quinta-feira, 31 de maio de 2012

Carrie, A Estranha


título original: Carrie
gênero: Terror
duração: 98 min
ano de lançamento: 1976
direção: Brian De Palma
roteiro: Stephen King, Lawrence D. Cohen
fotografia: Mario Tosi

Carrie é uma garota excluída na escola e afastada do mundo normal por sua mãe, uma religiosa fanática. Após virar chacota entre as colegas por ter tido sua menstruação e achar que estava morrendo, uma das meninas se arrepende e pede que o namorado vá com ela ao baile. O problema surge quando uma menina cria uma pegadinha para Carrie, sem ter idéia das consequências que isso pode gerar.
Tenho uma dúvida, algum livro do Stephen King não virou filme? :P Ou melhor, não virou um filme que marcou época? Estamos aqui falando de um dos maiores clássicos do gênero terror!
Mesmo que você não tenha assistido, conhece a cena do sangue de porco.
Não é igual ao filmes de terror de hoje em dia, tem mortes e coisas sobrenaturais, mas não é em exagero.
Pode ser que você assista e não se assuste tanto e até fique decepcionado, mas é um clássico obrigatório.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quarta-feira, 30 de maio de 2012

O Espião Que Sabia Demais


título original: Tinker Tailor Soldier Spy
gênero: Drama, Suspense
duração: 127 min
ano de lançamento: 2011
estúdio: Studio Canal, Karla Films
direção: Tomas Alfredson
roteiro: Bridget O'Connor, Peter Straughan, John le Carré
fotografia: Hoyte Van Hoytema
direção de arte: Maria Djurkovic

Durante a Guerra Fria, após ser aposentado, George - um membro do alto escalão do Circus - é designado para descobrir que é o espião dentro da corporação que está passando informações secretas aos russos.
John Hurt, Colin Firth, Mark Strong, e principalmente, Gary Oldman. Com esse elenco e muito mais, não tem como criticar as interpretações que são impecáveis.
A fotografia e iluminação são de babar, muito bem casadas ao roteiro.
Agora, a história. Quero muito ler a obra original, pois parece ser um livro interessantíssimo, mas não venham me dizer que esse filme é ótimo. É o típico exemplo onde muitas pessoas vão dizer que acharam sensacional por medo de serem taxadas como burras por não terem entendido. Eu assumo e dou minha cara pra bater, achei muito confuso. Parece que tentaram criar uma trama muito elaborada para deixar o telespectador sem saber que é o espião até o último minuto, mas só conseguiram confundir e, pelo para mim, o "suspeito" foi revelado desde o começo.
Não é só questão de distrair e perder o fio da meada, eu prestei atenção durante suas mais de 2 horas e mesmo assim me senti perdida ao final. Talvez se tivesse conhecido o livro antes tivesse adorado esse filme.
Vale pelas ótimas interpretações.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

terça-feira, 29 de maio de 2012

Curtindo a Vida Adoidado

título original: Ferris Bueller's Day Off
gênero: Comédia
duração: 103 min
ano de lançamento: 1986
estúdio: Paramount Pictures
direção: John Hughes
roteiro: John Hughes
fotografia: Tak Fujimoto
direção de arte: John W. Corso

No último semestre do colégio, Ferris resolve matar a aula e fazer uma super programação pela cidade com seu melhor amigo e sua namorada. Só que para isso, ele tem de fugir de sua irmã e o diretor da escola, que fazem de tudo para provar sua culpa.
Tudo bem, eu assumo, nunca tinha visto esse filme antes desse último final de semana. Para o meu azar, o DVD ainda estava zuado nos últimos 20 minutos de filme, mas deu para acompanhar.
O que dizer? É Divertidíssimo! A maneira como a trama é conduzida, com as paradas para Ferris dar sua opinião diretamente ao telespectador, é muito bem elaborado e fluido.
O personagem principal ser muito sortudo é o ponto principal do roteiro, afinal, se não o fosse teria sido pego já nos primeiros momentos do filme ou em qualquer outra situação seguinte.
Sem dúvida alguma, marcou época nos anos 80.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quarta-feira, 23 de maio de 2012

À Espera De Um Milagre


título original: The Green Mile
gênero: Drama
duração: 189 min
ano de lançamento: 1999
estúdio: Castle Rock Entertainment
direção: Frank Darabont
roteiro: Stephen King, Frank Darabont
fotografia: David Tattersall
direção de arte: Terence Marsh

Paul, um chefe de guarda do corredor da morte recebe em suas celas um prisioneiro enorme. Ele foi preso acusado de estuprar duas jovens, mas conforme o relacionamento entre os dois vai se aprofundando, Paul percebe que o acusado pode ser muito mais do que as aparências sugerem.
Comecemos do seguinte: acho muito difícil um livro baseado na obra de Stephen King não dar certo. Não foi diferente com esse caso, entendendo que não estou falando de ser fiel ou não a obra original, mas a ser uma ótima fonte de inspiração.
A pegada sobrenatural pode incomodar algumas pessoas, mas seu desenvolver tocante que trabalha tantos pontos, como: injustiça, racismo e preconceito, sistema carcerário e medos, faz com que as mais de 3 horas de filmes passem levemente como se fosse 1h30.
Tom Hanks merece parabéns, mas a sensação, sem dúvida alguma é Michael Clarke Duncan que, com todo aquele tamanho, consegue passar os sentimentos e medos de uma criança, uma sensibilidade digna de alguém que pareça visivelmente frágil e delicado.
Ainda não viu esse filme por quê mesmo?

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

terça-feira, 22 de maio de 2012

Gato de Botas



título original: Puss in Boots 
gênero: Animação
duração: 90 min
ano de lançamento: 2011
estúdio: DreamWorks Animation
direção: Chris Miller
roteiro: Charles Perrault, William Davies
direção de arte: Guillaume Aretos

A história acontece antes de conhecer Shrek. Gato busca, junto de Humpty Dumpty e Kitty os feijões mágicos e a gansa dos ovos de ouro.
Para um personagem que ganhou tanta visibilidade e conquistou o carinho do público em "Shrek", a história deixa a desejar.
Eu esperava muito mais, o roteiro acabou ficando um pouco bobo e superficial. Também esperava que tivesse mais humor, apelasse mesmo pra comédia e não funcionou assim.
O ponto alto é que trabalha vários personagens de contos de fadas paralelos.
Pode ser um bom passatempo.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

segunda-feira, 21 de maio de 2012

A Concepção


gênero: Drama
duração: 96 min
ano de lançamento: 2006
estúdio: Film Noise
direção: José Eduardo Belmonte
roteiro: Luis Carlos Pacca

Três jovens, filhos de diplomatas, vivem juntos em um apartamento cheio de quinquilharias e vivendo uma rotina entediante. Certo dia eles conhecem um homem que se auto-intitula X que lhes propõem criar um movimento chamado Concepcionismo onde se prega a morte ao ego e a ode ao excesso.
Assisti no cinema, faz quase 6 anos isso e ainda tento entender o que se passou naquele dia.
O classifiquei como regular porque precisava colocar em alguma categoria, mas na verdade deveria criar a opção "diferente" onde encaixaria obras como essa, que me deixam confusa.
A parte conceitual, apesar de bem louca, é interessante. Mesmo partindo talvez do que alguns podem ver como "um bando de playboy a toa" o movimento tem pontos que fazem sentido.
No resto ele pode ser visto como apelativo e exagerado no uso, e abuso, de cenas de drogas e orgias. É casado com a temática? Sim. Mas também pode ser considerado desnecessário.
Cheguei ao final da sessão encantada e abismada, parecia que ao mesmo tempo em que várias portas tinham se aberto na minha mente, eu não tinha entendido bulhufas.
A única coisa que posso afirmar é que é um filme com personalidade e imagens fortes.

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: Filmow

sábado, 19 de maio de 2012

A Chave Mestra


título original: The Skeleton Key 
gênero: Terror
duração: 104 min
ano de lançamento: 2005
estúdio: Universal Pictures
direção: Iain Softley
roteiro: Ehren Kruger
fotografia: Daniel Mindel
direção de arte: John Beard

Caroline é uma moça que trabalha como acompanhante de doentes terminais para juntar dinheiro e terminar a escola de enfermagem. Certo dia surge a oportunidade de trabalhar na casa de um casal de idosos, onde o marido é inválido, em um terreno afastado da cidade. A região é conhecida por ter muitas cerimônias místicas, mas a moça não acredita em crendices. Sua chefe lhe dá uma chave mestra da casa, certo dia ela descobre uma porta atrás de um armário onde estão guardadas antiguidades e coisas que parecem ser ligadas  a rituais.  
Diferente da grande maioria dos filmes de terror, esse tem um roteiro bem elaborado e baseado em fatores reais. Quando digo reais é no ponto de muitas pessoas acreditarem, e se apegarem, a magia negra.
A maneira como é contada a história desses rituais também torna a história mais interessante. Não se trata apenas de um filme cheio de mortes, sangues e sustos.
Kate Hudson, Gena Howlands e John Hurt não só são os personagens principais como os grandes responsáveis pela condução bem amarrada da história.
Um dos meus filmes favoritos do gênero.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

sexta-feira, 18 de maio de 2012

A Casa do Lago

título original: The Lake House
gênero: Romance
duração: 99 min
ano de lançamento: 2006
estúdio: Warner Bros. Pictures
direção: Alejandro Agresti
roteiro: David Auburn, Eun-Jeong Kim
fotografia: Alar Kivilo
direção de arte: Nathan Crowley

Kate é uma médica solitária que morava em uma casa do lago. Hoje, quem mora nela é Alex. Ambos passam a trocar cartas mas descobrem que há uma distância de 2 anos entre eles. Quando percebem estar apaixonados resolvem achar uma maneira de quebrar essa barreira. 
Qual o sentido dessa história? Nenhum. Mas é aí que está a graça e a magia desse roteiro. É romance puro e a maneira como conduzem o desejo de tirarem esse amor do papel, literalmente, é bem bacana. Quando as coincidências vão se revelando na trama tudo fica mais interessante.
Uma das poucas vezes na vida em que Keanu Reeves não estava tão andróide.
Faço uma aposta com as mulheres: duvido que vocês consigam não chorar nos momentos finais. =)

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quinta-feira, 17 de maio de 2012

8 Mile - Rua das Ilusões

título original: 8 Mile
gênero: Drama
duração: 110 min
ano de lançamento: 2002
estúdio: Imagine Entertainment
direção: Curtis Hanson
roteiro: Scott Sirver
fotografia: Rodrigo Prieto
direção de arte: Philip Messina

Jimmy vive em Detroit. Ele vive em crise com sua identidade e a procura de um sentido para vida. Para extravasar seus sentimentos e idéias ele entra no mundo do hip hop.
Mesmo assistindo na época em que curtia muito Eminem, não esperava muito desse filme, mas ele me surpreendeu.
Por mais que o cantor negasse, era visível a inspiração em sua própria vida para compor o roteiro. Os dramas pessoais e de uma comunidade desprivilegiada é bem trabalhado.
A trilha sonora, para quem gosta do estilo, logicamente, é boa e bem casada com a trama.
Não é um ótimo filme, mas tendo Eminem como ator, até que é bom.

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Os Vingadores

título original: The Avengers
gênero: Ação, Aventura
duração: 143 min 
ano de lançamento: 2012
estúdio: Marvel Studios, Paramount Pictures
direção: Joss Whedon
roteiro: Joss Whedon, Zac Penn, Stan Lee, Jack Kirby
fotografia: Seamus McGarvey
direção de arte: James Chinlund


Loki volta à Terra enviado por uma raça de alienígenas que pretendem dominar a humanidade e consegue roubar o cubo mágico recebendo grandes poderes. Nick Fury convoca Thor, Hulk, Homem de Ferro, Capitão América e Viúva Negra para conterem esse vilão, mas será mais difícil conter os egos elevados.
Mantém a ótima qualidade que vem existindo nos filmes de super-herói. Tem drama, ação , comédia, romance e tudo o mais.
Fotografia e trilha sonora padrão.
Para entender o princípio desse filme recomendo que vejam "Thor" antes pois muita coisa vem dele, inclusive o vilão. Os filmes individuais de todos os outros super-heróis não fazem muita diferença.
Até mesmo Mark Ruffalo está bem em seu papel, mesmo com sua cara de chorão.
Muitas frases e muitas cenas ficarão marcadas na memória da galera, se deixasse daria só spoilers nesse post.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

terça-feira, 15 de maio de 2012

2 Filhos de Francisco



gênero: Drama
duração: 132 min 
ano de lançamento: 2005
estúdio: Columbia TriStar Filmes do Brasil, Conspiração Filmes
direção: Breno Silveira
roteiro: Carolina Kotscho, Patrícia Andrade, Luciano Camargo, Breno Silveira, Domingos de Oliveira
fotografia: Andre Horta, Paulo Souza

Francisco sonha em transformar dois de seus nova filhos em uma famosa dupla sertaneja. Aqui é contada a trajetória desse pai, sua família e, principalmente de seus dois filhos: Zezé de Camargo e Luciano.
Assumo, criei um baita de um preconceito sobre esse filme quando soube que eles seria criado. Peguei raiva quando ele saiu nos cinemas, pois na época morava em Franca-SP e o único cinema de três salas ocupou duas com esse filme e por causa disso não consegui ver "Sin City" que ficou menos de uma semana na única sala livre para todos os outros filmes em cartaz na época.
Muito tempo depois, e após ouvir elogios de muitas pessoas, cedi e resolvi assistir. Não me arrependo; na verdade me arrependo de ter demorado tanto para abrir minha mente.
Primeiro, esqueçam que é uma história biográfica sobre essa dupla sertaneja. Vejam como um roteiro que conta a história de uma família típica do sertão brasileiro. Aqui vê-se claramente a realidade de grande parte do interior do país e sonhos que pais normalmente têm para com seus filhos: que eles sejam bem sucedidos. Por mais que Francisco fosse um pouco "louco" a maneira como ele dedicou sua vida a tentar fazer um futuro melhor para sua prole é de emocionar. Poderia ter dado errado, e provavelmente para muitas pessoas já deu, mas é aí que essa história se destaca - o caso deles deu certo e isso é mágico.
Não gosto muito do Ângelo Antônio, mas até ele conseguiu me impressionar. Todo o resto do elenco está de parabéns, principalmente o mirim.
A fotografia casa bem com todo o resto, meio búcolica e triste.
Foi um filme que se superou nas minhas espectativas, talvez por isso tenha gostado tanto.
Se você ainda não viu, prepare-se para provavelmente chorar, bastante.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb


domingo, 13 de maio de 2012

O Terminal


título original: The Terminal
gênero: Drama
duração: 128 min 
ano de lançamento: 2004
estúdio: DreamWorks SKG
direção: Steven Spielberg
roteiro: Andrew Niccol, Sacha Gervasi, Jeff Nathanson
fotografia: Janusz Kaminski
direção de arte: Alex McDowell

Viktor é um cidadão da Europa Ocidental que viaja para Nova York e, ao chegar lá, fica sabendo que seu país sofreu um golpe de estado o que invalida seu passaporte. Sendo assim, ele é um cidadão sem pátria, não podendo voltar a seu país muito menos entrar nos EUA. Enquanto essa situação não se resolve, ele vai vivendo no aeroporto.
O fato da história ser baseado em fatos reais valoriza em muito o roteiro, pensar que alguém realmente teve que passar por essa situação dá uma dramaticidade muito maior ao filme.
É quase um monólogo de Tom Hanks, os outros personagens estão ali apenas para tentar deixar a história um pouco menos arrastada. Figura chave para isso é Stanley Tucci.
Bem interessante para entender alguns pontos das relações entre países e até engraçado pelas "roubadas"que Viktor é obrigado a enfrentar.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

sábado, 12 de maio de 2012

O Filho da Noiva



título original: El hijo de la novia
gênero: Comédia Romântica
duração: 123 min 
ano de lançamento: 2001
estúdio: Instituto Nacional de Cine y Artes Audiovisuales (INCAA)
direção: Juan José Campanella
roteiro: Juan José Campanella, Fernando Castets
fotografia: Daniel Shulman

Rafael, aos 42 anos, se vê envolvido até o pescoço com crises e não tendo tempo para se divertir. Gerencia o restaurante do pai mas não consegue sair da sua sombra, quase não visita a mãe que está com perda de memória, a ex-mulher reclama que não dá atenção ao filho e a namorada lhe exige mais atenção. Após um ataque cardíaco ele passa a ver a vida com outros olhos.
Uma história tocante sobre os valores que temos na vida e o amor. A o amor, como ele é trabalhado sutilmente e ainda de uma maneira emocionante.
Hoje vejo o quanto esse filme é bom, mas na época em que assisti fiquei com um pouco de raiva. Foi o primeiro filme com Ricardo Darín que assisti e depois fiquei um bom tempo sem ver filmes com ele pela birra que peguei. Explico: tinha ido na prateleira "Familia" da locadora procurando algo bem tolo pra assistir; não sei porquê esse estava lá, peguei e vi algo que não era o que queria naquele dia. 
O humor é bem sutil e até um pouco "escondido", a veia dramática é a mais trabalhada, inclusive coisa que os argentinos fazem muito bem.
Vá preparado para ver um drama e não uma comédia, e saia muito satisfeito.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

sexta-feira, 11 de maio de 2012

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain


título original: Le fabuleux destin d'Amélie Poulain
gênero: Comédia Romântica
duração: 122 min 
ano de lançamento: 2001
estúdio: Claudie Ossard Productions
direção: Jean-Pierre Jeunet
roteiro: Guillaume Laurant, Jean-Pierre Jeunet
fotografia: Bruno Delbonnel
direção de arte: Aline Bonetto

Após deixar o subúrbio onde vivia com a família, Amélie se muda para Paris e passa a trabalhar como garçonete. Um dia, encontra na parede do seu banheiro uma caixinha cheia de lembranças e vai em busca de seu antigo dono. Depois de o ajudá-lo ela passa a ter uma nova visão do mundo e mudar o sentido da vida das pessoas a sua volta.
Não tenho o que criticar desse filme. Ele tem todos os elementos para cativar quem está assistindo. A história constrói uma linha de raciocínio interessante e poética, a fotografia é linda e com cores que prendem seus olhos na tela e, para completar, a trilha sonora é a cereja do bolo.
Eu não conheço um apaixonado por cinema que não admire esse filme ou pelo menos o respeite.
Audrey Tautou se lançou para o mundo com essa obra prima e gravou seu rosto como Amélie Poulain na história do cinema.
Filme para ver, se apaixonar e rever inúmeras vezes para pegar cada detalhezinho perfeito.

CLASSIFICAÇO: MARAVILHOSO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Bridget Jones no Limite da Razão


título original: Bridget Jones: The Edge of Reason
gênero: Comédia Romântica
duração: 108 min 
ano de lançamento: 2004
estúdio: Universal Pictures
direção: Beeban Kidron
roteiro: Helen Fielding, Andrew Davis, Richard Curtis, Adam Brooks
fotografia: Adrian Biddle
direção de arte: Gemma Jackson

Há algum tempo namorando Mark Darcy, Bridget começa a se questionar como manter o homem dos seus sonhos ao seu lado. A situação se agrava quando surge uma colega de trabalho dele bonitona, o que a deixa muito enciumada, e seu ex-chefe mulherengo volta a assediá-la.
Mantém a mesma linha de "O Diário de Bridget Jones", bem engraçado mas copiando até umas cenas acaba sendo repetitivo.
Pelo que ouvi falar esse teve mais alterações em relação ao livro do que o primeiro.
Uma boa distração sem dúvidas.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quarta-feira, 9 de maio de 2012

O Diário de Bridget Jones



título original: Bridget Jones's Diary
gênero: Comédia Romântica
duração: 97 min 
ano de lançamento: 2001
estúdio: Miramax Films
direção: Sharon Maguire
roteiro: Helen Fielding, Andrew Davis, Richard Curtis
fotografia: Stuart Dryburgh
direção de arte: Gemma Jackson

Bridget Jones é uma trintona que resolve no Ano Novo começar um diário. Nele ela conta seus defeitos, qualidades, problemas, planos e desejos para o futuro, além de contar seu dia-a-dia com muito humor.
Duvido que exista alguma mulher que não se identifique com pelo menos um pedacinho ou uma crônica de Bridget Jones. Tudo bem, é um filme de mulher, mas é divertido! Ainda não li o livro, mas gosto bastante desse filme, principalmente da cena [SPOILER/] logo no começo que ela fica cantando e bebendo, de pijamas, sozinha em casa. [\SPOILER] A mulher de 30 anos aqui representa a dúvida existencial que atinge as mulheres em qualquer idade: casar e ter filhos ou focar no trabalho? O homem bonzinho ou o cafajeste? Copiar o padrão de beleza das outras ou se aceitar como é?
Ela é tão atrapalhada e ao mesmo tempo, uma anti-heroína tão real, que não tem como não se encantar. Principalmente pela ótima atuação de Renée Zellweger - inclusive a acho mais bonita na forma que estava no filme do que agora, magra demais.
Hugh Grant sempre interpretando a si mesmo (charmoso e cafajeste) e Colin Firth dando um show, e muito mais charmoso que o Grant, na minha opinião.
A trilha sonora dá um toque a mais a um roteiro cheio de referências externas.
Não canso de assistir esse filme. Me identifico e ainda dou muita risada, mas como disse antes: que mulher não se identifica pelo menos um pouquinho?

CLASSIFIÇAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

terça-feira, 8 de maio de 2012

O Diabo Veste Prada


título original: The Devil Wears Prada
gênero: Comédia Romântica
duração: 109 min 
ano de lançamento: 2006
estúdio: Fox 2000 Pictures
direção: David Frankel
roteiro: Aline Brosh McKenna, Lauren Weisberger
fotografia: Florian Ballhaus
direção de arte: Jess Gonchor

Andrea, uma aspirante a jornalista, consegue um emprego em uma das maiores revistas de moda de Nova York, ela irá trabalhar como assistente da principal executiva da Runaway Magazine, Miranda Priestly. Apesar de muitas mulheres cobiçarem esse emprego, ela logo entenderá porque é tão difícil se manter no cargo.
Envolve toda uma gama de temas relacionados com o universo feminino, portanto, o público é esse. Não que homens não possam gostar, mas acredito que o foco é outro.
O roteiro aborda muito a área da moda e comunicação de modo geral, as hierarquias e o peso de nomes consagrados. A fama e a falsidade também são recorrentes.
A maneira como a personagem de Anne Hathaway se transforma, por fora e por dentro, é interessante, e ela lida muito bem com isso.
Meryl Streep está encantadoramente odiável, mas quem pra mim se destacou mesmo foi Stanley Tucci.
Para alguns pode parecer apenas um filme de mulherzinha, mas acredito que dá pra extrair mais dele do que só isso.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

Nunca Fui Beijada



título original: Never Been Kissed
gênero: Comédia Romântica
duração: 107 min 
ano de lançamento: 1999
estúdio: Fox 2000 Pictures
direção: Raja Gosnell
roteiro: Abby Kohn, Marc Silverstein
fotografia: Russel Carpenter
direção de arte: Sydney J. Bartholomew Jr.

Josie é editora no jornal que trabalha e tem apenas 25 anos. Seu chefe quer que ela se disfarce de adolescente e se infiltre no meio estudantil para fazer uma matéria investigativa. O problema é que, em sua adolescência, ela não teve boas experiências e tem medo que elas se repitam e isso provoque sua demissão.
Comecemos pelo fato que dificilmente uma mulher de 25 anos se passaria por uma adolescente, e mais dificilmente essa nunca tenha beijado. Levando em conta que é uma ficção ficamos com a parte que é uma comédia romântica e, principalmente, da década de 90. 
Acredito que na época funcionou bem, fez sucesso, quase se tornou um conto de fadas moderno. Quando assisti tinha por volta de 11/12 anos e gostei bastante, acredito que na época tenha feito sucesso, afinal marcou acento fixo por um tempo na Sessão da Tarde, mas acredito que hoje em dia não teria o mesmo efeito.
Drew Barrymore é toda fofa e tal, mas tem cara da idade que tem, para fazer o papel de uma mulher que consegue passar por mais nova acho que uma atriz com menos cara de mulherão funcionaria mais.

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDb

segunda-feira, 7 de maio de 2012

O Amor É Cego


título original: Shallow Hal
gênero: Comédia Romântica
duração: 114 min 
ano de lançamento: 2001
estúdio: Twentieth Century Fox Film Corporation
direção: Bobby Farrelly, Peter Farelly
roteiro: Sean Moynihan, Peter Farrelly, Bobby Farrelly
fotografia: Russel Carpenter
direção de arte: Sydney J. Bartholomew Jr.

Seguindo os conselhos do falecido pai, Hal sempre busca mulheres de físico perfeito. Porém sua "sorte" no amor muda quando ele tem um encontro inesperado com um guru de auto-ajuda que faz com que ele apenas possa ver a bela interior das pessoas. Depois desse tia ele conhece Rosemary e logo passa a namorá-la por não acreditar que uma mulher tão linda tenha surgido em sua vida. O que ele não sabe é que, na verdade, ela é extremamente obesa.
Sim, é um filme engraçado e tem que haver um desapego da realidade para se divertir, afinal a história é fantasiosa.
Porém, não podemos negar que, apesar de trabalhar a idéia de que não devemos valorizar o visual mas o interior das pessoas, acaba sendo um filme superficial.
Ter Jack Black no elenco também não me anima nem um pouco. 
Com esse post descobri um padrão do qual pretendo fugir: o dos diretores Bobby Farrelly e Peter Farrelly. Eles só sabem fazer filmes comerciais bobos.
Vale pra dar umas risadinhas se você não tiver absolutamente nada pra fazer.

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDb

domingo, 6 de maio de 2012

Mulheres, O Sexo Forte



título original: The Women
gênero: Comédia Romântica
duração: 114 min 
ano de lançamento: 2008
estúdio: Picturehouse Entertainment
direção: Diane English
roteiro: Diane English
fotografia: Anastas N. Michos
direção de arte: Jane Musky

Um grupo de amigas que vive em Nova York e no círculo da moda e da publicidade. Todas tem vidas aparentemente perfeitas, até o dia em que uma delas descobre que o marido de outra a está traindo. Além de bolarem uma vingança todas começam a questionar suas escolhas de vida.
Ruim é pouco! Uma tentativa frustrada de copiar "Sex and The City" descaradamente, não só na ambientação mas nos perfis das personagens e até mesmo há atrizes que trabalharam na série nesse filme.
As atuações parecem forçadas e Meg Ryan cada dia consegue ficar pior, na interpretação e no rosto - pela quantidade de botox que já injetou no local.
Corram desse filme como se não houvesse amanhã e não olhem para trás!

CLASSIFICAÇÃO: PÉSSIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

sábado, 5 de maio de 2012

Meu Nome Não é Johnny



gênero: Ação, Drama
duração: 124 min 
ano de lançamento: 2008
estúdio: Globo Filmes
direção: Mauro Lima
roteiro: Mariza Leão, Mauro Lima,
fotografia: Ulrich Burtin

João Estrella é um carioca de classe média que teve tudo do bom e do melhor na vida, aproveitou bastante os anos 80 e 90 e começou a vender drogas, se tornando um dos maiores traficantes da época na cidade.
Conta, sem ser de dentro da favela, aquele mesmo papo da grande maioria dos filmes nacionais: tráfego e drogas.
O legal aqui é o desenvolvimento dentro do tema em um habitat diferente, mostrando bem como pessoas "de berço" também podem seguir para o caminho do crime.
Selton Mello manda bem, mas não sei se é por já ter visto muitos filmes dele, ou por ele realmente seguir um padrão, acho seus personagens sempre um pouco parecidos nas expressões físicas e linguajares.
Pode ser um bom passatempo.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Ficha Técnica: IMDb

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Luzes da Cidade



título original: City Lights 
gênero: Comédia
duração: 87 min 
ano de lançamento: 1931
estúdio: Charles Chaplin Productions
direção: Charles Chaplin
roteiro: Charles Chaplin, Harry Clive, Harry Crocker
fotografia: Gordon Pollock, Rolland Totheroh

Uma florista se apaixona por um vagabundo acredito ser um milionário. Essa paixão o motiva a conseguir dinheiro para recuperar a visão da amada.
Charles Chaplin é o grande culpado por eu ser tão apaixonada por filme mudos e preto e branco. Com esse filme então, ele me conquistou de vez.
É incrível como consegue ser engraçado, encantador, dramático e romântico em uma mesma história.
Ao mesmo tempo que é leve também é denso na construção de uma trama em que valores e posições sociais são contestadas.
De longe um dos melhores filmes desse gênio! Obrigação para qualquer pessoa, sendo fã ou não.

CLASSIFICAÇÃO: MARAVILHOSO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

Louco Por Você



título original: Down To You 
gênero: Comédia Romântica
duração: 91 min 
ano de lançamento: 2000
estúdio: Open City Films
direção: Kris Isacsson
roteiro: Kris Isacsson
fotografia: Robert D. Yeomen
direção de arte: Kevin Thompson

Um aspirante a chefe de cozinha e uma artista gráfica se conhecem em um bar e se apaixonam. Os amigos dele não gostam de sua versão compromissado e fazem de tudo para levá-lo para o mau caminho. Porém ambos resolvem levar o namoro a outro nível, o que pode não ser uma boa opção.
Comédia romântica padrão, com princípio meio e fim óbvios. Bonitinho para ver numa tarde de domingo chuvosa.
O que acontece com Freddie Prinze Jr que parece só fazer filmes desse tipo? Nunca vi ele em outro tipo de produção!
As cenas que mais me divertiram foram da conversa com a aranha e do shampoo.

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quinta-feira, 3 de maio de 2012

O Conde de Monte Cristo



título original: The Count of Monte Cristo 
gênero: Aventura
duração: 131 min 
ano de lançamento: 2002
estúdio: Touchstone Pictures
direção: Kevin Reynolds
roteiro: Alexandro Dumas Pere, Jay Wolpert
fotografia: Andrew Dunn
direção de arte: Mark Geraghty

Edmond é um homem honesto e ingênuo que está noivo de uma linda mulher, Mercedes. Seu melhor amigo, Fernand inveja a sorte e qualidades dele e arma uma cilada para ficar com sua noiva. Edmond é preso por 13 anos. Durante todo esse período deseja vingança até o dia em que consegue fugir da prisão e sai em busca de concluir seus planos.
Uma história que envolve intriga, período histórico, planejamento de vinganças; esses são elementos que me atraem bastante a atenção. Porém, deixou a desejar. Ele conseguiu alcançar seus planos muitos facilmente, para mim. Tinha que ter mais dificuldade, mais desenvolvimento da elaboração dos planos.
Não que isso faço do filme ruim, de jeito algum, é um bom filme, mas fiquei um pouco decepcionada.
Jim Caviezel convence como rapaz ingênuo, não sei se ainda é reflexo de ter visto ele em "A Paixão de Cristo". Guy Pearce como sempre está ótimo, mas não consigo desvincular a imagem dele de "Priscila, A Rainha do Deserto", parece que ele sempre é um pouco afeminado.
Pode ser um bom passatempo, mas quem espera uma trama elaborada talvez se decepcione.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quarta-feira, 2 de maio de 2012

O Último Rei da Escócia


título original: The Last King of Scotland 
gênero: Drama
duração: 121 min 
ano de lançamento: 2006
estúdio: Fox Searchlight Pictures
direção: Kevin Macdonald
roteiro: Peter Morgan, Jeremy Brock, Giles Foden
fotografia: Anthony Dod Mantle 
direção de arte: Michael Carlin

Nicholas, ao se formar na faculdade de medicina, parte para Uganda para se livrar de seu pai repressor e em busca de aventuras. Em sua chegada passa a trabalhar em uma região que carece de atendimento médico, mas por ironia do destino acaba conhecendo o recém empossado presidente Idi Amin, que impressionado com sua atitude, o convida para ser seu médico particular. Coagido pelo carisma de Amin, Nicholas aceita a proposta, mas não imagina os problemas que isso atrairá para ele.
Vamos começar pelo seguinte fato: é uma história baseada em fatos reais, dentro da África em um governo ditatorial; não assista se tem estômago fraco, eu fiquei em choque com algumas cenas de violência.
No começo achei que fosse ser só a história de um rapaz mimado do primeiro mundo se aventurando no terceiro mundo, mas não. A trama é incrível! E ao mesmo tempo em que você percebe qual é desse governo que se inicia, também não consegue negar que o presidente é dono de um carisma incontestável, que cegam aqueles a sua volta de seus defeitos.
A história de um país e de um ditador narrados do ponto de vista de uma figura que não o viu como monstro desde o primeiro momento.
Ah! E não é a toa que Forest Whitaker ganhou o Oscar por esse filme. Alguém duvida que ele incorporou um ditador? Eu não. Peguei mais birra do personagem de James McAvoy do que dele.
É obrigatório assistir a esse filme. 

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

50%

título original: 50/50 
gênero: Drama
duração: 100 min 
ano de lançamento: 2011
estúdio: Summit Entertainment
direção: Jonathan Levine
roteiro: Will Reiser 
fotografia: Terry Stacey 
direção de arte: Annie Spitz

Adam é um jovem que sempre cuidou muito bem de sua saúde e que tem um comportamento exemplar. Certo dia ele descobre que tem um câncer com 50% de chances de cura. Ele conta com o apoio de um amigo politicamente incorreto e de uma psicóloga em começo de carreira para viver essa fase, mesmo não tendo a certeza que passará dela.
Achei que seria só mais um filme sobre essa doença devastadora, que não teria nenhum elemento inovador e a presença de Seth Rogen no elenco não me animou muito. Porém, após um começo enfadonho, me surpreendi com o desenvolver da história.
Não é só um filme sobre câncer, mas sobre a descoberta da vida, das regras que seguimos e como lidamos com tudo em um momento de desespero. Adam é um rapaz extremamente correto e quando se descobre doente começa a ter atitudes que antes não tinha por medo de morrer, e isso é ótimo.
O final, que me parecia ser batido, me surpreendeu.
Joseph Gordon-Levitt me surpreende a cada filme, e não foi diferente com esse. Ele veste de corpo e alma seus personagens.
Além de tudo, dentro de uma trama dramática, você ainda consegue dar risada com algumas situações. 
Achava que era muito mais, o começo foi cansativo, mas acabou me surpreendendo um pouco. 

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb