segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

O Sexto Sentido


título original: The Sixth Sense
gênero: Suspense
duração: 107 min 
ano de lançamento: 1999
estúdio: Barry Mendel Productions
direção: M. Night Shyamalan 
roteiro: M. Night Shyamalan
fotografia: Tak Fujimoto 
direção de arte: Larry Fulton 

Malcolm, um psicólogo infantil, tenta ajudar Cole, um garotinho de 8 anos que não consegue se entrosar na escola e tem crises de medo.
Se você é uma daquelas raras pessoas que ainda não conhece o final desse filme, assista fugindo de todos os spoilers possíveis te garanto que vai adorar. Se ainda não viu, mas sabe o final, o filme continua sendo bom mas perde metade de sua graça.
Pode parecer apenas um filme de suspense cheio de sustos com fantasmas, mas na verdade, os jogos psicológicos que acontecem durante o desenrolar do filme são muito bons.
É diferente ver Bruce Willis em um papel que não envolva muita violência e explosões, mas quem manda muito bem mesmo é o, na época pequeno, Haley Joel Osment.
Não vou me aprofundar muito pois posso acabar falando demais, só posso dizer que é um dos meus queridinhos e que revolucionou a cena do cinema na época em que foi lançado. M. Night Shyamalan não anda em uma fase muito boa, mas ele sabe como fazer suspenses de qualidade.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb


domingo, 30 de dezembro de 2012

A Fita Branca


título original: Das weiße Band - Eine deutsche Kindergeschichte
gênero: Drama, Suspense
duração: 144 min 
ano de lançamento: 2009
estúdio: X-Filme Creative Pool, Wega Film
direção: Michael Haneke
roteiro: Michael Haneke
fotografia: Christian Berger
direção de arte: Christoph Kanter

1913, em um vilarejo protestante da Alemanha, estranhos acidentes passam a acontecer. Enquanto tenta-se esclarecer os acontecimentos, a história dos moradores do vilarejo é contado.
O filme se passa as vésperas da 1ª Guerra Mundial. Li em algum lugar que o roteiro tentava mostrar a origem do nazismo, não consegui enxergar isso no filme, mas confesso que não o o entendi muito bem. Não que seja um filme ruim, mas é muito denso e talvez mais longo do que o necessário.
É um filme pesado, a suposta comunidade "boa" cheia de podres em suas intimidades faz com que você chegue ao final mentalmente cansado.
Falando em final, provavelmente quando terminar você vai se perguntar: "acabou?"

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb


sábado, 29 de dezembro de 2012

A Vida No Paraíso


título original: Så som i himmelen 
gênero: Drama
duração: 132 min 
ano de lançamento: 2004
direção: Kay Pollak

Um maestro muito famoso volta ao povoado onde cresceu para se recuperar de um ataque do coração. Para ocupar seu tempo, acaba se envolvendo com o coral da igreja.
Filme sueco que trata de como demônios do passado podem influenciar o futuro e da relação do homem com a arte e de como essa muda o modo como as pessoas viam e viviam suas vidas.
Não é um filme entretenimento, e sim arte. Daqueles que algumas cenas podem até não fazer muito sentido, mas no todo tem uma lógica.
Achei muito bonito, principalmente a fotografia e a relação quase carnal que o maestro tinha com a música. Porém não é um filme fácil, já aviso. 

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: Interfilmes


sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

As Duas Faces de Um Crime

título original: Primal Fear
gênero: Suspense
duração: 129 min 
ano de lançamento: 1996
estúdio: Paramount Pictures
direção: Gregory Hoblit
roteiro: William Diehl, Steve Shagan, Ann Biderman
fotografia: Michael Chapman 
direção de arte: Jeannine Claudia Oppewall

Um arcebispo é morto a facadas, o grande suspeito é um rapaz de 19 que foi encontrado coberto de sangue da vítima. Um advogado se propõe a defender o rapaz, sem cobrar nada, pelo simples prazer de vencer e aparecer na mídia.
Pode ser que lá pelo meio do filme, assim como eu, você já saiba qual é o final, mas isso não tira nem um pouco o mérito da história. 
Eu, particularmente, adoro filmes que envolvam júri e toda aquela jogada mental de advogados para ganharem o caso; ainda mais se envolver distúrbios psicológicos. E esse filme se encaixa nessa categoria.
Richard Gere, como sempre, fazendo ele próprio: o tiozão bonitão, conquistador e super bem sucedido. O destaque, mais uma vez fica por conta de Edward Norton, sua face se transforma em cada cena ou até mais de uma vez na mesma cena.
Um ótimo suspense, que te prende na cadeira até o final, quando seu queixo provavelmente cairá.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

sábado, 22 de dezembro de 2012

A Origem dos Guardiões

título original: Rise of the Guardians
gênero: Animação
duração: 97 min 
ano de lançamento: 2012 
estúdio: DreamWorks Animation
direção: Peter Ramsey
roteiro: David Lindsay-Abaire, William Joyce 
direção de arte: Patrick Marc Hanenberger

Um grupo de guardiões protege todas as crianças do mundo: Papai Noel, Fada do Dente, Coelho da Páscoa e Sandman. Eles garantem a existência das lendas e da inocência infantil. Porém, Breu, pretende transformar tudo em pesadelo. Para ajudá-los a Lua envia um rapazinho chamado Jack Frost, que desconhece suas habilidades como guardião.
Um dos poucos filmes atuais feito especificamente para crianças, sem piadinhas de duplo sentido no meio para agradar aos pais que levaram seus filhos para assistir. Também é um desenho de final de ano, com aquele clima de esperança, com a vontade de reforças lendas e tradições.
O traço do desenho é bem bonito e foge um pouquinho dos padrões. Os personagens clássicos tem uma roupagem nova, fugindo do tradicional: Papai Noel com braços tatuados, coelhinho da Páscoa lutador, talvez na intenção de atrair mais a atenção das crianças de hoje em dia.
Uma ótima alternativa para quem tem filhos.


CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb


terça-feira, 18 de dezembro de 2012

A Outra História Americana

título original: American History X
gênero: Drama
duração: 119 min 
ano de lançamento: 1998
estúdio: New Line Cinema
direção: Tony Kaye
roteiro: David McKenna
fotografia: Tony Kaye 
direção de arte: Jon Gay Steele

Após a morte do pai, Derek busca consolo para dores em uma gangue de skinheads. Após cometer assassinato, vai preso. Três anos depois, ao sair da cadeia ele se vê na missão de mudar a cabeça do irmão, que está seguindo o mesmo caminho dele antes de ser preso.
Pare tudo o que está fazendo e vá ver esse filme se ainda não assistiu! Que roteiro!!! A visão do racismo de dentro de uma gangue, a maneira como esse pensamento é infiltrado na cabeça dos jovens, como eles passam por uma lavagem cerebral e como isso influencia suas vidas. 
As idas e vindas na cronologia da história vão revelando aos poucos o todo, não vou me estender muito no roteiro para não soltar spoilers.
Já vi muita cena hiper realista de cabeça estourando com tiro, de órgãos internos sendo retirados, mas posso dizer que algumas cenas bem mais "leves" desse filme me deixaram muito mais chocada, como o assassinato que Derek comete logo no começo.
E o que é Edward Norton nesse filme? A cada papel que o vejo interpretando mais respeito crio por sua carreira como ator. Sua expressão se transforma em questão de segundos! O que em um momento parece ser um badboy, no outro é um bobão.
Só assistam, por favor.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

A Vida Marinha Com Steve Zissou

título original: The Life Aquatic with Steve Zissou
gênero: Comédia
duração: 119 min 
ano de lançamento: 2004
estúdio: Touchstone Pictures
direção: Wes Anderson 
roteiro: Wes Anderson, Noah Baumbach
fotografia: Robert D. Yoeman 
direção de arte: Mark Friedberg

Steve Zissou é um explorador subaquático que tem um temperamento difícil e produz documentários sobre a vida nos oceanos. Ao perder seu parceiro de longa data, ter seu talento contestado e se deparar com um suposto filho bastardo, ele vê a oportunidade de produzir um épico, de tornar um grande pai e ainda vingara morte do amigo por um tubarão-jaguar.
Não achei tão interessante e engraçado como "Os Excêntricos Tenenbaums", mas tem lá seu charme. Wes Anderson produz aqui um filme com a mesma peculiaridade cinematográfica e uma fotografia/ direção de arte diferenciada.
Com quase o mesmo elenco que citei anteriormente, o roteiro parece mais enfadonho, apesar de manter as piadinhas sofisticadas. 
A quase total ausência de trilha sonora dá um toque a mais para as engraçadas aparições de Seu Jorge com seu violão.
Meio arrastado, meio bizarro, mas vale arriscar pra ver.

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDb

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Os Excêntricos Tenenbaums

título original: The Royal Tenenbaums
gênero: Comédia
duração: 110 min 
ano de lançamento: 2001
estúdio: Touchstone Pictures
direção: Wes Anderson 
roteiro: Wes Anderson, Owen Wilson
fotografia: Robert D. Yoeman 
direção de arte: David Wasco 

Um casal, após ter três filhos, resolvem se separar. Todas as crianças se tornam adultos bem sucedidos: um tenista profissional, um bem sucedido executivo e uma escritora renomada. Mas tudo isso é deixado de lado quando o pai reaparece decidido a reconquistar sua família.
Com certeza a primeira sensação com esse filme será de estranhamento. Se essa família fosse inteira levada a um psicólogo seriam caso de estudo por muitos anos. O roteiro destrincha as relações entre os membros da família e a personalidade de cada um.
Cada ator dá um toque especial ao seu personagem caótico, mas - por incrível que pareça - fiquei impressionada como Ben Stiller conseguiu me surpreender.
É aquele tipo de comédia que você ri bastante, internamente.
O estilo de fotografia e de narração me lembrou bastante "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain".
Pra finalizar, acho que a melhor maneira de definir esse filme é usando a frase de um dos personagens: "Que interessante! Que bizarro!"

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

O Homem da Máfia

título original: Killing Them Softly
gênero: Policial, Suspense
duração: 97 min 
ano de lançamento: 2012
estúdio: Plan B Entertainment
direção: Andrew Dominik 
roteiro: Andrew Dominik, George V. Higgins 
fotografia: Greig Fraser 
direção de arte: Patricia Norris

Jackie investiga o assalto a uma mesa de pôquer clandestina de altas apostas. Ele descobre que a máfia está envolvida e precisa descobrir como lidar.
Me interessei em assistir quando vi o trailer, me parecia um filme de máfia cheio de ironias, bem dinâmico. Quando resolvi assistir descobri que era exatamente o oposto. Muito chato e arrastado, confesso que até a última cena muita coisa ainda não estava fazendo sentido pra mim.
Sim, não precisa ser um filme de máfia com ação megalomaníaca, ainda mais que é um filme que retratada a máfia decadente dos dias atuais. Mas acredito que poderia ser trabalhado de outra maneira.
Mesmo assim, o paralelo que fazem entre a estrutura da máfia e a economia americana é bem interessante, principalmente porque o filme se passa bem na época da primeira eleição de Obama.
A trilha sonora é algo que faz valer a pena, uma ótima seleção de músicas e muito bem colocadas durante a trama.
A fotografia também é interessante, dedicar uma cena a visão de um usuário de heroína após injetar a droga foi uma ótima sacada.
Talvez na média final você acabe tirando uma nota mais pro positivo do que pro negativo como eu.


CLASSIFICAÇÃO: BOM


Poster e Ficha Técnica: IMDb


terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Mamãe é de Morte

título original: Serial Mom
gênero: Terror, Comédia
duração: 95 min 
ano de lançamento: 1994
estúdio: Polar Entertainment Corporation
direção: John Waters
roteiro: John Waters
fotografia: Robert M. Stevens
direção de arte: Vincent Peranio

Beverly é uma dona de casa e mãe perfeita, o que mais anseia na vida é ver seu marido e seus dois filhos felizes. Essa família de classe-média tipicamente americana se choca quando uma de suas vizinhas e está sofrendo assédio por telefone. O que não imaginam é que a culpada por isso é a mamãe e que, conforme outras pessoas ameaçam a felicidade de sua família, ela faz aumentar o número de mortos no bairro.
Ao mesmo tempo que beira os filmes B, trash, esse roteiro também trabalha uma forte crítica as famílias perfeitas americanas e o que esse status esconde.
Sanguinário e hilário essa é uma ótima opção pra quem procura um humor mais ácido.
Kathleen Turner ficou perfeita no papel, as transformações de suas expressões ao passar de mãe perfeita para serial killer são incríveis! 
Fazia tempo que não ria tanto, assistam!!

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Gonzaga - De Pai Para Filho

gênero: Drama
duração: 120 min 
ano de lançamento: 2012
estúdio: Conspiração Filmes
direção: Breno Silveira
roteiro: Patrícia Andrade
fotografia: Adrian Teijido

Filme baseado na vida de Luiz Gonzaga, como começou e cresceu sua carreira, e sua relação com seu filho Gonzaguinha, também músico.
Do mesmo diretor de "Dois Filhos de Francisco", também tendo como temática um cantor popular que veio do sertão. Mas não crie preconceitos, ambos são filmes que valem a pena ser assistidos, esse mais ainda.
Diria que a biografia é apenas o pano de fundo para uma trama que trabalha um relacionamento complicado entre pais e filho. Por acaso é uma história real, mas trabalha esse conflito de gerações, gostos e opiniões, tudo potencializado por um filho que se sentiu a vida todo negligenciado pelo pai.
A trilha sonora é construída de uma maneira que acompanha o crescimento de Gonzaga, a tal ponto que chega um momento do filme em que só poderia tocar Asa Branca, e aí é difícil segurar a emoção.
O elenco não é muito conhecido mas segura muito bem as pontas, e a semelhança dos atores principais com seus retratados é incrível.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Ficha Técnica: IMDb

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Sindicato de Ladrões

título original: On the Waterfront
gênero: Policial 
duração: 108 min 
ano de lançamento: 1954
estúdio: Columbia Pictures Corporation
direção: Elia Kazan
roteiro: Budd Shulberg, Malcolm Johnson
fotografia: Boris Kaufman

Terry, um ex-boxeador, trabalha no porto e, junto de seu irmão, acaba se envolvendo com uma gangue que domina o sindicato. Após colaborar com o assassinato de um portuário, ele se apaixona pela irmã deste e passa a repensar suas atitudes e suas consequências. 
Não é atoa que esse filme ganhou 8 Oscar. A direção dá uma ótima fluidez a história, o roteiro questiona organizações sindicais e mostra a corrupção dentro dessas. 
A dualidade entre certo ou errado, moral e imoral, paz de espírito e peso de consciência, deixam toda a trama e a grande interpretação de Marlon Brando ainda mais profunda e bem elaborada.
Pode ser apenas um passatempo para alguns que assistem, mas com certeza tem muito mais coisa a se ver por trás dos panos dessa história do que apenas um filme de máfia.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Veludo Azul

título original: Blue Velvet
gênero: Suspense 
duração: 120 min 
ano de lançamento: 1986 
estúdio: De Laurentiis Entertainment Group 
direção: David Lynch
roteiro: David Lynch
fotografia: Frederick Elmes 
direção de arte: Patricia Norris

Em uma cidade padrão americana, um rapaz encontra encontra - em um terreno vazio - uma orelha humana. Isso o leva a se envolver em uma investigação perigosa que tem relação com uma bela cantora.
Não é um filme para amar de cara, tão menos odiar. É aquele tipo de obra para digerir com calma.
Assim que acabei de ver achei um pouco cansativo e confuso, mas algumas horas depois compreendia o que tinha visto. Uma crítica ao sonho americano e suas famílias felizes, a transição entre a inocência e o submundo, a vida dita normal se chocando com as "doenças da sociedade"; é disso que estamos falando aqui e provavelmente muito mais. E a maneira como a direção conduz o filme e sua fotografia é feita só fortalece ainda mais o roteiro.
Controverso e chocante, algumas cenas podem parecer incomodas a uma grande maioria de telespectadores, mas vale a pena.
Destaco a cena do cafetão cantando Elvis, e o mocinho vendo aquilo enquanto é refém da gangue do traficante.
Dennis Hooper está magnífico no papel de um traficante sadomasoquista totalmente desequilibrado, prestem bastante atenção nele.
Meu primeiro contato com David Lynch foi em "Cidade dos Sonhos", posso dizer com certeza que não foi um bom primeiro encontro, mas com certeza já deu pra entender bem que esse não é um diretor comum.
Recomendo que vejam, mas em um momento que se sintam preparados.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Jules e Jim

título original: Jules et Jim
gênero: Romance, Drama 
duração: 105 min 
ano de lançamento: 1962 
estúdio: Les Films du Carrosse 
direção: François Truffaut 
roteiro: Henri-Pierre Roché, François Truffaut 
fotografia: Raoul Coutard 
direção de arte: Fred Capel

Dois Amigos, Jules e Jim, se apaixonam pela mesma mulher, Catherine. Ela acaba se casando com Jules, mas depois da 1ª Guerra Mundial, se apaixona por Jim.
Um filme para ser visto com os olhos da década de 60, época onde o amor livre ainda era um tabu, afinal esse é o tema do filme. Hoje em dia pode acabar parecendo banal e nada demais, mas na época com certeza chocou uma parcela da sociedade.
Jeanne Moreau interpreta da melhor maneira Catherine, mas a personagem - pelo menos pra mim - se torna odiosa, não por amar dois homens, mas por tratar com desrespeito os sentimentos de ambos.
Achei o desenrolar da trama um pouco tedioso e dando a impressão de não saber como acabar.
Pode ser interessante para aqueles que querem conhecer mais da história do cinema, mas não fez muito meu tipo. 

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDb

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Ata-me


título original: Átame!
gênero: Comédia 
duração: 111 min 
ano de lançamento: 1990 
estúdio: El Deseo S.A.
direção: Pedro Almodóvar 
roteiro: Pedro Almodóvar 
fotografia: José Luis Alcaine 
direção de arte: Esther García

Um rapaz, que vivia em um hospício, recebe alta e resolve ir em busca do seu sonho de constituir uma família. Para isso, ele sequestra uma atriz pornô - por quem é apaixonado - e a mantém em cárcere privado até que ela se apaixone por ele.
Lembrem-se, antes de tudo, que de trata de um filme de Almodóvar, se ainda não se acostumou com suas obras tenha em mente que sexo será uma das principais premissas. E esse é muito conhecido por uma cena polêmica de sexo, dos bons.
O tema principal é aquele amor doentio, possessivo e psicótico - expressado de forma caricata através do personagem principal.
Antonio Banderas está ótimo, incrível como ele soa mais natural - e eloquente - falando em espanhol.
Mais uma vez me encanto por uma obra de Almodóvar, não entrou para os meus favoritos, mas com certeza vale a pena.
O uso exacerbado de cores em todas as cenas da um toque a mais a tensão dessa louca paixão. 

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Ficha Técnica: IMDb

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

O Homem Elefante

título original: The Elephant Man
gênero: Drama 
duração: 124 min 
ano de lançamento: 1980 
estúdio: Brooksfilms 
direção: David Lynch 
roteiro: Christopher de Vore, Eric Bergren, David Lynch, Frederick Treves, Ashley Montagu 
fotografia: Freddie Francis 
direção de arte: Stuart Craig

A história de um rapaz que, na Inglaterra vitoriana, sofria de sérias deformações corporais e era explorado como aberração em um circo, até o dia em que um médico se interessa por sua situação e resolve lhe estender a mão.
Como só conhecia de David Lynch o filme "Cidade dos Sonhos", me assustei um pouco com o começo que é bem delirante e fiquei com medo do que viria, mas depois as coisas entraram "no eixo".
O que, a principio, parece mais uma história de terror e de grande exploração do bizarro, com o passar do tempo, vai se mostrando um drama tocante e muito emocional.
O personagem principal, que esconde de baixo de muita maquiagem o ator John Hurt, é de um carisma, delicadeza e cortesia que constratam com seu visual.
A transformação do personagem de Anthony Hopkins, de um bem feitor a um possível explorador também é muito interessante.
Com certeza, recomendo.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

sábado, 17 de novembro de 2012

Ladrões de Bicicleta


título original: Ladri di biciclette
gênero: Drama
duração: 93 min 
ano de lançamento: 1948
estúdio: Produzione de Sica
direção: Vittorio de Sica 
roteiro: Luigi Bartolini, Cezare Zavattini, Suso D'Amico, Vittorio de Sica, Oreste Biancoli, Adolfo Franci, Gerardo Guerrieri 
fotografia: Carlo Montuori 
direção de arte: Antonio Traverso

Pós 2ª Guerra Mundial, na Itália, um pai de família passa por dificuldades em arrumar um emprego, até quando lhe oferecem o trabalho como colador de cartazes de rua. Após tirar sua bicicleta da penhora ele consegue a vaga. Mas, logo no primeiro dia, sua bicicleta é roubada e ele passa, junto ao seu filho, a ir em busca de recuperar o objeto que lhe garante uma vida mais digna.
A qualidade de imagem e som desse filme italiano não é o mesmo dos filmes americanos da mesma época, mas isso não o deixa em nada atrás de outras super produções.
Um roteiro que critica as condições socio-econômicas da Itália pós-Guerra e as injustiças sociais que isso acarretou. É uma história de certa maneira simples, mas no todo com um teor emocional muito alto.
Lamberto Maggioari, extremante magro, passa através dos olhos o sofrimento de um pai que não consegue sustentar a própria família. Porém, o destaque de interpretação fica para o pequeno Enzo Staiola que os leva as lágrimas com sua grande interpretação.
A única coisa que lamento dessa obra é o quanto demorei para assisti-la.

CLASSIFICACÃO: ÓTIMO

Poster e ficha Técnica: IMDb


sexta-feira, 16 de novembro de 2012

007 - Operação Skyfall

título original: Skyfall
gênero: Ação, Policial, Aventura
duração: 143 min 
ano de lançamento: 2012 
estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM)
direção: Sam Mendes 
roteiro: Neal Purvis, Robert Wade, John Logan, Ian Fleming
fotografia: Roger Deakins 
direção de arte: Dennis Gassner

MI6 está sob ataque, 007 deve rastrear a ameaça e destrui-la, mas isso pode ter um custo pessoal. Ao mesmo tempo a lealdade de Bond a M é testada enquanto seu passado vem a tona.
Temos que esquecer os 007 anteriores para analisar esse. Os anteriores tinham uma pegada de espionagem, esse a espionagem fica um pouco atrás da ação.
O interessante da trama é como os psicológicos de M e 007 estão desestabilizados por eles começarem a ser considerados antiquados para as posições que ocupam.
O destaque de atuação fica para Javier Bardem que está simplesmente incrível, ele demora a aparecer mas quando isso acontece ele rouca a cena.
A fotografia é linda, as cenas em Tóquio, a jogada de projeções em vidros, de tirar o fôlego.
Os absurdos fazem parte, se não o 007 já teria morrido na primeira cena, mas é divertido, vale a pena pra passar o tempo.


CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Tecnica: IMDb

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

O Segredo de Brokeback Mountain

título original: Brokeback Mountain
gênero: Drama, Romance
duração: 134 min 
ano de lançamento: 2005 
estúdio: Focus Features 
direção: Ang Lee 
roteiro: Annie Proulx, Larry McMurtry, Diana Ossana 
fotografia: Rodrigo Pietro 
direção de arte: Judy Becker

Década de 60, Jack e Ennis são contratados para cuidar de ovelhas em uma montanha. O isolamento e a solidão criam entre esses dois cowboys uma grande amizade que se torna um caso amoroso. Ao final do trabalho cada um segue sua vida, mas tendo esse período muito marcado na memória.
Fotografia e interpretações de primeira linha, principalmente de Heath Ledger e Jake Gyllenhaal.
Sim, é um tema polêmico e por isso ele ganhou tanta repercussão. Estamos falando de um relacionamento homossexual na década de 60 dentro de uma comunidade extremamente machista.
Eu já vejo essa história de outra maneira, sim tem esses pontos que disse acima, mas para quem não faz diferença entre relacionamentos heteros e homossexuais, consegue ver nesse roteiro algo mais básico: nada mais é do que a história de um amor impossível e de um caso extraconjugal.
Independente do ponto de vista que se tem sobre essa obra, uma coisa é certeza, conseguiu seu espaço na história do cinema. 

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb


domingo, 11 de novembro de 2012

O Quarto Poder


título original: Mad City
gênero: Suspense
duração: 115 min 
ano de lançamento: 1997
estúdio: Arnold Kopelson Productions
direção: Costa-Gravas
roteiro: Tom Matthews, Eric Williams
fotografia: Patrick Blossier
direção de arte: Catherine Hardwicke

Um repórter está cobrindo uma matéria insignificante em um museu de história natural quando um segurança que trabalhava lá aparece pedindo a restituição do seu emprego. Ao ser ignorado pela diretora do museu, ele a ameaça com uma espingarda. O repórter, de dentro do banheiro, consegue comunicação com o canal de TV e a partir desse momento passa a ter a chance de fazer um furo de reportagem, mas as coisas acabam saindo do controle.
Creio eu que esse filme teve uma grande inspiração em "Um Dia de Cão". O crime que sai do controle, o quarto poder manipulando a informação e a opinião pública, entre outros fatores.
Uma trama que vai te deixando cada vez mais tenso conforme a história vai se desenrolando.
Dustin Hoffman e John Travolta fazem uma grande dupla e seguram as pontas do filme.
Serve bem pra entreter e que ainda discute o poder das mídias, muito bom.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb


sábado, 10 de novembro de 2012

O Poderoso Chefão 3


título original: The Godfather part III
gênero: Drama
duração: 162 min 
ano de lançamento: 1990
estúdio: Paramount Pictures
direção: Francis Ford Coppola
roteiro: Mario Puzo, Francis Ford Coppola
fotografia: Gordon Willis
direção de arte: Dean Tavoularis

Enquanto Michael recebe um grande título da Igreja por uma doação de dinheiro, na intenção de limpar o nome da família, um sobrinho - que era chefiado por outro mafioso - aparece querendo se unir aos negócios da família e reacendendo a guerra. A Igreja pede um dinheiro a Michael, passando para ele o controle de uma empresa imobiliária, o que também deixa parte do clérigo contrariado.
Vemos aqui a transformação de caráter do personagem de Al Pacino, sua redenção e o pagamento de seus "pecados" pela pior maneira possível - e a justificativa pelo final desse filme ser tão endeusado.
Fecha perfeitamente, colocando os pingos nos "is" e ainda trabalhando ainda mais uma instituição corrupta de nossa sociedade: a Igreja.
Sofia Coppola é um pouco fraca, mas nada que super prejudique o filme.
É o menos querido dos três por mim, não sei se pela distância muito grande do segundo para esse a maneira de construir o roteiro tenha se modificado, mas nem por isso merece menos respeito. Fechou redondinho essa magnífica trilogia.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb


sexta-feira, 9 de novembro de 2012

O Poderoso Chefão 2

título original: The Godfather part II
gênero: Drama
duração: 200 min 
ano de lançamento: 1974
estúdio: Paramount Pictures
direção: Francis Ford Coppola
roteiro: Mario Puzo, Francis Ford Coppola
fotografia: Gordon Willis
direção de arte: Dean Tavoularis

A trajetória de Don Vito é contada, desde sua chegada aos EUA até a formação da sua máfia. Ao mesmo tempo conta-se a nova vida de Michael, tentando instalar seus negócios em novas regiões, atraindo mais inimigos e perdendo o apoio da mulher e até de seu irmão.
Antes de qualquer coisa, uma das melhores sequências já feitas. Algumas pessoas preferem esse ao primeiro, ou vice-versa, mas é questão de gosto. O que vemos aqui é um filme que não traz mais do mesmo, mas que acrescenta. Tanto continuando o que aconteceu com Michael após sua mudança de opinião sobre os negócios da máfia, quanto trazendo ao telespectador como foi que Don Vito se tornou o Poderoso Chefão.
Entramos mais profundamente nos planos e problemas da máfia nessa continuação. Vemos as teorias da conspiração, as desconfianças e como tudo isso afeta a vida de Michael.
Detalhes técnicos do filme se mantém no mesmo nível de qualidade do primeiro.
O elenco é pesadíssimo! Al Pacino incorporou de vez o chefão, incorporou de vez o mafioso e fez com que o personagem se tornasse mais altivo. E não poderia ter sido feita melhor escolha para viver Vito novo sem ser Robert de Niro. Inclusive essa parte da história me lembra bastante "Era uma Vez na América".
Por gosto, e pela emoção que tive, prefiro o primeiro, mas os dois se encontram no mesmo nível. Obrigatório.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

O Novato


título original: The Recrut
gênero: Policial, Ação 
duração: 115 min 
ano de lançamento: 2003
estúdio: Touchstone Pictures 
direção: Roger Donaldson 
roteiro: Roger Towne, Kurt Wimmer, Mitch Glazer
fotografia: Stuart Dryburgh 
direção de arte: Andrew McAlpine

James Clayton é recrutado a participar do curso para ingressar na CIA, sendo um dos alunos favoritos do recrutador Walter Burke. Junto disso ainda surge a suspeita de alguns colegas serem agente duplos.
Não pisque nem um segundo. O roteiro é muito dinâmico e feito para te deixar confuso, então qualquer desatenção e você ficará sem entender algumas coisas, mais do que a história proporciona.
Infelizmente essa idéia de querer dar um nó na cabeça do telespectador e criar algumas teorias da conspiração, umas dentro das outras, acaba fazendo o roteiro pecar em alguns detalhes e acabar deixando alguns pontos mal amarrados.
Al Pacino é como sempre bom, mas não consigo gostar do trabalho de Colin Farrell - que para mim sempre parece canastrão.
Passa muito bem o tempo sem ser aquelas distrações que esvaziam a cabeça; te coloca um pouco pra funcionar.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb


quarta-feira, 7 de novembro de 2012

O Vencedor

título original: The Fighter
gênero: Drama 
duração: 116 min 
ano de lançamento: 2010 
estúdio: Closest to the Hole Productions 
direção: David O. Russell 
roteiro: Scott Silver, Paul Tamasy 
fotografia: Hoyte Van Hoytema 
direção de arte: Judy Becker

Baseado em uma história real, o filme conta a história de um boxeador que é treinado pelo irmão, um ex-lutador agora viciado em drogas. As atitudes de seu irmão e o comportamento de sua família influenciam muito em sua carreira, o que o faz repensar o caminho que segue.
Tudo bem que o nome original é "O Lutador", mas chega a ser irônico um filme com tantos personagens fracassados se chamar "O Vencedor". Talvez esse seja o segredo.
O título é um pouco spoiler, não tem como um filme assim acabar com o cara perdendo, mas tudo bem isso não importa, o boxe é apenas o habitat de um todo muito mais complexo. A falta de oportunidades de cada personagem, o que isso gera nos filhos, a esperança que um se salve, a decadência de outro. Sonhos brotando e desmoronando o tempo todo.
A família dos personagens principais é um caso a parte para ser analisado e exposto como caso de estudo. São tantos conflitos e complexos juntos em um único espaço que podemos ficar falando sobre isso por horas.
Apesar do personagem principal ser de Mark Wahlberg, que manda bem no papel de um homem totalmente influenciável, quem rouba a cena é Christian Bale. Esqueçam qualquer outro personagem que ele tenha feito, estamos falando aqui de algo pelo qual com certeza ele será lembrado depois de morto. A começar pelo tanto que ele emagreceu para viver esse viciado, e além disso a maneira como sua fisionomia - e principalmente seu olhar - se modificam entre as cenas em que aparece normal e drogado. Não é atoa que ganhou como Ator Coadjuvante o Oscar e o Globo de Ouro.
Talvez a história seja um pouco batida, mas vale muito pelas interpretações e pela complexidade dos personagens. 

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

terça-feira, 6 de novembro de 2012

O Último dos Moicanos


título original: The Last of the Mohicans
gênero: Épico, Drama
duração: 112 min 
ano de lançamento: 1992
estúdio: Morgan Creek Productions
direção: Michael Mann
roteiro: James Fenimore Cooper, John L. Balderston, Paul Perez, Daniel Moore, Philip Dunne, Michael Mann, Christopher Crowe
fotografia: Dante Spinotti
direção de arte: Wolf Kroeger


Século XVIII, EUA, um homem branco tenta defender a tribo na qual foi criado da guerra que acontece entre franceses e ingleses, mas sua pior batalha vem quando se apaixona pela filha do general inglês.
Acho que algumas pessoas me xingaram pela classificação desse filme, principalmente porquê só vi elogios a ele no Filmow.
Vamos começar do que interessa, sua trilha sonora realmente é de respeito, não foi atoa que ganhou Oscar nessa categoria. 
A fotografia também é bacana, mas nada que tenha saltado aos meus olhos.
Agora, o roteiro. Eu nunca assisto um filme sem ler uma sinopse, acredito que acabo perdendo algumas coisas da história por ter que absorver o "básico". Mas dessa vez fiz isso, não li e me ferrei. Imagina só, você parte da premissa que tem, pelo menos, alguma coisa a ver com a tribo dos moicanos. Aí aparece um branco infiltrado no meio dos índios e você fica pensando: "Sério que colocaram esse ator, com essa cara de europeu, pra fazer o papel de um índio?". Leva um tempo para isso ficar claro na história. Para piorar, o roteiro que não é lá muito surpreendente - principalmente na parte do romance - parece acontecer aos tropeços, meio as pressas, sem amarrar uma parte a outra; a impressão é que tentarão enxugar o livro da maneira errada.
Por fim, e o pior de tudo - vamos ignorar as lutas de 20 caras contra o mocinho onde ele sai vitorioso - existem muitas cenas mal trabalhadas, como as de luta em que se via que um ator ficava esperando o outro fazer a sua parte na briga, onde eu tive de verdade crises de riso de tão toscas que eram.
Eu achei bem abaixo das expectativas, se quiser ver que seja apenas pela curiosidade do Oscar recebido.

CLASSIFICAÇÃO: RUIM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

O Poderoso Chefão

título original: The Godfather
gênero: Drama
duração: 175 min 
ano de lançamento: 1972
estúdio: Paramount Pictures
direção: Francis Ford Coppola
roteiro: Mario Puzo, Francis Ford Coppola
fotografia: Gordon Willis
direção de arte: Dean Tavoularis

A trajetória do descendente de uma família de mafiosos, que não aceita as escolhas de seus parentes e tenta seguir carreira militar, até o dia em que seu pai sobre uma ameaça de assassinato.
Esse post vai ser decepcionante, me desculpem, mas não há o que falar, esse filme é perfeito de todas as maneiras.
O pai dos filmes do gênero.
Não é só um roteiro de máfia, mas uma história que conta a relação de uma família, seus problemas e sua união.
Mesmo sendo longo, o roteiro não se torna cansativo. A direção que Coppola faz é tão perfeita que esse filme, de 40 anos atrás, poderia muito bem passar por uma produção contemporânea - e digo isso sobre a qualidade da filmagem também.
Trilha marcante, frases marcantes e que entrarão no seu vocabulário para o resto da vida, sequências que nunca sairão da sua memória. Se eu me prolongar acabarei deixando muitos spoilers.
Apesar do personagem principal ser de Al Pacino, que faz um excelente trabalho, quem rouba a cena é Marlon Brando, e não é atoa.
Aquele tipo de filme que você vai assistir lotado de expectativas e todas elas serão atendidas.
Eu só digo uma coisa: vou lhe fazer uma proposta irrecusável, não deixe de ver esse filme.

CLASSIFICAÇÃO: MARAVILHOSO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

O Passado

título original: El pasado
gênero: Drama
duração: 114 min 
ano de lançamento: 2007
estúdio: 20th Century Fox de Argentina
direção: Hector Babenco
roteiro: Hector Babenco, Alan Pauls, Marta Goes
fotografia: Ricardo Della Rosa
direção de arte: Sebástian Orgambide

A história do final de um casamento de 12 anos entre Rimini, um tradutor, e Sofia, sua primeira namorada. E como ela não lida bem com a separação e passa a atrapalhar a vida do ex-marido.
Uma análise bem detalhada das relações, de como funcionam e de como seus términos influenciam na vida das pessoas. De como as pessoas se tornam dependente do par, por mais independentes que sejam.
Apesar da fotografia muito bem trabalhada para casar com o roteiro e de ótimas interpretações, a história acaba se tornando um pouco arrastada, a loucura da ex-mulher parece nunca ter um fim ou solução - e assim o roteiro também - e acaba-se apelando para muitas cenas de sexo e uso de drogas que, ao meu ver, são totalmente dispensáveis.
Bem cansativo, mas para quem está talvez estudando a mente ou comportamento humano pode ser um bom apoio. 

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Ficha Técnica: IMDb

terça-feira, 30 de outubro de 2012

O Nome da Rosa

título original: Der Name der Rose
gênero: Drama, Suspense 
duração: 130 min 
ano de lançamento: 1986 
estúdio: Neue Constantin Film 
direção: Jean-Jacques Annaud 
roteiro: Umberto Eco, Andrew Birkin, Gérard Brach, Howard Franklin, Alain Godard 
fotografia: Tonino Delli Colli 
direção de arte: Dante Ferretti

Século XIV, um monge e um noviço se mudam para m mosteiro ao norte da Itália para participar de um conclave onde será decidido se parte das riquezas da Igreja será doado, mas o evento é interrompido com consecutivos assassinatos. O monge passa a investigar o caso, mas os outros religiosos acreditam ser obra do Diabo. O grão-inquisidor chega ao local para torturar os possíveis culpados e, por não gostar do monge, o coloca como possível responsável pelas mortes.
Nota mental: preciso ler esse livro pra ontem!
Quanto ao filme, uma ótima obra de suspense e com uma das melhores fórmulas, na minha opinião, misturando assuntos religiosos.
Gente, é o 007 em um mosteiro! =P Sean Connery é um ator completo e mais uma vez mostra isso nesse papel.
E não se trata somente de descobrir o mistério, mas também estamos lidando com um roteiro que mostra parte da história medieval e divulga certos comportamentos da época.
Provavelmente não chega aos pés da obra original, mas como filme é uma ótima opção.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

O Nascimento De Uma Nação

título original: The Birth of a Nation
gênero: Drama, Épico
duração: 190 min 
ano de lançamento: 1915
estúdio: David W. Griffith Corp.
direção: D.W. Griffith
roteiro: Thomas F. Dixon Jr, D.W. Griffith, Frank E. Woods
fotografia: G. W. Bitzer

Dois amigos, da família Stoneman, visitam amigos que moram na Carolina do Sul, da família Cameron. Essa amizade é afetada por cada qual tomar parte de um lado na Guerra Civil. A história mostra como tudo isso afeta as duas famílias e o desenvolvimento da história estadunidense.
Reinventou a linguagem cinematográfica. Isso com certeza não se discute, um marco na história do cinema. O primeiro épico, a primeira produção grandiosa.
O grande problema aqui é o roteiro. Muitos podem dizer que é liberdade artística, outros que só se está contando uma parte da história americana - e que realmente aconteceu. Mas, exatamente por isso, temos em mãos um roteiro extremamente racista e que enaltece o Ku Klux Klan. 
Com certeza um roteiro desses, hoje em dia, seria proibido de ser produzido, mas na época nada mais era do que um retrato da sociedade contemporânea e condizia com o pensamento de muitos.
Que bom que a sociedade evoluiu, um pouco. 
Pelo significado que a obra tem na história do cinema, tentemos então ver como apenas uma retratação da sociedade da época, não dando razão para o ponto de vista defendido.
Para aqueles que não gostam de filme "velho", clássico e mudo, fujam.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

Veja o filme todo abaixo: