quinta-feira, 20 de junho de 2013

Sr. Ninguém

título original: Mr. Nobody
gênero: Drama, Fantasia
duração: 141 min 
ano de lançamento: 2009
estúdio: Pan Européenne
direção: Jaco Van Dormael
roteiro: Jaco Van Dormael
fotografia: Christophe Beaucarne
direção de arte: Sylvie Olivé

2.092, Nemo tem 118 anos e é o único ainda mortal em uma sociedade de pessoal imortais. Ele passa então a relembrar sua vida, real ou não.
Esse filme não segue uma linha contínua de história; cheio de vai e vem, intercalando passado, presente e futuro de todas as maneiras possíveis.
A fotografia é maravilhosa, em muitos momentos usando de um foco bem específico para dar um ar mais de irreal a imagem. Ou também a maneira como cores e iluminação acompanham as fases da vida do personagem principal, por exemplo: quando criança tudo é claro e colorido, na adolescência a fotografia já toma um ar mais sombrio, enquanto a fase adulta é a que mais se equivale a uma iluminação tradicional.
A trilha sonora parece ter sido produzida especialmente para o filme, mas é daquelas que a cada - clássica - música que aparece você pensa: Nossa, quanto tempo que não escuto essa e é tão boa!
Agora, quanto ao roteiro. Recomendo que assistam umas duas vezes para conseguir absorver melhor tudo que aqui é dito. Eu tive a sorte de pegar passar na TV duas vezes na mesma semana.
Então, vamos lá. Muitos podem achar parecido com "Efeito Borboleta". Sem dúvida, porém o citado é mais comercial enquanto Sr. Ninguém consegue ser mais refinado e enveredar por caminhos mais profundos. Não é somente sobre o poder das escolhas, mas sobre fazer mais de uma delas ao mesmo tempo. É sobre dimensões, tempo e teoria das cordas - fiquei encantada de conseguir entender um pouco dessa teoria com esse filme.
Não é um filme para quem quer relaxar ou descansar a cabeça, mas com certeza é um daqueles que precisa ser visto, apreciado e digerido.

CLASSIFICAÇÃO: MARAVILHOSO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

3 comentários:

  1. Que filme MA-RA-VI-LHO-SO! É uma história que nos faz pensar demais nas escolhas, no tempo que "passa mais lentamente quando respiramos devagar" e, é claro, no amor. Assisti ontem, estou escutando a trilha toda sem cessar! Abraços, Rubens

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  2. Acabei de ver e é simplesmente incrível.
    É meio confuso no início, mas me prendeu até o último segundo.

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  3. Épico, parece que achei uma mina de ouro ao encontrar esse filme, superou todas as minhas expectativas, mereceu com todas as honras ser aplaudido de pé por 10 min em Veneza.

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