sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Poltergeist - O Fenômeno

título original: Poltergeist
gênero: Terror
duração: 114 min
ano de lançamento: 1982
estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM)
direção: Tobe Hooper
roteiro: Steven Spielberg, Michael Grais, Mark Vitor 
fotografia: Matthew F. Leonetti
direção de arte: James H. Spencer

Um jovem casal, com seus 3 filhos, moram em uma casa do condomínio em que o pai é corretor. Certa noite acordam com a filha menor conversando com a tela da TV, depois de uns dias os móveis da casa começam a se mover sozinhos. Certo dia, durante uma tempestade, a menina some dentro do armário de seu quarto. A família busca ajuda de parapsicológos para ajudá-los a enfrentar forças de outro mundo.
Filme de terror dos anos 80, para quem teve a adolescência no final da década de 90 início de 2000, assim como eu, tudo parece muito tosco. Lógico que temos que considerar que eram os efeitos disponíveis na época.
Deixando de lado o recorrente pensamento de "por que eles não saíram da casa nos primeiros sinais?" - o que destruiria a possibilidade da trama continuar - logo no começo tudo parece muito mais uma comédia do que um filme de terror. Eu pelo menos passei quase todo o filme tendo crises de riso.
Mas aí chega o momento final do filme: Será que a menina será salva? A casa será exorcizada? Tudo isso cria uma tensão tão, mas tão, grande que você não consegue deixar de entrar no suspense mesmo os efeitos continuando toscos. Sim, ri muito durante todo o filme mas fui dormir com medo de sonhar com aquilo.
Estava pesquisando algumas coisas aqui antes de postar e descobri que as duas filhas morreram pouco tempo depois do filme, uma morta pelo namorado, outra - a principal - morreu durante as gravações do último filme dessa trilogia em decorrência de uma doença intestinal. =( 

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Tudo o Que o Céu Permite

título original: All That Heaven Allows
gênero: Drama, Romance
duração: 89 min
ano de lançamento: 1955
estúdio: Universal Internacional Pictures
direção: Douglas Sirk
roteiro: Peg Fenwick, Edna L. Lee, Harry Lee
fotografia: Russell Metty


Clare é uma viúva da alta sociedade que mantém uma vida frustrada desde a morte de seu marido. Ela reencontra o amor com Ron, o jardineiro de sua casa. Porém terá de enfrentar o preconceito da sociedade pela grande diferença de idade e de classe social.
Um filme a frente de seu tempo sem sombra de dúvidas! Bancar e produzir uma trama na década de 50 que aborda como normal uma mulher viúva voltar a se apaixonar e critica a sociedade que a reprime é magnífico!
A fotografia é linda, trilha sonora e interpretações tem aquele aspecto doce e lúdico comum à época.

Curto mas com uma grande mensagem. Vale a pena! 

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Detona Ralph

título original: Wreck-it Ralph
gênero: Animação
duração: 101 min
ano de lançamento: 2012
estúdio: Walt Disney Animation Studios
direção: Rich Moore
roteiro: Rich Moore, Phil Johnston, Jim Reardon, Jennifer Lee, John C. Reilly, Sam J. Levine, Jared Stern
direção de arte: Mike Gabriel

Detona Ralph sonha em ser adorado como o mocinho de seu jogo, Felix. Quando surge no fliperama onde ele mora um jogo moderno de tiro, Ralph vê uma ótima oportunidade de mudar de lado. Ele invade o jogo, mas acaba atrapalhando tudo e liberando um inimigo mortal que pode colocar em risco todos os jogos. Ele acaba indo parar em um jogo de corrida e sua única esperança de consertar seu erro é confiando em Vanellope, uma pane do jogo.
Acredito que para quem joga videogame, ou jogou mais do que quando criança, provavelmente vai curtir mais a história do que eu curti. E não entenda mal, eu gostei bastante desse desenho.
A estrutura interior do fliperama, se for observar, lembra o formato das portas dos bichos-papões em "Monstros S/A".
Os personagens são muito carismáticos e faz uma breve referência aos formatos mais comuns ou populares de jogos.
E o que achei mais legal foi a desconstrução do vilão, como - por mais que ele seja considerado mal - Ralph também tem um lado bom ou não quer ser visto dessa maneira para sempre.
Não entrou no meu hall de desenhos favoritos, mas vale o tempo gasto.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Histeria

título original: Hysteria
gênero: Comédia Romântica
duração: 100 min
ano de lançamento: 2011
estúdio: Informant Media
direção: Tanya Wexler
roteiro: Stephen Dyer, Jonah Lisa Dyer, Howard Gensler
fotografia: Sean Bobbitt
direção de arte: Sophie Becher

Londres vitoriana, dois médicos se unem para tratar a histeria, mal muito comum associado na época a irritabilidade feminina. Eles "aliviam" as pacientes manualmente, até o dia em que um deles descobre uma maneira de fazer isso através de uma máquina.
Resumindo, o filme conta como foi inventado o vibrador. E foi uma ótima sacada terem tratada o tema como uma comédia romântica, pois assim conseguiram dar a leveza necessária a um assunto um tanto quanto delicado ou mesmo difícil de trabalhar.
O romance que acontece em paralelo não afeta em nada a trama principal mas dá o alívio necessário a história, ajuda bastante a trama ter uma figura feminista e a frente de sua época o que casa muito com a descoberta e libertação sexual da mulher.
A única coisa que deixou a desejar, mas só um pouquinho, para mim foi o elenco. Acho que dava para exigir um pouco mais deles.
Uma maneira divertida de aprender um pedacinho da história.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

domingo, 7 de dezembro de 2014

A Vida Secreta de Walter Mitty

título original: The Secret Life of Walter Mitty
gênero: Drama, Aventura, Comédia
duração: 114 min
ano de lançamento: 2013
estúdio: Twentieth Century Fox Film Corporation
direção: Ben Stiller
roteiro: Steve Conrad, James Thurber 
fotografia: Stuart Dryburgh
direção de arte: Jeff Mann

Walter é o responsável pelo setor de arquivos e revelação de fotografias da revista Life. Ele é um homem tímido e que vive perdido em seus sonhos. Certo dia ele recebe um pacote do fotógrafo com uma foto faltando, infelizmente essa é exatamente a foto desejada para a última edição da revista. Walter parte então em uma jornada em busca dessa foto. 
Vi o trailer desse filme no cinema e fiquei curiosa, mas com um pé atrás por ter Ben Stiller como personagem e diretor, não gosto muito dos trabalhos dele.
Daí peguei passando na TV agora pouco e resolvi dar uma chance, mesmo já tendo passado 20 minutos do filme a trama me pegou. Não tem nada dos besteiróis que ele costuma fazer.
A trama é simples, talvez quase beirando uma sutileza exagerada, mas ao mesmo tempo é tocante e consegue prender a atenção.
A única "ostentação" desse filme são as fotografias de tirar o fôlego e a trilha sonora extremamente de bom gosto e bem casada.

Posso dizer, pela primeira vez na vida, que Ben Stiller trouxe lágrimas aos meus olhos.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

A Felicidade Não Se Compra

título original: It's a wonderful life
gênero: Drama, Fantasia
duração: 130 min
ano de lançamento: 1946
estúdio: Liberty Films
direção: Frank Capra
roteiro: Francis Goodrich, Albert Hackett, Frank Capra, Jo Swerling, Philip Van Doren Stern, Michael Wilson
fotografia: Joseph F. Biroc, Joseph Walker, Victor Milner
direção de arte: Jack Okey

George Baley sempre se preocupou em primeiro ajudar os outros e depois pensar em si próprio. Quando se vê em apuros com seu negócio pensa em suicídio, mas um milagre acontece, um anjo aparece para salvá-lo e lhe dá a chance de ver como seria a vida naquela cidade se ele não existisse.
Para quem cresceu vendo Sessão da Tarde, assim como eu, a história pode parecer batida. Afinal, esse formato de história é comum na época de final de ano.
Porém, temos que tentar enxergar com os olhos da época, com certeza esse foi um dos pioneiros nesse estilo de filme e o mais importante: foi um filme onde se falava em ser uma pessoa boa, que faz o bem ao próximo logo após a guerra.
Há uma ou outra piadinha com um tom levemente malicioso e isso dá um toque a mais ao ritmo da história.
As atuações são leves e carismáticas por parte de todo o elenco.
Com certeza uma ótima pedida para a época de festas de final de ano.

CLASSIFICAÇO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

domingo, 23 de novembro de 2014

Para Roma Com Amor

título original: To Rome with love
gênero: Comédia Romântica
duração: 112 min
ano de lançamento: 2012
estúdio: Medusa Film
direção: Woody Allen
roteiro: Woody Allen
fotografia: Darius Khondji
direção de arte: Anne Seibel

Quatro histórias coabitam esse longa: um casal americano que vai a Roma conhecer o noivo de sua filha. Em outra situação um romano comum passa a viver uma vida de celebridade. A terceira história conta o caso de um arquiteto que está viajando por Roma e relembra o tempo em que viveu na cidade. Por último, um casal do interior da Itália vem passar sua lua-de-mel em Roma e acaba se perdendo pelas ruas da cidade.
Costumo gostar dos filmes de Woody Allen, não que tenha sido diferente esse, mas ficou mais no âmbito do passatempo do que de um filme que tenha me prendido e entrado pro grupo dos favoritos.
A cenografia é linda, Roma foi retratada com o maior carinho e cuidado, toda sua delicadeza e romantismo estão presentes. A maneira como as tramas vão se intercalando também é interessante.

Porém cada história isolada não me trouxe nada demais, a não ser a do homem se apresentando no chuveiro que foi uma sacada sensacional, todo o resto me soou como comédia romântica padrão.
No final o que fica é: Roma, cidade do adultério.

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDb


terça-feira, 18 de novembro de 2014

Os Donos da Rua

título original: Boyz n the Hood
gênero: Drama
duração: 112 min
ano de lançamento: 1999
estúdio: Columbia Pictures Corporation
direção: John Singleton
roteiro: John Singleton
fotografia: Charles Mills

Em um bairro de maioria negra de Los Angeles, uma mãe percebe que não conseguirá criar sozinha seu filho, uma criança muito inteligente porém rebelde. Resolve então entregá-lo ao pai para que esse lhe dê a devida educação mesmo também morando em um bairro com alto índice de violência. Sete anos se passam, o garoto mantém a amizade com os garotos do bairro mesmo cada um tendo objetivos diferentes de vida.
O roteiro desse filme tem uma temática que, infelizmente, ainda é realidade em muitas partes do mundo. A violência em bairros de periferia, a maneira como as pessoas sofrem descriminação por parte do resto da sociedade, da polícia e como a violência está incluída em sua rotina, principalmente a intra-racial. Ótimo tema, ainda mais se levarmos em conta que esse filme foi um dos precursores das produções com temática ligada a bairros negros e/ou de periferia.
Estréia de Ice Cube, e se não me engano de Cuba Gooding Jr, nas telonas. E concorreu ao Oscar por melhor direção.
Ai entramos em um ponto que talvez serei polêmica, concordaria do filme concorrer a Melhor Roteiro, mas Direção é algo que peca pra mim nesse filme. A história é muito boa e acredito que podia ter sido muito melhor aproveitada, a maneira como a trama é conduzida me parece meio despedaçada e arrastada. Levando o potencial que o roteiro tem acredito que esperava atuações e direção mais intensas. 
Acredito que o maior problema talvez seja que, se esse filme fosse eito uma década depois ou hoje em dia com certeza teria mais violência ou seria mais dramaticamente pesado. Não é o que vemos aqui, a fotografia é colorida e alegre (o que bate com o final da década de 80 e seu estilo mas não com a trama). Consigo assistir a um filme mais antigo levando em considerações as limitações da época, mas filmes dos anos 90 tenho uma certa dificuldade em fazer isso, me parece que a grande maioria tem um padrão Sessão da Tarde de filmagem.
No todo, acredito que valha por ter sido um precursor dos filmes de bairros de periferia e por seu roteiro, de resto pode acabar sendo um pouco entediante.

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDb

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

A Menina Que Roubava Livros

título original: The Book Thief
gênero: Drama
duração: 131 min
ano de lançamento: 2013
estúdio: Fox 2000 Pictures
direção: Brian Percival
roteiro: Markus Zusak, Michael Petroni
fotografia: Florian Ballhaus
direção de arte: Simon Elliott

Segunda Guerra Mundial, a mãe de Liesel - comunista - a deixa nas mãos de outra família para viver em segurança. Seu novo pai a ensina a ler e para poder praticar essa hábito pelo qual pega gosto Liesel rouba alguns livros.
Li o livro no qual o filme é baseado e amei, quando vi que ia passar o filme no Telecine ontem fiquei super curiosa. É impossível assistir sem fazer comparações.
É lógico que enxugaram a história, fica simplesmente inviável produzir o livro em cada detalhe. Achei um pouco discutível terem cortado certos trechos e personagens que eram vitais no livro para a condução da história e no filme nem darem sinal. Ou mesmo cenas que mudaram completamente.

Mas pensando em um filme sem base em nada anterior, a história é boa, intrigante e emocionante, só fiquei com a sensação que certos acontecimentos passaram meio corridos, mas isso pode ser culpa dos resquícios do livro na memória.
A fotografia é linda, as últimas cenas da guerra são exatamente como imaginei ao ler o livro, assim como a cena da fogueira.
As interpretações não são nada surpreendentes mas couberam bem em todos os personagens.
Se quer se emocionar e gostar do filme esqueça o livro.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Ninfomaníaca - Volume I e II

título original: Nymphomaniac -Vol. I
gênero: Drama
duração: 117 min
ano de lançamento: 2013
estúdio: Zentropa Entertainments
direção: Lars von Trier
roteiro: Lars von Trier
fotografia: Manuel Alberto Claro
direção de arte: Simone Grau



título original: Nymphomaniac -Vol. II
gênero: Drama
duração: 123 min
ano de lançamento: 2013
estúdio: Zentropa Entertainments
direção: Lars von Trier
roteiro: Lars von Trier

fotografia: Manuel Alberto Claro
direção de arte: Alexander Scherer



Apesar de se tratar de dois filmes, ele foi construído na intenção de ser apenas um. Para ficar viável comercialmente foi dividido. Portanto, acredito que faça mais sentido comentar juntos do que separados.
Joe está muito machucada e quase inconsciente quando é encontrada por Seligman em um beco. Ele a leva para sua casa para cuidar de seus machucados e tentar ajudá-la a resolver o que a deixou daquela maneira. Ela então passa a contar sua vida desde o começo para que ele entenda o final. Joe então descreve detalhadamente toda sua trajetória por um caminho de luxúria e ninfomania.
Não tenho uma relação muito boa com os filmes de Lars von Trier, tirando "Dogville" que amo, mas ele tem essa capacidade de sempre me deixar curiosa sobre o próximo filme que está por vir. Não foi diferente com Ninfomaníaca. Mesmo sabendo que provavelmente não iria gostar resolvi assistir.
O estilo de filmagem e direção de seus filmes tem sempre um pezinho nos filmes independentes e isso dá um ar muito interessante ainda mais que ele costuma mesclar com cenas mais desenvolvidas.

Achei estranho como Joe passa da atriz Stacy Martin para Charlotte Gainsbourg muito antes de Shia LaBeouf virar Michael Pas, sendo que Jêrome me parecia mais velho que Joe na trama.
De cara a história não estava me agradando, o paralelo que vinha sendo feito entre ninfomania e pesca era demais para minha cabeça, um raciocínio que me parecia muito forçado e que me passava a impressão de querer forçar uma visão intelectual em algo que não era compatível. 
Além disso, fui preparada para ver um filme praticamente pornográfico pelo que tinha ouvido falar das cenas de sexo e acabei me surpreendendo - não que sejam cenas leves, mas achei que veria coisas mais pesadas do que aconteceram.
Levando isso em conta, quase ao final do filme já estava percebendo que terminaria com a mesma sensação de "perdi meu tempo" que costumo ter com os filmes dele, mas aí veio o final e esse me fez amar o todo. O discurso feminista da personagem principal vale todas as horas do filme, algo que podia estar implícito desde o começo mas realmente só vem a tona na última cena.
[SPOILER/] Seligman, que até ali parecia ser um homem assexuado, ao perceber que Joe "dava pra todo mundo" resolve tentar algo, mas ela não quer e o mata - pouco antes ela discursa como um homem com o mesmo comportamento que ela seria considerado um cara normal enquanto ela é considerada doente. [\SPOILER]

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb e IMDb



domingo, 7 de setembro de 2014

Uma História de Amor e Fúria

gênero: Animação, Drama
duração: 98 min
ano de lançamento: 2012
estúdio: Buriti Filmes
direção: Luiz Bolognesi
roteiro: Luiz Bolognesi

Um herói imortal e a mulher por quem é apaixonado se encontram várias vezes durante 600 anos. O pano de fundo desse romance é o Brasil e a história do país desde sua descoberta.
Gosto de pensar que esse romance é apenas um respiro dramático de uma história muito mais interessante, e não o foco principal. Essa leitura da história nacional é incrível! O personagem principal faz o papel do defensor dos oprimidos, e retorna a vida sempre procurando lutar contra aqueles que oprimem os mais fracos. Passando pela colonização, escravidão, ditadura e um futuro onde se luta por água limpa, vê-se um resumo interessante de nossa história e de como essa tem um padrão de comportamento apesar da passagem do tempo. 
E que animação é essa? Nunca tinha visto um trabalho nacional tão bonito e bem construído. Existe uma mistura de estilos que casa maravilhosamente bem.
A única coisa que me incomodou um pouco foram as dublagens. Não que tenham sido mal feitas, muito pelo contrário, mas ter Selton Mello, Camila Pitanga e Rodrigo Santoro, pessoas com vozes tão distintas dublando, atrapalha um pouco a divisão do personagem e da pessoa.

Fiquei de verdade impressionada com esse trabalho, muito bem construído e com um roteiro que vale a pena.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

A Princesa e o Plebeu

título original: Roman Holiday
gênero: Comédia Romântica
duração: 118 min
ano de lançamento: 1953
estúdio: Paramount Pictures
direção: William Wyler
roteiro: Ian McLellan Hunter, John Dighton, Dalton Trumbo
fotografia: Henri Alekan, Franz Planer


Uma princesa está cumprindo sua agenda, visitando vários países. Ao chegar em Roma, já muito cansada de seus compromissos tem uma crise nervosa. Interessada pelo mundo comum foge da embaixada e acaba conhecendo um jornalista interesseiro que, ao descobrir quem ela é, a ajuda a conhecer a cidade enquanto tenta uma reportagem exclusiva que poderá mudar sua carreira.
Filme bem água com açúcar, não entendam isso como uma reclamação, muito pelo contrário! Roteiro perfeito para entreter e alegrar o dia. Selo de qualidade comédias anos 50.
A trama te leva para um raciocínio que acaba te surpreendendo ao final. Pode ser considerado um conto de fadas, mas não é piegas.
Um fator que valoriza bastante é a locação real em Roma, em uma época em que a maior parte dos filmes tinham suas cenas "externas" feitas em estúdio, isso acarretou muito peso ao filme e em seu orçamento também.
Gregory Peck e Audrey Hepburn formam um casal muito bem construído, tanto que esse foi o filme responsável pelo estouro da carreira dela. Eddie Albert trás o respiro cômico a mais necessário.
Leve, agradável e divertido. Super recomendo!

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

A Mão Que Balança o Berço

título original: The Hand That Rocks the Cradle
gênero: Suspense
duração: 110 min
ano de lançamento: 1992
estúdio: Hollywood Pictures
direção: Curtis Hanson
roteiro: Amanda Silver
fotografia: Robert Elswit
direção de arte: Edward Pisoni

Claire busca ajuda para cuidar de seus dois filhos e poder manter o trabalho. Encontra alguém que parece ser a babá perfeita, mas o que não sabe é que essa mulher na verdade busca vingança.
Filme com perfil para SuperCine, mas vale a pena. Suspense de primeira linha, de ficar atento da primeira a última cena.
Rebecca de Mornay te faz passar o filme todo a xingando e querendo entrar na TV para matá-la com suas próprias mãos.

Lógico que, para quem já viu muito filme do gênero na vida, muita coisa fica clara desde o começo, [SPOILER/] como: quando o ajudante com problemas mentais aparece na história já dá pra perceber que vai ter um peso importante na trama. [\SPOILER]
E tem outros pontos meio fora: a mulher assustou de ver o homem negro na janela de casa, e uma mulher loira desconhecida a aborda na rua e ela leva pra casa, apresenta toda a residência e contrata de cara? Meio racista, mas ignoremos.
Resumindo, é aquele tipo de filme que qualquer movimento suspeito, coma  mudança da trilha, vai te fazer agarrar o sofá e só soltar na hora que a tensão passar.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Um Método Perigoso

título original: A Dangerous Method
gênero: Drama
duração: 99 min
ano de lançamento: 2011
estúdio: Recorded Picture Company
direção: David Cronenberg
roteiro: Christopher Hampton, John Kerr
fotografia: Peter Suschitzky
direção de arte: James McAteer

Orientado por Freud, Jung começa a tratar uma jovem histérica. Enquanto se envolve com a moça, passa a ver suas teorias e ideias se afastarem das de Freud.
Não sei até que ponto o que é narrado aqui é real ou fantasioso, também não conheço o suficiente sobre psicanálise para acompanhar bem a trama, e essa é a ressalva que faço já de cara: o filme será muito mais interessantes para os que são da área, para os apenas interessados, como eu, ficará mais difícil acompanhar - mas não impossível.
O que me chamou mais atenção foi a atuação da atriz de filme de época: Keira Knightley. A acho boa mas ao mesmo tempo um pouco insossa, porém, nesse filme, a situação é outra. Do meio pra frente ela volta a ser o que sempre foi, mas no início, enquanto não curada, ela rouba completamente a cena com tiques e expressões corporais incríveis.
Quem sabe um dia estude um pouco sobre psicanálise, ai reassistirei para tirar mais proveito desse filme.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

sábado, 9 de agosto de 2014

Sangue Negro

título original: There Will Be Blood
gênero: Drama
duração: 158 min
ano de lançamento: 2007
estúdio: Miramax Films
direção: Paul Thomas Anderson
roteiro: Paul Thomas Anderson, Upton Sinclair
fotografia: Robert Elswit
direção de arte: Jack Fisk

No final do século XIX, Daniel é um mineiro de prata e pai solteiro que passa a investir na descoberta de petróleo. Ele recebe a informação de uma cidade construída em cima de um mar de petróleo e parte para lá. O único entretenimento do lugar é a igreja. Daniel construirá um império mas terá de enfrentar o pastor da cidade.
Clássico moderno. Acredito que nem preciso falar sobre Daniel Day-Lewis, esse cara destrói em qualquer papel que colocam em suas mãos, mas os "duelos" de atuação entre ele e Paul Dano fazem o filme todo valer muito a pena caso, por alguma loucura, não goste do resto da trama.
O magnata ateu em confronto com o cordeiro de Deus, são debates incríveis. Não só pelos personagens mas o que isso significa em uma escala maior, a metáfora que ambos representam.
Sem contar o fato de que ambos são anti-heróis, quase vilões, e você não consegue não ter carisma por eles.
A fotografia muito bem casada com a trilha sonora te amarram ao filme do começo ao fim. Você percebe que está para acontecer algo importante a partir da trilha, conforme ela cresce ou se modifica no decorrer da trama.
São mais de três horas de filme que passam sem que se perceba.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

segunda-feira, 21 de julho de 2014

A Princesa Prometida

título original: The Princess Bride
gênero: Fantasia, Comédia
duração: 98 min
ano de lançamento: 1987
estúdio: Act III Comunications
direção: Rob Reiner
roteiro: William Goldman
fotografia: Adrian Biddle
direção de arte: Norman Garwood

Buttercup teve seu único e verdadeiro amor com Westley, mas após a sua morte, ela acabou aceitando ficar noiva do príncipe, mesmo esse sabendo que ela nunca o amaria. Uma gangue resolve raptá-la para causar uma intriga internacional, mas não imaginavam que o temível pirata Roberts apareceria para atrapalhar seus planos.
Só assisti a esse filme pois, por incrível que pareça, ele está no "1001 Filmes Para Ver Antes De Morrer". Ele começa com o Kevin de Anos Incríveis jogando video-game, e é aqui que você fica perdido, ué não era um filme de princesa? Conforme a história vai andando, de princípio tudo parece tosco e clichê, mas  aí você passa a perceber as nuances do filmes.
Aquela cenografia tosca, onde tudo parece de isopor, na verdade, está ali para representar bem o imaginário da criança que está ouvindo a história, de como é seu imaginário em relação ao conto de fadas.
As atuações dos personagens são caricatas, mas isso acaba soando como uma crítica aos filmes fantasiosos e exageradamente românticos. É interessante ver como o mocinho passa a ser muito mais interessante após criar uma malícia ao conviver com os piratas do que no começo, quando apenas é um bom rapaz do campo.
Melhor ainda é como coisas absurdas acontecem para que a história ande pro caminho certo e como o ouvinte, no caso o menino que está ouvindo o avô contando a história, fica revoltado quando qualquer coisa sai dos eixos.
Parece um filme bobo dos anos 80, mas quem for mais espirituoso vai notar o que há de valor aqui.
Fiquei o filme todo tentando lembrar de onde conhecia Cary Elwes, depois descobri que ele é o tiozinho de "Jogos Mortais", é a idade chega para todos..

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb 

terça-feira, 15 de julho de 2014

Jake Grandão

título original: Big Jake
gênero: Faroeste
duração: 110 min
ano de lançamento: 1971
estúdio: Cinema Center Films
direção: George Sherman, John Wayne
roteiro: Harry Julian Fink, Rita M. Fink
fotografia: William H. Clothier

Um marido que não vê sua esposa há mais de 18 anos é chamado as pressas por ela quando seu neto é sequestrado. Enquanto os policiais buscam resolver o problema com carros, Jake parte em cima de seu cavalo com seu ajudante indígena e uma mala cheia de dinheiro para dar aos seqüestradores, mesmo ele não concordo e desejando fazer a justiça ao modo do Velho Oeste.
Muito bacana ver uma produção que envolve toda a família Wayne, pai e dois filhos contracenam enquanto outro filho cuidou da produção.
Sou uma apaixonada pelo gênero, sei que muitas vezes é caricato, os tiroteios são exagerados, e a luta do Bem e do Mal é levado a extremos, mesmo assim, ainda é um prato cheio para o entretenimento.

A história não é apenas mocinho contra vilão, mas trás para a trama um drama familiar interessante e que também garante algumas risadas.
John Wayne nasceu para o faroeste e só prova isso mais um pouco nesse filme.

A única coisa que achei meio furado foi, nesse filme já produzido na década de 70, uma cena noturna no meio do deserto ter sido filmada em estúdio de uma maneira um pouco tosca - vê-se claramente que as montanhas e nuvens ao fundo são um painel pintado. Mas nada que mate o filme.
Divertiu muito meu domingo a noite e só fez crescer meu amor pelo gênero.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Os Irmãos Cara-de-Pau

título original: The Blues Brothers
gênero: Comédia, Ação
duração: 133 min
ano de lançamento: 1980
estúdio: Universal Pictures
direção: John Landis
roteiro: John Landis, Dan Aykroyd
fotografia: Stephen M. Katz
direção de arte: John J. Lloyd

Jake, após sair da cadeia, reencontra seu irmão e parte em busca de retomar a banda The Blues Brothers Band para tentar juntar dinheiro e salvar o orfanato em que cresceram de ser fechado.
Assisti sem saber o que esperar. Acreditava que seria mais comédia e encontrei mais musical. Uma ou outra coisa não tiram os valores do filme.
O roteiro é um pouco nonsense mas pode ser que isso que dê a graça ao expectador. Confesso que me incomodou um pouco.
Adorei ter a agradável surpresa de encontrar Charlie Brown, Ray Charles e Aretha Franklin cantando durante o filme.
A fotografia é bem interessante, tem uns jogos de luz e sombra que dão um efeito meio cartoonesco e abusam das grandes angulares.
Serve para dar algumas risadas, mas acho  que vale mais para ver esses monstros da música. 

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Getúlio

gênero: Drama, Biográfico
duração: 100 min
ano de lançamento: 2014
estúdio: Copacabana Filmes
direção: João Jardim
roteiro: Tereza Frota, João Jardim, George Moura
fotografia: Walter Carvalho
direção de arte: Fernanda Neves

Os últimos dias de vida de Getúlio Vargas, as acusações contra seu governo pelo atentado ao jornalista Carlos Lacerda e seus conflitos com a crise política criada e sua última decisão.
Filmes baseados em fatos reais, principalmente políticos, sempre demandam de um conhecimento prévio. Eu não lembrava muito bom do que havia estudado da Era Vargas e isso me fez achar o roteiro um pouco confuso. Os personagens, a maioria usando fardas o que ajuda a confundir, vão aparecendo já inseridos na trama que está em andamento e até assimilar quem é quem lá se foi o fio da meada.
Gostei bastante da fotografia, se deram ao direito de arriscar alguns ângulos um pouco mais diferentes do que costumam ser as produções  ala novela da Globo.
Acho Tony Ramos um ator excelente, mas mesmo segurando bem as cenas de drama e raiva, só o vi como si mesmo e não como Vargas. Não sei quais as características desse, mas teve um breve momento em que o ator arriscou um sotaque gaúcho e depois não o usou mais. Drica Moraes me chamou mais a atenção, uma figura forte, decidida e sempre presente.
Não achei descartável, mas podia ter sido melhor trabalhado. Os momentos iniciais lembram bastante o período em que vivemos no momento, não sei se de propósito. 

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb