segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

O homem que matou facínora

  • Direção: John Ford
  • Roteiro: James Warner Bellah, Willis Goldbeck, Dorothy M. Johnson
  • Gênero: Faroeste
  • Origem: Estados Unidos
  • Duração: 123 minutos
  • Tipo: Longa-metragem
Um rapaz é assaltado durate a viagem, chega a um vilarejo e o bandido é o terror da população. Ele e o valentão da cidade dividem o amor da mocinha. Ambos querem acabar com o vilão, porém um através da lei e o outro através da violência. A história por si só, sem localização de tempo e região, já diz o gênero: Faroeste.
Eu diria que pode ser considerado o gênero que representa o "conto de fadas" do século XX; personagens bem marcados: o rapaz de tão bom beira a pura inocência, o vilão tão mal que faz tudo sem nem ter justificativa, a mocinha super meiga e prendada.
Prende a atenção, tem piadas prontas, e pode ser uma boa diversão para quem não está afim de papo cabeça.

Classificação: BOM

Poster e Ficha técnica: IMDb

Nosferatu

  • título original: Nosferatu: Phantom der Nacht
  • gênero:Terror
  • duração:124 min.
  • ano de lançamento:1979
  • direção: Werner Herzog
  • país: França/ Alemanha
Um corretor imobiliário vai até os Montes Cárpatos para negociar a venda de uma casa com um sujeito um tanto quanto bizarro, que na verdade é o Drácula. O rapaz acaba se transformando em um vampiro e a única pessoa que pode reverter a situação é sua esposa.
Todo o filme é muito sombrio, os personagens são mórbidos e sem dúvida alguma, é um grande clássico do terror que deve ter perturbado o sono de muitas pessoas. Mas essa perturbação mais em relação ao original de 1922, pois esse que estou comentando é a refilmagem.
Porém para o público do século XXI é cansativo e arrastado. Assumo que cochilei no meio do filme, porém quando acordei - não sei dizer quanto perdi - consegui continuar acompanhando a história sem perder o fio da meada.

Classificação: REGULAR

Ficha técnica: MelhoresFilmes
Poster: Google

Os imperdoáveis

  • título original:Unforgiven
  • gênero:Faroeste
  • duração:02 hs 11 min
  • ano de lançamento:1992
  • estúdio:Warner Bros.
  • distribuidora:Warner Bros.
  • direção: Clint Eastwood
  • roteiro:Clint Eastwood
  • produção:Clint Eastwood
  • música:Lennie Niehaus
  • fotografia:Jack N. Green
  • direção de arte:Adrian Gorton e Rick Roberts
  • figurino:Janice Blackie-Goodine
  • edição:Joel Cox

Em 1992 Clint volta a fazer o gênero que marcou sua carreira, western ou faroeste; quem também retorna é seu personagem, um aposentado matador de aluguel que volta a ativa para ganhar uma recompensa se matar os vaqueiros que cortaram o rosto de uma prostituta.
A pouco tempo comecei a assistir filmes de faroeste e assumo que me encantei. Sim é cheio de clichês, mas ao mesmo tempo é lotado de encantos. Como sempre digo: se chama clichê e se tornou um é porque essa fórmula funcionou de alguma maneira e agradou um grande público.
É até difícil falar do elenco, Eastwood, Freeman e Hackman dão show de interpretação. O olho por olho é palpável e desperta em quem está assistindo a vontade de duelar em frente ao saloon. Além da fotografia que é linda, e não tão árida como de costume.
Quer começar assistir filmes de faroeste? Esse é a pedida.

Classificação: ÓTIMO

Poster e ficha técnica: IMDb

Psicose

  • título original:Psycho
  • gênero:Suspense
  • duração:01 hs 47 min
  • ano de lançamento:1960
  • estúdio:Shamley Productions
  • distribuidora:Paramount Pictures
  • direção: Alfred Hitchcock
  • roteiro:Joseph Stefano, baseado em livro de Robert Bloch
  • produção:Alfred Hitchcock
  • música:Bernard Herrmann
  • fotografia:John L. Russell
  • direção de arte:Robert Clatworthy e Joseph Hurley
  • figurino:Helen Colvig e Rita Riggs
  • edição:George Tomasini

Após roubar U$ 40 mil do escritório onde trabalhava, a secretária Marion durante a fuga acaba parando em um hotel afastado da estrada principal. Os donos são um rapaz solitário e sua mãe, nunca vista mas sempre ouvida aos berros na casa que fica ao lado do estabelecimento. Para seu azar, Marion não sabe o que a espera no chuveiro daquele local.
Esse filme contém uma das cenas e trilhas sonoras mais marcantes do cinema. Entre todos os filmes de Hitchcock que já vi sem dúvida Psicose se tornou meu favorito. Para minha vergonha, só o assisti semana passado (absurdo!) mas me provocou sensações que não sentia desde minha pré-adolescência quando costumava assistir com frequência filmes de terror/suspense.
A sensação é de estar com uma corda no pescoço durante todo o desenrolar da história,  a angústia de ver a cada personagem uma provável nova vítima consegue fazer com que o telespectador se assuste com um simples balançar de uma planta.
Assumo que fiquei tão em suspense durante o filme que cheguei ao ponto de soltar um grito espontâneo em uma cena. A única coisa que me deixou triste foi que por um chute acertei o final logo no começo.
As classificações Clássico e Antigo assustam algumas pessoas, mas não se deixe levar por isso, essa filme merece 6 estrelas.

Classificação: MARAVILHOSO

Poster e ficha técnica: IMDb

domingo, 13 de dezembro de 2009

A lenda do Tesouro Perdido - Livro dos Segredos

  • título original:National Treasure: Book of Secrets
  • gênero:Aventura
  • duração:02 hs 04 min
  • ano de lançamento:2007
  • estúdio:Walt Disney Pictures / Jerry Bruckheimer Films / Junction Entertainment / Sparkler Entertainment / Saturn Films
  • distribuidora:Buena Vista Pictures
  • direção: Jon Turteltaub
  • roteiro:Cormac Wibberley e Marianne Wibberley, baseado em estória de Cormac Wibberley, Ted Elliott, Terry Roscio e Marianne Wibberley e nos personagens criados por Jim Kouf, Oren Aviv e Charles Segars
  • produção:Jerry Bruckheimer e Jon Turteltaub
  • música:Trevor Rabin
  • fotografia:Amir M. Mokri e John Schwartzman
  • direção de arte:Julian Ashby e A. Todd Holland
  • figurino:Judianna Makovsky
  • edição:William Goldenberg, Andrew Haddock e David Rennie
  • efeitos especiais:Post Media / Realscan 3D / Asylum VFX / Proof
Nessa continuação o bisavô de Ben Gates é acusado de participar da conspiração que matou Abraham Lincoln. Inconformado com tal acusação, Ben reune novamente a trupe para, através de novas sagas praticamente impossíveis liparem a ficha do bisavô. Envolvendo na história a separação da namorada, o mal relacionamento entre seus pais, e uma intervenção absurda ao presidente dos EUA - o que depois do episódio do casal bicão na festa da Casa Branca não ficou tão absurda assim.
Segue os mesmos padrões "sessão da tarde" do primeiro Lenda do Tesouro Perdido, a única dúvida que me corrói é: Por que não colocaram a personagem de Helen Mirren já no primeiro? Ela está incrível como sempre.

Classificação: REGULAR

Poster e fica técnica: IMDb

Julie & Julia

  • título original:Julie & Julia
  • gênero:Drama
  • duração:02 hs 03 min
  • ano de lançamento:2009
  • estúdio:Columbia Pictures / Scott Rudin Productions / Easy There Tiger Productions
  • distribuidora:Columbia Pictures
  • direção: Nora Ephron
  • roteiro:Nora Ephron, baseado no livro "Julie & Julia", de Julie Powell, e "My Life in France", de Julia Child e Alex Prud'homme
  • produção:Nora Ephron, Laurence Mark, Amy Robinson e Eric Steel
  • música:Alexandre Desplat
  • fotografia:Stephen Goldblatt
  • direção de arte:Ben Barraud
  • figurino:Ann Roth
  • edição:Richard Marks
  • efeitos especiais:Brainstorm Digital
Julia é uma amereicana que vive se mudando por causa do emprego do marido, e inicia sua paixão pela culinária no período que mora em Paris na década de 50. Julie acaba de se mudar para o Queens, logo após o atentado das Torres Gêmeas, está para completar 30 anos completamente frustrada com o rumo que sua vida levou. Através de Julia, Julie tenta dar uma volta por cima escrevendo em um blog suas experiências em preparar os pratos do tão famoso livro da primeira em um ano.
Um filme calmo, relaxante, divertido, perfeito para uma tarde de domingo - exatamente quando assisti - mas discordo de ter sido inserido na categoria de Drama, ela me remete a filmes para baixo e esse definitivamente não é um, tudo bem que não é a alegria em forma de película, mas diria que é neutro e se encaixa perfeitamente naquela patreleira indefinida chamada "filmes familiares".
Ah! E não assista de barriga vazia, pois mesmo tendo assistido logo após o almoço salivei durante o filme inteiro.

Classificação: BOM

Poster e ficha técnica: IMDb


domingo, 6 de dezembro de 2009

Lenda do tesouro perdido

  • título original:National Treasure
  • gênero:Aventura
  • duração:02 hs 11 min
  • ano de lançamento:2004
  • estúdio:Touchstone Pictures / Jerry Bruckheimer Films / Junction Entertainment / Walt Disney Pictures / Saturn Films / Declaration Productions Inc.
  • distribuidora:Buena Vista Pictures
  • direção: Jon Turteltaub
  • roteiro:Jim Kouf, Ted Elliott, Terry Rossio, Oren Aviv, Charlie Segars, Cormac Wibberley e Marianne Wibberley
  • produção:Jerry Bruckheimer e Jon Turteltaub
  • música:Trevor Rabin
  • fotografia:Caleb Deschanel
  • direção de arte:Geoff Hubard
  • figurino:Judianna Makovsky
  • edição:William Goldenberg
 Vamos começar deixando bem claro que esse filme é uma grande pedida para sessão da tarde.
A família do personagem de Nicolas Cage vêm a gerações buscando um tesouro perdido, ninguém mais dá credibilidade a eles, os considerando loucos. Após muitas buscas, Cage descobre que há uma pista escondida na Declaração de Independência dos EUA, e para conseguir essa informação terá que roubá-la.
Eu poderia dizer que há muitos absurdos na história, porém depois que aquele casal entrou de bicão na festa da Casa Branca, achei melhor mudar o discurso.
O caminho que o roteiro nos leva é bacana, os pontos históricos que ligam uma pista a outra são de prender a atenção, porém poderiam ser melhor explicados e não passados por cima como acontece todo o tempo, acredito que isso seja resultado de querer injetar muita ação em um filme só, ficou corrido demais.
Não acho que filmes mais juvenis como esse combinem com o Nicolas Cage, que representa uma enciclopédia ambulante que chega a ser irritante e forçado; porém o personagem de Justin Bartha é muito bom - um cara inteligente,engraçado e verossímel com a realidade.
Quer passar o tempo? Assista esse filme e boa diversão.

Classificação: REGULAR

Poster e ficha técnica: IMDb

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

500 dias com ela

  • título original:(500) Days of Summer
  • gênero:Comédia Romântica
  • duração:01 hs 36 min
  • ano de lançamento:2009
  • estúdio:Watermark
  • distribuidora:Fox Searchlight Pictures
  • direção: Marc Webb
  • roteiro:Scott Neustadter e Michael H. Weber
  • produção:Mason Novick, Jessica Tuchinsky, Mark Waters e Steven J. Wolfe
  • música:Mychael Danna e Rob Simonsen
  • fotografia:Eric Steelberg
  • direção de arte:Charles Varga
  • figurino:Hope Hanafin
  • edição:Alan Edward Bell
Vai ver esse filme esperando mais do mesmo, com milagres que fazem as pessoas ficarem juntas? Então não vá. Ou vá e veja como esse filme consegue ser superior a isso.
Tom conhece Summer, e se apaixona, a partir daí o filme é feito de idas e vindas na história do casal mostrando como foram felizes e como não foram felizes juntos. Como tudo terminou,e como tudo recomeçou para os dois.
Esse filme serve para mostrar como uma história pode ser romântica, bonita e alegre, sem necessariamente o casal ser feito um para o outro ou terem se encontrado porque o destino quis assim. A fila anda, a catraca gira, a vida continua e todos superam. Foi muito além das minhas espectativas.


Classificação: ÓTIMO

Ficha técnica e Poster: IMDb


Faça a coisa certa

  • título original:Do the Right Thing
  • gênero:Drama
  • duração:02 hs 00 min
  • ano de lançamento:1989
  • estúdio:40 Acres & a Mule Filmworks
  • distribuidora:Universal Pictures
  • direção: Spike Lee
  • roteiro:Spike Lee
  • produção:Spike Lee
  • música:Bill Lee
  • fotografia:Ernest R. Dickerson
  • figurino:Ruth E. Carter
  • edição:Barry Alexander Brown
Um ítalo-americano mantém a décadas uma pizzaria no Brooklin, bairro predominantemente negro. No dia mais quente do ano, após um cliente reclamar que em sua parede só haviam fotos de famosos italianos e de nenhum famoso negro a confusão começa. A partir da organização de um boicote, vários problemas vão surgindo, formando o caos quando um cliente é morto.
Vejo muitos pontos de crítitica social próximos entre esse filme e Um dia de fúria, sendo apenas a diferença que nesse todos vivem pacificamente até um pisar no calo do outro e todos ficarem contra todos. As desigualdades sociais e raciais, junto com um calor que atormentava a todos, fez com que o estress se implantasse no lugar. Dá para se divertir em várias partes, mas somente no final você entende porque o filme é classificado como drama.

Classificação: ÓTIMO

Poster e ficha técnica: IMDb

Um dia de fúria

  • título original:Falling Down
  • gênero:Suspense
  • duração:01 hs 53 min
  • ano de lançamento:1993
  • estúdio:Warner Bros. / Regency Enterprises / Alcor Films / Le Studio Canal+
  • distribuidora:Warner Bros.
  • direção: Joel Schumacher
  • roteiro:Ebbe Roe Smith
  • produção:Timothy Harris, Arnold Kopelson e Herschel Weingrod
  • música:James Newton Howard
  • fotografia:Andrzej Bartkowiak
  • direção de arte:Larry Fulton
  • figurino:Marlene Stewart
  • edição:Paul Hirsch
Em um dos dias mais quentes do ano um homem , que de uma hora para outra se viu sem sua família e sem emprego, larga seu carro no meio de um congestionamento e resolve "voltar" para casa. Porém seu descontrole emocional faz com que sobre para todos que atravessam seu caminho. A única chance de controle é um policial que está no último dia de trabalho antes de sua aposentadoria.
Esse filme extrapola a violência gratuita, ele faz uma crítica a essa perseguição pelo "sonho americano" que não aceita perdedores. Uma das melhores cenas, para mim, é durante o espancamento de um coreano em que Michael Douglas - realmente parecendo enlouquecido - diz para o rapaz "Você vem para o meu país, pega o meu dinheiro e nem para aprender a minha língua!"; é aí que mostra-se bem a falsa boa convivência dos grupos étnicos dentro de uma população muito defensora de suas raízes.
Pode parecer meio insano da minha pate, mas  esse filme pode tirar boas risadas do espectador também; se a pessoa tiver um humor um tanto quanto ácido como o meu.

Classificação: ÓTIMO

Pôster e ficha técnica: IMDb

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Fitzcarraldo

  • Direção:Werner Herzog
  • Ano: 1982 
  • País: Alemanha, Peru
  • Gênero: Aventura, Drama
  • Duração: 158 min. / cor
  • Título Original: Fitzcarraldo
Um alemão, apaixonado por ópera - principalmente Caruso, sonha em levar para o meio da Amazônia peruana um teatro de ópera. Para alcançar isso resolve fazer fortuna com a borracha, indo a um local ainda desocupado através de um barco, atravessando-o para tal região por uma área de mata sendo levado pelos índios.
Confesso que achei um tanto maluco esse filme, mas é incrível a clareza com que se vê a repercussão no exterior de que a Amazônia é terra de ninguém, e como a exploração dessa região e de sua população é demasiada. As cenas em que se mostram árvores centenárias sendo derrubadas para a passagem do barco são revoltantes, e sinceramente espero que tenham sido feitas através de montagem e maquetes, pois se foram derrubadas de verdade vou pensar bem antes de recomendar esse filme.
O melhor de tudo é ver participações de Milton Nascimento, Grande Otelo e José Lewgoy nessa obra que com certeza te proporcionará uma boa dose de loucura.

Classificação: BOM

Ficha técnica: IMDb

Um cão andaluz

  • Título original: Un Chien Andalou
  • Gêneros:  Curta, Fantasia
  • Tempo: 40min
  • Ano: 1929
  • Direção:Luis Buñuel
  • Roteiro:Luis Buñuel, Salvador Dalí
O que dizer sobre essa obra-prima? Bem, sinopse não terá pois não tem como, afinal a história é totalmente surrealista. Também não queira assistir esse filme em um momento em que pretende relaxar e descançar a cabeça; esse curta é impactante demais e necessita de um máximo de atenção para que seja apreciado da melhor maneira.
Odeio comentários sobre filmes que acabam tendo spoilers, mas nesse não há como, ainda mais por ter de falar de uma das cenas mais famosas do cinema: o olho da moça sendo cortado. Na verdade é um olho de cabra, mas na aflição do momento quase não há de se perceber que aquele definitivamente não é um olho humano.
Muitas pessoas podem "enxergar" nesse filme críticas as instituições, as comunidades, à sociedade. Diria até que vi em alguns momentos, mas como li em comentário do próprio Buñuel sobre esse filme, não há o que se entender desse filme, o processo de criação dele e Dali foi incrível - o que vinha na cabeça eles colocavam no roteiro, é surrealismo e ponto. Surpreendente e sensacional.

Classificação: MARAVILHOSO

Ficha técnica: CineMenu
Pôster: Google

O corajoso ratinho Despereaux

  • título original:The Tale of Despereaux
  • gênero:Animação
  • duração:01 hs 40 min
  • ano de lançamento:2008
  • estúdio:Universal Pictures / Relativity Media / Largen Than Life Productions / Framestore Feature Animation
  • distribuidora:Universal Pictures / Paramount Pictures / UIP
  • direção: Sam Fell , Robert Stevenhagen
  • roteiro:Gary Ross, baseado em livro de Kate DiCamillo
  • produção:Gary Ross e Allison Thomas
  • música:William Ross
  • fotografia:Brad Blackbourn
  • direção de arte:Olivier Adam
  • edição:Mark Solomon
  • efeitos especiais:Framestore Feature Animation
Em um reino muito distante, após uma confusão causada por uma ratazana, os ratos (que viviam como humanos) e as sopas são banidas da comunidade. As esperanças para que tudo volte ao normal são depositadas em um camundongo que foge dos padrões de sua família medrosa, sendo corajoso e aventureiro.
Já faz algum tempo que estamos nos acostumando a ver desenhos com "dupla personalidade", que divertem as crianças mas ao mesmo tempo tem temática e piadas adultas; Despereaux foge disso. É um desenho bem infantil, mas tão infantil que acredito chegar a um ponto que crianças acima de 9 anos já não terão interesse.
Não é o fato de ser infantil que estraga, mas o público mesmo sendo mirim merece um roteiro bem trabalho e que faça sentido; essa animação é fraca em sua história tendo muitos pontos desamarrados e mal explicados.

Classificação: RUIM

Ficha técnica: IMDb


segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Deus e o diabo na terra do sol

  • título original:Deus e o Diabo na Terra do Sol
  • gênero:Drama
  • duração:02 hs 05 min
  • ano de lançamento:1964
  • estúdio:Copacabana Filmes
  • distribuidora:Glauber Rocha
  • direção:Glauber Rocha
  • roteiro:Glauber Rocha e Walter Lima Jr., baseado em argumento de Glauber Rocha
  • produção:Luiz Augusto Mendes
  • música:Heitor Villa-Lobos
  • fotografia:Waldemar Lima
  • figurino:Paulo Gil Soares
  • edição:Rafael Justo Valverde
Após matar o patrão, um coronel explorador, o vaqueiro Manuel e sua esposa Rosa fogem pelo sertão afora primeiro seguindo um grupo de beatos fervorosos e depois se juntando a um grupo de cangaceiros, enquanto Antônio das Mortes segue matando a mando na Igreja.
Infelizmente o cinema nacional ainda sofre muito preconceito, eu já aprendi a admirar as obras brasileiras atuais, e venho tentando conhecer as obras antigas. Por ser um filme bem antigo esperava uma má qualidade de imagem, interpretação e som mas me surpreendi pois, para as possibilidades da época, o filme está e ótima qualidade (tirando o som que é algo que até hoje ainda tem o que ser melhorado no cinema nacional).
Incrível como com cenas as vezes um pouco exageradas é bem exibido o sofrimento do povo sertanejo, e como a revolta com isso os faz seguir por alguns caminhos - o do fanatismo religioso acreditando que só Deus pode salvá-los daquela situação, ou o caminho da violência contra as "autoridades" que nos os ajudam.

Classificação: ÓTIMO

Ficha técnica e poster: IMDb
 


Crepusculo

  • título original:Twilight
  • gênero:Romance
  • duração:02 hs 02 min
  • ano de lançamento:2008
  • estúdio:Maverick Films / Goldcrest Pictures / Temple Hill Entertainment / Summit Entertainment / Twilight Productions / Imprint Entertainment
  • distribuidora:Summit Entertainment / Paris Filmes
  • direção: Catherine Hardwicke
  • roteiro:Melissa Rosenberg, baseado em livro de Stephenie Meyer
  • produção:Wyck Godfrey, Greg Mooradian, Mark Morgan e Karen Rosenfelt
  • música:Carter Burwell
  • fotografia:Elliot Davis
  • direção de arte:Christopher Brown e Ian Phillips
  • figurino:Wendy Chuck
  • edição:Nancy Richardson
  • efeitos especiais:Amalgamated Pixels / Lola Visual Effects / Industrial Light & Magic / Rez-Illusion / CIS Vancouver / Gentle Giant Studios
Filme infanto-juvenil, que vem adquirindo fãs jovens-adultos também, sobre uma garota colegial que se apaixona por um vampiro que não se alimenta de sangue humano; sendo que essa relação trará alguns problemas exatamente pela diferença que há entre eles. Não gosto de assistir filmes baseados em livros sem lê-los primeiro, mas esse acabou sendo assim. Pelo  que vi fãs da série falando, o filme deixou muito a desejar em relação ao livro, como na maioria das adaptações.
Sinceramente, com base apenas no que assisti, achei a história fraca, comum, sem ação, com efeitos ruins, e os atores com uma interpretação bem medíocre. O único ponto que acredito ter dado muito certo foi a química entre o casal principal; duas opções: ou eles souberam interpretar pelo menos essa parte bem ou acontece alguma coisa entre os atores.

Classificação: PÉSSIMO

Poster e ficha tecnica: IMDb


domingo, 8 de novembro de 2009

Fale com Ela

  • título original:Hable con Ella
  • gênero:Drama
  • duração:01 hs 56 min
  • ano de lançamento:2002
  • estúdio:El Deseo S.A.
  • distribuidora:20th Century Fox / Sony Pictures Classics / Warner Bros.
  • direção: Pedro Almodóvar
  • roteiro:Pedro Almodóvar
  • produção:Agustín Almodóvar
  • música:Alberto Iglesias
  • fotografia:Javier Aguirresarobe
  • direção de arte:Antxón Gómez
  • figurino:Sonia Grande
  • edição:José Salcedo

Os filmes de Almodovar costumam gerar reações variadas nas pessoas, e pelo que costume perceber são reações de ódio ou amor - nunca meio termo. Já vi outros filmes dele, mas achei melho começar os comentários por esse, os anteriores mexiam comigo mas eu não saberia explicar qual o sentimento me gerava.
"Fale com ela" trata com muita sutileza sobre o drama do coma  que acomete duas mulheres, e por causa disso faz surgir uma grande amizade entre dois homens que já haviam se encontrado no passado mas não se conheciam. Junto com essa história, interliga a paixão psicótica de um dos homens por umas das moças em coma.
Com a costumeira delicadeza de Almodovar para mostrar a interação entre as pessoas, nesse filme ele foca mais o masculino do que o feminino. Com algumas pitadas de humor e sensualidade, posso dizer que estou descobrindo qual minha relação com esse diretor , e não é ódio.

Classificação: MARAVILHOSO

Poster e ficha técnica: IMDb


terça-feira, 3 de novembro de 2009

Hancock

  • título original:Hancock
  • gênero:Aventura
  • duração:01 hs 32 min
  • ano de lançamento:2008
  • estúdio:Blue Light / Relativity Media / Weed Road Pictures / Forward Pass / Overbrook Entertainment
  • distribuidora:Columbia Pictures
  • direção: Peter Berg
  • roteiro:Vincent Ngo e Vince Gilligan
  • produção:Akiva Goldsman, James Lassiter, Michael Mann e Will Smith
  • música:John Powell
  • fotografia:Tobias A. Schliessler
  • direção de arte:William Hawkins e Dawn Swiderski
  • figurino:Louise Mingenbach
  • edição:Colby Parker Jr. e Paul Rubell
  • efeitos especiais:Furious FX / Lidar Services / Sony Pictures Imageworks
Um super-herói problemático encontra em um relações-públicas a ajuda que precisava para lidar bem com a população.
Esse é um filme que tinha tudo para agradar o público: história de super herói (que costuma contar com uma super produção), o personagem principal sendo um anti-herói alcóolatra, e interpretado por Will Smith que vem mostrando seu valor como ator.
Pena que o filme andou exatamente para o caminho contrário, o filme, que em seus primeiros 30 minutos, passa bem o que a sinopse fala do filme, depois perde a linha e passa para um drama/romance bobo e sem graça.
Poderia render uma história engraçada, divertida e com ação e terminou em um filme bobo e sem seguir uma linha de raciocínio. Muito me decepcionou.

Classificação: RUIM

Ficha técnica e pôster: IMDb

sábado, 31 de outubro de 2009

King Kong - 2005

  • título original:King Kong
  • gênero:Aventura
  • duração:03 hs 07 min
  • ano de lançamento:2005
  • estúdio:Universal Pictures / WingNut Films / Big Primate Pictures
  • distribuidora:Universal Pictures / UIP
  • direção: Peter Jackson
  • roteiro:Fran Walsh, Philippa Boyens e Peter Jackson, baseado em estória de Merian C. Cooper e Edgar Wallace
  • produção:Jan Blenkin, Carolynne Cunningham, Peter Jackson e Fran Walsh
  • música:James Newton Howard
  • fotografia:Andrew Lesnie
  • direção de arte:Simon Bright e Dan Hennah
  • figurino:Terry Ryan
  • edição:Jamie Selkirk
  • efeitos especiais:Weta Digital Ltd. / EYETECH Optics / Gentle Giant Studios Inc.
A história continua a mesma do Original de 1933, mas há ressalvas a fazer sobre esse filme.
Sem dúvida alguma a produção gráfica é imensamente superior aos anteriores, o gorila gigante é bem real e muito mais expressivo.
A cena em que ele desliza sobre o gelo como uma criança que nunca viu neve é sensacional, e a cena clássica do gorila em cima do Empire State é mais proporcional ao que seria o animal em relação ao prédio.
Porém, por incrível que pareça, considero esse filme mais trash do que o primeiro. Por que? Simples - Jack Black; ele é engraçado e bom ator mas algo nele me remete produções B. Não achei que foi uma boa escolha para a refilmagem de um clássico como King Kong.

Classificação: ÓTIMO

Ficha técnica e pôster: IMDb


King Kong - 1933

  • título original:King Kong
  • gênero:Aventura
  • duração:01 hs 34 min
  • ano de lançamento:1933
  • estúdio:RKO Radio Pictures Inc.
  • distribuidora:RKO Radio Pictures Inc.
  • direção: Merian C. Cooper , Ernest B. Schoedsack
  • roteiro:James Ashmore Creelman e Ruth Rose, baseado em estória de Merian C. Cooper e Edgar Wallace
  • produção:Merian C. Cooper e Ernest B. Schoedsack
  • música:Max Steiner
  • fotografia:J.O. Taylor
  • direção de arte:Carroll Clark, Alfred Herman e Van Nest Polglase
  • edição:Ted Cheesman
Para aqueles que acham que esse é mais um daqueles filmes antigos mal feitos, se engana. Muitas cenas que eu pensava terem sido criadas para a última versão desse filme já estão no original, como por exemplo o King Kong brincando com a madíbula do T-Rex.
A história basicamente é a seguinte: um cineasta aventureiro resolve filmar em uma ilha misteriosa, leva consigo uma atriz que está passando por problemas financeiros. Quando chegam lá descobrem esse macaco gigante, que se apaixona pela moça e depois é capturado e levado para Nova York.
Para um filme de 1933, a produção grafica é magnífica, enquanto em alguns outros filmes antigos pode-se ver as linhas que seguram alguns objetos ou o contorno do recorte em volta do personagem, em King Kong isso não é notado. Lógico que as pessoas de hoje em dia vêem facilmente que são montagens, mas temos que ver esse tipo de filme pensando como alguém da época, e com certeza um cidadão de 1933 levou vários sustos pensando que aquilo realmente era de verdade.

Classificação: ÓTIMO

Ficha técnica e pôster: IMDb


domingo, 25 de outubro de 2009

Bastardos Inglórios

Diretor: Quentin Tarantino
Elenco: Brad Pitt, Diane Kruger, Mélanie Laurent, Christoph Waltz, Daniel Brühl, Eli Roth, Samm Levine, Michael Fassbender, B.J. Novak, Til Schweiger.
Produção: Lawrence Bender
Roteiro: Quentin Tarantino
Fotografia: Robert Richardson
Duração: 153 min.
Ano: 2009
País: EUA/ Alemanha
Gênero: Ação
Cor: Colorido
Distribuidora: Universal Pictures
Estúdio: Lawrence Bender Productions / Universal Pictures / A Band Apart / The Weinstein Company / Studio Babelsberg / Zehnte Babelsberg
Classificação: 18 anos

Eu gosto muito de todos os filmes que tiveram um dedinho do Tarantino, mas Bastardos se superou. Incrível, sensacional, maravilhoso - enfim, FODA. Tendo como base a Segunda Guerra Mundial, um grupo de soldados judeus se unem para matar nazistas como civis, enquanto em outro lugar da França uma jovem consegue escapar do massacre de sua família e deseja vingança. A história é boa, mas o que a torna sensacional são as piadinhas dignas do Tarantino, na minha opinião um dos melhores humores do cinema - de mal gosto - aquele que te faz rir nos piores momentos; apesar do filme não ter tantas características de filmes dele - como começar do final - mas mantém a divisão por capítulos, como Kill Bill, e a forma irônica de espalhar sangue o tempo todo.
Brad Pitt, apesar de não aparecer tanto como dá a entender o trailer, estava em uma das suas melhores atuações. Como um típico caipira americano, seu sotaque tira várias gargalhadas do público. Vale destacar a cena em que ele e seus amigos tentam falar italiano - para mim uma das melhores e a única em que o cinema inteiro deu risada em uníssono.
Fazia tempo que eu não ia ver um filme que me deixasse tão entusiasmada, em várias cenas de bastardos meu coração dispararava de ansiedade pelo que estava por acontecer.

Classificação: MARAVILHOSO

Ficha técnica e pôster: CineClick


quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Watchmen - O Filme

  • título original:Watchmen
  • gênero:Ficção Científica
  • duração:02 hs 43 min
  • ano de lançamento:2009
  • estúdio:Warner Bros. Pictures / Paramount Pictures / DC Comics / Lawrence Gordon Productions / Legenday Pictures
  • distribuidora:Paramount Pictures / Warner Bros. Pictures / UIP
  • direção: Zack Snyder
  • roteiro:Alex Tse e David Hayter, baseado em graphic novel de Alan Moore e Dave Gibbons
  • produção:Lawrence Gordon, Lloyd Levin e Deborah Snyder
  • música:Tyler Bates
  • fotografia:Larry Fong
  • direção de arte:François Audouy, Helen Jarvis e James Steuart
  • figurino:Michael Wilkinson
  • edição:William Hoy
  • efeitos especiais:CIS Hollywood / Intelligent Creatures / Rainmaker / Proof / Drac Studios / Lidar Services / Gentle Giant Studios / Moving Picture Company / Quantum Creation FX / Rising Sun Pictures / Sony Pictures Imageworks / Svengali Visual Effects
Filmes baseados em quadrinhos costumam me encantar tanto quanto animações, mas normalmente são bem parecidos e mantém um senso comum. O que não acontece nesse filme.
Logo no início do filme um super-herói é morto, o que desencadeia a reunião dos outros de seu grupo em busca de desvendar esse mistério, e resolver antigos problemas internos; e é exatamente essa cena inicial que me chamou a atenção e me mostrou que prometia valer a pena - uma luta tendo como trilha sonora Frank Sinatra sensacional. E logo em seguida a abertura com fundo de Bob Dylan, na verdade toda a trilha sonora é maravilhosa e muito bem aplicada.
Além da situação com os heróis, que ao mesmo tempo me pareceram anti-heróis, a história se ambienta no período de Guerra Fria, tendo junto com a temática de quadrinhos um apelo geopolítico.
Não sei dizer quão fiel é ao quadrinho da série, mas recomendo aos apaixonados pelo gênero.

Classificação: ÓTIMO

Ficha técnica e pôster: IMDb


quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Rapsodia em agosto


  • Título original: Rhapsody in August 
  • Gênero: Drama   
  • Tempo de Duração: 97 minutos 
  • Ano de Lançamento: 1991  
  • País: Japão 
  • Distribuição: Spectra Nova  
  • Direção: Akira Kurosawa 
 Mantenho minha opinião sobre a qualidade da interpretação oriental que disse em Os sete samurais; porém nesse filme a impressão final é totalmente diferente.
Sim, a fonética da língua japonesa conseguiu deixar até o Richard Gere sem expressão, mas a história é apaixonante.
Durante férias, crianças passam as férias com a avó em Nagasaki enquanto os pais viajam ao Havaí para conhecer alguns parentes americanos. A situação é um pouco entediante, já que a avó é muito idosa e ainda sofre muito pela perda do marido com a bomba da Segunda Guerra Mundial. Os pais buscam se dar bem com a qualidade de vida dos parentes americano, e as crianças cada vez mais entendem os sentimentos da avó.
A atriz Sachiko Murase dá um show como a senhora que suportou tudo após a guerra, tão centrada, espiritualizada, e espirituosa que dá vontade de tê-la perto de si e cuidar dessa senhora que representa a matriarca da família.
Todo o filme, apesar de ser uma lição de vida, passa meio arrastado, mas seus últimos 5 minutos de história valem pelas 2 horas de filme.

Classificação: ÓTIMO

Ficha técnica e pôster: PrimeTime

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Os sete samurais

  • título original:Shicinin No Samurai
  • gênero:Aventura
  • duração:03 hs 28 min
  • ano de lançamento:1954
  • estúdio:Toho
  • distribuidora:Columbia Pictures
  • direção: Akira Kurosawa
  • roteiro:Shinobu Hashimoto, Akira Kurosawa e Hideo Oguni
  • produção:Sojiro Motoki
  • música:Fumio Hayasaka
  • fotografia:Asakazu Nakai
  • figurino:Kôhei Ezaki
  • edição:Akira Kurosawa

Em um vilarejo japonês, no século XVI, camponeses vão em busca de samurais para a defesa de suas terras que vem sendo ameaçadas por bandidos. Não sou uma especialista em filmes orientais, muito menos fã, mas algumas considerações são inevitáveis de se fazer; não sei se é por serem criados em uma cultura muito diferente da nossa, mas acho o povo oriental muito pouco apto para a interpretação, beiram a inexpressividade, e quando se expressam mais parecem animês humanos, além da fonética da língua também dificultar a expressão de sentimentos por serem dialetos com tonalidades vocais muito parecidas. Esse é um filme para aqueles apaixonados por lutas marciais, acredito que esse seja o precursor do gênero, e que se interessem muito pelas culturas orientais.

Classificação: REGULAR

 Ficha técnica e poster: IMDb


segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Up - Altas Aventuras


  • título original:Up
  • gênero:Animação computadorizada
  • duração:01 hs 36 min
  • ano de lançamento:2009
  • estúdio:Walt Disney Pictures / Pixar Animation Studios
  • distribuidora:Walt Disney Studios Motion Pictures / Buena Vista International
  • direção: Pete Docter
  • roteiro:Bob Peterson
  • produção:Jonas Rivera
  • música:Michael Giacchino
  • direção de arte:Ralph Eggleston
 A Pixar, a cada filme lançado, consegue se superar mais. Além de vir focando seus desenhos/ animações em um público-alvo crescente: os adultos. Mesmo sempre tendo apelos infantis, para interesse da garotada, o roteiro é recheado de piadas e temas voltados para o público crescido; e Up é uma animação completamente assim.
Uma história pesada e complexa para crianças, a ponto de amedontrar os pequenos (assisti hoje, e a sala estava cheia de crianças chorando e os pais se divertindo). Após a perda da esposa - os primeiros 5 minutos do filme fazem até a pior pessoa do mundo se emocionar - um senhor de idade, que também vê sua casa sendo ameaçada, resolve partir para uma aventura e cumprir planos que fazia com sua amada.
Sou muito suspeita para falar de animações, sem dúvida um dos meus gêneros favoritos, mas recomendo a todos os adultos que mantém uma criança viva dentro de si.

Classificação: MARAVILHOSO

Ficha técnica e poster: IMDb



segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Duets - vem cantar comigo

  • título original:Duets
  • gênero:Comédia
  • duração:01 hs 32 min
  • ano de lançamento:2000
  • estúdio:Beacon Films, Inc. / Hollywood Pictures / Seven Arts Pictures
  • distribuidora:Buena Vista Pictures
  • direção: Bruce Paltrow
  • roteiro:John Byrum
  • produção:John Byrum, Kevin Jones e Bruce Paltrow
  • música:David Newman
  • direção de arte:William Heslup
  • figurino:Mary Claire Hannan
  • edição:Gerald B. Greenberg
Uma filha que encontra seu pai, um golpista; um ladrão faz amizade com um homem workholic e ignorado pela família; um fracassado tem seu caminho cruzado por uma prostituta. Todos desacreditados com suas vidas e com o "sonho americano" buscam refúgio emocional e financeiro em campeonatos de karaokê. A música como caminho principal dá um tom mais leve ao filme, mas a crítica a falta de oportunidade na sociedade para aqueles considerados "fracassados" é gigante. E a trilha sonora é ótima, além de muito bem interpretada. Parece só mais um musical, mas nas entrelinhas vê-se muito mais que isso. Para quem gosta de dar risada com a desgraça alheia é uma boa pedida.

Classificação: BOM

Ficha técnica: IMDb


segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Invasões Bárbaras

  • título original:Les Invasions Barbares
  • gênero:Drama
  • duração:01 hs 39 min
  • ano de lançamento:2003
  • site oficial:
  • estúdio:Astral Films / Centre National de la Cinématographie / Cinémaginaire Inc. / Le Studio Canal+ / Harold Greenbury Fund / Productions Barbares Inc. / Pyramid Productions / Société Radio-Canada / Téléfilm Canada/ Soci
  • distribuidora:Miramax Films / Art Films
  • direção: Denys Arcand
  • roteiro:Denys Arcand
  • produção:Daniel Louis e Denise Robert
  • música:Pierre Aviat
  • fotografia:Guy Dufaux
  • direção de arte:Caroline Alder
  • figurino:Denis Sperdouklis
  • edição:Isabelle Dedieu
Normalmente continuações são mau vistas, e de qualidade reduzida em relação ao primeiro filme. Não é o que acontece nesse caso. Invasões Bárbaras supera em muito Declínio do Império Americano. Com um roteiro consistente, trilha sonora impecável, e o que mais faltava no originário: diálogos coerentes. O conceito que é tentado passar com o título, infelizmente, mal é falado; tudo é notado somente nas entrelinhas. Com uma carga emocional muito pesada, não há como ficar passivo ao final do filme. Apesar de não ter gostado do primeiro, vale a pena assistir só para poder ver sua continuação.

Classificação: BOM

Ficha técnica e poster: IMDb


quinta-feira, 24 de setembro de 2009

O declínio do império americano.

título original:Le Déclin de l'Empire Américain
gênero
:Drama
duração
:01 hs 41 min
ano de lançamento
:1986
estúdio:Malofilm / Corporation Image M & M / National Film Board of Canada / Téléfilm Canada / Société Général du Cinéma du Québec / Societe Radio Cinema
distribuidora
:Cineplex-Odeon Films / Art Films
direção
: Denys Arcand
roteiro
:Denys Arcand
produção
:Roger Frappier e René Malo
música
:François Dompierre
fotografia:Guy Dufaux
direção de arte
:Gaudeline Sauriol
figurino
:Denis Sperdouklis
edição
:Monique Fortier
efeitos especiais
:Les Productions de l'Intrigue Inc.


Não é o tipo de filme para quem busca apenas passatempo e diversão, para tentar tirar algo produtivo deve haver muita concentração. Praticamente todos os diálogos do filme tem como temática o sexo, não de forma descontraída e leve, mas pesado e beirando a "baixaria". As instuições, nesse grupo muito intelectualizado de amigos, são totalmentes desvalorizadas e desrespeitadas. Tendo como base esse círculo social o filme tenta, de forma vã, demostrar como o "império americano" está decadente. Se pretende assistir vá com muito paciência, eu não repitiria a dose. 

Classificação: REGULAR

Ficha técnica e poster: IMDb


terça-feira, 22 de setembro de 2009

O meu roteiro

Esse blog terá a simples função de falar sobre cinema. Não pretendo montar somente sinopses, mas fazer minha crítica, tanto positiva quanto negativa, em todos os aspectos possíveis do filme. Dividirei as tags em gênero de filme, diretores e atores para quem entrar conseguir encontrar com mais facilidade o que procura.
Por ser apaixonada por cinema, pretendo usar esse blog como meio para alcançar um desejo meu: trabalhar com crítica de verdade. Se gostarem do que escrevo por favor divulguem.
Ficha técnica e poster usarei os disponibilizados no site Adoro Cinema .
Indico a todos um site chamado Filmow, um rede social para cinéfilos onde é possível marcas os filmes já vistos, os que quer ver, dar nota e muito mais.
E por enquanto é isso pessoal.