sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Simplesmente Amor


título original: Love Actually
gênero: Romance
duração: 135 min
ano de lançamento: 2003
estúdio:  Universal Pictures
direção: Richard Curtis
roteiro: Richard Curtis
fotografia: Michael Coulter
direção de arte: Jonathan McKinstry


Perto do Natal, várias histórias de amor se desenrolam ou se enrolam. O primeiro-ministro da Inglaterra se apaixona por sua secretária, um escritor com o coração partido vai buscara  cura no sul da França, um casamento de longa data está a um fio pois a mulher suspeita que o marido a está traindo, um garotinho quer conquistar a menina mais difícil da escola, a paixão platônica de uma mulher ganha uma chance ao sair com o rapaz desejado, um rockeiro quer voltar a fama. Suas histórias são entrelaçadas graças ao amor.
Gosto bastante de roteiros assim, que desenvolvem em paralelo várias histórias e que você sabe que em algum momento irão se encontrar. Mesmo nesse caso, em que os contos são bobinhos e românticos, como convêm a histórias de amor no Natal, dá para deixar seu dia mais açucarado.
O elenco é lotado de estrelas. Hugh Grant está interpretando a si mesmo, como sempre. Colin Firth me lembrou muito seu personagem em "O Diário de Brigitte Jones". Alan Rickman ótimo como sempre, mas mantendo aquele ar blasé constante. E aqui temos uma das primeiras participações mais relevantes de Rodrigo Santoro no cinema internacional.
Destaque para a cena que Keira Knightley recebe o rapaz em sua porta com frases escritas em cartazes, muito fofo.
É um filmes de mulherzinha, que ocupa bem o tempo, mas feito para provocar suspiros e fazer as românticas continuarem acreditando no príncipe encantado.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O Clube das Desquitadas


título original: The First Wives Club
gênero: Comédia
duração: 103 min
ano de lançamento: 1996
estúdio:  Paramont Pictures
direção: Hugh Wilson
roteiro: Olivia Goldsmith, Robert Harling
fotografia: Donald Thorin
direção de arte: Charles Beal
edição: John Bloom


Três amigas, dos tempos da faculdade, tomaram caminhos diferentes. Uma virou atriz, outra se casou comum magnata dos eletrodomésticos e a terceira virou dona de casa, mas uma coisa elas têm em comum: foram trocadas por mulheres mais jovens. Após verem uma amiga de matar por ter passado pela mesma situação, e por terem contribuído com a ascensão de seus maridos, elas resolvem fazer uma vingança em homenagem a essa amiga e a elas mesmas, afetar a vida dos exs da pior maneira possível: mexendo em seus bolsos.
O trio de destaque é completo de atrizes do alto escalão. Todas mandam muito bem, cada uma se encaixando perfeitamente em seus personagens. Inclusive, gostaria de lembrar que Bette Midler e Sarah Jessica Parker já trabalharam juntas em "Abracadabra", só que como parceiras, sendo que nesse são inimigas. Diane Keaton parece mais uma de suas personagens dos filmes de Woody Allen.
O tema do filme, para época em que foi lançado, foi muito atual, levando em conta que foi a década em que o divórcio começou a se tornar um assunto recorrente e comum. Mas o divórcio é o assunto secundário, o foco maior é na vingança e no prazer gerado por essa, e não há como não compactuar com elas, desejar que sejam bem sucedidas.
Adorei todo o desenvolver do filme. Fluido, fácil de acompanhar, emotivo e engraçado. 
Destaque para a cena em que as três dançam juntas a música "You don't own me".  

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

O Franco Atirador


título original: The Deer Hunter
gênero: Guerra
duração: 182 min
ano de lançamento: 1978
estúdio:  EMI Films, Universal Pictures
direção: Michael Cimino
roteiro: Michael Cimino, Deric Washburn
fotografia: Vilmos Zsigmond
direção de arte: Ron Hobbs, Kim Swados
edição: Peter Zinner


Três amigos, que trabalham em uma siderúrgica de uma pequena cidade industrial dos EUA, comemoram no mesmo dia o casamento de um deles e a despedida dos três, que partirão em pouco tempo como recrutas ara a guerra do Vietnã. Lá, eles são maltratados física e psicologicamente, sendo forçados a participar de roletas russas que os fazem repensar no que estão fazendo de suas vidas.
Quer entender um pouco mais o que foi a guerra do Vietnã? Nesse filme você encontra a maneira perfeita de "viver na pele" o que os combatentes viveram em uma das guerras que tiveram mais feridos psicológicos de todos os tempos.
Robert De Niro passa bem a figura de alguém perturbado psicologicamente, não tanto quanto em "Taxi-Driver" mas muito bem mesmo assim. Christopher Walken está muito diferente! Novinho e muito magro, consegue ter uma cara mais andrógina e robótica do que nos dias atuais, sua loucura no final do tempo transborda a tela. Meryl Streep não aparece tanto, quase sendo secundária, mas não menos importante. O elenco é o que mais segura o filme.
Mesmo sendo muito impactante - principalmente nas cenas de roletas russas e mesmo todo os traumas da época sendo muito bem representados, achei o roteiro prolongado demais. Muitas cenas dispensáveis, a história poderia ser passada sem perder nenhum detalhe em 1h40 de filme sem precisar das 3 horas que essa obra tem, o que o torna um pouco cansativo.
Foi marcante e impressionou muito, mas se fosse eu a diretora, resumiria um pouco, se prolongou sem acrescentar muita coisa. Talvez a intenção fosse que o incomodo e a tensão do filme se arrastasse, passando essa sensação na carne do telespectador.
Assistam e se preparem para aguentar cenas fortes.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

terça-feira, 27 de setembro de 2011

O Paciente Inglês


título original: The English Patient
gênero: Drama
duração: 162 min
ano de lançamento: 1997
estúdio:  Miramax Films, Tiger Moth Productions
direção: Anthony Minghella
roteiro: Michael Ondaatje, Anthony Minghella
fotografia: John Seale
direção de arte: Aurelio Crugnola
figurino: Ann Roth, Gary Jones
edição: Walter Murch


Após ter seu avião abatido, homem - com sérias queimaduras por todo o corpo - é recebido para tratamento por uma enfermeira canadense. Ele vai aos poucos contando sua história antes do acidente, como ele se apaixonou pela mulher do amigo e como essa o correspondeu.   Sua memória ainda não voltou totalmente, como sua origem, por isso julgam que seja inglês.
O pano de fundo dessa história é o final da Segunda Guerra Mundial.
Há todo um mistério sobre quem realmente é o tal "paciente inglês", que para mim não ficou bem explicada.
O grande enfoque no romance do casal principal, parece não ter química o suficiente.
Mas Juliette Binoche, mesmo sendo coadjuvante, dá show nesse filme, acredito que sendo mais interessante até que o enredo principal. Inclusive, não é o primeiro filme em que ela e Ralph Fiennes contracenam, em 1992 fizeram juntos "O Morro dos Ventos Uivantes".
Willem Dafoe, mas uma vez abusa da sua carinha má para fazer um personagem de caráter duvidoso e Colin Firth usa novamente de seu rostinho de bom moço para interpretar um personagem muito educado, como bom inglês que é, e meio bobo também - assim como "O Discurso do Rei"
Mesmo com os pontos mal amarrados que disse anteriormente, a história no todo tem uma aura encantadora e mágica que conquista o telespectador.
Não me lembro quais filmes concorreram com ele para dizer se todos os Oscar que ganhou foram merecidos, mas o de atriz coadjuvante com certeza foi.
O ponto alto de todo o filme fica com a fotografia exuberante e maravilhosa.
Assista para encher seus olhos com imagens lindas e com muitas lágrimas.


CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Josie e as Gatinhas


título original:Josie and the Pussycats
gênero:Comédia
duração:1 hr 38 min
ano de lançamento: 2001
estúdio: Marc Plaatt Productions / Riverdale Productions
direção: Harry Elfont, Deborah Kaplan
roteiro: Harry Elfont e Deborah Kaplan, baseado nos personagens publicados pela Archie Comics
produção: Tony DeRosa-Grund, Tracey E. Edmonds, Chuck Grimes e Marc E. Platt
fotografia: Matthew Litibaque
direção de arte: Kelvin Hummeny
figurino: Leesa Evans
edição: Peter Teschner

Três amigas resolvem montar uma banda de rock fugindo dos estereótipos que estão na moda, até que uma produtora musical as descobre e, através dos seus estilos diferenciados, deseja ditar uma nova moda. As meninas então, correm atrás de limpar seus nomes.
Com um elenco quase completamente desconhecido, pelo menos no Brasil acredito eu, as interpretações ficam dentro do esperado para um filme adolescente.
O roteiro promete "altas aventuras e emoções" como qualquer bom Sessão da Tarde, mas é fraco. 
Talvez entretenha algumas pré-adolescentes, de resto, duvido que agradará.

CLASSIFICAÇÃO: RUIM

Poster e Ficha Técnica: IMDb