quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Amor Sem Escalas

título original:Up in the Air
gênero:Drama
duração:1 hr 49 min
ano de lançamento: 2009
estúdio: Paramount Pictures / Cold Spring Pictures / The Montecito Picture Company / Right of Way Films / DW Studios
distribuidora: Paramount Pictures / UIP
direção: Jason Reitman
roteiro: Sheldon Turner e Jason Reitman, baseado em livro de Walter Kim
produção: Jeffrey Clifford, Daniel Dubiecki, Ivan Reitman e Jason Reitman
música: Rolfe Kent
fotografia: Eric Steelberg
direção de arte: Andrew Max Cahn
figurino: Danny Glicker
edição: Dana E. Glauberman
efeitos especiais:Lola Visual Effects / Hammerhead Production

Um homem, cuja profissão é demitir pessoas, passa a maior parte do seu tempo em aviões e quartos de hotéis, chegando ao ponto de considerar esses lugares seu verdadeiro lar. Seu maior sonho é alcançar 10 milhões de milhas.
Essa sim é uma história de amor real. Sem, milagrosamente, tudo dar certo e mesmo com todos os contratempos as pessoas ficarem juntas. Mesmo teoricamente o tema sendo interessante, o desenvolvimento da história é uma chatice só.
Nem Clooney com todo seu charme salva. De verdade não sei como fizeram tanto alvoroço para esse filme ganhar o Oscar.
A única coisa que gostei foi ver a prepotência do personagem principal ir abaixo no final do filme, mas sinceramente passei a história toda olhando o relógio.
Vale a pena assistir para tirar sua própria conclusão se mereceu ou não todas as categorias em todas as premiações que concorreu.

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDb

Caçador de Recompensas

título original:The Bounty Hunter
gênero:Comédia Romântica
duração:1 hr 50 min
ano de lançamento: 2010
estúdio: Columbia Pictures | Relativity Media | Original Film | Madhouse Entertainment
distribuidora: Columbia Pictures (EUA) | Imagem Filmes (Brasil)
direção: Andy Tennant
roteiro: Sarah Thorp
produção: Neal H. Moritz
música: George Fenton
fotografia: Oliver Bokelberg
direção de arte: Jane Musky
figurino: Sophie de Rakoff
edição: Troy Takaki

Um caçador de recompensas recebe a tarefa de prender uma repórter que está fugida, o problema é ela ser sua ex-mulher. Por estar atrás de informações para uma matéria sobre um assassinato, bandidos que a estavam procurando passam a perseguir os dois.
Não esperava nada de bom desse filme, na verdade achava que seria bem ruinzinho, mas até que me surpreendi. Não é nenhuma obra de arte cinematográfica e a história é bem batida e previsível, mas pode ser uma boa diversão para um grupo de amigas que se reúnem na tarde de domingo.
O roteiro tem seus lances engraçados e o casal principal tem uma química boa, o que acredito que possa ter feito valer o filme. 
Existem opções melhores e mais interessantes, mesmo assim esse filme não é uma total perda de tempo, dá para se divertir.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Tá Chovendo Hamburguer

título original:Cloudy with a Chance of Meatballs
gênero:Animação
duração:1 hr 30 min
ano de lançamento: 2009
estúdio: Sony Pictures Animation
distribuidora: Columbia Pictures
direção: Chris Miller, Phil Lord
roteiro: Phil Lord e Chris Miller, baseado em livro de Judi Barrett e Ron Barrett
produção: Pam Marsden
música: Mark Mothersbaugh
direção de arte: Michael Kurinsky
efeitos especiais:Sony Pictures Imageworks

Um jovem cientista, que só cria experimentos fracassados, resolve inventar uma máquina que transforma água e comida para tirar a ilha em que mora do regime de sardinhas, único alimento possível no local após o fechamento da empresa que exportava. A invenção renova a cidade trazendo novas oportunidades, como turismo, e também variando o cardápio da população. O problema é quando a máquina perde o controle e a comida que literalmente cai do céu vai aumentando de tamanho.
De verdade eu esperava muito pouco desse filme, principalmente pelo nome que não é muito atrativo, mas acabei me surpreendendo. Ele pode ser um ótima distração pra criançada. 
Os personagens são bem carismáticos e o fato do principal fugir do padrão "bonitinho, legal e popular" faz ganhar mais pontos. O cientista desde criança era o típico nerd excluído.
Outro ponto legal é que passa uma mensagem subliminar de como junk food pode ser mais gostosa e divertida mas que não faz bem e de certa forma é a "vilã da história".
Não é um Pixar da vida, mas dá para se divertir.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Antes de Partir

título original:The Bucket List
gênero:Comédia Dramática
duração:1 hr 37 min
ano de lançamento: 2007
estúdio: Storyline Entertainment / Zadan/Meron / Two Ton Films
distribuidora: Warner Bros.
direção: Rob Reiner
roteiro: Justin Zackham
produção: Alan Greisman, Neil Meron, Rob Reiner e Craig Zadan
música: Marc Shaiman
fotografia: John Schwartzman
direção de arte: Jay Pelissier
figurino: Molly Maginnis
edição: Robert Leighton
efeitos especiais:Ring of Fire Studios

Um mecânico e um rico empresário são obrigados a conviver em um mesmo quarto de hospital para tratar doenças terminais recém descobertas. Após um tempo dividindo a mesma agonia eles descobrem ter pouco tempo de vida e , em vez de insistir em tratamentos que não sabem se surtirão efeito, preferem fazer uma lista de "O que fazer antes de bater as botas" e aproveitarem o tempo que têm de vida. 
A história pode não parecer muito original, afinal muitos filmes já trabalharam o conceito de aproveitar a vida, não se prender ao material e sim ao conteúdo emocional que acumulamos durante nossas vidas. Mas a dupla dinâmica que se encarrega dos papéis principais dá uma outra roupagem a história.
Ambos parecem estar interpretando a si mesmos, Freeman como um homem humilde mas muito sábio e Nicholson como um homem arrogante e excêntrico. Mas isso não tira nem um pouco o brilho do show de interpretação que ambos dão.
É um filme que te faz rir, parar pra pensar um pouco no que fazemos de nossas vidas e, principalmente, chorar. São poucos os filmes que me tocam tanto, mas esse me deixou realmente comovida pois retrata muito bem o sofrimento de uma pessoa ao descobrir que tem pouco tempo de vida e o sofrimento da família em não saber como lidar com essa possível perda.
Vale cada minuto produzido.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O Fada do Dente

título original:Tooth Fairy
gênero:Comédia
duração:1 hr 41 min
ano de lançamento: 2010
estúdio: 20th Century Fox Film Corporation / Walden Media / Foxvan Productions / Blumhouse Productions / Mayhem Pictures
distribuidora: 20th Century Fox Film Corporation
direção: Michael Lembeck
roteiro: Lowell Ganz, Babaloo Mandel, Joshua Sternin, Jeffrey Ventimiglia e Randi Mayern Singer, baseado em história de Jim Piddock
produção: Jason Blum, Mark Ciardi e Gordon Gray
música: George S. Clinton
fotografia: David Tattersall
figurino: Angus Strathie
edição: David Finfer
efeitos especiais:CIS Vancouver / Evil Eye Pictures / Image Engine Design

"O fada do dente" é um jogador de hóquei que recebeu esse apelido por cometer faltas muito violentas que costumavam arrancar o dente do adversário. Quando a filha de sua namorada perde um dente e não recebe a visita da real fada do dente ele resolve contar a verdade à menina. Como punição, é obrigado pelas fadas a prestar serviços como fada do dente de verdade.
É um grande candidato a se tornar Sessão da Tarde. E é para crianças, mas bem divertido. 
Passa uma mensagem bacana de como não devemos desistir de nossos sonhos e lutar por eles, tem cenas engraçadas que podem arrancar risadas até dos crescidinhos e os efeitos não são no todo tão ruins.
Pode ser um bom passatempo, principalmente para as crianças, mas não espere muito mais que isso.

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR
Poster e Ficha Técnica: IMDb


Maluca Paixão

título original:All About Steve
gênero:Comédia
duração:1 hr 38 min
ano de lançamento: 2009
estúdio: Fox 2000 Pictures / Radar Pictures / Fortis Films
distribuidora: 20th Century Fox Film Corporation
direção: Phil Traill
roteiro: Kim Barker
produção: Mary McLaglen e Sandra Bullock
música: Christophe Beck
fotografia: Tim Suhrstedt
direção de arte: Austin Gorg
figurino: Gary Jones
edição: Rod Dean e Virginia Katz
efeitos especiais:Flash Film Works 

Uma criadora de palavras cruzadas em um jornal se apaixona por um camera-men que ela conhece através de um encontro as escuras armado por seus pais. O problema é quando ela cisma que ele é o amor da sua vida e passa a persegui-lo para tentar colocar na cabeça do rapaz a mesma idéia.
Sandra Bullock ganhou um troféu Framboesa por esse papel, eu super concordo. Na verdade só me animei em assistir esse filme para conferir se era tão ruim quanto falavam. E está confirmado.
Os personagens não tem carisma muito menos profundidade, o roteiro é fraco e bobo. 
Durante todo o desenrolar do filme a única coisa que me vinha na cabeça era :"Por que meu Deus?! Por que alguém faz um filme assim?!"
O final é a única parte que faz um pouco de sentido, afinal [SPOILER/] ninguém aguentaria ficar com uma mulherzinha mala e louca como a personagem da Bullock. [\SOILER] 

CLASSIFICAÇÃO: LIXO

Poster e Ficha Técnica: IMDb


quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Todas Contra John

título original:John Tucker Must Die
gênero:Comédia Romântica
duração:1 hr 29 min
ano de lançamento: 2006
estúdio: 20th Century Fox Film Corporation / Landscape Entertainment
distribuidora: 20th Century Fox Film Corporation
direção: Betty Thomas
roteiro: Jeff Lowell
produção: Michael Birnbaum, Bob Cooper e Karen Lunder
música: Richard Gibbs
fotografia: Anthony B. Richmond
direção de arte: Bo Johnson
figurino: Alexandra Welker
edição: Matt Friedman

O jovem mais popular da escola namora três garotas, uma bem diferente da outra, ao mesmo tempo. Quando elas descobrem que ele as está enganando, resolvem se unir para acabar com ele. O problema é que todos seus planos acabam o deixando mais popular ainda.
Mais um daqueles filmes que mostram como os grupinhos nas escolas americanas discriminam aqueles que não são populares e, como aqueles que faz parte desse grupo seleto, são fúteis.
Acredito que deve ter saído direto na TV. Isso pra mim é um fator que já classifica de certa forma a qualidade do filme. 
A história é bem para adolescente, ocupa o tempo quando você não tem nada, mas NADA mesmo, de melhor pra fazer.

CLASSIFICAÇÃO: PÉSSIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

Cinema Paradiso

título original:Nuovo Cinema Paradiso
gênero:Drama
duração:2 hr 3 min
ano de lançamento: 1988
estúdio: TF1 Film Productions / Les Films Ariane / Cristaldifilm / RAI
distribuidora: Miramax Films
direção: Giuseppe Tornatore
roteiro: Giuseppe Tornatore
produção: Mino Barbera, Franco Cristaldi e Giovana Romagnoli
música: Andrea Morricone e Ennio Morricone
fotografia: Blasco Giurato
figurino: Beatrice Bordone
edição: Mario Morra

Um grande cineasta passa a relembrar sua infância quando fica sabendo que um grande amigo seu faleceu. Esse amigo era projetista do cinema da cidade em sua infância e juventude, provavelmente seu maior ídolo. 
Uma homenagem ao cinema e sua história, a como desde seu início encantou e continua encantando e modificando a vida das pessoas. Mostra bem como no começo era o que unia  as pessoas, praticamente um evento onde as pessoas interagiam com o que estavam assistindo.
A trilha sonora acompanha a qualidade do roteiro. Lindas, as músicas que compõe o filme marcam cada cena.
Não há como não se emocionar ou não se apaixonar pela história.
 
CLASSIFICAÇÃO: MARAVILHOSO

Poster e Ficha Técnica: IMDb


quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

21 Gramas

título original:21 Grams
gênero:Drama
duração:2 hr 5 min
ano de lançamento: 2003
estúdio: Y Productions / This Is That Productions
distribuidora: Focus Features
direção: Alejandro González-Iñárritu
roteiro: Guillermo Arriaga
produção: Alejandro González-Iñárritu, Ted Hope e Robert Salerno
música: Gustavo Santaolalla
fotografia: Rodrigo Prieto
direção de arte: Deborah Riley
figurino: Marlene Stewart
edição: Francine Maisler

Após um acidente, três pessoas têm suas vidas cruzadas e seus destinos mudados. A partir daí todos seus limites serão testados.
Mais um filme que tudo muda a partir de um simples "encontro". Mas é aí que dá a grande chave da história. Porque mesmo parecendo lugar comum, essa é a diferença do filme.
Com uma trama envolvente e um elenco que dá show de interpretação, o roteiro se desenvolve de uma maneira em que não há como o telespectador não se sentir do lado de dentro da tela.
Não vou falar muito sobre a história pois posso acabar soltando um Spoiler e acabar com toda a magia dessa obra prima. Mas posso dizer uma única coisa: a alma pode pesar 21 gramas e esse valor ser o nome do filme, mas a história é muito mais pesada emocionalmente do que isso e você saíra aio final com a sensação de estar pesando toneladas.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

A Profecia - 2006

título original:The Omen
gênero:Terror
duração:1 hr 50 min
ano de lançamento: 2006
estúdio: 20th Century Fox Film Corporation
distribuidora: 20th Century Fox Film Corporation
direção: John Moore
roteiro: David Seltzer
produção: John Moore e Glenn Williamson
música: Marco Beltrami
fotografia: Jonathan Sela
direção de arte: Katerina Kopicová e Martin Kurel
figurino: George L. Little
edição: Dan Zimmerman
efeitos especiais:W.M. Creations / Cinesite (Europe) Ltd. 

Um diplomata, após ver seu tão desejado filho falecer no parto, adota uma criança sem a mulher saber. Seis anos depois, o menino começa a dar sinais de ser o Anti-Cristo.
Um thriller de deixar até os cílios arrepiados. É um remake, talvez não tão bom quanto o original, mas nem por isso deixa de assustar.
O mais interessante dessa refilmagem é que ela acabou de ser feita em 2003 ou 2004 e o diretor segurou o lançamento internacional até o dia 06/06/06. Eu fui assistir exatamente nesse dia as seis da tarde e foi bem tenso. Para mim, uma das melhores jogadas de marketing do cinema.
Mesmo sendo exatamente igual ao primeiro filme, recomendo que assista o original de 1976 e suas duas sequências antes de ver esse. Acho o garotinho que fez o Damien no primeiro mais tenebroso que o desse remake. 

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

sábado, 18 de dezembro de 2010

Conta Comigo

título original:Stand by Me
gênero:Aventura
duração:1 hr 27 min
ano de lançamento: 1986
estúdio: Columbia Pictures Corporation / Act III / The Body
distribuidora: Columbia Pictures
direção: Rob Reiner
roteiro: Raynold Gideon e Bruce A. Evans, baseado em livro de Stephen King
produção: Bruce A. Evans, Raynold Gideon e Andrew Scheinman
música: Jack Nitzsche
fotografia: Thomas Del Ruth
figurino: Sue Moore
edição: Robert Leighton
efeitos especiais:Introvision International

Um escritor recorda de um período de sua infância, onde ele e mais três amigos inseparáveis ouviram boatos de um menino da pequena cidade onde moravam que havia sumido e resolveram partir em uma viagem em busca do corpo.
Clássico dos clássicos da Sessão da Tarde, passava pelo menos uma vez por mês acredito eu. Só essa classificação já faz com que a qualidade do filme caia diante de muitas pessoas não é mesmo? 
Realmente ele não surpreende muito na fotografia, no roteiro ou na interpretação, em grande parte da história, de crianças.
Mas ele marcou a minha infância e com certeza a de várias outras pessoas. O mais interessante desse filme é como, por um motivo X eles saíram por uma viagem que não serviu somente para encontrar o corpo de um menino desconhecido, mas para encontrarem a si mesmos e se ajudarem mutuamente a superar os problemas.
O filme fala sobre amizade, companheirismo e o apoio incondicional que podemos encontrar em certas pessoas. 
Pode ser piegas, clichê e nenhuma obra de arte cinematográfica, mas para mim ele passa uma mensagem muito bonita e só por isso já vale a classificação que dei.

CLASSIFICAÇÃO: MARAVILHOSO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

O Planeta dos Macacos -1968

título original:The Planet of the Apes
gênero:Ficção Científica
duração:1 hr 51 min
ano de lançamento: 1968
estúdio: 20th Century Fox
distribuidora: 20th Century Fox Film Corporation
direção: Franklin J. Schaffner
roteiro: Michael Wilson e Rod Serling, baseado em livro de Pierre Boulle
produção: Arthur P. Jacobs
música: Jerry Goldsmith
fotografia: Leon Shamroy
direção de arte: William J. Creber e Jack Martin Smith
figurino: Morton Haack
edição: Hugh S. Fowler

 Um astronauta americano viaja por séculos em estado de hibernação. Quando acorda se vê em um planeta dominado por macacos, onde os seres humanos são meros escravos que mal sabem falar.
Já deixei claro que não sou nenhum pouco fã do gênero sci-fi, mas esse merece respeito. Para começar que, para a época, eles mandaram muito bem nos efeitos especiais, os macacos do remake não superam muito os desse filme no quesito maquiagem e produção.
A história tem um final surpreendente e muito interessante. A maneira como o comportamento dos macacos é relacionado ao dos seres humanos é de deixar intrigado o telespectador.
E quem melhor para ser o personagem principal? Só poderia ser Charlton Heston, ator que parece ter sido feito para produções megalomaníacas e que estavam destinadas a marcar a história do cinema, como em Ben-Hur também.
Se não gosta de sci-fi, pelo menos se esforce para assistir pelo que esse filme representa. Te garanto que valerá a pena.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb


Superman - O Filme

título original:Superman
gênero:Aventura
duração:2 hr 24 min
ano de lançamento: 1978
estúdio: International Film Production / Dovemead Films
distribuidora: Warner Bros.
direção: Richard Donner
roteiro: Mario Puzo, David Newman, Leslie Newman e Robert Benton, baseado nos personagens criados por Jerry Siegel e Joe Shuster
produção: Alexander Salkind e Pierre Spengler
música: John Williams
fotografia: Geoffrey Unsworth
direção de arte: Ernest Archer, Philip Bennet, Bill Brodie, Stuart Craig, Leslie Dilley, Norman Dorme, Maurice Fowler, Stan Jolley, Tony Reading, Norman Reynolds e Gene Rudolf
figurino: Jerry R. Allen e Yvonne Blake
edição: Stuart Baird e Michael Ellis

Com o seu planeta a ser destruído, Jor-El envia seu filho Kal-El para a Terra. Quando é adotado por uma família que o encontra adota o nome de Clark Kent. Após passar a vida escondendo seus poderes, certo dia no jornal em que trabalhava acaba os usando para salvar a colega de trabalho Lois Lane. Assim é criado o Superman, sua segunda personalidade em forma se super herói. O problema é quando Lex Luthor, um grande gênio do mal, por estar descontente com esse surgimento, resolve criar empecilhos para o mocinho.
Para mim esse é o super-herói mais chato e coxinha de todos. Não sei se é um dos primeiros HQ's de herói, mas pelo menos é o mais clichê e que segue a linha de pensamento : eu sou super poderoso, consigo fazer tudo e salvar a todos, mas tenho apenas uma fraqueza - a criptonita - e só o super vilão sabe da existência dela.
A história não é um grande atrativo na minha opinião, mas a interpretação de Christopher Reeve faz tudo valer muito a pena. Ele realmente personificou o Superman. Não dá para pensar no personagem sem ver o rosto desse ator.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Todos os Homens do Presidente

título original:All the President's Men
gênero:Drama
duração:2 hr 18 min
ano de lançamento: 1976
estúdio: Warner Bros. / Willwood
distribuidora: Warner Bros.
direção: Alan J. Pakula
roteiro: William Goldman, baseado em livro de Bob Woodward e Carl Bernstein
produção: Walter Coblenz
música: David Shire
fotografia: Gordon Willis
edição: Robert L. Wolfe

 Dois repórters do Washington post começam uma investigação sobre a invasão do Partido Democrata sem ter noção que isso acabaria no escândalo de Watergate e na queda do presidente Nixon.
Detalhe que li e achei o máximo: o som da máquina de escrever é mesclado com barulhos de tiros para exatamente dar a idéia de que palavras valem como armas.
Sem dúvida alguma é de longe um dos melhores roteiros biográficos investigativos. A maneira como a descoberta dos fatos é conduzida forma uma trama sensacional.
Uma aula sobre a história política dos EUA e do jornalismo investigativo de qualidade, mostrando bem a diferença de um bom comunicador e da imprensa marrom que vemos em grande escala nos dias atuais.
A equipe de atores do filme então é de deixar o queixo caído, Redfort e Hoffmann dão um show de interpretação.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

A Última Sessão de Cinema

título original:The Last Picture Show
gênero:Drama
duração:1 hr 55 min
ano de lançamento: 1971
estúdio: Columbia Pictures Corporation / BBS Productions
distribuidora: Columbia Pictures Corporation
direção: Peter Bogdanovich
roteiro: Larry McMurtry e Peter Bogdanovich, baseado em livro de Larry McMurtry
produção: Stephen J. Friedman
fotografia: Robert Surtees
direção de arte: Walter Scott Herndon
figurino: Nancy McArdle e Mickey Sherrard
edição: Donn Cambern

Em uma cidade pequena do Texas Dois jovens muito diferentes emocionalmente tem muito pouco o que fazer, um tem um caso com uma mulher casada enquanto o outro curte umas festas pesadas. A cidade, que caminha para o término, vê seu cinema marcar a última sessão antes de fechar.
Jovens ociosos e a cabeça vazia, por um lado pode-se ver apenas a história de adolescentes que estão descobrindo a vida e como o ambiente influencia no caminho a ser tomado. Por outro a tristeza de um município que caminha para se tornar uma cidade fantasma e como tudo ali, inclusive o fechamento do cinema apenas são simbolismos para o verdadeiro destino da população.
Mesmo a temática podendo ser muito incrementada, não gostei de seu desenvolvimento. Sim, não há porque esperar ação em um filme que narra uma cidade em estado terminal. Mas o nível de marasmo é grande demais para uma pessoa dislexa como eu. Somente por isso não gostei muito do filme. 

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDb


terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Scarface

título original:Scarface
gênero:Policial
duração:2 hr 48 min
ano de lançamento: 1983
estúdio: Universal Pictures
distribuidora: Universal Pictures
direção: Brian De Palma
roteiro: Oliver Stone
produção: Martin Bregman
música: Giorgio Moroder
fotografia: John A. Alonzo
direção de arte: Edward Richardson
figurino: Edward Richardson
edição: Gerald B. Greenberg e David Ray

Na década de 80, Fidel Castro abriu as fronteiras deixando vários cubanos irem para a Flórido - manobra para diminuir o excesso de presos em suas cadeias. No meio desse êxodo estava Tony Montana, um pequeno bandido mas com grandes ambições. Assim que ele chega no país vai em busca do seu "sonho americano" através do mundo das drogas e com muita derramação de sangue.
Filme de gangster, já temos uma premissa pra eu adorar esse filme. Segunda: Al Pacino em uma das melhores interpretações da sua vida (ele deve ter feito oficina no meio da máfia e dos traficantes mesmo).
Ele é mais mau que o pica-pau, faz qualquer coisa pela cobiça do poder. É drogado, incestuoso, tarado e bandido. E mesmo assim não há como não ficar fascinado por esse personagem.
Além de que a crítica à política da época, tanto dos EUA como de Cuba, são claras e muito bem exploradas.
Dentro da categoria de filmes de máfia sem dúvida esse é um dos melhores. Para mim, só não supera "O Poderoso Chefão (1, 2 e 3)" mas está no mesmo nível que "Os Bons Companheiros".

CLASSIFICAÇÃO: MARAVILHOSO

Poster e Ficha Técnica: IMDb


segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Machete

título original:Machete
gênero:Ação
duração:1 hr 45 min
ano de lançamento: 2010
estúdio: Twentieth Century Fox Film Corporation | Overnight Films
distribuidora: Twentieth Century Fox Film Corporation
direção: Robert Rodriguez, Ethan Maniquis
roteiro: Robert Rodriguez e Álvaro Rodríguez
produção: Robert Rodriguez, Quentin Tarantino, John Debney, Rick Schwartz, Aaron Kaufman, Iliana Nikolic e Elizabeth Avellan
música: John Debney
fotografia: Jimmy Lindsey
direção de arte: Christopher Stull
figurino: Christopher Stull
edição: Rebecca Rodriguez
efeitos especiais:Everett Byrom III (supervisor)

O ex-agente federal, conhecido como Machete, é escolhido para ser o assassino de um senador que prega o fim da imigração mexicana. Após o plano não dar certo ele passa a ser perseguido ao mesmo tempo que procura vingança por ter sido enganado, o que acaba levantando uma guerra entre os mexicanos e aqueles que são contra eles.
Antes de começar a ver esse filme pare, respire e não tente o levar a sério. Ele NÃO foi feito pra isso. Há sim uma certa crítica à discriminação e preconceito em relação aos imigrantes, ao sistema "perfeito" fajuto dos EUA e a corrupção. Mas isso é só pano de fundo.
O que interessa mais no filme são as cenas de sangue e tosqueras que acontecem todo o tempo. Não podia se esperar menos sendo um filme de Robert Rodriguez com um dedinho do Quentin Tarantino.
O personagem principal mal abre a boca, afinal a função dele ali é cortar, atirar e usar o intestino de alguém como corda pra pular de uma janela. (sim você leu bem)
Lindsay Lohan, nas suas poucas aparições representa a si própria: uma mimadinha drogada.
Recomendo que mulheres muito feministas e coisa do tipo não assistam a esse filme, talvez vocês se irritem um pouco pois o papel da mulher no roteiro é meramente sexual e apelativo - particularmente achei que todas as personagens femininas secundárias foram feitas só por atrizes pornôs.
Um roteiro de filme B com uma qualidade de produção megalomaníaca de Hollywood. Poderia ser melhor? É diversão na certa! Eu pelo menos passei mal de tanto dar risada.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb


sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

A Rede Social

título original:The Social Network
gênero:Drama
duração:2 hr 1 min
ano de lançamento: 2010
estúdio: Columbia Pictures / Relativity Media / Michael De Luca Productions / Scott Rudin Productions / Trigger Street Productions
distribuidora: Sony Pictures Entertainment / Columbia Pictures
direção: David Fincher
roteiro: Aaron Sorkin, baseado em livro de Ben Mezrich
produção: Dana Brunetti, Ceán Chaffin, Michael De Luca e Scott Rudin
música: Trent Reznor
fotografia: Jeff Cronenweth
direção de arte: Curt Beech e Keith P. Cunningham
figurino: Curt Beech e Keith P. Cunningham
edição: Kirk Baxter e Angus Wall

Filme biográfico sobre o criador da rede social Facebook. A história mostra como ele criou a idéia, amigos, inimigos e uma conta bancária bilionária aos 20 e poucos anos.
Todo o roteiro se desenvolve no esquema "pense rápido", se você perdeu uma cena ou um diálogo azar, não haverá explicações depois. Mesclando o período de desenvolvimento da rede e os processos que o criador enfrentou depois, as coisas acontecem de maneira meio jogada.
Na primeira cena, onde você ainda está se acostumando com o ambiente, o personagem principal aparece tendo uma conversa alucinante com sua namorada. Gênio, hiperativo e dislexo. O rapaz desenvolve três assuntos ao mesmo tempo, divagando e ainda conseguindo fazer tudo isso na velocidade da luz. E isso é só um aperitivo, durante todo o filme os diálogos se desenrolam assim. E consegue ficar pior quando Justin Timberlake entra na história no papel do criador da Napster.
Mas não que isso seja ruim, afinal alguns diálogos, mesmo que fossem devagar só devem ser realmente compreendidos por pessoas que estudam computação ou são programadores.
Para mim ficou a impressão que o roteiro não se trata de um grande criador, sua obra prima e a fortuna que fez. Mas sobre um rapaz inseguro e sem amigos que se escondia atrás da máscara de arrogante e babaca. Mais ou menos assim: "Eu não consigo me relacionar direito com as pessoas  por ser um gênio? Vou dar motivo então para me acharem escroto."
Não há vilões e mocinhos, mas sim seres humanos tendo de enfrentar todos os problemas que grandes empreendimentos podem trazer. Mas o que me pareceu "menos" errado no todo foi o único amigo dele Eduardo, o brasileiro.
Questão a parte: tem uma cena em que os gêmeos estão competindo remo na casa de um príncipe. por favor me ajudem! A música que toca no momento tocava em um desenho, só não me lembro qual. Estou em dúvida entre Fantasia ou Inspetor Bugiganga, ou seria outro?
Por fim, o filme é muito legal mas cansa a cabeça por não ser fácil acompanhar a agilidade com que a história e diálogos se desenvolvem.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb


Atualização: o queridíssimo Raoni me passou o nome da música do Inspetor Bugiganga (In the Hall of the Mountain King),e é ela mesmo que toca! Ufa! Odeio ouvir uma música e não lembrar de onde conheço. 

Atualização2: juro que é a última! mas me veio na cabeça outro lugar que essa música toca e é muito marcante. No filme M - O Vampiro de Dusseldorf. É a marca do assassino assoviá-la. 

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

A Bela da Tarde

título original:Belle de Jour
gênero:Drama
duração:1 hr 40 min
ano de lançamento: 1967
estúdio: Five Film / Paris Film
distribuidora: Allied Artist / Miramax Film
direção: Luis Buñuel
roteiro: Luis Buñuel e Jean-Claude Carrière, baseado em livro de Joseph Kossel
produção: Henri Baum, Raymond Hakim e Robert Hakim
fotografia: Sacha Vierny
edição: Louisette Hautecouer

A história de uma mulher burguesa que, insatisfeita em um casamento moralista e em que não recebe o amparo suficiente do marido, busca sua felicidade e real satisfação sexual em seu hobby: trabalhar em um bordel durante as tardes de trabalho de seu marido.
Uma análise sobre as relações sexuais e como isso tem uma importância muito grande no bom convívio de um casal.
Só tinha visto os filmes surrealistas de Buñel quando assisti esse e posso afirmar que talvez tenha entendido, ou pelo menos apreciado, mais eles do que esse. Podem me chamar de burra mas em alguns momentos não conseguia distinguir quando a ação estava realmente acontecendo ou era fruto da imaginação dela.
Outro fator que pode ter pesado é que não sou muito fã de filmes franceses. São muito cabeçudos para o meu gosto.
Podem me chamar de burra, mas por opinião PESSOAL  não gostei, sei e respeito todo o valor desse filme e que há muitas metáforas enrustidas no roteiro. Porém só recomendaria àqueles que não estão assistindo o filme só para distração e que gosto que procurar coisas escondidas (as vezes até onde pode não ter).
Pronto, podem me tacar pedra.

CLASSIFICAÇÃO: REGULAR

Poster e Ficha Técnica: IMDb



quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Como Era Verde Meu Vale

título original:How Green Was My Valley
gênero:Drama
duração:1 hr 58 min
ano de lançamento: 1941
estúdio: 20th Century Fox Film Corporation
distribuidora: 20th Century Fox Film Corporation
direção: John Ford
roteiro: Philip Dunne, baseado em romance de Richard Llewellyn
produção: Darryl F. Zanuck
música: Alfred Newman
fotografia: Arthur C. Miller
direção de arte: Richard Day e Nathan Juran
figurino: Richard Day e Nathan Juran
edição: James B. Clark

Um homem aos 50 anos está para deixar o local onde morou toda a vida, começa então a relembrar quando era criança naquela cidade mineradora e a época em que os salários foram diminuídos e iniciou-se uma greve que dividiu sua família pois alguns concordavam com a revolta e outros não.
Em um roteiro com algumas críticas as crises e explorações trabalhistas da época, mas achei um pouco piegas e antiquado demais mesmo para aquela época. Mesmo assim não se perde a dramaticidade da visão da dissolução de uma família pelos olhos de uma criança e o clima todo do filme é nostálgico.
A fotografia é linda e as cenas em que os mineradores aparecem cantando são de arrepiar de tão emocionantes.
Vale a pena assistir, é um clássico, mas não concordo em terem escolhido como Melhor Filme do Oscar no lugar de Cidadão Kane.

CLASSIFICAÇÃO: BOM

Poster e Ficha Técnica: IMDb



terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Foi Apenas Um Sonho

título original:Revolutionary Road
gênero:Drama
duração:1 hr 59 min
ano de lançamento: 2008
estúdio: DreamWorks Pictures / BBC Films / Neal Street Productions / Evamere Entertainment / Goldcrest Pictures / Scott Rudin Productions
distribuidora: DreamWorks Distribution / Paramount Pictures / UIP
direção: Sam Mendes
roteiro: Justin Haythe, baseado em livro de Richard Yates
produção: Bobby Cohen, John Hart, Sam Mendes e Scott Rudin
música: Thomas Newman
fotografia: Roger Deakins
direção de arte: Teresa Carriker-Thayer, John Kasarda e Nicholas Lundy
figurino: Teresa Carriker-Thayer, John Kasarda e Nicholas Lundy
edição: Tariq Anwar
efeitos especiais:Big Film Design

Um casal sonhador na década de 50 resolve largar para trás a vida que levavam até então, incompleta dentro do relacionamento e na carreira, para correrem atrás de um sonho: morar em Paris. Mas enquanto se organizam para que o sonho se torne realidade, as pessoas a volta deles os desestimulam achando se ruma loucura e instaurando dentro do relacionamento ciumes e inseguranças que podem colocar tudo a perder.
Aí está o casal de Titanic de volta. Pelo menos foi o comentário que mais ouvi quando esse filme estava para ser lançado. Sim, eles estão de volta mas ambos muito mais maduros em sua interpretações e com um roteiro muito mais interessante em suas mãos.
A crítica a uma hipocrisia e moralismo incrustado na sociedade dos anos 50 é  muito nítida. Enquanto todos os casais após casar e ter filhos estagnava na vida, ela como dona de casa e ele em um mesmo trabalho pra sempre, o casal principal resolve fugir dos padrões mesmo tendo de ir contra as convenções da época.
Daí se passa a outro nível da história, quando eles vêem que talvez o sonho não é tão atingível para a época e para seus modos de pensar.
Para pensar e se emocionar, esse filme mereceu sem dúvida alguma todas as indicações a prêmios que recebeu.

CLASSIFICAÇÃO: ÓTIMO

Poster e Ficha Técnica: IMDb