quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Anjos da Vida - Mais Bravos que o Mar

  • título original:The Guardian
  • gênero:Aventura
  • duração:02 hs 16 min
  • ano de lançamento:2006
  • estúdio:Touchstone Pictures / Beacon Pictures / Firm Films / A School Productions / Contrafilm
  • distribuidora:Buena Vista International / The Walt Disney Company
  • direção: Andrew Davis
  • roteiro:Ron L. Brinkerhoff
  • produção:Beau Flynn e Tripp Vinson
  • música:Trevor Rabin
  • fotografia:Stephen St. John
  • direção de arte:Andrew Max Cahn e Austin Gorg
  • figurino:Mark Peterson
  • edição:Thomas J. Nordberg e Dennis Virkler
  • efeitos especiais:Digital Dream / Pixel Magic / Furious FX / Flash Film Works
Um importante nadador de resgaste, após ficar traumatizado por ser o único sobrevivente em um acidente em alto mar, passa a dar aulas no treinamento para nadadores de resgaste. Na turma ele encontra um grande campeão de natação extremamente arrogante com quem bate de frente, mas que tem grande potencial para a profissão se conseguir equilibrar seu lado emocional.
Ação e lição de vida em um só filme. Asthon se mantém em um papel de galã, mas um pouco mais moderado e explorando partes emocionais mais interessantes que apenas o seu belo porte.
Sem dúvida inspirado nos perigos que pessoas que trabalham como bombeiros e em resgates passam no dia-a-dia, essa história serve para valorizarmos ainda mais esses seres humanos.
Não é um grande marco na história do cinema, mas vale uma nota 8,5 em categoria Tela Quente.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

O Diário de uma Babá

  • título original:The Nanny Diaries
  • gênero:Comédia Romântica
  • duração:01 hs 46 min
  • ano de lançamento:2007
  • estúdio:The Weinstein Company / FilmColony
  • distribuidora:The Weinstein Company / MGM / Paramount Pictures / Imagem Filmes
  • direção: Shari Springer Berman , Robert Pulcini
  • roteiro:Shari Springer Berman e Robert Pulcini, baseado em livro de Nicola Kraus e Emma McLaughlin
  • produção:Richard N. Gladstein e Dany Wolf
  • música:Mark Suozzo
  • fotografia:Terry Stacey
  • direção de arte:Ben Barraud
  • figurino:Michael Wilkinson
  • edição:Robert Pulcini
  • efeitos especiais:New Deal Studios / RhinoFX
Uma jovem recem-formada na faculdade, resolve fugir das investidas de sua mãe para entrar no mercado de negócios e arranja um trabalho de babá. O problema é lidar com os caprichos da família "X", ainda mais quando surge um rapaz em sua vida que a faz repensar em seus caminhos escolhidos.
Scarlett Johansson para mim é a mesma coisa que a Angelina Jolie, linda e sexy mas com menos talento. E nesse papel ela está representando um fetiche masculino, somente. 
A história é um água com açúcar, mas sem graça, com piadas e cenas prontas. Nenhuma novidade, nada que faça a diferença.

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Tecnica: IMDb

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Cães de Aluguel

  • título original:Reservoir Dogs
  • gênero:Policial
  • duração:01 hs 39 min
  • ano de lançamento:1992
  • estúdio:Live Entertainment / Dog Eat Dog Productions
  • distribuidora:Miramax Films
  • direção: Quentin Tarantino
  • roteiro:Quentin Tarantino
  • produção:Lawrence Bender
  • fotografia:Andrzej Sekula
  • figurino:Betsy Heimann
  • edição:Sally Menke
Para roubar uma grande quantia de diamantes um importante criminoso reune seis criminosos. Eles não se conhecem, e para manterem a identidade em sigilo cada um recebe o nome de uma cor. Porém quando vão executar a função, o local está lotado de policiais. Reunidos novamente no armazém onde era combinado o retorno, um está a beira da morte e surge a suspeita de haver um policial infiltrado, o que desencadeia mútuas acusações e deixa o ambiente cada vez mais tenso.
Como costumo ler por ai: Tarantino Motherfucker! Esse cara é genial! Cães de Aluguel é um dos filmes mais aclamados dele, e não é atoa, não é só por ser o primeiro longa produzido por ele; assumo que não é meu favorito, mas não há como deixar de ver a maravilha desse filme.
A fotografia, como sempre, encanta e te prende ao roteiro. A história se desenrola de uma maneira que quando percebe está com a cara quase grudada na tela de tanta empolgação.
Explorando bem a questão de como a violência, principalmente a criminosa, é insensível, insensata e cruel; mas tudo isso com a beleza de um pop art.
Destaque para a análise da música "Like a Virgin", e como essa seria uma analogia para "big dicks". 

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

Melhor É Impossível

  • título original:As Good As It Gets
  • gênero:Comédia
  • duração:02 hs 18 min
  • ano de lançamento:1997
  • estúdio:TriStar Pictures / Gracie Films
  • distribuidora:Columbia TriStar Pictures / Sony Pictures Entertainment
  • direção: James L. Brooks
  • roteiro:Mark Andrus e James L. Brooks, baseado em estória de Mark Andrus
  • produção:James L. Brooks, Bridget Johnson e Kristi Zea
  • música:Hans Zimmer
  • fotografia:John Bailey
  • direção de arte:Philip Toolin
  • figurino:Molly Maginnis
  • edição:Richard Marks
  • efeitos especiais:Buena Vista Imaging / Caliban Filmworks / Sony Pictures Imageworks
 Um escritor muito sarcástico e cheio de manias, tem como diversão atormentar seu vizinho gay e a única garçonete que aceita atendê-lo no restaurante que vai frequentemente. O que ele não espera é que o destino vai fazer com que acabe se aproximando de forma inesperada de seus alvos.
Vi gente dizendo que o que faz esse filme ser tão comentado é o elenco, porque se fossem atores desconhecidos a história não causaria tanto furor. Até que faz sentido, mas mesmo assim continuo achando esse filme o máximo.
Pra começar Jack Nicholson, como sempre, dando um show já da um valor maior ao filme; em seguida o fato dele estar no papel de um cara totalmente neurótico, maníaco e cheio de toques - isso faz o filme ganhar mil pontos pra mim. Por fim, piadinhas irônicas e sarcásticas o tempo todo, pronto ficou perfeito.
Talvez não seja lá um filme super intelectual ou com grandes lições, mas é diversão garantida e não em um nível Adam Sandler de ser, é humor de qualidade e com pitadas de drama.
Assista e aproveite, porque atualmente anda difícil surgirem comédias boas como essa.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

Uma Vida em Sete Dias

  • título original:Life or Something Like It
  • gênero:Drama
  • duração:01 hs 44 min
  • ano de lançamento:2002
  • estúdio:New Regency Pictures / AEI Entertainment / Davis Entertainment
  • distribuidora:20th Century Fox Film Corporation
  • direção: Stephen Herek
  • roteiro:John Scott Sheperd e Dana Stevens, baseado em estória de John Scott Sheperd
  • produção:John Davis, Toby Jaffe, Arnon Milchan e Chi-Li Wong
  • música:David Newman
  • fotografia:Stephen H. Burum
  • direção de arte:Helen Jarvis
  • figurino:Aggie Guerard Rodgers
  • edição:Trudy Ship
 Uma repórter de TV que acredita ter tudo na vida, e a leva de forma superficial, se vê as tontas com seu futuro quando entrevista um profeta e entre suas previsões - que passam a se cumprir - ele diz que ela irá morrer.
Angelina Jolie não convence como loira, muito menos nesse papel. Ela é muito bonita e sensual, mas como atriz a acho uma porcaria. O único tipo de personagem que ela sabe interpretar é a persona que criou para si mesma, e como esse papel foge um pouco disso ela já desanda.
O roteiro também não ajuda, fraco e não se desenrola com fluidez. Tudo bem que se classifica naqueles filmes água-com açúcar, mas nem assim ele consegue se tornar razoável.
Não é o tipo de filme que você ficará com raiva de ter assistido, mas é um pouco perda de tempo.

CLASSIFICAÇÃO: RUIM

Poster e ficha técnica: IMDb

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Seven - Os Sete Crimes Capitais

  • título original:Seven
  • gênero:Suspense
  • duração:02 hs 08 min
  • ano de lançamento:1995
  • estúdio:New Line Cinema
  • distribuidora:New Line Cinema
  • direção: David Fincher
  • roteiro:Andrew Kevin Walker
  • produção:Phyllis Carlyle e Arnold Kopelson
  • música:Howard Shore
  • fotografia:Darius Khondji
  • direção de arte:Gary Wissner
  • figurino:Michael Kaplan
  • edição:Richard Francis-Bruce
Dois policiais, um recém transferido e ainda iniciante e outro já maduro e prestes a se aposentar, são designados para um caso que exigirá muito deles: um serial killer que mata seguindo a ordem dos sete pecados capitais.
Um elenco de primeira mão, apesar de Paltrow estar bem apagadinha e Pitt ainda estar na fase galã; Freeman e Spacey garantem o show de interpretação, principalmente o segundo.
Com uma trama amarradíssima, e um suspense de arrepiar do começo ao fim não há como tirar os olhos da tela um segundo sequer. Pena que não dá para dar muitos detalhes sobre isso se não perde a graça. Mesmo eu tendo descoberto qual seria o final pouco depois do meio, a história não perdeu seu valor e muito menos sua intensidade.
A quantidade de livros citados como tendo servido de inspiração para o assassino podem muito bem servir de isnpiração para as suas próximas leituras. 
Atenção para a clássica cena logo no começo do obeso morto com a cara no prato de macarrão. Outro ponto que gostei muito, por ser um humor de extremo mal gosto, é quando quase no final o vilão solta um "não fui eu" ao ver um cachorro morto, ri muito.
Pode ser por muitos considerado talvez meio batido, ou até muito blockbuster, mas achei TUDO nesse filme genial, até mesmo as piadinhas batidas e o perfil do personagem de Pitt, que é bem mais do mesmo.
Se você ainda não assistiu corra pra locadora AGORA.

CLASSIFICAÇÃO: MARAVILHOSO

Postere ficha técnica: IMDb

domingo, 26 de setembro de 2010

O Morro Dos Ventos Uivantes

  • título original:Wuthering Heights
  • gênero:Drama
  • duração:01 hs 42 min
  • ano de lançamento:1992
  • estúdio:Paramount
  • distribuidora:Paramount Pictures
  • direção: Peter Kosminsky
  • roteiro:Anne Devlin, baseado em livro de Emily Brontë
  • produção:Mary Selway
  • música:Ryuchi Sakamoto
  • fotografia:Mike Southon
  • direção de arte:Richard Earl
  • figurino:James Acheson
  • edição:Tony Lawson
  • efeitos especiais:Effects Associate Ltd. / The Computer Film Company
Baseado no livro de Emily Brontë, o filme conta a história da marcante paixão entre Cathy e Heathcliff - seu irmão adotivo - que acaba sendo destruída após a morte do pai dela, o que leva o irmão mais velho a separá-los. Depois de um tempo Cathy se casa com Edgar, um homem rico e gentil, despertando o ódio de Heathcliff que foge para fazer fortuna e depois de um longo tempo retorna para se vingar,  ignorando que ela na verdade o ama.
Não li o livro, e vi muitas pessoas dizendo muito bem dele. Mas mesmo assim posso ter certeza que o filme não chega nem aos pés da obra original.
A começar que a história foi criada no período literário do Romantismo, movimento que não  me agrada, mas vi uma certa influência do goticismo, período que gosto mas não ajudou a salvar a história.
Vi uma análise Freudiana onde dizia que Cathy seria a representação do Ego, Heathcliff do Id, e Edgar do Superego; me interessou um pouco mais vendo por esse ponto, pois me ajudou a justificar vários diálogos que ocorreram e no momento não fizeram sentido algum para mim, mas mesmo assim deixou a desejar.
A fotografia é linda, mas a história não mantém uma continuidade lógica, partes importantes e esclarecedoras para o desenvolvimento do roteiro não acontecem deixando o telespectador confuso.
Os atores parecem que esqueceram as aulas de interpretação para trás antes de fazer o filme, nenhuma interpretação salva e não há química entre os personagens principais.
Sem contar que a história toda se baseia em um rancor sem fundamento, tudo bem aí é uma criação da autora e cada um cria como quer, mas acredito que no filme isso foi passado da maneira errada.
De verdade acabei de assistir o filme com raiva de tê-lo alugado.

CLASSIFICAÇÃO: PÉSSIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

sábado, 25 de setembro de 2010

Um Estranho No Ninho

  • título original:One Flew Over the Cuckoo's Nest
  • gênero:Drama
  • duração:02 hs 09 min
  • ano de lançamento:1975
  • estúdio:Fantasy Films / N.V. Zvaluw
  • distribuidora:United Artists
  • direção: Milos Forman
  • roteiro:Bo Goldman e Lawrence Hauben, baseado em livro de Ken Kesey
  • produção:Michael Douglas e Saul Zaentz
  • música:Jack Nitzsche
  • fotografia:Haskell Wexler
  • direção de arte:Edwin O'Donovan
  • figurino:Aggie Guerard Rodgers
  • edição:Sheldon Kahn e Lynzee Klingman
Um prisioneiro finge estar louco para ser internado em um manicômio e não ter que trabalhar; e assim levar uma vida "sossegada" como deseja. Por não concordar com as normas rígidas passa a estimular os outros internos a fazerem uma revolta contra o sistema da clínica, a única coisa que não sabe é o preço que terá de pagar.
Sempre escutei minha mãe falando muito bem desse filme, mas ela se negava a contar com mais detalhes para "não estragar a história". Assisti com ela ao meu lado, e passava mal de rir na maioria das cenas (gosto de humor negro, ácido e de mal gosto) principalmente no começo; conforme a história foi passado, o riso foi diminuindo e a apreensão aumentando. No final da história, que não contarei lógico, eu chorava como uma criança, e são poucos os filmes que me tocam dessa forma.
A maneira como toda a trama é conduzida faz com que os sentimentos se tranformem com o passar de cada cena, todos os atores dão o máximo de si a seus personagens, a forma como é mostrada o abuso do poder dos mais fortes contra os mais fracos. Tudo não deixa um fio fora da meada.
Sinceramente, eu amaldiçoarei quem não assistir esse filme.

CLASSIFICAÇÃO: MARAVILHOSO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

Do Mundo Nada Se Leva

  • título original:You Can't Take It With You
  • gênero:Comédia
  • duração:01 hs 59 min
  • ano de lançamento:1938
  • estúdio:Columbia Pictures Corporation
  • distribuidora:Columbia Pictures
  • direção: Frank Capra
  • roteiro:Robert Riskin, baseado em peça de George S. Kaufman e Moss Hart
  • produção:Frank Capra
  • música:Dimitri Tiomki
  • fotografia:Joseph Walker
  • direção de arte:Stephen Goosson
  • figurino:Irene e Bernard Newman
  • edição:Gene Havlick
Quando uma jovem moça resolve apresentar seu noivo à sua família, ela encontra alguns empecilhos. Primeiro porque sua família é composta por pessoas muito extrovertidas e um pouco doidas, enquanto a família dele é muito rica e composta por figurões da sociedade. O segundo problema é que a família do rapaz vêm comprando todas as casas de uma região e a única que ainda não conseguiram é a da família dela.
Um filme lição de moral. E com um humor bem leve e agradável de assistir.
Passa com seu roteiro a idéia de não desprezar as pessoas por sua posição, e deixar a ganância de lado pela boa convivência entre os seres humanos.
Bonitinho e um bom passatempo.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha técnica: IMDb

Obs.: Não consegui encontrar um trailer ou algo parecido, mas existem algumas partes do filme no Youtube

Ligações Perigosas

  • título original:Dangerous Liaisons
  • gênero:Drama
  • duração:02 hs 00 min
  • ano de lançamento:1988
  • estúdio:Warner Bros. / Lorimar Film Entertainment
  • distribuidora:Warner Bros. Pictures
  • direção: Stephen Frears
  • roteiro:Christopher Hampton, baseado em livro de Choderlos de Laclos
  • produção:Norman Heyman e Hank Moonjean
  • música:George Fenton
  • fotografia:Philippe Rousselot
  • direção de arte:Gabin Bocquet e Gérard Viard
  • figurino:James Acheson
  • edição:Mick Audsley
 Uma Marquesa, indignada por seu ex-marido querer casar com uma moça virgem, pede a seu ex-amante que a deflore antes do casamento. Mas o conquistador está interessado em outra moça que é casada, e demonstra ser muito religiosa e fiel. Para garantir a troca de favores, a Marquesa exige que ele conte a ela todos seus encontros por escrito. O grande problema é quando esses jogos de sedução começam a sair do controle dos dois.
O filme se passa no final do século 18 na alta sociedade da França. E qual seu entuito? Registrar não a bela vida que eles tinham, mas toda a podridão existente de baixo de tanta religiosidade, hipocrisia e moralismo.
Talvez um pouco apelativo para algumas pessoas, mas não deixa de mostrar bem como a falta de escrúpulos pode estar em qualquer área da sociedade.
O filme é bem interessante, mas o achei um pouco cansativo. Talvez o livro seja mais envolvente no ponto de vista do desenvolvimento da história, como ainda não o li não tenho como fazer essa comparação.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

Se Meu Apartamento Falasse

  • título original:The Apartment
  • gênero:Comédia
  • duração:02 hs 00 min
  • ano de lançamento:1960
  • estúdio:United Artists / Mirisch Company
  • distribuidora:United Artists
  • direção: Billy Wilder
  • roteiro:I.A.L. Diamond e Billy Wilder
  • produção:Billy Wilder
  • música:Adolph Deutsch
  • fotografia:Joseph LaShelle
  • direção de arte:Alexander Trauner
  • edição:Daniel Mandell
Baxter é funcionário de uma corretora de seguros, e deseja muito crescer na empresa. Para isso passa a emprestar seu apartamento para os chefes levarem suas amantes, o que traz certas complicações para sua rotina. O problema é quando ele se apaixona pela amante de um dos chefes, e essa tenta se matar dentro de seu apartamento.
Água com açúcar, muito agradável de assistir, apesar de em alguns momentos ser meio parado, as encrencas que Baxter se mete e as mentiras que inventa, uma em cima da outra, vão o complicando de tal maneira que isso te amarra na história.
Jack Lemmon garante a comédia do filme, enquanto Shirley MacLaine mostra a dramaticidade que está presente no roteiro. Inclusive, é a primeira vez que a vi novinha, e como era uma moça bonita! Uma beleza simpática, delicada e pura.
Como toda boa comédia da década de 60, reforça os valores da humanidade, e ainda nos faz acreditar em finais felizes e românticos. Esse filme é uma gracinha.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A Grande Ilusão

  • (La Grande illusion)
  • Gênero:  Drama
  • Direção: Jean Renoir
  • Ano: 1937
  • Duração: 110 mim
  • Distribuidora: Continental Home Video

Após cair em terras inimigas, três soldados franceses são presos pelos alemães. Lá são tratados com dignidade e respeito até o dia em que são pegos tentando fugir.
Aqui temos um dos maiores filmes anti-guerra, mostrando bem como em conflitos de qualquer proporção todos saem perdendo, e se manifesta a favor da boa relação entre todos os seres humanos independente de qualquer diferenciação.
Após esse filme o diretor foi banido da Alemanha e considerado por Josef Goebbels como "Inimigo número 1 cinematográfico", e por muito pouco não teve essa sua obra prima apagada da história do cinema e do mundo. Mas quando acreditava-se que todas as cópias tinham sido destruídas, uma foi encontrada em Munique em 1945.
O roteiro desenvolve de forma espetacular como a guerra só traz prejuizos a humanidade, e isso quando a 1ª Guerra mundial ainda não se chamava assim, e Hitler só estava começando a amedrontar o mundo.
Sem dúvida alguma você tem que pelo menos tentar assistir esse filme, por mais que não goste de filmes antigos, esse não é só um clássico mas um marco na história mundial.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO


Poster e Ficha técnica: 2001Video


terça-feira, 21 de setembro de 2010

Manderlay

  • título original:Manderlay
  • gênero:Drama
  • duração:02 hs 19 min
  • ano de lançamento:2005
  • estúdio:Zentropa Entertainments / Film i Väst / Manderlay Ltd. / Edith Film Oy / Isabella Films B.V. / Memfis Film & Television / Sigmall Films Ltd. / Ognon Pictures / Pain Unlimited GmbH Filmproduktion
  • distribuidora:California Filmes
  • direção: Lars Von Trier
  • roteiro:Lars von Trier
  • produção:Vibeke Windelov
  • fotografia:Anthony Dod Mantle
  • direção de arte:Peter Grant
  • figurino:Manon Rasmussen
  • edição:Bodil Kjaerhauge e Molly Marlene Stensgard
Fugindo de Dogville, Grace chega a Manderlay junto de seu pai. Mesmo já tendo sido abolida a escravidão aquela cidade ainda mantém o sistema. Ela resolve então ficar lá e entender o que acontece entre os patrões e os empregados.
O modelo de cenário e fotografia de Dogville permanecem nessa continuação. Já a personagem principal e seu pai seguem na mão de outros atores; não sei o porquê disso mas para mim fez com que perdesse um pouco o sentido da sequência. Principalmente por a personagem Grace tomar um perfil de atitudes e modos de agir muito diferente de um filme para o outro.
O roteiro desenvolve uma temática mais política e histórica do que o primeiro filme, o que faz com que ganhasse um valor a mais em questão de assunto desenvolvido; mas enquanto Dogville é mais fácil de digerir e acompanhar, esse já é mais arrastado e cansativo. Não que isso faça perder seu explendor mas provavelmente todo seu público esperava mais da continuidade da história.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Coincidências Do Amor

  • título original:The Switch
  • gênero:Comédia Romântica
  • duração:01 hs 41 min
  • ano de lançamento:2010
  • estúdio:Mandate Pictures | Bona Fide Productions
  • distribuidora:Miramax Films (EUA) | Imagem Filmes (Brasil)
  • direção: Will Speck , Josh Gordon
  • roteiro:Allan Loeb, baseado em história de Jeffrey Eugenides
  • produção:Albert Berger e Ron Yerxa
  • música:Alex Wurman
  • fotografia:Jess Hall
  • direção de arte:Larry M. Gruber
  • figurino:Kasia Walicka-Maimone
  • edição:John Axelrad
Kassie deseja muito ser mãe, principalmente para passar por cima dos seus relacionamentos falidos, e para isso resolve fazer uma produção independente. O problema é que seu melhor amigo Wally não concorda com sua decisão e, inconscientemente acaba tomando uma atitude que mudará a vida dos dois.
Jennifer Aniston parece não ter conseguido se livrar ainda de Rachel do seriado Friends, não sei se todos os personagens que dão a ela são iguais ou é ela que passa o jeito pessoal de ser a todos eles; mas sua interpretação não dá muitas opções de atuação já que sempre é mais do mesmo.
Os personagens são fracos e sem profundidade a um nível que não justifica a existência da maioria deles. O roteiro é muito previsível e desestruturado, como exemplo: o filme começa voltando no tempo 7 anos, mas chega um ponto que você não sabe se já voltou para o presente ou se ainda está no passado. 
A fórmula de filme romântico está ali em cada segundo, toda a cena que aparece como sendo uma suposta dúvida, na continuação da história deixa claro que o que está por acontecer é o que já se esperava.
O único detalhe que salva um pouco o filme é o ator mirim Thomas Robinson,  interpretando Sebastian filho de Kassie, que manda muito bem no papel de um garotinho hipocondríaco, neurótico e desiludido com a vida. Mas talvez possa ser discutível esse "ponto bom" do filme, afinal eu tenho uma grande quedinha por personagens neuróticos.
Por fim, acho que esse filme só vale a pena ser visto se você não tiver nada melhor para fazer.

CLASSIFICAÇÃO: PÉSSIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb



      sábado, 18 de setembro de 2010

      Dogville

      • título original:Dogville
      • gênero:Drama
      • duração:02 hs 57 min
      • ano de lançamento:2003
      • estúdio:Canal+ / 4 1/2 / Alan Young Pictures / Det Danske Filminstitut / Edith Film Oy / Film i Väst / Hachette Première / Isabella Films B.V. / J&M Entertainment / KC Medien AG / Kushner-Locke Company / Kuzui Enterprises / Liberator Productions /
      • distribuidora:Lions Gate Entertainment / California Filmes
      • direção: Lars Von Trier
      • roteiro:Lars Von Trier
      • produção:Vibeke Windelov
      • fotografia:Anthony Dod Mantle
      • direção de arte:
      • figurino:Manon Rasmussen
      • edição:Molly Marlene Stensgard
      Década de 30, Grace, tentado fugir de gânsters, vai parar na cidade de Dogville onde é acolhida e, em troca de trabalhos  para a comunidade, escondida por 2 semanas - período em que votam se ela poderá permanecer ou não. Quando, por unânimidade a aceitam, a população começa a mostrar suas garras e aproveitar da moça mais do que nos serviços que já prestava, o problema é que ela esconde um segredo da população.
      A primeira coisa que chama atenção é a falta de cenário; toda a cidade, inclusive cachorro, lago e moitas são demarcados no chão por linhas brancas. O que por incrível que pareça dá ao filme uma fotografia incrível, a dramaticidade da história é extremamente intensificada por esse fator.
      A moral e ética da humanidade é colocada em cheque nessa história, o roteiro explora bem o lado interesseiro do ser humano, mostrando como há sempre um lobo vestido em pele de cordeiro em cada pessoa. Exploração, chantagem, abuso de poder, esses são uns dos pontos mostrados no filme.
      Não gosto muito do trabalho da Nicole Kidman, mas ela me surpreendeu com esse papel, mostrou do que é capaz por trás de tanto botox. Todo o resto do elenco também não deixa nem um pouco a desejar, parece que todos estão muito bem envolvidos com o estilo de interpretação mais teatral que é desenvolvido na história.
      Para algumas pessoas pode acabar sendo um pouco cansativo, mas sem dúvida alguma é uma aula de como se fazer diferença na história do cinema.

      CLASSIFICAÇÃO: MARAVILHOSO

      Poster e Ficha Técnica: IMDb

      sexta-feira, 17 de setembro de 2010

      Falando Grego

      • título original:My Life in Ruins
      • gênero:Comédia Romântica
      • duração:01 hs 35 min
      • ano de lançamento:2009
      • estúdio:Playtone Productions / 26 Films / Kanzaman
      • distribuidora:Fox Searchlight Pictures
      • direção: Donald Petrie
      • roteiro:Mike Reiss
      • produção:Michelle Chydzik Sowa e Nathalie Marciano
      • música:David Newman
      • fotografia:José Luis Alcaine
      • direção de arte:Jonathan McKinstry
      • figurino:Lala Huete e Lena Mossum
      • edição:Patrick J. Don Vito
      • efeitos especiais:Aliante / LOOK! Effects
      Uma guia turística americana que trabalha na Grécia está frustrada por não conseguir mostrar tudo o que quer da cultura local para os turistas por eles só quererem saber de compras, ao mesmo tempo que sua vida amorosa está um tédio. Surge então um turista que começa a mostrar para ela as possibilidades de ser feliz novamente.
      A classificação já diz quase tudo sobre o filme: Comédia Romântica, que antigamente era aquela prateleira indefinida - e bizarra - das locadoras chamada Filmes de Família. Bate sempre na mesma tecla, com uma liniaridade comum e repetitiva. Incrivelmente, consegue continuar agradando geral, na maioria mulheres; inclusive eu.
      Gosto muito da atriz Nia Vardalos, mas tenho a impressão que ela é uma cópia dos personagens ou vise-versa, pois tenho sempre a sensação de que estou vendo mais do mesmo. Vide "Casamento Grego" e "Eu Odeio o Dia dos Namorados" que inclusive ela faz par com o mesmo cara nos dois filmes.
      O filme é agradável, dá para distrair numa tarde de domingo, mas ficou abaixo da média entre outros do mesmo gênero.

      CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

      Poster e Ficha técnica: IMDb


      quinta-feira, 16 de setembro de 2010

      Dança com Lobos

      • título original:Dance With Wolves
      • gênero:Drama
      • duração:03 hs 00 min
      • ano de lançamento:1990
      • estúdio:Majestic Film / Tig Productions
      • distribuidora:MGM / Orion Pictures Corporation
      • direção: Kevin Costner
      • roteiro:Michael Blake, baseado em livro de Michael Blake
      • produção:Kevin Costner e Jim Wilson
      • música:John Barry
      • fotografia:Dean Semler
      • direção de arte:William Ladd Skinner
      • figurino:Elsa Zamparelli
      • edição:William Hoy, Chip Masamitsu, Steve Potter e Neil Travis
      Um jovem soldado muito corajoso, durante a Guerra Civil, resolve servir em uma região onde há predominância de uma tribo indígena. Com o tempo ele passa a se envolver com a cultura, se interessar e praticar a cultura aborígene, o problema é que a intenção de sua ida para lá  era que ocorresse o contrário.
      Costner mostrou que merece ser respeitado, não só como ator, mas como diretor com esse projeto. Como bom filme épico que é, não deixa em nada a desejar na fotografia, que convenhamos é maravilhosa, e na trilha sonora que acompanha muito bem a temática do do roteiro.
      Filmes com essa pegada costumam ser meio cansativos em alguns momentos, e por normalmente serem muito longos, mas mesmo assim nunca decepcionam. Muita gente pode dizer que este é só mais um blockbuster, mas creio que por pior que um filme seja, se ele ganhou a massa e as bilheterias, algum valor ele tem. E esse, para mim, entra para a lista dos clássicos sem nem pestanejar.

      CLASSIFICAÇÃO: MARAVILHOSO

      Poster e Ficha técnica: IMDb
       

      quarta-feira, 15 de setembro de 2010

      Diabo A Quatro

      • (Duck Soup, 1933)
      • Direção: Leo McCarey 
      • Roteiro: Bert Kalmar (história), Harry Ruby (história), Nat Perrin (diálogos adicionais), Arthur Sheekman (diálogos adicionais) 
      • Gênero: Comédia/Musical
      • Origem: Estados Unidos
      • Duração: 68 minutos
       Enquanto o país Freedonia está em crise financeira e uma ricaça oferece doar uma grandiosa quantia ao governo se um maluco for eleito presidente, o país vizinho envia dois espiões que também não batem bem das idéias para descobrirem informações sigilosas; em meio a essa confusão toda ainda tem uma iminente guerra a começar.
      A temática que ao mesmo tempo que critica, satiriza os governos daquele período (ou será que serve para os governos atuais?) é muito bem elaborada e desenvolvida. Pré Grande Guerra o roteiro pisa no calo de praticamente todos os governantes da época.
      Quanto aos renomados Irmãos Marx: esse foi o primeiro filme que vi deles e não sei se verei outros, como já disse o roteiro é ótimo, mas eles como comediantes não me agradaram. Achei o grupo sem graça e forçado. Se for para escolher um grupo de comediantes da época sem dúvida prefiro Os Três Patetas.

      CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

      Poster e Ficha Técnica: CinePlayers

      terça-feira, 14 de setembro de 2010

      Lolita - 1962

      • título original:Lolita
      • gênero:Drama
      • duração:02 hs 32 min
      • ano de lançamento:1962
      • estúdio:Steven Arts Production / Anya / Harris-Kubrick / Transwood
      • distribuidora:MGM
      • direção: Stanley Kubrick
      • roteiro:Vladimir Nabokov, baseado em livro de Vladimir Nabokov
      • produção:James B. Harris
      • música:Bob Harris e Nelson Riddle
      • fotografia:Oswald Morris
      • direção de arte:William C. Andrews
      • figurino:Gene Coffin
      • edição:Anthony Harvey
      Após se interessar por uma ninfeta de 14 anos, professor universitário se casa com a mãe dela só para estar próximo da garota. Quando a mulher morre ele resolve então seduzir a enteada, mas as coisas não saem exatamente como ele desejava.
      Eu não duvido nada que a garota que fez a protagonista teve alguns bons anos de terapia após o filme; com um roteiro tão controverso, ainda mais naquela época e numa nação tão moralista como os EUA. Com apenas 16 anos Sue fez o papel que a consagrou para o resto da vida, uma ninfeta extremamente sensual envolvendo um homem muito mais velho.
      Do fundo do meu coração tenho um certo problema com Stanley Kubrick, de amor e ódio. Tenho muito respeito pela revolução que ele fez no cinema. Gostei muito desse filme e toda as rachaduras da sociedade e provocações feitas a ela durante o desenvolvimento da história; outro que gostei muito foi "O Iluminado", mas mesmo respeitando toda a diferenciação dos filmes não consigo gostar de "Laranja Mecânica" e "2001:Uma Odisséia No Espaço"
      Ainda estou aprendendo a me relacionar com esse gênio, mas com certeza esse filme foi um ponto positivo nisso.

      CLÇASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

      Poster e Ficha Técnica: IMDb

      segunda-feira, 13 de setembro de 2010

      M, O Vampiro De Dusseldorf

      • (M, 1931)
      • Direção: Fritz Lang 
      • Roteiro: Thea von Harbou, Fritz Lang 
      • Gênero: Policial/Suspense
      • Origem: Alemanha
      • Duração: 111 minutos
      Um infanticida deixa a cidade de Dusseldorf na Alemanha em pânico pela onda de terror que ele vem espalhando na região. Como a polícia não consegue encontrá-lo, um grupo de foras-da-lei se une para pegar o assassino. Quando é encontrado, o levam para o tribunal dos criminosos, onde é julgado por ter quebrado as regras do submundo.
      Mesmo sendo um Pós-Expressionismo, ainda dá para se perceber uma certa influência da fase nesse filme, como a sombriedade de Nosferatu (o original e não o que comentei aqui). A dramatização é de deixar os cabelos em pé de medo, além da iluminação aterrorizante. Destaque para o ator principal, Peter Lorre, originário do teatro que era conhecido por seus grandes olhos que dão um tom muito mais psicótico ao personagem.
      Destaque para a mensagem enviada aos grupos nazistas que começavama a nascer naquela época mostrando bem o clima de terror que se espalhava; e a música que ele assovia durante quase todo o filme deixando até os cabelinhos da sobrancelha arrepiados - um trecho da ópera “Peer Gynt”, de Edvard Grieg, com certeza você já ouviu em algum lugar e vai ficar com ela na cabeça por alguns dias.
      É um clássico que com certeza serviu de diretriz para muitos outros filmes de terror que ainda estavam por vir.

      CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

      Poster e Ficha técnica: CinePlayers 

      Serpentes A Bordo

      • título original:Snakes on a Plane
      • gênero:Ficção
      • duração:01 hs 45 min
      • ano de lançamento:2006
      • estúdio:New Line Cinema / Patchwork Productions / Mutual Film Corporation / Hannah Rachel Production Services Ltd. / Nina Saxon Film Design
      • distribuidora:New Line Cinema
      • direção: David R. Ellis
      • roteiro:John Heffernan e Sebastian Gutierrez, baseado em estória de John Heffernan e David Dalessandro
      • produção:Craig Berenson, Don Granger e Gary Levinsohn
      • música:Trevor Rabin
      • fotografia:Adam Greenberg
      • direção de arte:John Alvarez
      • figurino:Karen L. Matthews
      • edição:Howard E. Smith
      • efeitos especiais:The Character Shop / Hybride Technologies / Spectrum Effects Inc.
      Por ter presenciado um assassinato que envolvia a máfia, um adolescente é tido como uma das testemunhas chaves em um dos casos mais importantes do ano. Porém, a máfia não tem intenção de deixá-lo chegar ao tribunal, para isso contratam um renomado assassino que libera dentro do avião várias cobras super venenosas na intenção de acabar com o garoto.
      Não é um filme para ser levado a sério, ele é trash e foi criado para ser assim - pelo menos é o que eu espero. O roteiro é descabido, as cenas absurdas, e você não pode esperar continuidade muito menos lógica nos acontecimentos.
      Eu passei o filme inteiro em choque, na verdade ainda não acreditei muito que é possível um grupo de produtores e uma distribuidora aceitarem e acharem que vale a pena produzir algo desse tipo; muito menos um ator da grandeza de Samuel L. Jackson aceitar um papel numa história dessas (apesar de mandar muito bem como um agente arrogante e fodão). 
      Não sou desse tipo de cinéfilo que acha que filme bom são aqueles de diretores como Fellini, Kubrick ou aqueles franceses que não sabem fazer um filme que não tenham um fundo filosófico sobre a co-existência humana; mas gênero B também não faz meu tipo apesar de conhecer várias pessoas que adoram.
      Sinceramente a melhor cena do filme é quando sobem os créditos, apesar da garantia que se você não levar a sério dará umas boas risadas dos absurdos.

      CLASSIFICAÇÃO: LIXO

      Poster e Ficha Técnica: IMDb


      sexta-feira, 10 de setembro de 2010

      E La Nave Va

      • (E La Nave Va, 1983)
      • Direção: Federico Fellini 
      • Gênero: Comédia/Fantasia 
      • Origem: França/Itália
      • Duração: 128 minutos
       A caminho de Nápoles um navio segue para o enterro de uma famosa cantora de ópera. Nele seguem um jornalista e vários amigos e colegas de trabalho da falecida, além de vários pessoas importantes que tem no longo velório seus conflitos mostrados. No meio da viagem o capitão resgata alguns refugiados sérvios que seguem junto na viagem, fugindo de seu país por causa do iminente início da 1ª Guerra Mundial.
      Beirando o surrealismo, e de certa forma bem confuso, o roteiro demonstra vários conflitos do mundo moderno através de um número exagerado de personagens.
      Sem dúvida alguma esse filme é um marco na história do cinema, mas não sei se o fato de eu não gostar de ópera prejudicou o aproveitamento do filme enquanto assistia pois eu sinceramente não apreciei da forma que deveria e não consegui me envolver com a história a ponto de gostar.

      CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

      Poster e Ficha técnica: CinePlayers

      quinta-feira, 9 de setembro de 2010

      A Idade Do Ouro

      • (Âge d'Or, L, 1930)
      • Direção: Luis Buñuel 
      • Roteiro: Luis Buñuel, Salvador Dalí 
      • Gênero: Comédia/Drama/Fantasia
      • Origem: França
      • Duração: 60 minutos
       No seu primeiro longa, Buñuel permanece na linha de exploração da temática surrealista. Com cenas muito fortes desenvolve as sensações de assombramento e desconforto, muitas vezes tocando em pontos que até hoje são frágeis para o ser humano como a morte, a violência e os fetichismos.
      Apesar de muitas cenas não terem uma explicação exata, principalmente racional, é no casal principal que vemos as maiores demonstrações de um relacionamento movido pelos impulsos sexuais e extremamente selvagens, o que só não é tão bem demonstrado quanto as referências ao Marques de Sade mais à frente na história.
      A crítica à sociedade burguesa e à Instituição da igreja são claras em vários momentos, acredito que em destaque na cena em que Jesus é representado na pele de um Duque.
      O filme é extremamente nosense em várias partes, mas o vi com um pouco mais de linha de raciocínio coerente do que "Um Cão Andaluz" , ambos obras-primas do mesmo diretor. O que mais me impressiona é o caráter politicamente incorreto do filme que ainda choca muito nos dias atuais, imagine então a 80 anos atrás quando foi lançado.

      CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

      Poster e Ficha Técnica: CinePlayers

      Obs.: como não havia um trailer vou colocar um trecho que achei

      quinta-feira, 2 de setembro de 2010

      Era Uma Vez No Oeste

      • título original:C'era una Volta il West
      • gênero:Faroeste
      • duração:02 hs 46 min
      • ano de lançamento:1969
      • estúdio:Paramount Pictures / Rafran Cinematografica / San Marco Production
      • distribuidora:Paramount Pictures / UIP
      • direção: Sergio Leone
      • roteiro:Sergio Donati e Sergio Leone, baseado em estória de Dario Argento, Sergio Leone e Bernardo Bertolucci
      • produção:Fulvio Morsella
      • música:Ennio Morricone
      • fotografia:Tonino Delli Colli
      • figurino:Carlo Simi
      • edição:Nino Baragli
      Por ter posse de terras que estão sendo vistoriadas para futuramente se tornarem rota da ferrovia, pai de família é morto junto de seus filhos. A única coisa que não sabiam é que ele tinha se casado com uma prostituta que passa a herdar a região e ser cuidada por um atirador profissional.
      Elenco de peso em um dos maiores faroestes da história. Muitas mortes à sangue frio, personagens que parecem serem desalmados, e quando menos se espera demonstram todo seu sentimentalismo, cordialidade e cavalherismo.
      Charles Bronson é definitivamente O CARA, eu ficava em êxtase cada vez que a gaita começava a tocar, inclusive se prepare para ficar com a música por uma semana na cabeça.
      Adoro o gênero por mais que muitas vezes ele pareça forçado, mas acredito que seja exatamente na forma caricaturesca de desenvolver a história que ele se torna tão incrível e agradável de asistir.

      CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

      Poster e Ficha técnica: IMDb

      quarta-feira, 1 de setembro de 2010

      Nunca Te Vi, Sempre Te Amei

      • título original:84 Charing Cross Road
      • gênero:Drama
      • duração:01 hs 39 min
      • ano de lançamento:1986
      • estúdio:Columbia Pictures Corporation / Brooksfilms Ltd.
      • distribuidora:Columbia Pictures
      • direção: David Hugh Jones
      • roteiro:Hugh Whitemore, baseado em livro de Helene Hanff
      • produção:Geoffrey Helman
      • música:George Fenton
      • fotografia:Brian West
      • figurino:Jane Greenwood e Lindy Hemming
      • edição:Chris Wimble
      Uma escritora americana e o gerente de uma livraria especializada em livros raros  em Londres passam a se corresponder quando ela descobre que só nesse lugar consegue achar os livros que tanto deseja. Passam então a trocar cartas durante 20 anos,e junto com os pedidos surgem conversas sinceras e o nascimento de um belo laço de amizade.
      É muito difícil falar desse filme, simplesmente por ele ser perfeito. Um amor intectual, uma história que dá boas dicas de livros para se ler, interpretações ótimas e um roteiro que por mais que pareça estar na mesmice de uma história de romance consegue não ser arrastado e cansativo mesmo se mantendo praticamente só de diálogos.
      Um amor sincero, simples e purista. Se passasse hoje em dia talvez  a história se desenvolvesse pelo e-mail ou pelo MSN, mas sem o uso da webcam. O laço criado somente pela coerência de idéias e gostos parecidos, sem necessidade alguma de cenas apelativas ou extremamente calientes.
      Puro e lindo, ponto.

      CLASSIFICAÇÃO: MARAVILHOSO

      Poster e Ficha técnica: IMDb