terça-feira, 31 de julho de 2012

Closer - Perto Demais



título original: Closer
gênero: Drama, Romance
duração: 92 min 
ano de lançamento: 2004 
estúdio: Columbia Pictures 
direção: Mike Nichols 
roteiro: Patrick Marber 
fotografia: Stephen Goldblatt 
direção de arte: Tim Hatley 

Anna, uma fotógrafa bem sucedida, mesmo casada com Larry, deixa-se seduzir por Dan, um romancista casado com a stripper Alice. 
A trama se desenvolve dentro desses relacionamentos, isolados e juntos. 
Com poucos personagens , o que vemos aqui é a análise dos relacionamentos modernos, da vida moderna. Da importância que se dá as pessoas que estão em nosso dia a dia e como isso cria padrões, expectativas e traumas.
Jude Law, Clive Owen, Julia Roberts e Natalie Portman em papéis memoráveis e em ótima forma.
Os diálogos mostram a profundidade emocional do ser e como relacionamentos amorosos consomem boa parte da vida.
Fotografia e trilha sonora lindas. 
Um detalhe a parte, assisti a esse filme no cinema, ainda na adolescência, com minha mãe. Por ter muitas cenas fortes, acabei saindo da sala odiando. Depois resolvi dar outra chance, já que percebi claramente que tinha sido apenas constrangimento. Ainda bem, pois aí sim pude ver tudo aquilo que o filme representava.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb


segunda-feira, 30 de julho de 2012

A Era do Gelo 4

título original: Ice Age: Continental Drift
gênero: Animação 

duração: 88 min 

ano de lançamento: 2012 
estúdio: Blue Sky Studios
direção: Steve Martino, Mark Thurmeier 
roteiro: Michael Berg, Jason Fuchs 
fotografia: Renato Falcão

Dessa vez, em busca ainda de sua noz, o esquilo Scrat provoca a separação dos continentes. Essa mudança faz com que os amigos Mani, Diego e Siid fiquem presos em um iceberg, enquanto Amora e Ellie continuam no continente. Eles passam então a enfrentar vários perigos para retornar a terra firme.
Eu sou da opinião que, no máximo se houver continuações, deva ir até o 3 depois disso a história desanda. Tudo bem que mantém uma linha ainda bacana e divertida, contando de certa forma parte da história pré-histórica, mas uma hora isso vai ter que acabar, afinal em algum ponto chegaremos ao fatídico momento em que os personagens principais foram extintos.
No todo é um filme bem divertido e ainda está valendo a pena acompanhar as continuações.


CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb



domingo, 29 de julho de 2012

Cidade dos Anjos

título original: City of Angels

gênero: Drama 
duração: 114 min 
ano de lançamento: 1998 
estúdio: Atlas Entertainment
direção: Brad Silberling 
roteiro: Wim Wenders, Peter Handke, Richard Reitinger, Dana Stevens
fotografia: John Seale 
direção de arte: Lilly Kivert

Durante uma operação, uma cirurgiã fica arrasada por perder seu paciente. Ali junto dela está um anjo que, também nesse momento, acaba se apaixonando por ela. Ele passa então a cogitar deixar de ser imortal para correr atrás desse sentimento.
Remake blockbuster de "Asas do Desejo". Como já disse na sinopse do original, a diferença entre eles é que o primeiro é arte, a história, a fotografia, todos os elementos envoltos são mais densos. Já aqui, vemos uma produção mais mastigada para um público mais amplo. O roteiro está mais simples, a fotografia é bonita, mas mais leve e os papéis principais foram dados a atores que estavam bombando nos romances da década de 90 começo de 00: Nicolas Cage e Meg Ryan, inclusive acho ambos um fracos.
Não estou dizendo que o filme não é tocante, bonito e que mereceu todo o sucesso que fez, lógico que mereceu. Mas é bom esclarecer as diferenças entre as duas produções.
O final é chocante e com certeza, se você ainda não chorou com nada do filme, te fará chorar.
Com certeza está na lista de Top 5 dos romances de 9 em cada 10 mulheres.
Acredito que seja interessante assisti-lo antes do original, fica mais fácil digerir a arte já conhecendo a história.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb


sábado, 28 de julho de 2012

Cidade dos Homens

gênero: Drama 

duração: 106 min 
ano de lançamento: 2007 
estúdio: Fox Filmes do Brasil 
direção: Paulo Morelli 
roteiro: Elena Soarez, Paulo Morelli 
fotografia: Adriano Goldman 
direção de arte: Rafael Ronconi

Laranjinha e Acerola cresceram juntos na favela. Ao chegarem aos 18 anos buscam certas resoluções em suas vidas. um tenta lidar coma paternidade precoce, o outro busca encontrar o pai que nunca conheceu. Durante esses conflitos internos, os meninos ainda tem que lidar com a tomada do morro onde moram por um traficante rival ao que comandava anteriormente.
Copiando os moldes de "Cidade de Deusfoi criada a série da TV "Cidade dos Homens". Ao perceberem que tinha feito sucesso resolveram levá-la para as telonas.
Não inova em nada em relação as duas referências que dei anteriormente; com uma temática repetitiva abusa do carisma dos personagens principais para alavancar a história.
É um bom entretenimento e é esteticamente bonito.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Sombras da Noite

título original: Dark Shadows
gênero: Comédia, Fantasia
duração: 113 min 
ano de lançamento: 2012
estúdio: Warner Bros. Pictures 
direção: Tim Burton 
roteiro: Seth Grahame-Smith, John August, Dan Curtis 
fotografia: Bruno Delbonnel
direção de arte: Rick Heinrichs

Adaptação de uma série televisiva. Século XVIII, Barnabas parte para a América tentando começar uma nova vida, lá ele se torna o magnata em sua cidade, mas ao partir o coração de uma bruxa acaba sendo transformado em vampiro e enterrado vivo. Dois séculos depois ele é libertado do túmulo e disperta no mundo moderno.
Gosto muito do Tim Burton e ele mantém seu estilo gótico e sombrio nesse filme, mas parece que cada vez mais vêm colocando os pés no lugar das mãos.
Achei que o choque cultural seria o ponto principal do filme e manteria o humor durante toda a trama, mas o roteiro fica cheio de falhas. Há personagens que parecem ter muito mais importância na trama, mas que no todo mal aparecem ou se perdem.
A fotografia e trilha sonora seguram a trama meia boca.
Esperava muito mais e acabou sendo uma decepção. Espero que Tim Burton passe logo essa fase ruim.



CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDb


quinta-feira, 26 de julho de 2012

Cidade dos Sonhos



título original: Mulholland Dr.
gênero: Drama, Suspense
duração: 147 min 
ano de lançamento: 2001 
estúdio: Les Films Alain Sarde
direção: David Lynch 
roteiro: David Lynch 
fotografia: Peter Deming 
direção de arte: Jack Fisk

Após um acidente em uma estrada de Los Angeles a trama envolvendo vários personagens se inicia. Rita sobrevive ao acidente, mas sem memória vai morar em um prédio, o mesmo onde mora uma aspirante a atriz, Betty, que tenta ajudá-la a descobrir sua identidade. Do outro lado da cidade vive um cineasta que foi espancado pelo amante de sua esposa.
Antes de tudo, eu preciso rever esse filme. Acredito que eu não estava no espírito para assistir a um filme tão complexo.
Assumo, não sei se o entendi no todo. Na verdade, duvido que alguém o tenha. 
Não há ordem cronológica alguma. Não é estilo Almodóvar, que de repente vai pro futuro ou pro passado e depois volta pro presente. Simplesmente não tem ordem.
É todo passado dentro de um sonho? É só a primeira parte? Ou é só a segunda? De verdade, não sei dizer.
O que posso afirmar é que, apesar de tê-lo achado muito longe, e com isso acabou se tornando arrastado, gostei da idéia do projeto. A fotografia segue bem a linha de raciocínio de algo ilusório ou imaginário.
No final das contas, é um filme para ver, rever, assistir mais uma vez e talvez ainda não ter certeza se entendeu. Eu preciso de coragem e paciência para tentar reassistir.
Mas uma coisa com certeza me marcou : "Silencio. No hay banda, no hay orquestra. Silencio"

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb


quarta-feira, 25 de julho de 2012

E Aí... Comeu?

gênero: Comédia 
duração: 111 min 
ano de lançamento: 2012
estúdio: Paris Filmes 
direção: Felipe Joffily 
roteiro: Lusa Silvestre, Marcelo Rubens Paiva 

Três amigos tentam , após o fracasso do casamento de um deles, entender qual o papel do homem diante da mulher moderna.
Não vou mentir que dei algumas risadas, mas o roteiro é bem superficial e acaba se tornando uma versão masculina - e brasileira- de Sex and the City talvez.
Marcos Palmeira e Emílio Orciollo Neto seguram bem as pontas, mas Bruno Mazzeo, na minha opinião é muito sem gracinha.
A história acompanha a rotina de um homem casado, outro separado, outro solteiro e seus papos de bar.
Dá pra rir, mas deixem pra assistir quando passar na TV aberta.



CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Ficha Técnica: IMDb

terça-feira, 24 de julho de 2012

Cidade de Deus



gênero: Drama, Ação 
duração: 130 min 
ano de lançamento: 2002 
estúdio: O2 Filmes
direção: Fernando Meirelles 
roteiro: Paulo Lins, Bráulio Mantovani 
fotografia: César Charlone 
direção de arte: Tulé Peak

Buscapé nasceu e viveu sempre na Cidade de Deus, uma das favelas mais violentas do Rio de Janeiro. Seu sonho é ser fotógrafo e é por meio dessa profissão que ele conseguirá mudar seu destino e dar um novo olhar aquela realidade onde cresceu.
Um divisor de águas no cinema brasileiro sem sombra de dúvida. Com esse filme as produções nacionais passaram a ser vista com outros olhares fora do país, e aqui dentro também.
Muitos podem falar: "Mas ele explora muito sexo e violência como a grande maioria dos filmes nacionais". Não discordo, mas a diferença aqui é que tem uma pegada diferente. É uma vista de dentro da comunidade e não somente de fora, das pessoas que convivem com os chefões do tráfico todo o dia.
O que mais destacaria aqui são a fotografia e direção de arte. São de encher os olhos! As cores, a movimentação da câmera, tudo dá uma fluência ágil à um roteiro que necessita disso. Me lembra um pouco Tarantino.
Com um elenco em sua maioria com atores não pertencentes ao seleto grupo estrelar da Globo acredito que a produção teve um toque a mais, são pessoas muita talentosas e que tiveram aqui a chance de se destacarem.
Abre aqui a discussão de como os problemas das favelas, da violência e do tráfico são muito anteriores ao que se imagina. Um debate sobre a sociedade de umas décadas atrás até a década atual.
Violência, sexo e palavrões trabalhados com contexto e não somente jogados para atrair público.
Com certeza um filme para quebrar preconceitos com o cinema nacional, Fernando Meirelles está mais do que de parabéns.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb


segunda-feira, 23 de julho de 2012

Mamute


título original: Mammuth
gênero: Drama 
duração: 92 min 
ano de lançamento: 2010 
estúdio: GMT Productions 
direção: Gustave de Kervern, Benoît Delépine 
roteiro: Gustave de Kervern, Benoît Delépine 
fotografia: Hugues Poulain 
direção de arte: Paul Chapelle 

Serge precisa recolher documentos para conseguir sua aposentadoria. Para isso sai em busca de seus antigos empregadores e acaba reencontrando lugares e pessoas de sua infância, antigos amigos e parentes, e fantasmas do seu passado.
Comecemos pelo seguinte erro: ele estava na prateleira de Comédia na locadora. Por mais que tenha alguns momentos com pitadas de humor sarcástico, não pode ser classificado como tal. Portanto já vejam o erro, eu queria rir e me deparei com isso.
A idéia do roteiro de trabalhar um homem, conformado com suas frustrações, saindo em busca de uma coisa - que na verdade é apenas pano de fundo para o que ele realmente busca - e se reencontrando com sua vida e com o que ele realmente pode se tornar, é bacana.
A fotografia, com um estilo "lomo", é bonito, agradável, e casa muito bem com o personagem principal: forte, marcante e ao mesmo tempo dócil e delicado.
A personalidade de Serge é muito interessante, apesar de seu físico agressivo, ele é conformista, um pouco bobo, mas principalmente uma pessoa sensível e inocente.
O que ferra tudo é que tentaram fazer uma coisa muito alternativa e isso, pra mim, desandou o filme. Ou os caras fumaram muita pedra antes de produzirem ele.
Muitas cenas não fazem o menor sentido, a continuidade e a conexão da história acaa se perdendo um pouco aqui e transformando uma história que seria rápida em maçante e sem fim.
Um exemplo de uma dessas cenas seria [SPOILER] quando ele se reencontra com um primo e eles se masturbam um ao outro [SPOILER]. Pode até ser no sentido de que algo que fez sentido no passado não mais o faz hoje em dia, mas a única coisa que me vinha na cabeça foi "POR QUE MEU DEUS?!"
Poderia ser bom, mesmo sem uma linha cronológica lógica e com algumas cenas desconexas. Mas para mim perdeu a mão.
Diria que se você ainda insistir em assistir o faça pela ótima interpretação de Gerard Depardieu.

CLASSIFICAÇÃO: RUIM

Ficha Técnica: IMDb


domingo, 22 de julho de 2012

Cidadão Kane

título original: Citizen Kane

gênero: Drama 
duração: 119 min 
ano de lançamento: 1941 
estúdio: Mercury Productions
direção: Orson Welles 
roteiro: Herman J. Mankiewicz, Orson Welles 
fotografia: Gregg Toland 

Inspirado na vida de William Randolph Hearst, milionário e magnata dos meios de comunicação. Conta desde sua infância pobre até sua ascensão. 
Difícil falar de um filme que marcou a história do cinema. Só um ponto antes de começar: vi esse filme para o vestibular da Cásper Líbero, fiquei encantada e me recusei a assistir novamente para não correr o risco de perder aquele encanto da primeira vez.
Para aqueles que nasceram na Era do 3D ou na Era dos super efeitos visuais, esqueçam tudo o que já viram de moderno para assisti-lo. Desapeguem de tudo que é atual e façam o máximo possível para ver com o olhar de alguém da década de 40.
Como magnata das comunicações, essa figura me lembra por causa da história pessoal - em uma versão tupiniquim - Sílvio Santos. Mas não é somente uma história biográfica, há uma crítica gigantesca à imprensa, à maneira como sua ascensão rápida influenciou em sua postura social e política. 
Levemos em conta agora que Orson Welles trabalhou com um orçamento bem baixo e conseguiu fazer essa produção a frente do seu tempo com técnicas inovadoras, mas que hoje podem ser consideradas comuns, como os ângulos de filmagem fora dos padrões da época, comum nos trabalhos dele como em "A Marca da Maldade". A estética expressionista é algo que sempre me pega bastante, assim como em "O Gabinete do Dr. Caligari", vejo como uma maneira de enfatizar sentimentos e temáticas.
Aviso desde já que não é uma obra fácil de assistir, não é simplesmente colocar o DVD no aparelho e deixar rolar, tem que degustar com a cabeça aberta a preparada. Obrigatório para os apaixonados por cinema e para aqueles que trabalham ou querem trabalhar na área de comunicação.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb


sábado, 21 de julho de 2012

Chicago

título original: Chicago

gênero: Musical
duração: 113 min 
ano de lançamento: 2002 
estúdio: Miramax Films 
direção: Rob Marshall 
roteiro: Bill Condon, Bob Fosse, Fred Ebb, Maurine Dallas Watkins 
fotografia: Dion Beebe
direção de arte: John Myhre

Uma famosa dançarina, Velma, fica mais ao centro das atenções após matar seu marido. Ela passa a ser defendida pelo maior advogado de casos do gênero. Uma aspirante a cantora, Roxie, mata seu namorado e também passa a ser defendida pelo mesmo advogado. Ele resolve adiar o julgamento de Velma para aproveitar da fama que ela, e Roxie, alcançaram com seus assassinatos, transformando toda a história em um showbizz e gerando uma disputa de egos entre as duas.
Eu sou apaixonada por musicais. Esse no caso, por mais que tenha uma trama com uma crítica incrível ao mundo do showbizz e como se faz de tudo para ter 15 minutos de fama, não me pegou tanto.
Não vi todo o carisma que esperava nos personagens de Catherine Zeta-Jones, Richard Gere e Renée Zellweger. Por mais que tenha visto muita gente elogiando a interpretação deles, para mim, parecia não estar se encontrando, como se tivessem no lugar errado. 
A fotografia é bem trabalhada e em total sintonia com o tema.
Uma boa obra, com um roteiro bem estruturado e chamativo, mas eu esperava alguma coisa a mais. 

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Chega de Saudade


gênero: Drama 
duração: 95 min 
ano de lançamento: 2007 
estúdio: Buriti Filmes, Gullane Filmes 
direção: Laís Bodanzky 
roteiro: Luiz Bolognesi, Adriana Falcão, Laís Bodanzky 
fotografia: Walter Carvalho
direção de arte: Marcos Pedroso

Em um baile de um clube de dança em São Paulo, personagens circulam desde a abertura da casa até o final da festa.
Era para ter sido muito legal, era.
A impressão que me passou , logo no começo, é que o baile seria pano de fundo para o desenvolvimento das personalidade e traumas de cada personagem ali presente. De certa forma foi, mas para mim faltou aprofundamento. Cada personagem ali tinha uma capacidade de ser muito mais trabalhado.
Pontos por não abusar de senas de violência e sexo, como é costume no cinema nacional.
Pode ser uma opção, mas há chances de acabar o filme e você ficar querendo mais.

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Ficha Técnica: IMDb

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Central do Brasil


gênero: Drama 
duração: 113 min 
ano de lançamento: 1998 
estúdio: Audiovisual Development Bureau 
direção: Walter Salles 
roteiro: Marcos Bernstein, João Emanuel Carneiro 
fotografia: Walter Carvalho 
direção de arte: Cassio Amarante, Carla Caffé

Na Central do Brasil, estação no Rio de Janeiro, uma mulher escreve cartas para analfabetos. Um dia ela conhece um menino que acabou de perder a mãe e passa a ajudá-lo a encontrar o pai que nunca conheceu.
Eu tenho um apego emocional, cinematográfico, "sei lá que palavra uso pra descrever" tudo   o que sinto por ele. Acredito que esse é o grande culpado por eu ser tão apaixonada por cinema como sou hoje em dia. Sem dúvidas uma das maiores obra-primas nacionais, se não for a maior. Acho esse filme muito superior a "Tropa De Elite" ou "Cidade de Deus".
E podem usar todos os termos técnicos e intelectuais que quiserem, mas nunca aceitarei que "A Vida é Bela" ganhou o Oscar no lugar dele. Inclusive, acredito que tenha sido a primeira premiação a qual prestei atenção. Lembro como se fosse hoje, a raiva que senti, como fiquei inconformada com a derrota.
Eu tinha 10 anos quando assisti a esse filme pela primeira vez, e ele me tocou tão profundamente! Não sei se talvez por minha idade ser próxima ao do menino e eu compartilhar do medo de perder os pais. Talvez.
Mas o roteiro tem uma delicadeza de sentimentos e uma brutalidade da realidade do país, que formam uma história que por cima pode até parecer simples, mas tem muito mais conteúdo enraizado do que parece. É a cara do Brasil. A pobreza, a simplicidade, o sofrimento do povo que vem tentar a sorte nas capitais e também daqueles que ficam no interior do país.
A fotografia reforça essa "secura" de sentimentos e de vidas sofridas, as cores quase todas em tons pastéis, compatível ao Sertão brasileiro.
Fernanda Montenegro dando o melhor de si; o melhor de uma atriz que já está em um patamar elevado naturalmente.
Só de assistir ao trailer quando estava procurando para colocar aqui, me arrepiei e os olhos lacrimejaram ao ouvir a música tema.
Obra-prima.

CLASSIFICAÇÃO: MARAVILHOSO

Ficha Técnica: IMDb

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Casa de Areia



gênero: Drama 
duração: 115 min 
ano de lançamento: 2005 
estúdio: Columbia TriStar Filmes do Brasil 
direção: Andrucha Waddington 
roteiro: Elena Soarez, Luiz Carlos Barreto, Andrucha Waddington 
fotografia: Ricardo Della Rosa 

Vasco leva sua mulher e filha para terras recém compradas onde espera começar uma nova, e melhor, vida. Mas ao chegar ao local descobre que fica no meio de uma área onde só a areia, um terreno inóspito sem nenhuma civilização próxima. Sua mulher quer voltar para a vida que tinham antes, mas ele decidem que devem ficar ali, mesmo o resto da caravana os abandonando.
Eu fui assistir esse filme com uma esperança tão grande e me decepcionei tanto! Acreditei que, por ter Fernanda Montenegro e Fernanda Torres no elenco, com certeza seria uma baita produção. Com certeza elas e Seu Jorge seguram bem as pontas e a fotografia é incrível, passam bem as sensações de solidão, isolamento e um desespero conformado.
Mas o roteiro é muito arrastado e cansativo. Pode ser intencional para passar exatamente a mesma sensação dos personagens? Com certeza! Mas isso o torna muito monótono.
Ouvi dizer que tem muitas referências históricas e metáforas, não sei se estava muito cansada já daquela enrolação, se não sou inteligente o suficiente para entender ou não estava no espírito para ver algo tão denso, mas no final das contas, não gostei nenhum pouco. Acho que tentaram construir algo muito intelectualizado e erraram na mão.

CLASSIFICAÇÃO: RUIM

Poster e Ficha Técnica: IMDb


terça-feira, 17 de julho de 2012

Medianeras: Buenos Aires na Era do Amor Virtual


título original: Medianeras
gênero: Drama 
duração: 95 min 
ano de lançamento: 2011 
estúdio: Eddie Saeta S.A.
direção: Gustavo Taretto 
roteiro: Gustavo Taretto 
fotografia: Leandro Martínez 
direção de arte: Romeo Fasce, Luciana Quartaruolo

Martín e Mariana moram na mesma rua, passam pelos mesmos lugares, mas nunca se conheceram. Em uma cidade do tamanho de Buenos Aires, quais as chances de um dia se encontrarem?
Fui assistir esse filme querendo me apaixonar por ele, que raiva que tenho quando faço isso pois acabo sempre com um pouquinho de decepção.
Comecemos pelo seguinte: cinema argentino e com uma inspiração clara em Woody Allen, quais as chances de eu gostar? Muitas!
Os argentinos tem uma delicadeza peculiar ao tratar o tema amor em suas obras, é um estilo que eme chama atenção, pois é "bonitinho" e ao mesmo tempo não é clichê.
Mais interessante ainda é a abordagem que dão aos relacionamentos e ao estilo de vida em que grande parte da sociedade está envolvida hoje em dia.
Personagens neuróticos, com tiques, manias e fobias sempre me agradam, foi isso que me fez ver um tanto de Woody Allen nesse filme.
Portanto, no todo é um filme muito agradável e nos padrões que eu costumo gostar, mas faltou um je ne sais quoi para que rolasse uma química completa entre nós.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Precisamos Falar Sobre o Kevin


título original: We Need To Talk About Kevin
gênero: Drama, Suspense 
duração: 112 min 
ano de lançamento: 2011 
estúdio: BBC Films 
direção: Lynne Ramsay 
roteiro: Lynne Ramsay, Rory Kinnear, Lionel Shriver 
fotografia: Seamus McGarvey 
direção de arte: Judy Becker

Eva mora sozinha e vive sofrendo agressões físicas e morais por onde passa. A culpa disso está em seu passado quando morava com seu marido e seus dois filhos e não tinha um bom relacionamento com seu primogênito Kevin, mas ela não imaginava o que ele seria capaz de fazer na época.
Definitivamente eu tenho que fazer duas coisas: parar de ler sinopses e de ouvir os comentários empolgados de amigos sobre os filmes. Esses dois fazem que eu crie expectativa demais e/ou descubra muito fácil o temperinho misterioso do filme.
Foi isso o que aconteceu nesse caso. É uma baita de uma história que trabalha muito o lado psicológico dos personagens, mas eu logo no começo já tinha sacado toda a história e isso fez com que perdesse um pouco a graça.
A fotografia te guia dentro do roteiro, com tons vermelhos em várias cenas e em outras contendo objetos dessa cor ele te orienta até o grande final.
Terminei o filme com ódio do Kevin, ódio de tudo que ele tinha gerado e exatamente por isso que percebi todo o valor desse filme, assistam sem ler sinopses que contam demais.
[SPOILER] Para mim todo o roteiro trabalha em cima da seguinte premissa: um psicopata nasce assim ou é gerado ambiente e a sociedade em que é criado? [SPOILER] 

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

domingo, 15 de julho de 2012

Carandiru

gênero: Drama 

duração: 145 min 
ano de lançamento: 2003 
estúdio: BR Petrobrás 
direção: Hector Babenco 
roteiro: Hector Babenco, Fernando Bonassi, Victor Navas, Dráuzio Varella 
fotografia: Walter Carvalho 
direção de arte: Clovis Bueno

Um médico se dispõem a fazer um trabalho preventivo contra a AIDS no presídio Carandiru. Lá ele conhece a realidade da vida atrás das grades e a história pessoal de alguns prisioneiros, além do estigma de bandido.
Uma constatação de como o sistema educacional, carcereiro e de saúde brasileiro são falhos e mal estruturados.
Tive contato com o livro quando prestei vestibular e depois de um tempo resolvi assistir ao filme, pois tinha adorado a obra original. Como de costume, o primeiro é melhor, mas além do roteiro bem elaborado acredito que o ponto alto dessa obra são as interpretações.
Além de reunir grandes nomes do cinema atual, ainda extrai o melhor de cada um dos atores.
É uma obra romanceada de uma realidade bem dolorosa.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Ficha Técnica: IMDb

sábado, 14 de julho de 2012

Cabra-Cega

gênero: Drama 

duração: 107 min 
ano de lançamento: 2004 
estúdio: Europa Filmes 
direção: Toni Venturi 
roteiro: Fernando Bonassi, Roberto Moreira, Di Moretti, Victor Navas 
fotografia: Adrian Cooper 

Dois jovens militantes sonham com uma revolução social no Brasil. Enquanto um deles se vê obrigado a se esconder na casa de um amigo, conhece um comandante de um grupo de esquerda que pensa em voltar a luta política.
Mais um filmes sobre a Era de Chumbo da Ditadura Militar braseira. O bacana aqui é que toda a ideologia e atitudes é demonstrada a partir de uma pessoa, na verdade o ideal de todo um grupo é personificado em apenas uma figura.
Não é um filme fácil de assistir, além de ter um roteiro denso, a trama é desenvolvida praticamente inteira em volta apenas de dois personagens, isso o torna um pouco arrastado.
Mesmo assim, é um filme muito interessante para ver a Ditadura de mais um ponto de vista.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Ficha Técnica: IMDb

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças

título original: Eternal Sunshine of the Spotless Mind

gênero: Drama 
duração: 108 min 
ano de lançamento: 2004
estúdio: Focus Features 
direção: Michel Gondry
roteiro: Charlie Kaufman, Michel Gondry
fotografia: Ellen Kuras
direção de arte: Dan Leigh

Após descobrir que sua namorada passou por um tratamento para apagá-lo da memória, Joel decide fazer o mesmo. A coisa só se complica quando, no meio da sessão ele não quer mais que isso aconteça.
Um ótimo drama, um ótimo romance, um ótimo tudo. Esse roteiro foi definitivamente pensado fora dos padrões comuns. Trata-se de um romance dramático que não repete as fórmulas batidas que vemos tanto por aí, tem um toque de ficção científica e ainda um humor sutil. 
Rola nele um debate sobre a evolução dos relacionamentos e o que devemos, ou fazemos, com eles quando terminam. Por mais que o fim seja doloroso, será que devemos apagar aquela pessoa totalmente de nossas vidas?
As sequências de cenas são incríveis e alucinantes ao mesmo tempo, a fotografia é meio alternativa e com uma pitada de cinema amador.
Aqui foi a primeira vez que realmente respeitei Jim Carrey como ator. E também pela primeira vez percebi o quanto ele é mil vezes superior como ator dramático do que comediante.
Com certeza um dos meus filmes favoritos, não canso de assistir. Serve para pensar, se divertir, suspirar e chorar bastante.

CLASSIFICAÇÃO: MARAVILHOSO

Poster e Ficha Técnica: IMDb


quinta-feira, 12 de julho de 2012

Bicho de Sete Cabeças

gênero: Drama 

duração: 74 min 
ano de lançamento: 2001 
estúdio: Buriti Filmes 
direção: Laís Bodanzky 
roteiro: Luiz Bolognesi, Austregésilo Carrano 
fotografia: Hugo Kovensky 

O relacionamento entra Wilson e Neto, pai e filho, é muito complicado. Ambos não se entendem, aceitam e nem ouvem o que um tem a dizer ao outro. Essa falta de compatibilidade dentro da família chega ao estopim quando o pai descobre que o filho está fumando maconha e o mando para um manicômio. 
Com certeza um dos meus filmes nacionais favoritos.
O choque de gerações cria uma trama tão densa, a criação que provavelmente o pai teve e passa para o filho, deixando de dar a devida atenção, carinho e ouvidos. As consequências que isso gera. Um filho que procura meios de confrontar ainda mais o pai para ver se isso o chama a atenção, e o pai reagindo da pior maneira possível.
O roteiro trata de relacionamentos, dos jogos psicológicos que as pessoas fazem umas com as outras. É um filme sobre a psicologia dentro das relações interpessoais.
A partir desse filme que comecei a realmente respeitar Rodrigo Santoro como um ator e não somente um galã.
Além do roteiro, todos o resto da produção também passa muita densidade e tensão. Não é um filme para se assistir em um dia em que não se esteja preparado.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Ficha Técnica: IMDb

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Boa Noite e Boa Sorte



título original: Good night, and good luck.
gênero: Drama 
duração: 93 min 
ano de lançamento: 2005
estúdio: Warner Independent Pictures 
direção: George Clooney
roteiro: George Clooney, Grant Heslov
fotografia: Robert Elswit 
direção de arte: James D. Bissell

Em plena era do McCarthismo, um âncora de TV luta para mostrar os dois lados da história. Mostrando as táticas e mentiras do senador, ele provoca um confronto público na recém chegada televisão.
Antes de tudo, tem que conhecer bem a história política americana para conseguir acompanhar o roteiro. Eu não conheço o suficiente e tive grandes dificuldades em acompanhar ao filme, afinal, ele já parte do pressuposto que você está por dentro dos fatos abordados.
Não há trechos prefácio com resuminho dos fatos, você pega o bonde no caminho, os diálogos são rápidos e densos, e - para quem não conhece a história da época - a cada cena a coisa fica mais confusa. Eu acabei o filme sem entender muito.
Talvez o que disse acima seja o responsável por eu tê-lo achado um pouco arrastado também.
Agora, as atuações são muito bem trabalhadas e a fotografia é de encher os olhos! O preto e branco, além de situar melhor ainda a história, dá uma dramaticidade muito maior a uma trama tensa por si só.
O que recomendo, e que quero fazer para poder rever esse filme, é que leiam um pouco sobre esse período da história política americana antes de assisti-lo.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb


terça-feira, 10 de julho de 2012

Babel

título original: Babel
gênero: Drama 
duração: 143 min 
ano de lançamento: 2006
estúdio: Paramount Pictures 
direção: Alejandro González Iñárritu
roteiro: Guillermo Arriaga, Alejandro González Iñárritu
fotografia: Rodrigo Pietro 
direção de arte: Brigitte Broch

Um casal viaja em um ônibus de turistas pela região montanhosa de Marrocos. Perto dali, meninos protegem o pequeno rebanho do pai com um rifle, mas em uma brincadeira acabam atirando na direção do ônibus e acertando uma mulher. A partir daí essa história passa a afetar a vida de várias pessoas, direta ou indiretamente.
É um padrão de Iñarritu traçar histórias paralelas a partir de um ponto em comum, ou que um ponto em comum acabe unindo as histórias ao final. E eu gosto muito desse estilo. Principalmente porque é algo real. 
Os choques culturais, os preconceitos entre povos a falta de compreensão entre línguas, tudo milimetricamente trabalhado.
Todas as interpretações são dramáticas e marcantes. 
Com certeza, uma história para se tirar uma lição. Tudo que nós fazemos afeta profundamente o mundo ao nosso redor? Para pensar.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quarta-feira, 4 de julho de 2012

A Pele que Habito

título original: La piel que habito

gênero: Drama 
duração: 117 min 
ano de lançamento: 2011
estúdio: Blue Haze Entertainment 
direção: Pedro Almodóvar
roteiro: Pedro Almodóvar, Agustín Almodóvar, Thierry Jonquet 
fotografia: José Luis Alcaine
direção de arte: Antxón Gómez


Após a morte da mulher, vítima de um acidente de carro, o cirurgião plástico Robert passa a criar uma pele transgênica com a qual poderia ter salvo sua esposa. A questão principal é que ele necessita de uma cobaia para testar sua invenção.
Talvez o texto de hoje fique muito longo, talvez muito curto. O problema é que não sei como expressar em palavras todas as sensações e os sentimentos que esse filme me passou.
Ando muito ocupada, por isso o blog anda meio as moscas, mas esse filme preferi esperar uns dias depois de assistir para comentar por precisar de um tempo para digeri-lo.
A qualidade de trilha sonora, fotografia e interpretações se mantém as mesmas das produções de Almodóvar: impecável.
Agora, o roteiro. Acho que Almodóvar conseguiu alcançar o inatingível. Que roteiro! Acabei o filme enojada, chocada e indignada. Aí deixei a azia passar e vi o sabor delicioso que ele me propunha. Com certeza um dos roteiros mais intrigantes e originais que já vi!
É tão doentio, psicótico e polêmico que não tem como ficar imparcial ao fim.
De cara com certeza você terá um ódio imenso no coração, mas poucos minutos depois perceberá o quanto isso tem potencial pra se transformar em amor.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb