quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

O Menino do Pijama Listrado


título original: The Boy i the Striped Pajamas
gênero: Drama
duração: 94 min
ano de lançamento: 2008
estúdio: Miramax Films
direção: Mark Herman
roteiro: John Boyne, Mark Herman
fotografia: Benoît Delhomme
direção de arte: Razvan Radu, Szilvia Ritter

Durante a 2ª Guerra Mundial, o patriarca de uma família - e comandante do exército - é designado a mudar de Berlim para Auschwitz com sua família. Lá, o filho mais novo Bruno, começa a explorar o terreno em volta da casa e acaba fazendo amizade com um menino que mora do outro lado da cerca.
Baseado no livro homônimo, é um filme que te leva para ver um lado mais inocente da guerra. Mas é exatamente ai que nasce o único problema do filme, a origem no livro. Quem leu sabe do que estou falando, achei a história muito mais tocante e melhor elaborada no papel. Me emocionei muito mais no final no livro, que inclusive quase me fez chorar no metrô - lágrimas que segurei para não saírem dos olhos e passar vergonha.
Tudo no filme é muito triste? É. As imagens são lindas, com uma fotografia meio nostálgica? Sim. Porém, provavelmente se só tivesse visto o filme, teria gostado mais.
Para mim acabou faltando alguns detalhes importantes e outros que davam uma graça a mais a história, como Bruno chamando o Führer de "o Fúria" ou Auschwitz de "Haja-Vista". 
Não senti tanta pena de sua ignorância sobre os fatos, por sua pouca idade, no filme como senti no livro.
É um filme bonito e triste, mas recomendo mais o livro.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Mamma Mia

título original: Mamma Mia!
gênero: Musical
duração: 108 min
ano de lançamento: 2008
estúdio: Universal Pictures
direção: Phyllida Lloyd
roteiro: Catherine Johnson
fotografia: Haris Zambarloukos
direção de arte: Dean Clegg, Rebecca Holmes

Sophie está as vésperas de seu casamento e só falta uma coisa para que seja perfeito: que seu pai esteja presente, mas ela não sabe quem ele é. Depois de ler um antigo diário de sua mãe ela encontra três possíveis candidatos e os convida para a festa e a confusão está feita enquanto tenta esconder o fato de sua mãe e de seus possíveis pais.
Baseado no musical mundialmente famoso da Brodway, com um roteiro criado em cima das músicas do ABBA, não tinha como esse filme não ser um sucesso.
Para quem curte ABBA é uma ótima opção, melhor ainda se também gostar de musical, ai fica perfeito.
Acho que nunca vi um filme tão alegre na minha vida. Não de um jeito irritante, como "Simplesmente Feliz", mas que realmente te deixa contente. Eu duvido que alguém acabe de ver esse filme triste ou emburrado, só se não curte o gênero e o estilo de música, mas aí não tem nem porquê ter começado a assistir.
A fotografia é absurdamente linda! Mas também, filmando nas ilhas gregas fica fácil, que lugar maravilhoso!
Todo o elenco está muito bem casado, só não gostei muito do Pierce Brosnan cantando - acho que ele dá umas desafinadas e não tem uma voz forte o suficiente. Colin Firth, mesmo no papel de um cara meio bobo e cheio de frescuras, continua exalando charme. Amanda Seyfried segue o mesmo padrão de "Cartas para Julieta".
Agora Meryl Streep, além de ótima atriz ainda canta muito bem. Para mim foi um choque por ter a visto um dia antes em um papel totalmente diferente em "A Dama de Ferro". Inclusive Phyllida Lloyd dirige ambos os filmes. Recomendaria que continuasse somente em comédias/musicais.
Eu amei, muito alegre, divertido, com trilha e fotografia lindas, porém talvez seja mais voltado para o público feminino.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Oscar 2012



Ontem eu estava muito cansada e como minha mãe queria assistir outras coisas na TV acabei vendo somente a alguns trechos do Oscar antes de ir dormir. Portanto, vou só comentar os vencedores e não como foi a apresentação - que inclusive vi muitas pessoas comentando que deixou a desejar e foi uma das mais fracas da história da premiação. Mas vamos ao que interessa, por tópicos para facilitar:


  • Melhor Filme: ganhou "O Artista", filme pelo qual passei a torcer assim que o assisti. O que acho mais bacana aqui é pelo fato de não ser um filme com a mesma origem do prêmio, americano, o que normalmente acaba sendo favorecido. Tudo bem que já estava sendo cotado como favorito, mas eu tinha minhas dúvidas pelo que acabei de falar e por ter inovado com características mais do que antigas do cinema. Dos outros que concorriam nessa categoria só assisti a "Meia-Noite em Paris", "Cavalo de Guerra" e "A Árvore da Vida" e, entre esses, só achava o primeiro merecedor também;
  • Melhor Ator: levou o ator Jean Dujardin por sua interpretação em "O Artista", achei bem merecido. Enquanto assistia tinha a sensação que ele tinha vindo de um túnel do tempo, diretamente da década de 30. Ainda preciso assistir "O Espião que Sabia Demais", mas pelo que falaram Gary Oldman merecia muito também; prefiro me abster de comentários por enquanto;
  • Melhor Ator Coadjuvante:  Christopher Plummer ganhou por sua interpretação em "Toda Forma de Amor", estou quase tendo um filho de tanta vontade de ver esse filme. Parece que não havia dúvidas que essa estatueta seria dele, o tornando assim a pessoa mais velha a ganhar um Oscar;
  • Melhor Animação: minha torcida deu certo e "Rango" ganhou! Esse filme gerou algumas controvérsias, mas para mim é uma das melhores animações dos últimos tempos, fugindo do comum e fazem uma bela homenagem ao gênero faroeste. Estava com medo que "Kung Fu Panda 2" ganhasse, apesar de ser bem legal não o achava merecedor de estar concorrendo, considero "Rio" mais inovador e deveria ter tido uma vaga na categoria;
  • Melhor Atriz: alguma dúvida que Meryl Streep levaria? Eu não tinha. Sua interpretação é uma das poucas motivações para assistir "A Dama de Ferro", papel no qual ela está - mais uma vez - incrível. Viola Davis também era uma forte concorrente com "Histórias Cruzadas", preciso assistir urgente;
  • Melhor Atriz Coadjuvante: se "Histórias Cruzadas" não conseguiu pegar a estatueta com o prêmio anterior, conseguiu garantir pelo menos um reconhecimento da premiação quando Octavia Spencer levou nessa categoria. Ela subiu ao palco aos prantos e foi ovacionada pelo público presente (Já falei que preciso muito ver esse filme, né?);
  • Melhor Roteiro Original: Woody Allen não podia sair sem nada, e levou nessa categoria por "Meia-Noite em Paris". Achei muito justo, a história é muito bem conduzida e com elementos diferentes dentro de uma história de conflitos de identidade e amor. Aqui acho que o concorrente mais a altura talvez fosse "A Separação";
  • Trilha Sonora Original: Mais uma para "O Artista", dos concorrentes vi "As Aventuras de Tintim" e "Cavalo de Guerra". Não sei se tenho uma opinião certa para esse, mas qualquer um dos três que ganhasse acharia justo, todos tinham uma trilha muito bem elaborada;
  • Canção Original: categoria que me deixou inconformada. Não é porque sou brasileira, mas a música de "Rioera absurdamente superior. Acredito que aqui valeu a máxima de que premiam só o "da casa", imagina que americanos deixariam de dar um prêmio para algo que marcou a infância deles para premiar um filme do "terceiro mundo", mesmo sendo melhor. Posso estar até sendo preconceituosa, mas foi como vi. Achei a música dos Muppets muito mais do mesmo e nada inovadora;
  • Maquiagem: o segundo motivo pelo qual vale a pena ver "A Dama de Ferro" e pelo qual evou a estatueta. Dos três acredito que o concorrente mais a altura seria "Albert Nobbs", pelo que vi no trailer pelo menos a transformação de Glenn Close está incrível;
  • Figurino: "O Artista". Não vi nenhum outro dos concorrentes, prefiro evitar comentários;
  •  Documentário (Longa): "Undefeated". Não vi nenhum dos indicados. Vou ficar quietinha pra não falar besteira;
  • Documentário (Curta): "Saving Face"Não vi nenhum dos indicados. Vou ficar quietinha pra não falar besteira (2);
  • Edição: "Os homens que não amavam as mulheres". Não entendo o suficiente, tecnicamente falando, para opinar com propriedade;
  • Melhor Filme de Língua Estrangeira: "A Separação". Assumo que não vi nenhum outro da categoria, mas achei esse filme tão incrível que considerava injusto se não ganhasse, mesmo não tendo base de comparação. Sem dúvida merecia estar concorrendo a Melhor Filme;
  • Curta-metragem: "The Shore" Não vi nenhum dos indicados. Vou ficar quietinha pra não falar besteira (4);
  • Efeitos Visuais: "A invenção de Hugo Cabret". A cada prêmio que vejo que ele ganhou, mais vontade tenho de assistir (3), mas achava que "Planeta dos Macacos" levaria esse, ainda me impressiono muito com a técnica que foi usada nesse filme;
  • Roteiro Adaptado: "Os  Descendentes" levou. Só ouvi falar dos indicados e, mesmo sendo muito elogiado, me pareceu um roteiro meio batido de conflitos familiares, mas ainda preciso vê-lo.



Bem, no todo foi isso. Os que levaram mais estatuetas foram os já esperados "O Artista" e "A invenção de Hugo Cabret". Não houve muitas surpresas, os favoritos ganharam. 
E vocês, o que acharam da premiação, justa? Gostaram?

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Em Busca do Vale Encantado


título original: The Land Before Time
gênero: Animação
duração: 69 min
ano de lançamento: 1988
estúdio: Universal Pictures
direção: Don Bluth
roteiro: Stu Krieger, Judy Freudberg

Um jovem dinossauro é deixado sozinho e parte em busca do lendário Vale Sagrado. No caminho ele encontra outros quatro dinossauros e eles se unem nessa jornada.
Como bom Sessão da Tarde, eles passam por altas aventuras. 
Mas isso não importa, acabei de descobrir que esse filme - que vi trilhões de vezes na minha infância - foi lançado no ano que nasci.
Não sei se é porque era criança ou porque é realmente tocante. Mas é um desenho que fala sobre amizade, sobre amadurecer e aprender a caminhar por suas próprias pernas, sobre enfrentar as adversidades bravamente.
História com moral, é disso que eu sinto falta para as gerações mais novas.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

sábado, 25 de fevereiro de 2012

A Dama de Ferro


título original: The Iron Lady
gênero: Drama
duração: 105 min
ano de lançamento: 2011
estúdio: Film4, UK Film Council
direção: Phyllida Lloyd
roteiro: Abi Morgan
fotografia: Elliot Davis
direção de arte: Nick Dent, Bill Crutcher

Biografia de Margareth Thatcher, ex-Primeira Ministra britânica. O filme aborda desde sua infância até a velhice, quando começava a dar sinais de demência, passando por vários pontos importantes de sua carreira política, como a Guerra das Malvinas em 1982.
Uma história sobre a superação de uma mulher, filha de comerciante, em tempos que homens ainda dominavam grande parte dos cargos importantes dentro de qualquer instituição. Ao mesmo tempo que conta seu caráter teimoso e irredutível.
Margareth foi uma mulher de fibra, mas ao mesmo tempo uma governante que angariava ódio e amor de seus súditos. Com atitudes muitas vezes ditatoriais, criou fama ruim em sua carreira. O problema é que o roteiro me passou a impressão de tentar tirar a "culpa" dela por suas atitudes algumas vezes impensadas, dá a impressão que quiseram mostrar assim: _Olhem, coitada, atrás dessa carcaça de durona ela é apenas uma mulher que se sente culpada por não ter dado toda a tenção suficiente a sua família, principalmente ao marido que morreu e de quem ela sente muita falta. 
Tirando esse ponto acima, que achei forçado e desnecessário - provavelmente a diretora é eleitora dos conservadores e quis limpar a índole de sua ídola - o filme é muito bom; serve bastante para conhecer um pedaço da história britânica e mundial contemporânea. 
De resto, não tem nem o que discutir, a indicação pela magnífica atuação de Meryl Streep é muito mais do que merecida e pela maquiagem também, inclusive no começo do filme pensei : "Nossa, será que ela já está velha assim, ou já está maquiada?"
Algumas cenas me lembraram "O Discurso do Rei", não só pelas aulas dela com fono-audiólogo, mas talvez pelas responsabilidades pesadas do cargo.
Merece ser assistido pela Meryl Streep, sem sombra de dúvida uma das melhores atrizes da atualidade.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

Pânico 3


título original: Scream 3
gênero: Terror
duração: 116 min
ano de lançamento: 2000
estúdio: Dimension Films
direção: Wes Craven
roteiro: Kevin Williamson, Ehren Kruger
fotografia: Peter Deming
direção de arte: Thomas Fichter

Sidney continua sendo perseguida por seu passado e não consegue se livrar dele. 
Continua com várias referências a outros filmes de terror, mas dizem no trailer que as regras das trilogias do gênero foram quebradas. Não vi muita diferença.
Também continua com o mesmo elenco (tirando os secundários que foram morrendo, óbvio), mesma equipe de produção e praticamente mesmo roteiro.
Não é ruim, mas se não o tivessem criado também não faria diferença.

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDb

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

A Separação



título original: Jodaeiye Nader az Simin
gênero: Drama
duração: 123 min
ano de lançamento: 2011
estúdio: Asghar Farhadi
direção: Asghar Farhadi
roteiro: Asghar Farhadi
fotografia: Mahmoud Kalari

Simin quer se divorciar do marido, Nader, pois quer deixar o Irã. Ele não aceita pois a esposa quer levar sua filha, Termeh junto e ele quer ficar para cuidar do pai que está com Alzheimer. Mesmo assim ela sai de casa e Nader contrata uma moça para cuidar da casa e do pai, o que ele não sabe é que ela está grávida e trabalhando escondida do marido.
Nunca tinha visto um filme iraniano, comecei com o pé direito. Não sei se é a língua, que tem uma tonalidade muito forte, mas achei que trabalharam muito bem a dramaticidade de cada ator.
O roteiro é construído em cima de uma trama de mentiras, uma conduz a outra e assim por diante. Tem como pano de fundo as questões sociais e religiosas do país, muito importantes  pois se não se passasse no Irã muita coisa deixaria de fazer sentido.
Está concorrendo a Melhor Filme Estrangeiro, do qual não posso opinar pois só o vi dessa categoria, mesmo assim diria que merece bastante; e Melhor Roteiro Original. Dessa última só não vi um dos indicados, os outros são "Missão Madrinha de Casamento", "O Artista" e "Meia-noite em Paris". Acho difícil sendo que são todos muito diferentes, mas ficaria entre esse e o dirigido por Woody Allen.
Como vi um amigo meu falado: "Esse filme merecia estar concorrendo a Melhor Filme". Concordo, e digo mais, principalmente se estivesse no lugar de "Cavalo de Guerra".
Um ótimo filme, de uma cultura muito diferente, que aborda atitudes universais.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Pânico 2


título original: Scream 2
gênero: Terror
duração: 120 min
ano de lançamento: 1997
estúdio: Dimension Films
direção: Wes Craven
roteiro: Kevin Williamson
fotografia: Peter Deming
direção de arte: Ted Berner

Ao ser lançado um filme, baseado nos sangrentos assassinatos que aconteceram na cidade, um novo serial killer surge e seu alvo é novamente Sidney. A mídia fica em alvoroço e qualquer um pode ser suspeito.
É uma boa continuação, mas usa da mesma fórmula do primeiro, tanto que repete até o elenco quase inteiro. Quer dizer, não fica ruim mas não é mais novidade, e tudo se torna mais fácil de acompanhar e adivinhar.
Sequência digna sim, mas não supera o primeiro, nem fica no mesmo nível, talvez poucos décimos abaixo.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

Pânico


título original: Scream
gênero: Terror
duração: 111 min
ano de lançamento: 1996
estúdio: Dimension Films
direção: Wes Craven
roteiro: Kevin Williamson
fotografia: Mark Irwin
direção de arte: David Lubin

Um serial killer começa a matar jovens inspirando-se em assassinatos de filmes de terror, o que aterroriza o colégio local e preocupa os policiais que tem muito trabalho para desvendar que é o assassino.
Um dos melhores filmes de terror da história. Primeiro, porque reviveu um gênero que andava meio apagado; segundo porque homenageia o gênero, citando vários clichês do gênero, mesmo assim os usando e funcionando, e tendo como vilão um cara que entende tudo de filmes de terror e sabe que, mesmo sendo absurdo, os assassinatos funcionam; e terceiro, porque realmente assusta.
Não é atoa que virou um clássico. É metalinguagem pura sobre o gênero terror.
Lembro que, quando saiu no cinema eu tinha apenas 8 anos e só era permitida a entrada acima de 18 ou até 12 com permissão dos pais. Fiquei frustrada que não podia ver, pois só se falava desse filme. Hoje ele passa em qualquer horário na TV sem restrição alguma.
Drew Berrymore fazendo uma pontinha e começando a reviver sua carreira. Courteney Cox no começo do auge do Friends. David Arquette sensacional no papel de um policial bobão e duvidoso.
Um detalhe que só percebi hoje enquanto puxava a ficha técnica: o roteirista Kevin Williamson é o mesmo que escreveu, no ano seguinte, "Eu sei o que vocês fizeram no verão passado". Será que o lado especialista em filmes de terror do serial killer foi inspirado na sua própria personalidade?
Hoje pode talvez parecer bobo, para a geração que cresceu vendo "Jogos Mortais". Mas, sem dúvida alguma, já é um clássico. 

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Teoria da Conspiração

título original: Conspiracy Theory
gênero: Suspense
duração: 135 min
ano de lançamento: 1997
estúdio: Warner Bros. Pictures
direção: Richard Donner
roteiro: Brian Helgeland
fotografia: John Schwartzman
direção de arte: Gregory Bolton

Um taxista acredita que o governo esteja envolvido, junto a altos escalões da sociedade, em teorias da conspiração que estão ligadas desde assassinatos de figuras importantes a alienígenas. Ele é apaixonado por uma moça que, ironicamente, trabalha para o governo e em quem ele acredita e confia. Mas ele comete um erro, publica em seu jornal, que tem 5 assinantes, algo que alguém não gosta e resolve matá-lo.
Eu gosto de assuntos ligados a teorias da conspiração, por mais que em grande parte pareçam tolos, me chamam a atenção. Talvez por isso tenha gostado bastante desse filme.
A maneira como o personagem lunático de Mel Gibson conduz suas idéias parecem loucura e ao mesmo tempo fazem bastante sentido. Ele pode não passar credibilidade, mas conforme as pessoas passam a prestar atenção no que ele diz - sendo verdade ou não - torna-se um risco ao governo.
Achei uma trama muito bem conduzida, principalmente por Gibson e Julia Roberts que seguram bem as pontas dos mistérios e desequilíbrios dos personagens e história.
Recomendo para quem gosta do tema principal, se não, pode parecer um pouco chato e fantasioso.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

O Chamado

título original: The Ring
gênero: Terror
duração: 115 min
ano de lançamento: 2002
estúdio: DreamWorks SKG
direção: Gore Verbinski
roteiro: Ehren Kruger, Kôji Suzuki
fotografia: Bojan Bazelli
direção de arte: Patrick M. Sullivan Jr.

Jornalista resolve investigar morte de sobrinha após relacioná-la a várias outras mortes que tiveram em comum um vídeo estranho. Ela deve solucionar essa questão antes de 7 dias pois ela e o filho também assistiam ao vídeo misterioso.
Esse filme foi um sucesso na época que foi lançado, tomo mundo queria assistir e ficava naquela pilha de que to telefone tocaria depois de assistir o filme.
Balela pra pré-adolescente assustar. E funciona. Eu me assustei muito quando assisti, fiquei com medo mesmo.
Hoje vejo que é mais um de uma vasta produção de filmes do mesmo gênero. Não é tosco no estilo de "Eu sei o que vocês fizeram no verão passado", por exemplo. É mais tenso.
Talvez seja diferente, pela inspiração no original japonês, mas ligado a assuntos do além.
Mesmo assim, é entretenimento.

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDb

sábado, 18 de fevereiro de 2012

O Artista

título original: TheArtist 

gênero: Romance
duração: 100 min
ano de lançamento: 2011
estúdio: Le Petite Reine
direção: Michel Hazanavicius
roteiro: Michel Hazanavicius
fotografia: Guillaume Schiffman
direção de arte: Gregory S. Hooper


George Valentin é um consagrado ator do cinema mudo, mas a chegada do filme sonoro o afundará no esquecimento. Enquanto isso uma figurante será empurrada para o sucesso.
Filme feito em 2011, mudo e preto e branco. E aí vi a chance de realizar um sonho: ver um filme dessa categoria, que sempre amei, nas telonas. E posso dizer que foi uma experiência inesquecível.
As interpretações são fiéis aos elencos da década de 20 e 30, o preto e branco parece bem próximo a textura antiga também.
O roteiro é completamente metalinguagem, o filme dentro do filme, um filme que conta a história do cinema. Assim como fez "Cantando na Chuva", mas enquanto um é mais musical e comédia o outro é mais uma homenagem.
A caracterização pesa muito, mas Jean Dujardin tem cara de galã das antigas e sua escolha foi muito bem feita para o papel.

[SPOILER/] A cena em que Valentim está tendo pesadelos com a mudança do cinema e aí ele sonha que está em seu camarim e ao mexer os objetos e eles fazem barulho, mas ele não consegue falar. Foi uma ótima maneira de mostrar a transição e a falta de capacidade do personagem de migrar e ainda resumir em uma cena o choque inicial daquele que assistiram filmes falados pela primeira vez.[\SPOILER] 

CLASSIFICAÇÃO: MARAVILHOSO



Poster e Ficha Técnica: IMDb


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Número 23


título original: The Number 23
gênero: Suspense
duração: 101 min
ano de lançamento: 2007
estúdio: New Line Cinema
direção: Joel Schumacher
roteiro: Fernley Phillips
fotografia: Matthew Libatique
direção de arte: Jon Billington, David Sandefur

Um pai de família ganha de sua esposa um livro chamado "Número 23", que con5ta a obsessão de um homem com esse número. Ele começa a perceber situações similares a sua vida em passagens do livro e começa a identificar o número em várias situações do seu passado e presente, assim ele teme que sua vida termine como a do personagem.
Suspense e problemas psicológicos vem se tornando um tema recorrente por aqui, não é mesmo? E ainda não deixaram de ser meu tema favorito dentro do gênero.
A paranóia do personagem é tão envolvente e interessante que pode acabar te levando a tentar encontrar o número 23 pelas ruas e situações do seu cotidiano.
Volto a afirmar e pedir: Jim Carrey é muito melhor ator em filmes sérios do que em comédias, por favor invista somente nessa parte da sua carreira. 
Deixe esse filme te levar para o seu lado mais desequilibrado.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

O Amigo Oculto


título original: Hide and Seek
gênero: Suspense
duração: 101 min
ano de lançamento: 2005
estúdio: Twentieth Century Fox Film Corporation
direção: John Polson
roteiro: Ari Scholossberg
fotografia: Dariusz Wolski
direção de arte: Emily Beck, Dennis Bradford

Após a morte repentina da esposa, David resolve levar sua filha Emily para morar em uma região pacata ao norte de Nova York para que ela se afaste as memórias ruins que ficaram de Manhattan. Pouco tempo depois ela arruma um amigo imaginário chamado Charlie. no começo o pai vê como uma boa forma dela expressar seus sentimentos, mas ao passar do tempo começam a acontecer coisas horríveis e esse amigo para ser tudo, menos imaginário.
Apesar de achar essa história de "amigo imaginário" muito coisa de americano, pelo menos eu nunca conheci um brasileiro que tivesse disso, o tema é uma ótima base para um filme de suspense. Todo o roteiro é desenvolvido principalmente em cima de traumas do passado e o que esses geraram de problemas psicológicos no presente. Eu amo filme de suspense e terror que tem como foco o psicológico de alguém sendo afetado.
Robert De Niro impecável como sempre, mostra que é muito bom ator mesmo não sendo mafioso. Dakota Fanning, que hoje em dia deve ter uns 18 anos, já mostrava a que veio desde pequenininha.
Segure o ar, se prepare para assustar e assista. Mas cuidado, a qualquer momento alguém pode falar: "Apareça, apareça, onde que que você esteja".... 

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Eu Ainda Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado


título original: I Still Know What You Did Last Summer
gênero: Suspense, Terror
duração: 100 min
ano de lançamento: 1998
estúdio: Mandalay Entertainment
direção: Danny Cannon
roteiro: Louis Duncan, Tray Callaway
fotografia: Denis Crossan
direção de arte: John J. Rutchland III

Julie ainda tem pesadelos com o terror que se instaurou em sua vida, dois anos antes. Tentando ajudá-la uma amiga força um namoro entre ela e um outro amigo. Após ganhar uma viagem ela, Julie, o rapaz e seu namorado para Bahamas. O que ela não imagina, e que seu ex-namorado tenta avisá-la, é que Ben Willys está vivo e busca vingança.
O que resta do primeiro filme? O casal principal, o vilão e exatamente a mesma história só um pouco mais a frente no tempo.
Fez sucesso? Sim. Na época que assisti achei o máximo? Também. Mas é ruim gente, não tem como negar. 
Roteiro fraco, sangue, interpretações ruins, sangue, mortes de personagens que não tem nada haver com o acidente, sangue.
Sem contar que, vamos combinar, Jennifer Love Hewitt é muito fraquinha. Só serve pra se rum rostinho bonito com peitões na tela.
E paramos por aqui, pois não tive vontade nem forças pra ver a terceira continuação.

CLASSIFICAÇÃO: RUIM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado


título original: I Know What You Did Last Summer
gênero: Suspense, Terror
duração: 100 min
ano de lançamento: 1997
estúdio: Touchstone Pictures
direção: Jim Gillespie
roteiro: Louis Duncan, Kevin Williamson
fotografia: Denis Crossan
direção de arte: John J. Rutchland III

Quatro amigos, em uma estrada perigosa, acabam atropelando um homem e, achando que eles estava morto, jogam o corpo no mar. Mas, um ano depois, ele volta querendo vingança.
Na minha pré-adolescência eu adorava esse filme, hoje vejo o quanto o roteiro é superficial e o elenco fraco.
Inclusive, só hoje percebi que Freddie Prinze Jr, por quem me apaixonei em "Amor ou Amizade" faz parte também desse filme.
Lógico que, mesmo a ficha caindo, ainda tenho um carinho por essa produção que marcou uma fase da minha vida.
É trash mas é divertido, dá pra levar uns sustinhos.

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDb

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Sinais


título original: Signs
gênero: Suspense, Ficção Científica
duração: 106 min
ano de lançamento: 2002
estúdio: Touchstone Pictures
direção: M. Night Shyamalan
roteiro: M. Night Shyamalan
fotografia: Tak Fujimoto
direção de arte: Keith P. Cunningham

Um dono de um fazenda, e ex-pastor, mora na terra com seus dois filhos e seu irmão. Ele abandonou sua fé após a mulher ser atropelada e morta por um homem que dormiu no volante. A família começa a ficar com maus pressentimentos quando gigantescos símbolos começam a surgir no meio de suas plantações da noite para o dia sem vestígios de como ou quem o fizeram.
Não escondo que não curto sci-fi, muito menos que não lido bem com filmes de E.T. Na verdade evito ver filmes que tenhas esses seres. Não me atrai, muito menos prende minha atenção. Outro fator que complica, é que não estou mais na idade de curtir filmes que assustam. Após esse prefácio, posso começar a falar do filme.
Segundo meu namorado eu não assisti metade do filme. Explico por que: sou do tipo de pessoa que, se sei que vai ter uma cena de susto fico criando ansiedade e, por isso, acabo me assustando mais do que deveria. Daí que, quando percebia que vinha uma cena de susto, virava o rosto de lado e tampava. "Assisti" metade do filme assim, só ouvindo. Sim, podem me apedrejar, dizer que perdi ótimas cenas e etc.
Mas esse filme em especial, tem uma pegada muito interessante. Porque, na verdade, a ufologia é um pano de fundo para o verdadeiro tema: a existência ou não da fé, em que momentos você se apega a ela ou se desprende, foi milagre ou coincidência? E por isso achei o filme tão bacana.
Lógico que, em termos de suspense, M. Night Shyamalan sabe bem o que faz, vide que "A Vila" também é dirigido por ele. 
Destaque para a Abigail Breslin, que devia ter uns 5 anos nesse filme, e já mostrava a que vinha. A menina arrasa! Já a achava ótima, um pouco maior, em "Pequena Miss Sunshine", mas aqui ela mostra que nasceu para ser atriz.
Para que gosta de filmes com alienígenas é uma boa opção, para quem gosta de suspenses dramáticos é uma ótima pedida.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Janela Secreta

título original: Secret Window
gênero: Suspense
duração: 96 min
ano de lançamento: 2004
estúdio: Grand Slam Productions, Columbia Pictures Corporation
direção: David Koepp
roteiro: Stephen King, David Koepp
fotografia: Fred Murphy
direção de arte: Gilles Aird

Um escritor está em crise para criar um novo romance, o fato dele ter acabado de se separar de sua mulher após pegá-la com outro, só piora a situação. Ele resolve se isolar em uma cabana no meio do nada para buscar tranquilidade, mas um homem surge dizendo que ele plagiou sua história e cobra resoluções.
Roteiro baseado em um filme de Stephen King, tinha como não dar certo? Toda a trama é muito bem elaborada, a ponto de talvez te confundir ou parecer óbvio ao final. Do começo ao fim a história se desenvolve em cima de jogos psicológicos, entre os personagens e do filme com o espectador.
Um dos melhores personagens que já vi Johnny Depp interpretar. Alguns podem dizer: "Mas Natália, é o mesmo de sempre, ele no papel de um esquisitão." Pode até ser um louco, mas não é o padrão mais comum do curriculum do ator, como "Alice no País das Maravilhas"; é um personagem mais palpável e possível de existir.
Fotografia e trilha seguem a linha eloquente do roteiro.
Não sei se segue a história de King de maneira fiel, mas com certeza é encantador de um modo bizarro.
Falando em bizarro, o final é uma obra prima a parte em bizarrice, chega a ser trash de tão louco, lindo e surreal que é.

CLASSIFICAÇÃO: MARAVILHOSO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

Do Inferno


título original: From Hell
gênero: Terror, Suspense
duração: 122 min
ano de lançamento: 2001
estúdio: Twentieth Century Fox Films Corporation
direção: Albert Hughes, Allen Hughes
roteiro: Alan Moore, Eddie Campbell
fotografia: Peter Deming
direção de arte: Jindra Koci

Londres, século XIX, um grupo de mulheres é aterrorizada e hostilizada por grupos de gangues que as obrigam a se prostituir. Algumas meninas começam a sumir e, em seguida, aparecerem mortas. Um inspetor de polícia se interessa pela história e começa a investigar. O problema é que se envolve com uma das moças e, quanto mais perto chega de desvendar o mistério, mais a situação fica perigosa.
Tudo é muito sombrio, fotografia, condução do roteiro e trilha. Tudo muito bem casado com um romance baseado na história de Jack, o Estripador. Para quem conhece essa história, já suspeita desde o começo quem pode ser o assassino no filme. Para quem não conhece, talvez não seja difícil logo perceber. Mesmo assim, o roteiro não perde seu brilho.
Johnny Depp mostra aqui porquê é tão valorizado: em um papel normal, sem loucuras ou extravagâncias, aparece bem seus dons como ator. Por um milagre temos aqui também Heather Graham, que já critiquei tanto por seus papéis em filmes lixo, em um papel sério; de qualquer maneira continuo a achando uma atriz fraca e superficial.
Um bom suspense pra quem procura intrigas, mistérios e investigações. 

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

sábado, 11 de fevereiro de 2012

A Vila

título original: The Village
gênero: Suspense
duração: 108 min
ano de lançamento: 2004
estúdio: Touchstone Pictures
direção: M. Night Shyamalan
roteiro: M. Night Shyamalan
fotografia: Roger Deakins
direção de arte: Tim Beach, Michael Manson, Chris Shriver

No século 19, em uma vila, o povoado vive de maneira tranquila, isolados dos outros vilarejos mas de maneira harmoniosa entre si. Porém tudo se transforma quando descobrem a existências de uma raça de animais perigosos que vive no bosque que existe em volta. Mesmo com os avisos, um jovem rapaz desejar ultrapassar aquela barreira para conhecer o mundo lá fora. Ele é apaixonado por uma moça cega , que também chama a atenção de outro rapaz que tem problemas mentais. Esse amor acabará trazendo a tona alguns segredos.
Com uma trama envolvente, o roteiro é fácil de entender, se você não se desligar em nenhum minuto. Conforme a história vai chegando ao final os fatos vão se encaixando e pode-se até suspeitar do que o espera na conclusão do filme. Para mim foi uma baita de uma surpresa, e exatamente por isso gosto tanto desse filme.
A trilha acompanha perfeitamente todos os momentos de tensão, suspense e drama. A fotografia é graciosa e forte ao mesmo tempo quando mistura todo um ambiente em tons pastéis com cores estouradas, como vermelho e amarelo.
Bryce Dallas Howard dá nos nervos com a sua esperteza e em como conhece mais cada canto da vila do que os que enxergam, Joaquin Phoenix é um banana. Não reclamando de suas atuações, que são muito bem trabalhadas, mas a primeira personagem é muito supervalorizada - beirando o forçado - e o segundo é subvalorizado. Destaque para Adrien Brody, um dos melhores papéis que já o vi fazendo.
Sendo uma surpresa ou não, recomendo muito que assistam - acho que não foi atoa que o diretor ameaçou quem contasse o final ao sair do cinema quando foi lançado.
Depois me digam se acham exagero eu colocá-lo entre os meus favoritos.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

A Profecia 3



título original: Omen III: The Final Conflict
gênero: Terror
duração: 108 min
ano de lançamento: 1981
estúdio: Twentieth Century Fox Films Corporation
direção: Graham Baker
roteiro: David Seltzer, Andrew Birkin
fotografia: Phill Meheux, Robert Paynter
direção de arte: Martin Atkinson

O garoto demoníaco cresceu e se tornou embaixador dos EUA na Inglaterra. Forte candidato ao governo do seu país de origem, somente um padre que conhece seu passado pode impedí-lo.
Eu falei que devia ter parado no primeiro. Insistiram e fizeram um segundo. Até aí ainda perdoamos, mas continuar repetindo a mesma fórmula pela terceira vez não dá.
Mortes, maldades, trilha sonora de arrepiar.
Em um roteiro um pouco lento e parado para um filme de terror, o que acaba sento o mais interessante é ver Sam Neill novinho.

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDb