quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Os Intocáveis

título original: The Untouchables
gênero: Policial
duração: 103 min
ano de lançamento: 1987
estúdio: Paramount Pictures
direção: Brian De Palma
roteiro: Oscar Fraley, Eliot Ness, David Mamet
fotografia: Stephen H. Burum

Década de 30, durante a Lei Seca, um grupo de policiais incorruptíveis promove uma caça a Al Capone e sua quadrilha.
Esse filme é intocável! Quero dizer, ele é tão minuciosamente bem trabalhado que não tem o que mexer. Fotografia, trilha, direção, diálogos e interpretações incríveis. 
Sou fã confessa de filmes de máfia, mas esse inclui um "quê" a mais na trama, uma pegada meio mocinho e bandido de western que faz com que os personagens sejam trabalhados mais profundamente.
Talvez endosse um pouco demais o "bom mocismo" e super-heroismo dos americanos, mas nada que prejudique a trama.
Palmas para as grandiosas atuações de Robert De Niro, Sean Connery e Kevin Costner, nessa ordem.
E a cereja do bolo, a grandiosa cena da escadaria, em clara referência a outro clássico: "O Encouraçado Potemkin".
Com certeza um dos grandes do seu gênero.

CLASSIFICAÇÃO: MARAVILHOSO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

O Show de Truman

título original: The Truman Show
gênero: Drama
duração: 103 min
ano de lançamento: 1998
estúdio: Paramount Pictures
direção: Peter Weir
roteiro: Andrew Niccol
fotografia: Peter Biziou
direção de arte: Dennis Gassner

Truman é um vendedor de seguros que tem sua vida virada do avesso quando descobre que, na verdade, é um astro da televisão que tem sua vida acompanhada desde que nasceu.
Não canso de repetir, Jim Carrey deveria largar de vez os papéis de comédia esculachada e se dedicar totalmente a papéis mais sérios como esse.
Esse roteiro é incrível! Mistura drama, comédia, ficção e ainda tem uma metalinguagem incrível.
A maneira como ele aborda o interesse que o ser humano tem na vida dos outros e como os reality shows trouxeram isso para a grande massa é muito interessante, principalmente pelo filme ter sido produzido na época em que esse tipo de programa estava começando a explodir em todo o mundo.
Além de também trabalhar o poder das mídias e o consumismo desenfreado provocado por essas.
Não é apenas um filme, é uma crítica severa a sociedade moderna.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

A Primeira Noite de Um Homem

título original: The Graduate
gênero: Drama
duração: 106 min
ano de lançamento: 1967
estúdio: Lawrence Turman
direção: Mike Nichols
roteiro: Calder Willingham, Buck Henry, Charles Webb
fotografia: Robert Surtees
direção de arte: Richard Sylbert

Benjamin, após se formar na faculdade, retorna para a casa dos pais. Sem muita perspectiva do que fazer, acaba se deixando seduzir por uma amiga dos pais, apesar de estar, na verdade, interessado em sua filha.
Vamos lá, primeiro vou falar do que enxerguei nesse filme que o fez se tornar tão famoso: sua trilha é muito agradável e se encaixa perfeitamente ao clima do filme; o roteiro contempla um tema ao mesmo tempo controverso e revolucionário - a revolução sexual, uma esposa de classe média, mãe de família, sendo colocada como alguém sexualmente ativa e que tem seus desejos foi uma abordagem nova na época em que foi lançado. 
Agora, quanto ao meu gosto: e decepcionei. Não sei se esperava muito ou se o fato de já conhecer a história por causa do filme "Dizem Por Aí" acabou me prejudicando, mas achei o desenvolvimento do filme muito cansativo.
A fotografia fechada quase todo o tempo do filme me incomodou bastante também.
Outra coisa foi a atuação de Dustin Hoffman. Tudo bem, o personagem é um rapaz sem muita experiência na vida e desmotivado frente as possibilidades, mas precisava ser tão bobo? Achei próximo a "Rain Man" mas fraco, afinal não há a justificativa de problemas mentais. Me pareceu que ele passou toda a produção do filme dopado.
Não vi ninguém falando mal dele até o momento, sinto que levarei pedradas, mas também sinto que muitos se sentem coagidos  a falar bem "por ser um clássico". Recomendo exatamente por isso, e não porquê gostei.

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDb

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Meu Pé Esquerdo

título original: My Left Foot
gênero: Drama
duração: 103 min
ano de lançamento: 1989
estúdio: Ferndale Films
direção: Jim Sheridan
roteiro: Shane Connaughton, Jim Sheridan, Christy Brown
fotografia: Jack Conroy
direção de arte: Austen Spriggs

Baseado em uma história real, esse filme conta a vida de Christy Brown, um rapaz de família humilde, que nasceu com paralisia cerebral e faz o possível para se comunicar com sua família e com o mundo através da única parte do seu corpo sobre a qual tem controle: o pé esquerdo.
Para alguns a história pode soar melodramática demais, ou daquelas que se apóiam em problemas de saúde para trazer o público às lágrimas. Mas acredito que não seja esse o caso; a evolução do personagem durante a história é muito interessante, principalmente seus conflitos entre suas possibilidades limitadas pelo seu estado físico e suas vontades condizentes ao de uma pessoa normal.
Agora, o que faz mesmo valer a pena assistir a esse filme, é a interpretação acima de qualquer padrão possível e imaginável de Daniel Day-Lewis! Ele parece mesmo ter nascido com o problema do personagem; inclusive, falam que ele estava tão dentro do personagem que, durante os intervalos, se recusa a sair da cadeira de rodas!

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

domingo, 27 de janeiro de 2013

Django Livre

título original: Django Unchaindes
gênero: Ação, Faroeste
duração: 165 min
ano de lançamento: 2012
estúdio: Columbia Pictures
direção: Quentin Tarantino
roteiro: Quentin Tarantino
fotografia: Robert Richardson
direção de arte: J. Michael Riva

Django é um escravo que é liberto por um caçador de recompensas e se torna um mercenário. Ele auxiliará o caçador em algumas missões e esse o ajudará a achar sua esposa, que foi feita escrava por um fazendeiro inescrupuloso.
Essa trama junta duas coisas que gosto muito: Tarantino e faroeste. E me surpreendeu muito, é um ótimo faroeste, mas foge em alguns pontos do perfil do diretor, por mais que mantenha alguns costumes dele.
É uma homenagem muito bem feita ao gênero faroeste. Mocinho salvando mocinha, vilão extremamente mal.
Inclusive, apesar de Leonardo DiCaprio só aparecer lá pro meio, marca bem seu território. Só o fato dele ter realmente cortado a mão em cena, por mais que sem querer, e ter continuado a filmar já merece palmas.
O sangue bem vermelho e falso continua em cena, em menos cenas, mas nas que tem vale por uns três filmes inteiros.
Já a fotografia foge um pouco do padrão Tarantino, não é tão saturada e tende mais ao delicado e bucólico.
Achei apenas exagero a duração do filme, dava pra ser menor, do jeito que ficou chega um momento que começa a cansar de estar assistindo.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Albert Nobbs

título original: Albert Nobbs
gênero: Drama
duração: 113 min
ano de lançamento: 2011
estúdio: Chrysalis Films
direção: Rodrigo García
roteiro: Glenn Close, John Banville, George Moore, Gabriella Prekop, István Szabó
fotografia: Michael McDonough
direção de arte: Patrizia von Brandenstein

Uma mulher, no século XIX, se veste de homem para poder trabalhar e juntar dinheiro para ter seu próprio negócio.
Essa história não é só sobre a evolução da figura feminina dentro de uma sociedade machista, mas também sobre os sentimentos confusos de um homem preso no corpo de uma mulher.
Achei o filme um pouco parado e melodramático demais para o meu gosto, mas isso não faz com que o filme perca seu valor em nada. Mas o que faz mesmo valer a pena assistir são as interpretações de Janet McTeer e, principalmente, de Glenn Close; ambas estão perfeitas como homens.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Rain Man

título original: Rain Man
gênero: Drama
duração: 133 min
ano de lançamento: 1988
estúdio: United Artists
direção: Barry Levinson
roteiro: Barry Morrow, Ronald Bass
fotografia: John Seale
direção de arte: Ida Random

Com a morte do pai, um jovem empresário a beira da falência descobre que tem um irmão e que toda a herança ficou para ele. Ao ir atrás desse recém adquirido parente, descobre que ele é autista e resolve sequestrá-lo para tentar mudar as clausulas do testamento.
Muitos podem pensar que é mais um daqueles filmes em que se explora um distúrbio mental somente para arrancar lágrima do telespectador, mas não é esse o caso.
Dustin Hoffman interpreta com maestria esse autista, que também é um gênio da matemática. Tom Cruise é o toque de popularidade necessário para atrair o grande público - já falei que o acho fraco e nem um pouco galã , né?
Apesar de chegar um momento que você acaba irritado pelas repetições do personagem de Hoffman, a trama te faz pensar em como uma relação desses pode ser levada, como lidar com alguém com tais problemas?
Apesar de ser um drama, em muitas partes você poderá até dar risada.
Vale, principalmente, pela interpretação grandiosa de Hoffman, talvez se não fosse por ele o filme não tivesse ganhado tanto respeito.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

A Viagem

título original: Cloud Atlas
gênero: Drama, Ficção Científica
duração: 172 min
ano de lançamento: 2012
estúdio: Focus Features
direção: Tom Tykwer, Andy Wachowski, Lana Wachowski
roteiro: David Mitchell, Lana Wachowski, Andy Wachowski, Tom Tykwer
fotografia: Frank Griebe, John Toll
direção de arte: Hugh Bateup, Uli Hanish

Várias histórias ocorrem em paralelo, em épocas diferentes do mundo, mostrando como simples atos podem atravessar épocas e mudar a história.
A maneira como a trama é construída é interessante, a história total é contada com fragmentos de cada época, não necessariamente na ordem cronológica.
Outro ponto interessante é como o elenco não é megalomaníaco como o resto do filme, existe um núcleo principal de talvez 8 atores que fazem todos os personagens de todas as eras. A maquiagem em algumas pessoas ficou tão bem feita que você nem reconhece qual ator é.
A direção de arte/fotografia teve um trabalho do cão nessa produção. Afinal o filme passa desde o século XVI até um futuro distante.
Não é fácil decorar nomes de personagens, na verdade provavelmente até o meio do filme você ainda estará tentando relacionar de qual grupo é qual personagem. Pode parecer confuso, mas ao final vale a pena.
Um filme talvez feito para a geração Y, tudo acontecendo ao mesmo tempo. São três horas de filme, mas é dinâmico, não demora a passar o tempo.
É complicado mas não é difícil de entender. Passa uma mensagem, é bem trabalhado, não linear e prende muito a atenção.

CLASSIFICAÇÃO: MARAVILHOSO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

O Clube Dos Cinco

título original: The Breakfast Club
gênero: Comédia
duração: 97 min
ano de lançamento: 1985
estúdio: A&M Films
direção: John Hughes
roteiro: John Hughes
fotografia: Ángel Luis Fernández
direção de arte: Román Arango, Pin Morales

Em um sábado, cinco alunos são obrigados a irem a escola para cumprirem castigo. Cada um deve escrever um texto sobre o que pensam sobre si mesmos. Conforme o dia vai passando esses adolescentes, tão diferentes, passam a se entender.
Eu achava que ia me deparar com mais um Sessão da Tarde bem bobo, cheio de adolescentes babacas aprontando "altas diversões", ainda bem que não.
Achei sim um pouco exagero ele estar na lista dos 1001 Filmes, mas é bacana a maneira como o diretor dá voz aos adolescentes, pelo que li foi o primeiro filme que falou na linguagem do adolescente, de dentro do seus problemas, complexos e conflitos.
Os personagens são bem caricatos, representando os estereótipos de grupos, bem característico da geração X.
Talvez um pouco parado demais, para o que eu estava esperando, mas é um filme interessante.
Aqui vê-se que John Hughes sabia o que os jovens queriam, o que só foi mais confirmado com o filme seguinte a esse, "Curtindo a Vida Adoidado".

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Maus Hábitos

título original: Entre tinieblas
gênero: Comédia
duração: 114 min
ano de lançamento: 1983
estúdio: Tesauro S.A.
direção: Pedro Almodóvar
roteiro: Pedro Almodóvar
fotografia: Ángel Luis Fernández
direção de arte: Román Arango, Pin Morales

Yolanda, uma cantora que leva uma vida de exageros e drogas, resolve fugir após o namorado morrer de overdose. Encontra abrigo no convento das "redentoras humilhadas", um grupo de freiras que tenta salvar pessoas que levavam vidas mundanas.
Almodóvar já transformava o cinema mesmo antes de seu nascer! Acho incrível como ainda me surpreendo com suas obras, a cada novo filme um tema delicado trabalhado com sarcasmo e aquela força de expressão característica do diretor.
Não entrou para os meus favoritos dele, mas é interessante ver como desde sempre suas cores foram saturadas e como ele gosta de lidar com temas delicados os deixando mais polêmicos ainda. Afinal, não é qualquer um que coloca no roteiro freiras que se drogam e têm como animal de estimação um tigre.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

domingo, 20 de janeiro de 2013

Os Homens Preferem as Loiras

título original: Gentlemen Prefer Blondes
gênero: Comédia, Musical
duração: 91 min
ano de lançamento: 1953
estúdio: Twentieth Century Fox Film
direção: Howard Hawks
roteiro: Charles Lederer, Joseph Fields, Anita Loos
fotografia: Harry J. Wild

Duas dançarinas embarcam em um cruzeiro para Paris, pago pelo noivo milionário de uma delas. O pai do rapaz, suspeitando da moça, contrata um detetive para segui-las, o que cria várias confusões.
Comédia musical da década de 50, um filme bem leve e com aquele humor quase inocente.
Apesar de Marilyn Monroe ser famosa por roubar a cena com sua beleza, quem chama mesmo a atenção aqui é Jane Russell, mandando muito bem na interpretação, no canto e principalmente quando sua personagem imita a personagem de Marilyn. Para mim, a personagem de Jane teve muito mais presença durante o filme todo.
Com suas canções superfamosas, o roteiro mais uma vez trabalha Marilyn como aquela mulher absurdamente linda e burra, mas só no que convêm.
Um filme muito gostosinho para se ver naquela tarde chuvosa.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

sábado, 19 de janeiro de 2013

A Era do Rádio

título original: Radio Days
gênero: Comédia
duração: 88 min 
ano de lançamento: 1987
estúdio: Orion Pictures Corporation
direção: Woody Allen
roteiro: Woody Allen
fotografia: Robert D. Yoeman 
direção de arte: Mark Friedberg

No início da Segunda Guerra Mundial, uma família se reúne e se une em torno do rádio e de seus programas favoritos.
Nesse filme Woody Allen trabalha com saudosismo, e humor, uma era da sociedade, o início das mudanças de costumes e modos de viver.
Toda a produção é envolta por um ar bucólico e saudosista, além de trabalhar pontos conhecidos da história do rádio - como a história da invasão dos marcianos - mas do ponto de vista dessa família judia e, de certa forma, tradicionalista.
Não entrou para os meus favoritos do diretor, mas achei bonitinho e leve , bem recomendado para uma tarde à toa.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

MASH

título original: MASH
gênero: Comédia, Guerra 
duração: 116 min 
ano de lançamento: 1970
estúdio: Aspen Productions
direção: Robert Altman
roteiro: Richard Hooker, Ring Lardner Jr.
fotografia: Harold E. Stine 

Durante a Guerra da Coréia, um grupo de cirurgiões encaram a guerra de forma irreverente e transformam sua base em um lugar fora dos padrões.
Uma leitura escrachada da guerra e da postura do exército americano, satirizando aqueles que sempre se posicionaram como heróis.
Eu só acredito que não é um filme para mim, li que foi classificado como uma das melhores comédias da história e eu não ri em nenhum minuto. Inclusive achei meio sem pé nem cabeça em algumas partes. Talvez as piadas fizessem mais sentido na época ou mais para o povo americano, ou não, só eu que não sou o público-alvo.
No final o entendi como uma pornochanchada americana mais inteligente.

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

O Patriota

título original: The Patriot
gênero: Épico, Guerra 
duração: 165 min 
ano de lançamento: 2000 
estúdio: Columbia Pictures Corporation 
direção: Roland Emmerich 
roteiro: Robert Rodat 
fotografia: Caleb Deschanel 
direção de arte: Kirk M. Petruccelli

Após se tornar um herói na Guerra entre França e Índia, Benjamin renuncia a luta. Mas quando a guerra de independência americana acaba afetando sua família, ele não vê outra maneira de protegê-la do que pegando nas armas.
Eu terminei de assistir muito brava, simplesmente por não concordar com os rumos que a história tomou, isso é só questão de gosto e não há o que fazer. Mas a parte histórica do roteiro que, para mim, desvalorizou o filme. É aquela idéia de sempre de como o americano é o mocinho e qualquer um que vá contra ele é o vilão. Lógico que, sendo produzido por americanos, não poderíamos esperar outra coisa, só seria diferente se fosse um filme inglês.
De qualquer forma, os pontos familiares que me fizeram terminar o filme brava, acabaram deixando a trama um pouco maçante e próxima daqueles absurdos de novelas globais que os autores tem que inventar se não a história se resolve na hora.
Mais comprido do que o necessário e muito melodramático para o meu gosto.
Se for para ver um filme épico de um mocinho - sendo esse Mel Gibson - defendendo sua pátria, fico com "Coração Valente".
Nada do que disse faz com que o filme seja ruim, mas eu não o assistiria de novo. Uma vez foi o suficiente. 

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Lula, o Filho do Brasil


gênero: Drama, Biografia
duração: 130 min 
ano de lançamento: 2009 
estúdio: Costa Filmes, Globo Filmes 
direção: Fábio Barreto, Marcelo Santiago 
roteiro: Fernando Bonassi, Daniel Tendler, Denise Paraná
fotografia: Gustavo Hadba
direção de arte: Clovis Bueno

O filme conta a história de Luiz Inácio da Silva, Lula, desde seu nascimento até sua ascensão dentro da força sindical e, consequentemente, dentro da política.
Para assistir a esse filme deve-se, primeiro, despir qualquer opinião política. Aqui não está sendo absolvido ou condenado as atitudes de Lula dentro da política, mas mostrando como seu caminho foi trilhado e o fez chegar até a vida pública.
É aquela biografia clássica de brasileiro, pobre saiu do nada e chegou a um posto de destaque.
A qualidade da filmagem não deixa nada a desejar. 
Glória Pires mostra mais uma vez como é boa atriz. Rui Ricardo Diaz, até manda bem, mas para mim ficaram faltando trejeitos mais típicos do Lula e entonação da voz, em alguns momentos ele falava com a língua presa e em outro não.
A cena do estádio é impressionante, principalmente por saber que aquilo realmente aconteceu.
Ah! Eu fiquei esperando tanto da cena em que ele perde o dedo e achei tão fraquinha...
Pode servir como passatempo, como foi pra mim, quando vi que estava passando na TV.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

De Pernas Pro Ar

gênero: Comédia
duração: 101 min 
ano de lançamento: 2010 
estúdio: DownTown Filmes 
direção: Roberto Santucci 
roteiro: Paulo Cursino, Marcelo Saback 
fotografia: Antonio Luiz Mendes 
direção de arte: Renata Ferreira

Alice é uma workaholic e isso acaba destruindo seu casamento. Após isso ela acaba também sendo demitida, mas vê uma oportunidade de encontrar um trabalho e reascender a chama da paixão contando com a amizade de uma vizinha, de quem antes ela tinha preconceito.
Eu tenho MUITO preconceito com comédias nacionais e os filmes que vem sendo produzidos não estão me ajudando a vencer essa barreira. Não entendo como um país que tem capacidade de produzir dramas tão bem elaborados, com roteiros consistentes e fotografias lindas, desculpem, mas cagam nas comédias. Até mesmo as séries nacionais são melhor produzidas do que os filmes desse gênero.
Apesar de gostar muito da Ingrid Guimarães, não tinha interesse em assistir esse filme, só dei uma chance pois passou na TV, de graça e eu não tinha nada para fazer.
Maria Paula parece que ainda não conseguiu se libertar do Casseta & Planeta.
Eu achei que seria mais ou menos, mas conseguiu ser um pouco abaixo ainda do que esperava. As cenas engraçadas são as que passam no trailer e mais uma vez o humor brasileiro apela para o sexual para "fazer rir".
Dizem que bombou de bilheteria no cinema e que a continuação segue o mesmo caminho. Eu não recomendo. 

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDb

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

As Aventuras de Pi

título original: Life of Pi
gênero: Aventura, Drama 
duração: 127 min 
ano de lançamento: 2012 
estúdio: Fox 2000 Pictures 
direção: Ang Lee 
roteiro: David Mage, Yann Martel 
fotografia: Claudio Miranda 
direção de arte: David Gropman

Pi e sua família vivem em Pondicherry, Índia, onde seu pai é dono de um zoológico. Quando a prefeitura decide retirar o incentivo ao local a família decide vender o empreendimento e se mudar para o Canadá. Entretanto, durante uma tempestade, ocorre um desastre com o cargueiro em que todos estavam, Pi consegue sobreviver em um bote salva-vidas, mas junto dele também estão uma zebra, uma hiena, um orangotango e um tigre.
O que parece ser apenas uma história de aventura extremamente fantasiosa, mas além disso há uma discussão muito grande na trama sobre crença, força de vontade e superação. Pode parecer batido, mas a maneira como isso é levado e construído é que faz a diferença.
Ang Lee dirige esse filme de maneira maestral, cada vez mais se mostrando um profissional versátil e capaz de lidar com vários gêneros.
A direção de fotografia e de arte também são pontos a se destacar, não há uma cena que não pareça para os olhos como doce para crianças.
Muita gente achou que o 3D é algo que valoriza o filme, o achei importante em uma ou outra cena, mas com certeza é um filme muito mais interessante de se assistir no cinema do que na televisão.
Por ser um filme que passa praticamente só em uma locação acredito que poderia ter sido um pouco mais curto. Por mais que estivesse gostando de tudo, esse foi um fator que me levou - a certo momento do filme - a começar a ficar impaciente na cadeira.
Muitos comparam a super produção "Avatar", eu acho mais interessante e com mais conteúdo.
Tema e visual muito bonitos e tocantes, com certeza vale a pena.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb