáticos.
Foram duas horas beeeem longas, vale pra conhecer mais o cinema alternativo brasileiro, mas tem que ter paciência.

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDb