segunda-feira, 24 de novembro de 2014

A Felicidade Não Se Compra

título original: It's a wonderful life
gênero: Drama, Fantasia
duração: 130 min
ano de lançamento: 1946
estúdio: Liberty Films
direção: Frank Capra
roteiro: Francis Goodrich, Albert Hackett, Frank Capra, Jo Swerling, Philip Van Doren Stern, Michael Wilson
fotografia: Joseph F. Biroc, Joseph Walker, Victor Milner
direção de arte: Jack Okey

George Baley sempre se preocupou em primeiro ajudar os outros e depois pensar em si próprio. Quando se vê em apuros com seu negócio pensa em suicídio, mas um milagre acontece, um anjo aparece para salvá-lo e lhe dá a chance de ver como seria a vida naquela cidade se ele não existisse.
Para quem cresceu vendo Sessão da Tarde, assim como eu, a história pode parecer batida. Afinal, esse formato de história é comum na época de final de ano.
Porém, temos que tentar enxergar com os olhos da época, com certeza esse foi um dos pioneiros nesse estilo de filme e o mais importante: foi um filme onde se falava em ser uma pessoa boa, que faz o bem ao próximo logo após a guerra.
Há uma ou outra piadinha com um tom levemente malicioso e isso dá um toque a mais ao ritmo da história.
As atuações são leves e carismáticas por parte de todo o elenco.
Com certeza uma ótima pedida para a época de festas de final de ano.

CLASSIFICAÇO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

domingo, 23 de novembro de 2014

Para Roma Com Amor

título original: To Rome with love
gênero: Comédia Romântica
duração: 112 min
ano de lançamento: 2012
estúdio: Medusa Film
direção: Woody Allen
roteiro: Woody Allen
fotografia: Darius Khondji
direção de arte: Anne Seibel

Quatro histórias coabitam esse longa: um casal americano que vai a Roma conhecer o noivo de sua filha. Em outra situação um romano comum passa a viver uma vida de celebridade. A terceira história conta o caso de um arquiteto que está viajando por Roma e relembra o tempo em que viveu na cidade. Por último, um casal do interior da Itália vem passar sua lua-de-mel em Roma e acaba se perdendo pelas ruas da cidade.
Costumo gostar dos filmes de Woody Allen, não que tenha sido diferente esse, mas ficou mais no âmbito do passatempo do que de um filme que tenha me prendido e entrado pro grupo dos favoritos.
A cenografia é linda, Roma foi retratada com o maior carinho e cuidado, toda sua delicadeza e romantismo estão presentes. A maneira como as tramas vão se intercalando também é interessante.

Porém cada história isolada não me trouxe nada demais, a não ser a do homem se apresentando no chuveiro que foi uma sacada sensacional, todo o resto me soou como comédia romântica padrão.
No final o que fica é: Roma, cidade do adultério.

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDb


terça-feira, 18 de novembro de 2014

Os Donos da Rua

título original: Boyz n the Hood
gênero: Drama
duração: 112 min
ano de lançamento: 1999
estúdio: Columbia Pictures Corporation
direção: John Singleton
roteiro: John Singleton
fotografia: Charles Mills

Em um bairro de maioria negra de Los Angeles, uma mãe percebe que não conseguirá criar sozinha seu filho, uma criança muito inteligente porém rebelde. Resolve então entregá-lo ao pai para que esse lhe dê a devida educação mesmo também morando em um bairro com alto índice de violência. Sete anos se passam, o garoto mantém a amizade com os garotos do bairro mesmo cada um tendo objetivos diferentes de vida.
O roteiro desse filme tem uma temática que, infelizmente, ainda é realidade em muitas partes do mundo. A violência em bairros de periferia, a maneira como as pessoas sofrem descriminação por parte do resto da sociedade, da polícia e como a violência está incluída em sua rotina, principalmente a intra-racial. Ótimo tema, ainda mais se levarmos em conta que esse filme foi um dos precursores das produções com temática ligada a bairros negros e/ou de periferia.
Estréia de Ice Cube, e se não me engano de Cuba Gooding Jr, nas telonas. E concorreu ao Oscar por melhor direção.
Ai entramos em um ponto que talvez serei polêmica, concordaria do filme concorrer a Melhor Roteiro, mas Direção é algo que peca pra mim nesse filme. A história é muito boa e acredito que podia ter sido muito melhor aproveitada, a maneira como a trama é conduzida me parece meio despedaçada e arrastada. Levando o potencial que o roteiro tem acredito que esperava atuações e direção mais intensas. 
Acredito que o maior problema talvez seja que, se esse filme fosse eito uma década depois ou hoje em dia com certeza teria mais violência ou seria mais dramaticamente pesado. Não é o que vemos aqui, a fotografia é colorida e alegre (o que bate com o final da década de 80 e seu estilo mas não com a trama). Consigo assistir a um filme mais antigo levando em considerações as limitações da época, mas filmes dos anos 90 tenho uma certa dificuldade em fazer isso, me parece que a grande maioria tem um padrão Sessão da Tarde de filmagem.
No todo, acredito que valha por ter sido um precursor dos filmes de bairros de periferia e por seu roteiro, de resto pode acabar sendo um pouco entediante.

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDb

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

A Menina Que Roubava Livros

título original: The Book Thief
gênero: Drama
duração: 131 min
ano de lançamento: 2013
estúdio: Fox 2000 Pictures
direção: Brian Percival
roteiro: Markus Zusak, Michael Petroni
fotografia: Florian Ballhaus
direção de arte: Simon Elliott

Segunda Guerra Mundial, a mãe de Liesel - comunista - a deixa nas mãos de outra família para viver em segurança. Seu novo pai a ensina a ler e para poder praticar essa hábito pelo qual pega gosto Liesel rouba alguns livros.
Li o livro no qual o filme é baseado e amei, quando vi que ia passar o filme no Telecine ontem fiquei super curiosa. É impossível assistir sem fazer comparações.
É lógico que enxugaram a história, fica simplesmente inviável produzir o livro em cada detalhe. Achei um pouco discutível terem cortado certos trechos e personagens que eram vitais no livro para a condução da história e no filme nem darem sinal. Ou mesmo cenas que mudaram completamente.

Mas pensando em um filme sem base em nada anterior, a história é boa, intrigante e emocionante, só fiquei com a sensação que certos acontecimentos passaram meio corridos, mas isso pode ser culpa dos resquícios do livro na memória.
A fotografia é linda, as últimas cenas da guerra são exatamente como imaginei ao ler o livro, assim como a cena da fogueira.
As interpretações não são nada surpreendentes mas couberam bem em todos os personagens.
Se quer se emocionar e gostar do filme esqueça o livro.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Ninfomaníaca - Volume I e II

título original: Nymphomaniac -Vol. I
gênero: Drama
duração: 117 min
ano de lançamento: 2013
estúdio: Zentropa Entertainments
direção: Lars von Trier
roteiro: Lars von Trier
fotografia: Manuel Alberto Claro
direção de arte: Simone Grau



título original: Nymphomaniac -Vol. II
gênero: Drama
duração: 123 min
ano de lançamento: 2013
estúdio: Zentropa Entertainments
direção: Lars von Trier
roteiro: Lars von Trier

fotografia: Manuel Alberto Claro
direção de arte: Alexander Scherer



Apesar de se tratar de dois filmes, ele foi construído na intenção de ser apenas um. Para ficar viável comercialmente foi dividido. Portanto, acredito que faça mais sentido comentar juntos do que separados.
Joe está muito machucada e quase inconsciente quando é encontrada por Seligman em um beco. Ele a leva para sua casa para cuidar de seus machucados e tentar ajudá-la a resolver o que a deixou daquela maneira. Ela então passa a contar sua vida desde o começo para que ele entenda o final. Joe então descreve detalhadamente toda sua trajetória por um caminho de luxúria e ninfomania.
Não tenho uma relação muito boa com os filmes de Lars von Trier, tirando "Dogville" que amo, mas ele tem essa capacidade de sempre me deixar curiosa sobre o próximo filme que está por vir. Não foi diferente com Ninfomaníaca. Mesmo sabendo que provavelmente não iria gostar resolvi assistir.
O estilo de filmagem e direção de seus filmes tem sempre um pezinho nos filmes independentes e isso dá um ar muito interessante ainda mais que ele costuma mesclar com cenas mais desenvolvidas.

Achei estranho como Joe passa da atriz Stacy Martin para Charlotte Gainsbourg muito antes de Shia LaBeouf virar Michael Pas, sendo que Jêrome me parecia mais velho que Joe na trama.
De cara a história não estava me agradando, o paralelo que vinha sendo feito entre ninfomania e pesca era demais para minha cabeça, um raciocínio que me parecia muito forçado e que me passava a impressão de querer forçar uma visão intelectual em algo que não era compatível. 
Além disso, fui preparada para ver um filme praticamente pornográfico pelo que tinha ouvido falar das cenas de sexo e acabei me surpreendendo - não que sejam cenas leves, mas achei que veria coisas mais pesadas do que aconteceram.
Levando isso em conta, quase ao final do filme já estava percebendo que terminaria com a mesma sensação de "perdi meu tempo" que costumo ter com os filmes dele, mas aí veio o final e esse me fez amar o todo. O discurso feminista da personagem principal vale todas as horas do filme, algo que podia estar implícito desde o começo mas realmente só vem a tona na última cena.
[SPOILER/] Seligman, que até ali parecia ser um homem assexuado, ao perceber que Joe "dava pra todo mundo" resolve tentar algo, mas ela não quer e o mata - pouco antes ela discursa como um homem com o mesmo comportamento que ela seria considerado um cara normal enquanto ela é considerada doente. [\SPOILER]

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb e IMDb