quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Star Wars: Episódio III - A Vingança dos Sith

título original: Star Wars: Episode III - Revenge of the Sith
gênero: Ficção Científica, Aventura, Ação
duração: 2h 20 min
ano de lançamento: 2005
estúdio: Lucasfilm
direção: George Lucas
roteiro: George Lucas
fotografia: David Tattersall
direção de arte: Gavin Bocquet

A Guerra dos Clones está cada vez pior e as opiniões entre o Conselho Jedi e o Chanceler Palpatine só diferem. Anakin é o elo entre eles e, visando proteger seu casamento com Padmé, acaba se deixando seduzido pelas promessas de Darth Sidious.
Os Episódios I, II, III não são tão bons como os episódios IV, V e VI, mas o "Ataque dos Clones" foi quase uma decepção para mim - achei a história um pouco piegas, mas o que mais me incomodou foi a atuação de  Hayden ChristensenPor isso fui com a expectativa um pouco mais baixa assistir a esse episódio. 
Mesmo assim a atuação de Hayden Christensen melhorou muito de um filme para o outro e arrisco dizer que, dessa leva, foi o roteiro melhor elaborado, que realmente adiciona elementos importantes à história como um todo.
O surgimento de Darth Vader, a quebra entre Anakin e os Jedis (principalmente Obi-Wan) é retratado da maneira que deveria ser feita.
Cenas de luta épicas, trilha sonora e efeitos especiais de arrepiar.
Esse sim voltou as origens de Star Wars.


CLASIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Johnny Guitar

título original: Johnny Guitar
gênero: Faroeste, Drama
duração: 1h 50 min
ano de lançamento: 1954
estúdio: Republic Pictures
direção: Nicholas Ray
roteiro: Philip Yordan , Roy Chanslor, Ben Maddow, Nicholas Ray
fotografia: Harry Stradling Sr.

Vienna é dona de um saloon e apoia a construção da ferrovia na região para trazer mais moradores e consumidores. Isso a coloca em confronto com os rancheiros da região que não pensam da mesma forma.Ela chama seu antigo amante Johnny Guitar para protegê-la, mas novas situações colocarão sua vida mais em risco.
O filme leva o nome de um dos personagens, mas na verdade ele é quase um coadjuvante.
A história roda em volta do conflito entre Vienna, uma mulher independente e muito à frente de sua época, e Emma, uma solteirona proprietária de terras e que nutre um ciúmes doentio por Dancin'Kid.
Estamos tratando de faroeste, um gênero que - pelo menos antigamente - era exclusivamente feito para o público masculino. Então foi um baita risco construir um roteiro onde o conflito acontece entre duas mulheres, não atoa a bilheteria dele foi baixa na época e rechaçado pela crítica.
Uma das primeiras sequências do filme já deixa claro que ele não segue padrões: a comunidade da cidade invadindo o saloon para tirar satisfações sobre uma morte e Joan Crawford surgindo diva, de calças, com uma arma na mão e peitando todo mundo.
O toque final é a direção de arte com um estilo meio barroco, muitas cores e contrastes.
A única coisa que me incomodou um pouco é que em alguns momentos falta continuidade no período do dia em que se passa, por exemplo, começam a cena está um baita sol, muda de ângulo parece estar no final do dia, volta para o primeiro solão. Mas nada que prejudique o todo.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Entre Abelhas

gênero: Drama
duração: 1h 40 min
ano de lançamento: 2015
estúdio: Fondo Filmes
direção: Ian SBF
roteiro: Fábio Porchat, Ian SBF
fotografia: Alexandre Ramos

Bruno acaba de se separar da mulher. Enquanto tenta se readaptar à nova vida e volta a morar com sua mãe começa a perceber fenômenos estranhos:  as pessoas a sua volta estão desaparecendo somente para ele.
Esse filme me chamou a atenção pelo trailer, o elenco era basicamente o mesmo do Porta dos Fundos, mas o roteiro não me pareceu bem uma comédia. Resolvi arriscar.
E que bom que fiz isso, Fábio Porchat resolver se aventurar em um drama e deu muito certo.
Passei o filme com aquela sensação de que não sabia bem o que estava acontecendo. O sumiço estava relacionado a separação? Era uma analogia ao uso das redes sociais? Muita coisa passou pela minha cabeça e confesso que terminei sem ter certeza que tinha entendido mas já satisfeita com a experiência.
Daí fui pesquisar na internet e vi que se tratava de um filme sobre depressão, ganhou mais estrelinhas. A metáfora é genial e põe pra pensar sobre o assunto.
Mas aí vem o problema, quando você não sabe o porquê dos sumiços e vê o personagem principal triste, o suspense ainda é mais crível; porém quando você descobre a verdade algumas cenas perdem um pouco o sentido.
E mesmo levando que as pessoal realmente tenham sumido a cena quase final [SPOILER/] quando todos já sumiram que ele anda com compras no meio da rua a la "Ensaio Sobre a Cegueira": como ele fez aquelas compras? Como ele faz o pedido no restaurante? Ele não vê as pessoas mas elas estão lá, como ele anda no meio da rua e não é atropelado?[\SPOILER]
Mas no todo é uma ótima experiência e surpresa, um roteiro arriscado e que deu certo.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Ficha Técnica: IMDb

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Serra Pelada

gênero: Drama, Faroeste
duração: 2h
ano de lançamento: 2013
estúdio: Globo Filmes
direção:  Heitor Dhalia
roteiro:  Heitor Dhalia, Vera Egito
fotografia: Lito Mendes da Rocha

Década de 80, dois amigos - Juliano e Joaquim -  decidem tentar a sorte no maior garimpo a céu aberto do mundo: Serra Pelada. Porém, lá é uma terra sem lei, para sobreviverem e progredirem terão de deixar seus princípios para trás.
No começo do filme achei que não seria retratado da maneira real como as coisas aconteceram. Os dois amigos começam a progredir muito fácil, tudo dá muito certo. Até que o filme realmente começa, poder e ganância passam a subir na cabeça dos dois; violência, prostituição, bandidagem são - pouco a pouco - retratadas com mais realidade.
A forma como mesclam as cenas fictícias com as reais da época é muito interessante e valoriza muito a trama.
O elenco é outro ponto super forte. Júlio Andrade, Juliano Cazarré e Matheus Nachtergaele estão em plena forma; agora, Sophie Charlotte me surpreendeu muito, completamente fora dos padrões que costuma seguir nas novelas e mostrando que é uma atriz mais completa do que o que vemos na TV.
Por fim, Wagner Moura - ator que não tenho mais dúvidas sobre sua versatilidade - superou minhas expectativas nesse filme, arrisco dizer que é sua melhor interpretação que já vi em um papel psicótico e ao mesmo tempo super controlado e sangue frio. A cena onde seu personagem é introduzido é incrível, "Precisava ter feito isso? Tinha necessidade nenhuma.." é uma daquelas frases de filme que ficam grudadas na cabeça. 
Agora, para mim, o ápice do filme é a cena do delírio da malária. Foi a medida necessária de arte que faltava. Acho que é uma das cenas mais bonitas que já vi no cinema nacional.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Ficha Técnica: IMDb

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

O Grande Truque

título original: The Prestige
gênero: Suspense, Drama
duração: 2h 10 min
ano de lançamento: 2006
estúdio: Touchstone Pictures
direção: Christopher Nolan
roteiro: Christopher Nolan, Jonathan Nolan, Christopher Priest
fotografia: Wally Pfister
direção de arte: Nathan Crowley

Robert e Alfred são dois mágicos que se conhecem desde a época de iniciantes e nutrem uma rivalidade que só piora com o passar dos tempos, os tornando inimigos. Até o dia em que Alfred apresenta uma mágica revolucionária que deixa Robert obcecado.
É padrão do diretor Christopher Nolan trabalhar roteiros com linhas de raciocínio que intercalam passado presente e futuro. Também é padrão ter uma pegada que deixe o telespectador um pouco confuso, sem certeza do que está para vir, cheio de plot twists
Por se tratar de um filme de mágicos e cheio de reviravoltas me lembrou um pouco "O Ilusionista". Talvez por isso foi mais fácil para mim perceber qual seria a conclusão da história. Mesmo assim, chegando ao final, achei alguns pontos forçados além do necessário para o roteiro fechar como queriam.
Bem interessante terem mesclado a mágica com a ciência, que na época era vista como algo paranormal.
Também fiquei com a sensação que faltou algo a ser revelado, mas ai fica a dúvida: realmente faltou ou eles só quiseram deixar a pulga atrás da orelha? 

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Rio Grande

título original: Rio Grande
gênero: Faroeste, Romance
duração: 1h 45 min 
ano de lançamento: 1950
estúdio: Republic Pictures
direção: John Ford
roteiro:  James Kevin McGuinness , James Warner Bellah
fotografia: Bert Glennon

Após a Guerra Civil, o oficial Kirby Yorke passa a treinar seus recrutas contra os Apaches. Dentre os novos soldados está seu filho, a quem não viu há 15 anos. Ele tenta o enviar de volta para casa, mas o menino não aceita. Quando sua esposa vai em busca do filho ele passa a tentar reunir sua família.
Não sei se tenho visto faroestes demais, mas venho sentindo que nada mais me surpreende muito nesse estilo.
Claro, estamos falando de uma obra de John Ford, não há nada menos que se esperar do que uma linda fotografia e uma trilha sonora encantadora. A participação do grupo musical Sons of the Pionners da um toque mágico a trama.
O conflito familiar na história também é bem interessante e traz uma dramaticidade importante a história.
Quanto a parte história do roteiro fica bem claro a intenção de dividir entre o bem e o mal. E o fato de colocar os índios como vilões me deixou um pouco incomodada, mas é filme nacionalista americano então não tinha como ser de outra maneira.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Cidade Baixa

gênero: Drama
duração: 110 min 
ano de lançamento: 2005
estúdio:  VideoFilmes
direção: Sérgio Machado
roteiro: Karim AïnouzSérgio Machado, Adriana Rattes, Gil Vicente Tavares
fotografia: Toca Seabra
direção de arte: Marcos Pedroso

Deco e Naldinho são amigos de infância que trabalham fazendo fretes em um barco. Certo dia conhecem Karinna, uma stripper em busca de um gringo cheio de grana, que pega carona com eles para ir a Salvador. O envolvimento de ambos com ela poderá colocar sua amizade em risco.
Como grande parte dos filmes que retratam a periferia de Salvador, tem muitas cenas de sexo. Vai de cada um achar que isso é necessário ou não da história, mas falo para aqueles que não concordam já ficarem avisados.
Quanto ao roteiro, temos uma história que constrói muito bem a amizade desses dois homens e como uma mulher desconstruiu tudo isso. Eu não sei dizer exatamente ao que está me remetendo no momento, mas me lembra algo Shakespeariano ou mitológico.
As atuações são a cereja do bolo. O relacionamento entre cada uma das duplas possíveis e entre o trio é tão bem construído que parece real. Wagner Moura, Lázaro Ramos e Alice Braga empregam bem regionalismos e estão completamente entregues a seus personagens.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Vanilla Sky

título original: Vanilla Sky
gênero: Fantasia, Suspense, Romance
duração: 136 min 
ano de lançamento: 2001
estúdio:  Paramount Pictures
direção: Cameron Crowe
roteiro: Alejandro Amenábar, Mateo Gil, Cameron Crowe
fotografia: John Toll
direção de arte: Catherine Hardwicke

David é um jovem dono de um império. Sua vida é completamente transformada depois que ele conhece Sofia e se apaixona por ela, fazendo com que Julie - uma moça com quem tem uma amizade-colorida -  tenha crises de ciúmes extremos.
Vi esse filme muito antes do original: "Preso na Escuridão".

Não tem como negar, o enredo é incrível, a maneira como ela é conduzida é surpreendente e não tem como não se surpreender ao final.
Porém, falta a emoção que tem no original, principalmente por parte de Tom Cruise, que vamos combinar não é o melhor ator de sua geração, é visível.
Mas quando assisti fiquei com a sensação que isso era intencional, para faltar a emoção como falta na irrealidade de partes da história. Ao ver o original, esse, que para mim era um filme estupendo, perdeu uns pontinhos.
Enxerguei a comercialização de um roteiro mais profundo do que o que foi mostrado nessa adaptação.
Se você assistir esse antes com certeza será um ótimo filme, se fizer o caminho certo talvez fique faltando alguma coisa.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Preso na Escuridão

título original: Abre los Ojos
gênero: Drama, Suspense, Fantasia
duração: 117 min 
ano de lançamento: 1997
estúdio:  Canal+ España
direção: Alejandro Amenábar
roteiro:  Alejandro Amenábar, Mateo Gil
fotografia: Hans Burmann

Cesar é um jovem rico e bonito acostuma a ter tudo o que quer. Ele costuma dormir com Nuria, mas acaba se apaixonando por Sofia, o que provoca a ira da ex-companheira. A partir daí sua vida tomará rumos muito parecidos com um pesadelo.
Esse é o filme que deu origem à "Vanilla Sky". Inclusive, Penélope Cruz faz a mesma personagem nos dois.
A trama é construída para deixar o espectador desnorteado de propósito. Você não sabe o que vem antes ou depois, o que é real ou não.
Assisti a adaptação muito antes desse, portanto foi mais fácil pra mim entender o enredo, mesmo assim, como faz um tempo que assisti, ainda fiquei meio em dúvida durante alguns acontecimentos.
A fotografia nos momentos de sonho ou delírio são pura arte.
Outro ponto, achei que nesse tiveram menos "dó" de deixar o mocinho feio, e esse é o tipo de coisa que ganha muitos pontos comigo.

Não sei se é por se tratar de uma produção latina, mas a atuação é mais latente. Dá pra cortar com uma faca a tensão, o amor, a raiva, o sofrimento. Tudo muito intenso e forte.
Obra-prima.


CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO


Poster e Ficha Técnica: IMDb

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Happy Feet: O Pinguim

título original: Happy Feet
gênero: Comédia, Animação
duração: 108 min 
ano de lançamento: 2006
estúdio:  Warner Bros.
direção: George MillerWarren Coleman, Judy Morris
roteiro:  George MillerJohn Collee, Judy Morris, Warren Coleman
fotografia: David Peers
direção de arte: Mark Sexton

Na Antártica os pinguins que conseguem parceiras são os que melhor conseguem cantar. Mano nasce sem essa habilidade, mas com uma capacidade incrível de dançar que é mal visto pelos anciãos do grupo. 
É uma animação fofinha, mas não passa muito disso.
Fiquei com a sensação de que eles tentam abordar vários temas mas não se aprofundam em nenhum pra valer. Primeiro a questão do "ser diferente" e querer ser aceito, depois a devastação ao meio ambiente provocada pelo homem, fiquei com a sensação de que quiserem abordar mais do que conseguiam de verdade.
Outro ponto que me incomodou é o fato de todos os pinguins serem exatamente idênticos. Sim, eles são todos iguais na vida real, mas se dá pra diferenciar entre Minions, dava para eles terem individualizado mais pelo menos os pinguins principais. A mãe de Mano e Glória crescida, pra mim, são a mesma coisa.

Pelo lado positivo, temos uma trilha sonora de primeira, revivendo vários clássicos.
Também teve uma cena em particular que me chamou a atenção: o momento que Mano volta a sua tribo e rola uma "revolta da dança". Senti aqui uma forte referência a "Footloose" o que fez a trama ganhar pontos.

No todo achei um pouco sem graça, mas pode agradar aos pequenos.


CLASSIFICAÇÃO: REGULAR



Poster e Ficha Técnica: IMDb


terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Instinto Selvagem

título original: Basic Instinct
gênero: Suspense, Policial
duração: 127 min 
ano de lançamento: 1992
estúdio: Carolco Pictures
direção: Paul Verhoeven
roteiro:  Joe Eszterhas
fotografia: Jan de Bont
direção de arte: Terence Marsh

Ao investigar um caso de assassinato, onde a principal suspeita é a namorada do morto, detetive se envolve com o mistério da história e com a sedução da possível assassina.
Ponto alto e merecedor da fama do filme: a cruzada de pernas da Sharon Stone
Deixemos de lado o fator muito usado nos anos 80/90 de praticamente transformar qualquer filme em soft porn. Nem vou entrar nesse mérito e em como os silicones da época eram bem esquisitos e não deviam ficar mostrando tanto eles, porque aí estarei divagando.
Mas um ponto tem que ser deixado claro: Michael Douglas de galã se envolvendo com uma mulher maluco só funcionou pra valer em questão de roteiro e atuações em "Atração Fatal".

Quanto todo o resto da trama, precisarei usar de vários SPOILERS para explicar meu desgosto com esse filme. Então vamos lá:
[SPOILER/] É um dos roteiros mais furados que já vi na vida, é tanta falta de coerência que não dá pra levar a sério. 
Todo mundo da delegacia sabe que a mulher é a principal suspeita, ela começa a perseguir o Nick logo no primeiro interrogatório, mas quando ele começa a fazer acusações sobre ela todo mundo acha que eles está obcecado?
Segundo, ela fala em frente ao Nick e ao parceiro dele o enredo do próximo livro, onde fica claro o possível próximo assassinato, o parceiro nem dá bola e o Michael Douglas insiste em se envolver com ela. Gente, há limites, por mais maravilhosa que Sharon Stone seja, por mais que ela dê um chá de *&^$eta maravilhoso, não é possível uma pessoa ficar tão cega de tesão assim.

Nick praticamente estupra a psicóloga e colocam uma cena dessas como se fosse apenas um "sexo selvagem".
E quando você acha que vai dar uma reviravolta, levanta-se a suspeita de a assassina ser outra pessoa, eles estragam tudo fazendo a vilã desistir de enfiar o picador de gelo no detetive.[\SPOILER]
Vale ver pena famosa cena e por Sharon Stone estar exalando sensualidade por todos os poros, de resto parece novela.


CLASSIFICAÇÃO: REGULAR



Poster e Ficha Técnica: IMDb


segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

O Barco, Inferno no Mar

título original: Das Boot
gênero: Guerra, Drama, Aventura
duração: 149 min 
ano de lançamento: 1981
estúdio:  Bavaria Film
direção: Wolfgang Petersen
roteiro: Wolfgang Petersen, Lothar G. Buchheim
fotografia: Jost Vacano
direção de arte: Rolf Zehetbauer

Segunda Guerra Mundial, um capitão passa por várias dificuldades ao comandar uma tripulação sem nenhuma experiência. Enquanto procuram aliados e participam da Batalha do Atlântico Norte, eles têm que sobreviver dentro de um submarino. 
Estamos acostumados a ver filmes de guerra sempre na linha de frente em campos de batalha, muito tiros, sangue, bombas. Neste não vemos quase isso, mas a tensão da batalha está tão ou mais latente do que em outros filmes.
São mais de duas horas passadas quase inteiramente dentro do submarino e a cada progresso da história transformando a experiência mais claustrofóbica, até o ápice do filme que quase me fez passar mal da falta de ar que sentia assistindo (não vou contar como é a cena pra não estragar a sequência que é incrível).
Mais interessante aqui é ver a guerra do ponto de vista alemão, mas não do nazismo. Esquecemos aqui lados, nacionalismo, certo ou errado, e vemos pessoas colocando sua vida em risco. Não temos uma discussão ou posicionamento de ideologias, mas seres humanos em situações extremas.
Apesar de ser longo e passar quase inteiramente em um único ambiente vale cada minuto. Uma experiência inigualável.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Mensagem Para Você

título original: You've got mail
gênero: Comédia Romântica
duração: 119 min 
ano de lançamento: 1998
estúdio: Warner Bros.
direção: Nora Ephron
roteiro: Miklós László, Nora Ephron, Delia Ephron
fotografia: John Lindley
direção de arte: Dan Davis

Kathleen e Joe são amigos virtuais que só conversam sobre amenidades e não sabem nada sobre a vida pessoal um do outro, nem mesmo seus nomes. O problema é que ela é dona de uma pequena livraria de bairro e ele, dono de uma rede de mega livrarias que vem ameaçando a permanência do empreendimento dela no bairro. 
Como toda comédia romântica é um filme fofo, fácil de acompanhar e de prever seu final.
Mesmo assim e sendo um filme datado, é bacana para ver como as pessoal se relacionavam na internet lá nos anos 90: através das salas de bate-papo.
O único ponto que me deixa com uma sensação contraditória é a maneira como ele a manipula ao descobrir que ela é sua amiga virtual. Ele a engana descaradamente, mas ao mesmo tempo é inteligente de sua parte tentar primeiro mudar sua impressão sobre ele para depois revelar a verdade.
Mesmo tendo um final feliz de relacionamento, queria que ela fosse mais feliz no emprego e esse final fosse diferente.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Cinzas no Paraíso

título original: Days of Heaven
gênero: Drama, Romance
duração: 94 min 
ano de lançamento: 1978
estúdio:  Paramount Pictures
direção: Terrence Malick
roteiro:  Terrence Malick
fotografia: Néstor Almendros
direção de arte: Jack Fisk


Começo do século XX, um casal e a irmã do rapaz que trabalham em uma fábrica em Chicago decidem partir para o interior.Acabam ficando para trabalhar em uma fazenda no Texas onde o fazendeiro se apaixona pela moça. O namorado, ao descobrir que o chefe está com os dias contados a estimula a casar com ele; os problemas surgem quando o tempo passa e ele não morre. 
O roteiro em si não traz muitas novidades, inclusive - para quem assiste novelas - é um tipo de história um pouco batida.O mais interessante é a narração do ponto de vista da irmã, que apesar de envolvida na história consegue ter uma visão de fora.

Mas o destaque mesmo fica para a fotografia. Com cenas bem abertas em grande parte do filme, a construção da trama parece mais uma sequência de pinturas de tão lindos que são os enquadramentos. 
Apesar de uma trama tensa, as cenas trazem uma tranquilidade e beleza que se contrapõem ao enredo. 
Para apreciar como se estivesse vendo uma exposição.


CLASSIFICAÇÃO: BOM



Poster e Ficha Técnica: IMDb