quarta-feira, 31 de outubro de 2012

O Passado

título original: El pasado
gênero: Drama
duração: 114 min 
ano de lançamento: 2007
estúdio: 20th Century Fox de Argentina
direção: Hector Babenco
roteiro: Hector Babenco, Alan Pauls, Marta Goes
fotografia: Ricardo Della Rosa
direção de arte: Sebástian Orgambide

A história do final de um casamento de 12 anos entre Rimini, um tradutor, e Sofia, sua primeira namorada. E como ela não lida bem com a separação e passa a atrapalhar a vida do ex-marido.
Uma análise bem detalhada das relações, de como funcionam e de como seus términos influenciam na vida das pessoas. De como as pessoas se tornam dependente do par, por mais independentes que sejam.
Apesar da fotografia muito bem trabalhada para casar com o roteiro e de ótimas interpretações, a história acaba se tornando um pouco arrastada, a loucura da ex-mulher parece nunca ter um fim ou solução - e assim o roteiro também - e acaba-se apelando para muitas cenas de sexo e uso de drogas que, ao meu ver, são totalmente dispensáveis.
Bem cansativo, mas para quem está talvez estudando a mente ou comportamento humano pode ser um bom apoio. 

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Ficha Técnica: IMDb

terça-feira, 30 de outubro de 2012

O Nome da Rosa

título original: Der Name der Rose
gênero: Drama, Suspense 
duração: 130 min 
ano de lançamento: 1986 
estúdio: Neue Constantin Film 
direção: Jean-Jacques Annaud 
roteiro: Umberto Eco, Andrew Birkin, Gérard Brach, Howard Franklin, Alain Godard 
fotografia: Tonino Delli Colli 
direção de arte: Dante Ferretti

Século XIV, um monge e um noviço se mudam para m mosteiro ao norte da Itália para participar de um conclave onde será decidido se parte das riquezas da Igreja será doado, mas o evento é interrompido com consecutivos assassinatos. O monge passa a investigar o caso, mas os outros religiosos acreditam ser obra do Diabo. O grão-inquisidor chega ao local para torturar os possíveis culpados e, por não gostar do monge, o coloca como possível responsável pelas mortes.
Nota mental: preciso ler esse livro pra ontem!
Quanto ao filme, uma ótima obra de suspense e com uma das melhores fórmulas, na minha opinião, misturando assuntos religiosos.
Gente, é o 007 em um mosteiro! =P Sean Connery é um ator completo e mais uma vez mostra isso nesse papel.
E não se trata somente de descobrir o mistério, mas também estamos lidando com um roteiro que mostra parte da história medieval e divulga certos comportamentos da época.
Provavelmente não chega aos pés da obra original, mas como filme é uma ótima opção.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

O Nascimento De Uma Nação

título original: The Birth of a Nation
gênero: Drama, Épico
duração: 190 min 
ano de lançamento: 1915
estúdio: David W. Griffith Corp.
direção: D.W. Griffith
roteiro: Thomas F. Dixon Jr, D.W. Griffith, Frank E. Woods
fotografia: G. W. Bitzer

Dois amigos, da família Stoneman, visitam amigos que moram na Carolina do Sul, da família Cameron. Essa amizade é afetada por cada qual tomar parte de um lado na Guerra Civil. A história mostra como tudo isso afeta as duas famílias e o desenvolvimento da história estadunidense.
Reinventou a linguagem cinematográfica. Isso com certeza não se discute, um marco na história do cinema. O primeiro épico, a primeira produção grandiosa.
O grande problema aqui é o roteiro. Muitos podem dizer que é liberdade artística, outros que só se está contando uma parte da história americana - e que realmente aconteceu. Mas, exatamente por isso, temos em mãos um roteiro extremamente racista e que enaltece o Ku Klux Klan. 
Com certeza um roteiro desses, hoje em dia, seria proibido de ser produzido, mas na época nada mais era do que um retrato da sociedade contemporânea e condizia com o pensamento de muitos.
Que bom que a sociedade evoluiu, um pouco. 
Pelo significado que a obra tem na história do cinema, tentemos então ver como apenas uma retratação da sociedade da época, não dando razão para o ponto de vista defendido.
Para aqueles que não gostam de filme "velho", clássico e mudo, fujam.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

Veja o filme todo abaixo:

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

O Mistério da Libélula

título original: Dragonfly
gênero: Drama, Suspense
duração: 104 min 
ano de lançamento: 2002
estúdio: Universal Pictures
direção: Tom Shadyac
roteiro: Brandon Camp, Mike Thompson, David Seltzer
fotografia: Dean Semler
direção de arte: Linde DeScenna

Joe fica viúvo e passa a se deparar frequentemente com libélulas, que lembram uma marca na pela da falecida esposa. Além disso, passa a acreditar que ela está tentando se comunicar com ele através de pacientes que estão a beira da morte.
A história é interessante e até prende a atenção. Para quem tem crenças religiosas poderá ser mais interessante ainda, mas o grande problema é que é daqueles filmes mornos, sabem? Daqueles que você até acha legal, mas não impressiona e daqui um tempo você lembrará que assistiu, mas nada de muito marcante e terá que forçar muito a memória para fazer algum comentário, assim como eu estou fazendo nesse momento.
Serve para passar o tempo.

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

O Libertino

título original: The Libertine
gênero: Drama
duração: 114 min 
ano de lançamento: 2004
estúdio: The Weinstein Company
direção: Lawrence Dunmore
roteiro: Stephen Jeffreys
fotografia: Alexander Melman 
direção de arte: Ben van Os

John Wilmot, rebelde e gênio literário, é convocado pelo Rei Charles II a escrever uma peça que impressione a corte francesa. Apaixonado por uma atriz, e querendo torná-la uma estrela, acaba chocando a sociedade.
Vai ser bem complicado falar desse filme para mim. Acho que posso partir do seguinte ponto: não assistam só por serem fãs do Johnny Depp. Não que ele mande mal, muito pelo contrário, dos poucos papéis mais realistas que anda fazendo (apesar de excêntrico) esse é um dos mais bem trabalhados. 
O problema aqui é o roteiro. É bom antes e assistir ler uma sinopse ou uma pequena biografia do personagem principal. Eu, por exemplo, nem sabia que era baseado em uma figura real.
Saibam que irá se deparar com a história de um libertino sadiano. Não é um roteiro leve, é muito tenso e em alguns momentos a história, para piorar, parece perder o caminho e acaba se tornando arrastado.
A fotografia se encaixa muito bem ao todo.
Pode ser que ter chegado totalmente perdida na história me fez odiar o filme, apesar de ter achado os monólogos bem interessantes. Mas não estou afim de repetir a dose para ver se mudo de idéia.
Obrigada por avisar Johnny Depp, eu realmente acabei de assistir te odiando.

CLASSIFICAÇÃO: RUIM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

terça-feira, 23 de outubro de 2012

O Ilusionista

título original: The Illusionist 
gênero: Suspense
duração: 110 min 
ano de lançamento: 2006
estúdio: Bull's Eye Entertainment 
direção: Neil Burger 
roteiro: Neil Burger, Steven Millhauser 
fotografia: Dick Pope 
direção de arte: Ondrej Nekvasil

Eiseinheim é um grande ilusionista que encanta Viena com seus shows de mágica. Certo dia o Príncipe Leopold, um homem cético, resolve assiti-lo e, ao sua noiva subir ao palco para participar de um número, eles se reconhecem como uma antiga paixão de infância e passam a se relacionar as escondidas. O príncipe, então, não poupa esforços para desmascará-lo.
O roteiro me prendeu a atenção do começo ao fim e fui surpreendida com o final, o que me fez valorizar mais ainda a obra. O recomendei para uma amiga, que logo de cara descobriu o "segredo". Então, talvez, você não o ache tão surpreendente como eu achei.
A fotografia aumenta a tonalidade mística da história. 
Edward Norton e Jessica Biel têm química, mas é Paul Giamatti que dá show.
Recomendo, você descobrindo ou não o final logo no começo.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

O Jardineiro Fiel

título original: The Constant Gardener 
gênero: Suspense, Drama 
duração: 129 min 
ano de lançamento: 2005 
estúdio: Focus Features 
direção: Fernando Meirelles 
roteiro: Jeffrey Caine, John le Carré 
fotografia: César Charlone 
direção de arte: Mark Tildesley

Após a mulher ser assassinada em uma área afastada do Quênia o marido, um diplomata, resolver ir em busca de respostas, tendo de trabalhar com a hipótese de ter sido o médico que trabalhava com ela - e possível amante.
O filme segue de maneira um pouco arrastada até a morte da mulher, mas depois disso a trama toma outro rumo. Um roteiro que nos faz sentir orgulhosos e ao mesmo tempo envergonhados da humanidade; para pensar nas atitudes de cada indivíduo e do todo.
Crítica as aos métodos de governo africanos e ao mesmo tempo aos países capitalistas. Trabalha questões políticas indo até dentro da casa daqueles que fazem parte da população. 
Direção maestral de Fernando Meirelles e uma fotografia que encanta e dá um toque leve a uma trama pesada.
Ralph Fiennes mais uma vez dá um show e Rachel Weisz, até mal vestida e suja, parece flutuar com sua beleza.
Super recomendo. 

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

domingo, 21 de outubro de 2012

O Jardim Secreto

título original: The Scret Garden
gênero: Drama,Fantasia 
duração: 101 min 
ano de lançamento: 1993 
estúdio: Warner Bros. Pictures 
direção: Agnieska Holland 
roteiro: Frances Hodgson Burnett, Caroline Thompson 
fotografia: Roger Deakins 
direção de arte: Stuart Craig 

Mary mora com os pais na Índia, mas um estouro de elefantes os mata, a forçando a ir morar na mansão do tio, em Liverpool. Aos cuidados de uma governanta rígida e um tio atormentado há 10 anos pela morte da mulher, ela encontra o primo, isolado em uma parte da casa. Juntos, eles passam a explorar a propriedade, indo contra as regras da casa.
Quem, que hoje está por volta de 20 e alguns anos, não viu esse filme quando criança? Extremamente bucólico, se você resolver assistir hoje em dia, se desprenda da vida adulta, pegue um suco de groselha e curta como se tivesse 10 anos.
Fantasioso, trás na trama a importância da família, dos laços de amizade e de se viver a infância. De descobrir o novo, se arriscar e aprender a viver coma própria vida.
Pode ser que eu goste muito apenas por ter uma lembrança boa da minha infância e de quando o assisti, mas não estou afim de mudar isso.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO


Poster e Ficha Técnica: IMDb

sábado, 20 de outubro de 2012

O Guarda-Costas


título original: The Bodyguard 
gênero: Romance, Drama
duração: 129 min 
ano de lançamento: 1992 
estúdio: Kasdan Pictures 
direção: Mick Jackson 
roteiro: Lawrence Kasdan 
fotografia: Andrew Dunn 
direção de arte: Jeffrey Beecroft

Um guarda-costas é contratado para cuidar de uma atriz, e cantora, que está recebendo cartas de ameaça anônimas. Eles se apaixonam, mas ele não deixa que isso prossiga pois ela fica vulnerável quando está junto a ele.
É um clássico? Sim. Marcou a década de 90 e a trilha sonora é inesquecível? Sim. Isso faz dele um ótimo filme? Não.
É um romance exageradamente clichê. Se você gosta de romances muito açucarados, com certeza irá se apaixonar pelo filme e pela figura séria e ao mesmo tempo sedutora do personagem de Kevin Costner. Agora, se não, lá pro meio já vai estar de saco cheio de tanto romancesinho pra mulher.
E não venham me dizer que Whitney Houston é uma boa atriz; é forçar um pouco a barra. Ela canta muito, mas atuando é um tanto quanto sem sal.
Diria que o que mais vale aqui é a trilha sonora que marcou época. Vale assistir para conhecer.
Endaaaaaa-iáaaa-uillllóueisssloveuu-uuu 

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

O Labirinto do Fauno


título original: El laberinto del fauno
gênero: Drama, Guerra, Fantasia
duração: 118 min 
ano de lançamento: 2006 
estúdio: Estudios Picasso 
direção: Guillermo del Toro 
roteiro: Guillermo del Toro 
fotografia: Guillermo Navarro 
direção de arte: Eugenio Caballero 

Ao final da Guerra Civil da Espanha, família muda-se para a região norte, onde grupos rebeldes ainda se enfrentam. A mãe, Carmen, vai com a filha, Ofelia, antes e ficam a espera do padrasto - um fascista que tenta eliminar os últimos rebeldes. Solitária, Ofelia passa a passear pelo jardim e encontra um labirinto que a transportará para outro mundo.
Não é um filme simples. Não é só um filme sobre um período da história, muito menos somente um filme de fantasia; a mistura feita aqui dá todo um ar especial aos dois estilos. O que é realidade, o que é fantasia, o que é ou não real?
Todos os traumas e sentimentos envoltos pela guerra mostrados através da ótica de uma criança, e ainda a maneira como essa lida com tudo aquilo que está acontecendo a sua volta. O escape que cria, ou não, para conseguir lidar com os problemas.
Ivana Baquero, na época ainda atriz infantil, dá um show no papel da Ofelia. Sergi López faz um fascista tão sanguinário e frio que dá medo.
Fotografia e trilha sonora reforçam a magia, o clima de contos de fada e bucólico.
Só de reavivar as coisas na minha memória para fazer esse post eu já fico arrepiada e com vontade de reassistir. Com certeza é obrigatório.

CLASSIFICAÇÃO: MARAVILHOSO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Um Dia


título original: One Day
gênero: Drama, Romance
duração: 107 min
ano de lançamento: 2011
estúdio: Focus Features
direção: Lone Scherfig
roteiro: David Nicholls
fotografia: Benoît Delhomme
direção de arte: Mark Tildesley

Emma e Dexter se conhecem durante a faculdade e se tornando grandes amigos e criando o costume de se encontrar uma vez por ano. Mas as coisas mudarão entre eles.
Muito, muuuito romance. Filme pra mulheres. Deixemos isso claro desde o começo. Eu já cansei um pouco dessa fórmula "mulher nerd que transforma o cafajeste". Sério gente? Mas não podemos fingir que o filme não é bonito. Tem um "quê" de "Cidade do Anjos".
Fotografia, cenografia e trilha lindas e muito bem casadas com o tema.
Não convenceu Anne Hathaway e Jim Sturgess fazendo, sem muitas mudanças, seus respectivos personagens desde os 18 até os 40 anos. Principalmente porquê ele tem cara de muito mais novo do que é.
Parabéns a todos os envolvidos em uma determinada cena, ficou muito realista. (assistam e entenderão)
Não sei se é fiel ao livro, mas gostei, beeem açucarado, mas tem sua dose de azedume que dá um toque especial a história.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Snatch - Porcos e Diamantes


título original: Snatch
gênero: Ação 
duração: 104 min 
ano de lançamento: 2000 
estúdio: Columbia Pictures Corporation 
direção: Guy Ritchie 
roteiro: Guy Ritchie 
fotografia: Tim Maurice-Jones 
direção de arte: Hugo Luczyc-Wyhoswki

Frankie Quatro-Dedos é um ladrão que rouba um diamante gigante e parte de Nova York para Londres para vendê-la. Mas, viciado em jogo como é, dá uma parada no caminho para participar de uma aposta. Ele atrai então o olhar de vários outros interessados na pedra.
Um tanto quanto tarantinesco, esse roteiro tem que ser apreciado nos mínimos detalhes. Dinâmico e cheio de reviravoltas, a trama, além de ter muita ação, é engraçado e inteligente. Mas fique atento, não pisque, senão poderá perder o fio da meada.
Todos os personagens são icônicos e acrescentam muito a história, não só pelo papel do personagem mas também pela interpretação dos atores que os incorporam. Infelizmente só vi que a opção alugada na TV era apenas dublada depois que já tinha selecionado e sei que com isso perdi um tanto da atuação de Brad Pitt, que está incrível, e mesmo na versão dublada tem uma pegada engraçada e interessante no papel de um cigano golpista que fala tudo enrolado.
[SPOILER/] Vinnie Jones, obrigada por falar uma frase que daqui pra frente pretendo usar no meu dia a dia : Me chame de Susan se isso o fizer feliz. [\SPOILER]
Fotografia e trilha sonora só fecham com mais chave de ouro essa ótima produção. 

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Larry Crowne - O Amor Está de Volta

título original: Larry Crowne 
gênero: Comédia Romântica
duração: 98 min 
ano de lançamento: 2011
estúdio: Universal Pictures
direção: Tom Hanks
roteiro: Tom Hanks, Nia Vardalos
fotografia: Philippe Rousselot
direção de arte: Victor Kempster

Larry é um homem de meia idade que perde seu emprego por não ter diploma universitário. Se matrícula, então, na faculdade local, e passa a cursar, junto com um grupo desajeitado, a turma de oratória onde conhece a professoras Mercedes, que perdeu o interesse por sua profissão e pelo marido.
Roteiro bem fraquinho e óbvio. Quando fui procurar os dados para colocar aqui descobri uma possível culpada: Nia Vardalos. Quem deixa essa mulher ainda escrever roteiros? O único que ela fez que é um pouco mais consistente, por incluir a cultura de um país diferente, é "Casamento Grego".
Até Tom Hanks aparece meia boca nesse filme; eu diria que a culpa é do aparente botox que ele colocou no rosto.
As cenas que, para mim, salvam são as de mal humor da personagem de Julia Roberts, e das brigas dessa com seu marido.
Achei um pouco perda de tempo ao final.

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDb


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Footloose

título original: Footloose
gênero: Musical, Romance
duração: 107 min
ano de lançamento: 1984
estúdio: Paramount Pictures
direção: Herbert Ross
roteiro: Dean Pitchford
fotografia: Ric Waite
direção de arte: Ron Hobbs

Um jovem, morador da cidade grande, muda com sua mãe para uma pequena cidade do interior, onde enfrentará muitos problemas por ir contra as regras que o reverendo impõe a comunidade, como por exemplo proibir a atividade que ele mais gosta: dançar.
Diferente de "Cry-Baby", aqui não é somente a referência a uma geração (sarcasticamente ou não). É o conflito dela com a geração anterior, conflito de idéias e propósitos. E a maneira que esses jovens encontram de confrontá-los e fortalecer sua opinião no meio em que vivem.
Tudo bem que tudo se resolve muito fácil, e por ser uma ficção, tudo é lindo e maravilhoso enquanto dançam.
Mas as danças realmente merecem uma atenção maior, principalmente a pare em que Kevin Bacon dança dentro do galpão. Incrível, a coreografia, fotografia e iluminação.
Sarah Jessica Parker, em suas origens antes de viram uma musa fashion, está hilária.
Pode não ser mais tão intenso quanto foi na época, mas ainda tem seu valor.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

domingo, 14 de outubro de 2012

Eu Queria Ter a Sua Vida

título original: The Change-Up
gênero: Comédia
duração: 112 min
ano de lançamento: 2011
estúdio: Universal Pictures
direção: David Dobkin
roteiro: Jon Lucas, Scott Moore
fotografia: Eric Alan Edwards
direção de arte: Barry Robison

Dois amigos de infância, Mitch e Dave, levam vidas bem diferentes. Mitch é um ator, solteirão convicto; Dave é um advogado, com família constituída. Certa noite, bêbados, eles desejam viver um a vida do outro, ao acordarem o desejo se realizou e os problemas começam.
Deveriam inventar uma categoria "filmes em que as pessoas trocam de corpo". Sério, acho que esse é um dos temas mais batidos. E sempre acabam da mesma maneira: quando a pessoa percebe que a vida dela era exatamente o que ela queria, e não a do outro, conseguem voltar para seus devidos corpos.
Jason Bateman bate carteira em filmes besteiróis, já Ryan Reynolds eu acredito que tenha um dedo podre para escolher as produções das quais participará.
Filme feito para homens, bem machista e com mais peitos aparecendo do que os atores principais.
Dá pra rir, mas o roteiro é bem previsível, desgastado por se rum tema recorrente, e bobinho. Pra passar o tempo em uma noite sem nada pra fazer - como eu fiz.

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDb

sábado, 13 de outubro de 2012

O Homem que Desafiou o Diabo


gênero: Comédia
duração: 106 min 
ano de lançamento: 2007 
estúdio: Warner Bros. Pictures 
direção: Moacyr Góes 
roteiro: Moacyr Góes, Bráulio Tavares, Nei Leandro de Castro

Zé Araújo é um homem boêmio que, após tirar a virgindade de uma moça é obrigado a casar com ela. Ele passa a ser humilhado pela mulher e vira piada na cidade. Essa situação o revolta e ele resolve tomar uma atitude para reverter a situação, vira Ojuara e parte em busca de aventuras.
Vou pontuar as coisas que gostei nesse filme: o desenvolvimento de temas folclóricos nordestinos, o humor em cima disso, a fotografia que valoriza muito as lindas paisagens do nordeste, o personagem do diabo (hilário).
Mas uma coisa me irrita muito. A necessidade em grande parte das produções nacionais de explorar excessivamente cenas que envolvam sexo. Isso acontece nesse filme, tudo bem que o personagem principal é um boêmio, mas na minha opinião poderia ser um pouco mais moderado, dá pra dar entender que o cara pega geral sem necessariamente mostrar.
Outra coisa é que, para fazer sucesso tem que ter o elenco todo da Globo. Caramba gente, dêem uma olhada em Helder Vasconcellos, o diabo, eu não o conhecia e para mim foi a melhor interpretação do filme.
Dá pra passar o tempo e divertir, mas ficou devendo em algumas coisas. 

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: Filmow

Filme completo. :)

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

O Homem Bicentenário


título original: Bicentennial Man
gênero: Drama
duração: 132 min
ano de lançamento: 1999
estúdio: Columbia Pictures Corporation
direção: Chris Columbus
roteiro: Isaac Asimov, Robert Silverberg, Nicholas Kazan
fotografia: Phil Meheux
direção de arte: Norman Reynolds

Andrew é o robô que faz os serviços domésticos na casa de uma família. Eles começam a perceber que Andrew não é um robô comum, mas que apresenta personalidade, sentimentos, dúvidas e conflitos.
Quando foi lançado lembro que era divulgado como comédia. Que erro. Estamos falando aqui de uma ótima ficção científica dramática. Um roteiro que trabalha as angústias da existência humana, de certa forma, a vendo de fora, pela ótica do robô que deseja ser assim. 
A forma como a história vai se transformando, a vida das pessoas a sua volta também, e ele vai assistindo tudo aquilo sem poder fazer nada, é incrível. Trabalha a existência humana de maneira triste, mas ao mesmo tão delicada, que não tem como não se emocionar.
Já falei disso várias vezes, mas não dá pra deixar de bater nessa tecla. Os filmes ditos infantis na minha época tinham uma carga emocional muito maior, com moral e conclusões que sinto falta hoje em dia.
Robin Williams que é tão conhecido por ser um ótimo comediante, para mim, sempre dá o melhor de si em personagens como esse: extremamente dramáticos.
O final é muito emocionante, acredito que se voltar a assistir hoje choro tanto quanto chorei na época.
Recomendo muito.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb


quinta-feira, 11 de outubro de 2012

O Encouraçado Potemkin


título original: Bronenosets Potyomkin
gênero: Drama 
duração: 75 min 
ano de lançamento: 1925 
estúdio: Goskino 
direção: Sergei M. Eisenstein 
roteiro: Nina Agadzhanova, Nikolai Aseyev, Sergei M. Eisenstein, Sergei Tretyakov 
fotografia: Eduard Tisse, Vladimir Popov 

Rússia, vê-se o presságio a Revolução de 1917 quando, no navio de guerra Potemkin, há um levante de seus marinheiros por estarem cansados de serem maltratados, o clima cada vez vai ficando mais tenso, mas isso é apenas o começo da tragédia.
Um roteiro que conta de maneira dramática e muito emocionante, apesar de um pouco arrastado em alguns trechos, uma parte muito importante da história russa - e que na época ainda era recente. É bom já assistir tendo em mente que é uma obra extremamente nacionalista por na época as produções serem patrocinadas pelo Estado, não necessariamente você irá concordar com as posições que são tomadas.
A fotografia foi o que mais me marcou nessa obra, os ângulos inovadores, a dinâmica das imagens. Algo ali me remete um pouco do surrealismo ou do expressionismo alemão, mas não consigo especificar o quê.
Sobre a cena da escadaria, não há o que dizer, só vendo no contexto total do filme para entender o peso dessa cena na história do cinema.
Apesar de ser "curto", seus 75 minutos se tornam longos pela complexidade e densidade da trama. Esteja relaxado quando for assistir, se não essa linda obra poderá se tornar um fardo.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

Dessa vez não é trailer, é o filme inteiro! ;) 

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

O Exorcismo de Emily Rose

título original: The Exorcism of Emily Rose
gênero: Terror
duração: 119 min
ano de lançamento: 2005
estúdio: Screen Gems, Lakeshore Entertainment
direção: Scott Derrickson
roteiro: Paul Harris Boardman, Scott Derrickson
fotografia: Tom Stern
direção de arte: David Brisbin

Emily, uma moça de uma região rural, muda para a cidade em busca de cursar uma faculdade. Ao começar a ter alucinações em seu dormitório, por ser católica praticante, busca ajuda de um padre exorcista; mas ela morre durante o exorcismo e o padre vai a julgamento por assassinato.
Qual o meu problema com esse filme? Seu trailer e sua divulgação na época foi feito em cima do tema exorcismo, como se tratasse apenas de mais um filme de terror para atrair um público maior. Isso fez com que eu odiasse, fui com a cabeça feita para ver outra coisa e me deparei com um filme muito mais teórico do que prático e que passava a sensação de se dizer "baseado em fatos reais"para tentar justificar um roteiro falido.
Não se trata de um filme de terror, mas sim de um roteiro que discute a relação entre a religião e a ciência. O uso de métodos arcaicos de tratamentos sobre problemas de saúde em pleno século XX. E o debate disso elaborado em um juri.
Pode ser interessante se você não for em busca de um filme de terror.

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDb

terça-feira, 9 de outubro de 2012

O Exorcista


título original: The Exorcist
gênero: Terror
duração: 122 min
ano de lançamento: 1973
estúdio: Warner Bros. Pictures
direção: William Friedkin
roteiro: William Peter Blatty
fotografia: Owen Roizman
direção de arte: Bill Malley

Em Washington, uma atriz como a perceber um comportamento estranho em sua filha. Ela pede ajuda então deum padre, que também é psiquiatra. Ele chega a conclusão que a menina está tomada pelo demônio e requisita a presença de um sacerdote especialista em exorcismo.
Resolvi assistir esse clássico no auge da minha tara por filmes de terror. O que eu ainda não entendia era a diferença entre uma obra de terror e uma produção sanguinolenta. 
Lembro bem que fiquei com medo, mas não me assustei ou gritei, e por isso achei o filme fraco.
Hoje observo com mais clareza aquilo que vi. Em uma época em que a religião ainda era mais decisiva na vida das pessoas, e o sobrenatural muito temido, pensem bem o efeito que teve a representação de um corpo tomado pelo demônio? Não é atoa que a atriz mirim teve sua vida pessoal afetada após participar dessa produção.
Os efeitos especiais e a fotografia dão o toque necessário para a produção ficar ainda mais obscura.
Pode não ser um filme para levar sustos, mas com certeza a maneira como abordaram um tema religioso - e polêmico - foi de deixar qualquer um de cabelos em pé.
Um clássico obrigatório.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb


segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Cry-Baby

título original: Cry-Baby
gênero: Musical
duração: 85 min
ano de lançamento: 1990
estúdio: Universal Pictures
direção: John Waters
roteiro: John Waters
fotografia: David Insley
direção de arte: Vincent Peranio

Allison, uma jovem rica criada pela avó, se apaixona por Cry-Baby, o delinquente juvenil da cidade. Mas seu namorado almofadinha, junto de seu bando, passam a travar uma guerra contra o grupo dos delinquentes.
Fiquei muito interessada quando descobri que existia um musical com Johnny Depp. O problema é que a história, que poderia ser um pouco mais profunda, parece ter sido feito as pressas e com isso o enredo e também os personagens ficam superficiais.
A história do Cry-Baby chorar de um olho só não tem nexo, e a lágrima parece mais meleca de tão espessa.
As musicas são bacaninhas, mas nada que marque na memória.
Muito fraquinho, salva se for considerado uma sátira a outros filmes no mesmo estilo, como "Grease - Nos Tempos da Brilhantina", mas eu duvido muito que essa tenha sido a intenção.

CLASSIFICAÇÃO: RUIM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

sábado, 6 de outubro de 2012

O Fantasma da Ópera


título original: The Phantom of the Opera

gênero: Musical 

duração: 143 min 
ano de lançamento: 2004
estúdio: Warner Bros. Pictures 
direção: Joel Schumacher
roteiro: Gaston Leroux, Andrew Lloyd Webber, Joel Schumacher
fotografia: John Mathieson 
direção de arte: Anthony Pratt

Em uma companhia teatral, a diva muito temperamental, decide largar os ensaios e tem de ser substituída as pressas por uma moça do coral, Christine. Ela começa a fazer sucesso e chama a atenção de um dos patrocinadores da companhia, o que ninguém sabe é que ela tem um tutor misterioso.
Antes de qualquer coisa, é uma superprodução hollywoodiana, musical e comercial. Provavelmente não agradará a muitos, mas agradará a outros tantos.
A fotografia, cenografia, figurino, são grandiosos. Produzidos para chegar a altura da obra original, para mostrar tudo aquilo que esse grande musical representa.
A história é um conto de fadas, talvez muito próximo de "A Bela e a Fera" na idéia principal, então se você não é do tipo que gosta de histórias românticas ao extremo não assista.
O principal diria que é a trilha sonora, não tem uma música que não seja marcante e que não tenha virado um clássico.
Lembremos que por ser uma produção para um grande público se preocuparam mais em pegar figurões, então Gerard Butler faz bem a figura, mas não canta como os intérpretes de teatro do Fantasma da Ópera, como Saulo Vasconcelos. Não que isso signifique que os atores do filme cantem mas, eles têm uma boa qualidade, mas é nítida a diferença com o teatro.
Eu amo musicais e estamos falando aqui do meu favorito. Não, o filme não chega aos pés do teatro, só de lembrar o que vi ao vivo fico arrepiada, mas é uma ótima adaptação para as telonas e uma boa maneira de ter o primeiro contato com essa grande obra!

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb


sexta-feira, 5 de outubro de 2012

O Crime do Padre Amaro

título original: El Crimen del Padre Amaro
gênero: Drama
duração: 118 min
ano de lançamento: 2002
estúdio: Alameda Films, Artcam International
direção: Carlos Carrera
roteiro: Eça de Queirós, Vicente Leñero 
fotografia: Guillermo Granillo

Padre Amaro alcança o desejo de continuar seus estudos em Roma, mas antes disso deve prestar serviços em uma paróquia de uma pequena cidade. Lá, ele conhece Amelia, uma linda moça que mexe com sua vida, e também tem sua fé testada pela hipocrisia da igreja.
Antes de qualquer coisa, não espere aqui uma obra fiel ao livro de Eça de Queirós, serviu como inspiração e é totalmente adaptado para os dias atuais.
A crítica a igreja se mantém forte, mas aqui envolve a realidade atual de grupos de guerrilha e narcotráfico, o que dá uma pegada bacana ao roteiro podendo atrair mais o público e não parecer "antiquado".
Gael García Bernal, como sempre, dá show de interpretação.
Há cenas um pouco pesadas talvez para algumas pessoas, recomendo assistir, mas não como um substituto da leitura.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Um Beijo Roubado

título original: My Blueberry Nights
gênero: Romance
duração: 95 min
ano de lançamento: 2007
estúdio: Block 2 Pictures
direção: Kar Wai Wong
roteiro: Kar Wai Wong, Lawrence Block
fotografia: Darius Khondji
direção de arte: William Chang

Jeremy é dono de um café restaurante onde conhece Elizabeth, uma moça que descobre que seu namorado comeu por lá com outra mulher e termina com ele deixando suas chaves para Jeremy devolver a ele. Ela passa a visitar mais o local e os dois ficam bem próximos. Quando Elizabeth resolve sair pelo país viajando e se sustentando com alguns pequenos trabalhos, também passa a enviar a Jeremy postais, que os deixam curioso em saber por onde ela anda. Nesse novo trajeto ela conhece outras histórias de vida. 
A veia de romance da história eu diria que foge dos padrões apesar de ser bastante açucarada e , de certa forma, previsível. Os conflitos pessoais das histórias paralelas aos dos personagens principais são mais interessantes. Achei tudo muito fraquinho e mal trabalhado, o roteiro parece que foi construído como uma colcha de retalhos só que faltando uma linha firma que os amarrassem.
A parte que mais me interessou foi a da Natalie Portman, inclusive um dos poucos motivos pelo qual eu indicaria esse filme, sua personagem é cativante e dá uma pimentinha a uma história que no todo é bem insossa. 
Norah Jones, a personagem principal, é o elo mais fraco e menos interessante, não sei se é a personagem ou a atriz , mas alguma coisa aí ficou muito sem graça. Ela ficou muito melhor na trilha sonora do que em cena.
A única coisa que realmente prendeu minha atenção foi a fotografia que dá um ar leve até nas cenas mais pesadas, mesmo abusando de uma saturação que deu ao filmes cores fora do padrão e muito bonitas. A maneira como a câmera se locomovia pelo filme também era muito interessante.
Recomendo ver um trecho, ou o trailer para pegar isso que falei no último parágrafo, de resto, achei dispensável.

CLASSIFICAÇÃO: RUIM

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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Psicopata Americano


título original: American Psycho
gênero: Suspense, Drama
duração: 102 min
ano de lançamento: 2000
estúdio: Am Psycho Productions
direção: Mary Harron
roteiro: Bret Easton Ellis, Mary Harron
fotografia: Andrej Sekula
direção de arte: Gideon Ponte

Patrick Bateman é um yuppie de Wall Street, um figurão cheio de privilégios e riqueza. Mas basta uma pessoa aparecer a sua frente portando bens materiais melhores que o dele para aflorar um lado que ninguém conhece: o de serial killer.
Não faça a besteira de querer assistir esse filme como se fosse uma história linear, como eu fiz e cheguei ao final bem confusa. 
Apesar de começar como se fosse apenas mais uma história de psicopata, esse roteiro é para ler as entrelinhas e não o que parece ser a história principal, mas é totalmente superficial - e que te levará no mesmo caminho que eu.
O assunto aqui é uma cultura materialista que começou a ser criada na década de 80, época em que se passa o filme, e uma forte crítica a essa (cultura que perdura até os dias atuais). Vê-se claramente isso nos diálogos onde Patrick conta aos outros suas proezas assassinas e as pessoas simplesmente ignoram, mostrando que estão se importando mais com o status daquele relacionamento.
Palmas para Christian Bale que está na sua melhor forma, e eu não estou falando do físico que apresenta em cena. Ele incorporou tão bem o personagem, que ainda antes do meio eu já estava com nojo do personagem, sua arrogância e prepotência.
Não tentem avaliar o filme assim que os créditos subirem. Pare e analise tudo o que você viu, reflita sobre o que estava escondido no roteiro. E depois, se delicie com um roteiro muito bem elaborado, mas que de cara parece confuso e se noção.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

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terça-feira, 2 de outubro de 2012

Um Dia De Cão

título original: Dog Day Afternoon
gênero: Drama
duração: 125 min
ano de lançamento: 1975
estúdio: Artists Entertainment Complex
direção: Sidney Lumet
roteiro: P.F. Cluge, Thomas Moore, Frank Pierson, Leslie Waller
fotografia: Victor J. Kemper
direção de arte: Charles Bailey

Baseado em fatos reais, dois ladrões resolvem assaltar um banco em Nova York, mas o plano não sai como o esperado, a polícia aparece no local, e o que era para ser apenas um roubo acaba virando um sequestro.
O desenrolar dessa história é muito interessante. O assalto virando um show pelos meios de comunicação, a platéia se posicionando a favor dos bandidos e os reféns se mostrando "parceiros" deles.
Não só uma crítica a cultura da época, esse filme analisa os bandidos como representantes de uma parcela da sociedade que foi deixada no limbo. O desespero e despreparo de ambos não é só uma amostragem do assalto, mas uma condição de vida que não propiciava possibilidades.
Al Pacino e John Cazale estão ótimos nos papéis dos bandidos; despreparados, ignorantes e ao mesmo tempo revoltados com a situação em que a sociedade se encontra.
[SPOILER/]Para a época, o personagem "machão" de Al Pacino, ser casado com um transsexual pode ter sido um choque, isso até se reflete um pouco no posicionamento da platéia no local, que antes o apoiava e passava atirar sarro dele. [\SPOILER]
Você entra no dia de cão, durante o desenvolvimento de uma trama criada para ser arrastada, é fácil que você se sinta um dos reféns, esperando somente para ver qual será o desfecho.
É um filme de grande qualidade, mas por algum motivo não me pegou completamente. O respeito como obra, mas não se tornou um dos meus queridinhos. Se for para escolher um dia, prefiro "Um Dia de Fúria".

CLASSIFICAÇÃO: BOM

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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Homens de Honra

título original: Men of Honour
gênero: Drama
duração: 129 min
ano de lançamento: 2000
estúdio: Fox 2000 Pictures
direção: George Tillman Jr.
roteiro: Scott Marshall Smith
fotografia: Anthony B. Richmond
direção de arte: Leslie Dilley

Carl, um rapaz negro de família humilde que mora em uma área rural, se alista para a Marinha Americana sobre a cobrança do pai de se tornar algo melhor do que ele. No começo ele trabalha como cozinheiro, mas quando descumpre as regras e pula no mar no dia em que os brancos estão nadando, recebe a proposta de entrar no grupo de nado da Marinha. A partir daí vai em busca do seu sonho de ser mergulhador naval, mas muitos obstáculos surgirão no seu caminho.
Um roteiro motivacional baseado em fatos reais. Se não gosta desse tipo de filme, que mostra pessoas enfrentando adversidades em busca de um sonho, não assista. Para quem não tem esse tipo de preconceito pode encontrar aqui um ótimo filme, que não apenas mostra uma história de superação, mas uma parte importante da história, uma época em que a cor da pele valia mais do que o caráter e capacidade da pessoa.
Cuba Gooding Jr. merece todo o respeito que recebeu por esse filme; a emoção e ao mesmo tempo frieza com a qual ele enfrenta as situações, e a própria transformação nas suas expressões faciais que representam o passar do tempo, são de deixar o queixo caído.
E o que falar do grandíssimos filho da p#t@ do Robert De Niro? Ele é tão odiosamente encantador! O personagem é um cretino, mas De Niro manda tão bem no papel, que não tem como não se deixar envolver.
O discurso final é de arrepiar. Recomendo muito!

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

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